Victoria: Código Civil de Québec reconoce a los animales como seres dotados de sensibilidad

Con la adopción del proyecto de ley 54, el Código Civil del Québec será modificado a fin de reconocer explícitamente a los animales como seres sensibles. Les animaux ne sont pas des choses

Victoria: Código Civil de Québec reconoce a los animales como seres dotados de sensibilidad

Victoria para los más de 52 000 firmantes del manifiesto ¡Los animales no son cosas! Cerca de dos años después de la publicación del manifiesto, con mucho entusiasmo acogemos la adopción del proyecto de ley 54, la Ley que busca el mejoramiento de la situación jurídica del animal, entregada a la Asamblea Nacional el 5 de junio pasado por Pierre Paradis, Ministro de Agricultura, Pesca y Alimentación del Québec.

Con la adopción del proyecto de ley 54, el Código Civil del Québec será modificado a fin de reconocer explícitamente a los animales como seres sensibles. Con mayor precisión, se leerá en el nuevo artículo 898.1:

« Los animales no son bienes. Son seres dotados de sensibilidad y tienen necesidades biológicas. Además de las disposiciones de ley particulares que los protegen, las disposiciones del presente código y de cualquier otra ley relativa a los bienes les son de ahora en adelante, aplicables ».

Un reconocimiento así del animal como ser sensible, distinto del objeto inanimado, reviste ante nosotros una gran importancia simbólica. Permite en efecto reflejar el estado actual de los conocimientos científicos, así como los valores de las quebequeses y los quebequeses.

Dicho esto, la reforma del status jurídico del animal refleja un cambio puramente declaratorio. No tiene el efecto de dotar a los animales de reales derechos. En efecto, todas las disposiciones legislativas relacionadas a los bienes siguen siendo aplicables a los animales.

A más de la importante modificación al Código Civil, el proyecto de ley adoptado hoy contiene igualmente algunas otras mejoras significativas en materia penal, especialmente la ampliación del campo de aplicación de la ley a un mayor número de especies, la imposición de obligaciones relativas al bienestar psicológico de los animales así como el aumento de penas, incluyendo la posibilidad de pena de encarcelamiento para los reincidentes.

La adopción del proyecto de ley 54 constituye un avance importante para el derecho de Québec en materia de bienestar animal pero aún queda mucho por hacer para otorgar a los animales derechos reales. Continuaremos luchando en ese sentido y sabemos que podemos contar con ustedes para lo que vendrá.

Nuevamente, gracias por su apoyo y sobre todo ¡hasta pronto!

Fonte: ANIMANATURALIS

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Quebec – Canadá ONG sugere lei que proíbe manutenção de cães em correntes

Foto: Ivette Cardozo/The Star

A SPCA (Society for the Prevention of Cruelty to Animals) de Montreal (Canadá) está pedindo ao governo de Quebec que proíba a manutenção de cães presos por tutores em correntes o tempo todo, como parte de uma revisão nas leis de direitos animais da província. As informações são do The Star.

A ONG está lançando nesta semana uma campanha para aumentar a conscientização sobre cães acorrentados, argumentando que assim eles se tornam mais propensos a se ferirem, serem negligenciados, expostos a intempéries e sofrerem danos psicológicos como resultado de ficarem amarrados o tempo todo.

“Cães são animais sociais; eles precisam estar em contato com outros cães, com outros animais, com pessoas”, disse Sophie Gaillard, advogada da SPCA e gerente de campanhas de ativismo da ONG.

“Quando eles são mantidos isolados e privados da habilidade de brincar ou de se exercitar, eles desenvolvem severa frustração, alterações comportamentais, tédio e desgaste psicológico”, acrescentou.

Gaillard disse que cerca de um terço das queixas recebidas pela unidade de investigação da SPCