Continuidade da garraiada na Queima das Fitas de Coimbra vai a referendo

A continuidade da garraiada no programa da Queima das Fitas de Coimbra vai ser objeto de referendo à comunidade estudantil, a 13 de março, depois de a comissão organizadora ter proposto o seu fim, divulgou hoje a organização do evento.

“Para o ano de 2018, a Comissão Central da Queima das Fitas decidiu, por unanimidade, propor a abolição da garraiada como evento tradicional da festa”, revelou hoje a organização daquela festa académica, referindo que, face a essa posição, o Conselho de Veteranos e a Associação Académica de Coimbra (AAC) – entidades tutelares da Queima – acordaram em realizar um referendo aos estudantes da Universidade de Coimbra sobre o futuro da garraiada.

Segundo a nota de imprensa enviada à agência Lusa, o referendo à comunidade estudantil vai decorrer a 13 de março, nas faculdades da Universidade de Coimbra.

A decisão de propor a abolição da garraiada surge depois de, em 2016, a garraiada ter sofrido algumas alterações (foi retirada a lide do novilho a pé e a cavalo), face a protestos e discussão no seio da academia contra a realização do evento.

O presidente da direção-geral da AAC, Alexandre Amado, afirmou à agência Lusa que “é muito positivo que se debata” esta matéria, sublinhando que “há pertinência em vários argumentos que vão sendo levantados” sobre a continuidade da garraiada.

Questionado pela agência Lusa, Alexandre Amado recusou revelar a sua posição sobre a abolição da garraiada, referindo que a direção-geral ainda não tem uma posição institucional sobre a matéria, sendo que, em breve, deverá pronunciar-se sobre se toma ou não uma posição, ou se cada um dos seus elementos se pronuncia a título pessoal.

Também o Dux Veteranorum do Conselho dos Veteranos, João Luís Jesus, optou por não revelar a sua posição sobre a matéria, salientando que a entidade que lidera “não vai tomar nenhuma posição sobre se a garraiada deve ou não continuar”.

“O Conselho de Veteranos há vários anos que nota que há uma discussão crescente sobre a existência ou não da garraiada no programa oficial da Queima das Fitas”, explicou, referindo que, face à posição da comissão organizadora de querer abolir a garraiada, os veteranos propuseram que esta decisão teria de ser tomada com recurso a uma consulta à academia, sob a forma de um referendo.

A Queima das Fitas de Coimbra realiza-se este ano de 04 a 11 de maio.

Fonte: SAPO24

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AINDA A GARRAIADA DA QUEIMA DAS FITAS DOS “DOUTORES” DE COIMBRA

Recebi este excelente comentário da minha amiga Maria João Lopes Gaspar Oliveira. Uma obra-prima argumentativa contra esta prática que desqualifica os estudantes e a Academia Coimbrã.

Será que, desta vez, a “minha” Coimbra ver-se-á livre desta nódoa negra medievalesca?

Esperemos que a racionalidade vença a bestialidade …

https://i0.wp.com/c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B02079ead/20288712_6YFJA.jpeg (Imagem: Arquivo Global Imagens)

Maria João Lopes Gaspar Oliveira, deixou um comentário ao post QUEREMOS A QUEIMA DAS FITAS DE COIMBRA LIVRE DE SOFRIMENTO DE BOVINOS BEBÉS às 20:18, 2017-03-01.

Comentário:

Enviei este e-mail para os endereços electrónicos que a Isabel indicou: Exmo(s) Senhor(es): A Queima das Fitas vai-se aproximando, e a minha angústia cresce à medida que o tempo passa. Mal posso acreditar que a garraiada (nem os bebés escapam à exploração e sofrimento físico e psicológico…) ainda se mantenha na “Cidade do Conhecimento”, até porque a CULTURA é incompatível com a tortura.

Os bezerrinhos são animais dotados de sistema nervoso e de cérebro, logo seres sencientes. E as pessoas divertem-se, em pleno século XXI, com o sofrimento de um animal bebé assustado, perante a força física de jovens estudantes que ainda não se recusaram a praticar este acto cruel. Sem a ética da compaixão, não é possível um mundo melhor. Interiorizar o sofrimento alheio é um grande passo em frente.

Custa muito, confesso, mas… quando amamos, verdadeiramente, os animais, o nosso sofrimento é também inevitável, e não podemos, de modo algum, ficar de braços cruzados. É urgente também uma revisão do conceito de tradição (se não evoluirmos, as nossas práticas continuarão a ser medievalescas…) e de arte, porque esta tem um papel humanizante e civilizador, pelo que não pode ser compatível com a tortura. Além disso, há ainda o preconceito do especismo, que leva o homem a pensar que é um animal “superior”, e que, por isso, os outros animais são objectos descartáveis ao serviço dos seus interesses, sofram o que sofrerem com isso.

Com razão, Gandhi afirmou que o nível de civilização de um povo se pode avaliar pela maneira como os animais são tratados. Por conseguinte, peço encarecidamente, a V. Exa(s)., o cancelamento definitivo da garraiada da Queima das Fitas. Anular um “espectáculo” que vai provocar a tortura de um ser senciente e indefeso, só dignifica quem teve a coragem de o fazer. Convicta de que não solto um grito no deserto, mas sim um apelo bem ouvido e compreendido, envio os meus melhores cumprimentos. Maria João Lopes Gaspar de Oliveira – COIMBRA

Fonte: Arco de Almedina

QUEREMOS A QUEIMA DAS FITAS DE COIMBRA LIVRE DE SOFRIMENTO DE BOVINOS BEBÉS

QUEIMA.jpg
A cobardia de um grupo de marmanjos contra um indefeso bovino bebé…

Queremos que a Queima das Fitas de Coimbra deixe de estar manchada pelo divertimento à custa de sofrimento e exploração animal.

É MUITO IMPORTANTE mostrar que na academia, na sociedade coimbrã e na sociedade portuguesa em geral, a esmagadora maioria não concorda com a inclusão da garraiada na Queima das Fitas, e por isso apelamos que enviem uma mensagem às entidades responsáveis.

Vamos dar voz a quem não a tem!

Destinatários:

geral@academica.pt;cveteranos@gmail.com; geral@queimadasfitascoimbra.pt; gbreitor@uc.pt

CC: queimadasfarpas@gmail.com

 

Mensagem (adaptada da original)

A garraiada é uma actividade cruel e violenta que maltrata física e psicologicamente bovinos ainda bebés. Não há razão alguma para a incluir numa festa de estudantes, que se dizem do Ensino Superior.

Que superioridade haverá na cobardia de atacarem um indefeso bovino bebé?

Consideramos que a capacidade de ver um mundo novo e a coragem de lutar por ele é a verdadeira tradição Coimbrã, que não podemos deixar morrer e por isso aqui estamos a pedir que se acabe com a garraiada, onde se maltrata bezerrinhos bebés, uma prática que envergonha a Universidade e a cidade de Coimbra.

Pedimos aos organizadores da Queima das Fitas de Coimbra que em nome da Evolução, da Civilização e da Cultura Culta, cresçam como universitários, que devem prezar-se de o ser.

Em nenhuma outra academia os estudantes baixam de nível, ao ponto de ser divertirem à moda dos broncos.

É da Ética, do Bom Senso e da Racionalidade que as entidades relacionadas com a denominada “Cidade do Conhecimento” (não é assim que a apresentam ao mundo?) e com a própria Universidade de Coimbra, tomem uma posição pública contra esta prática cobarde que desprestigia toda a Humanidade.

Fonte: Arco de Almedina

TIREMOS AS FARPAS DA QUEIMA DAS FITAS DA ACADEMIA DE COIMBRA

Força Coimbra!

Sigam o exemplo da Academia do Porto, e livrem a bela Cidade do Conhecimento dessa nódoa negra da “garraiada” que não rima com EVOLUÇÃO

QUEIMA DAS FARPAS.jpg
Origem da imagem: https://www.facebook.com/Queima.das.Farpas/photos/pb.1568326173409064.-2207520000.1456338262./1586990171542664/?type=3&theater

«Resta-nos, com efeito, a educação (…) para o homem poder realizar o melhor das suas possibilidades pessoais e sociais, e para que a maldade vá deixando de ser uma fatalidade.”»

(João Boavida, in A Libertação do Mal, Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra)

foto SFAAC – Garraiada de 2007

ASSINEM A PETIÇÃO, POR FAVOR:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=QueimaDasFarpas

Fonte: Arco de Almedina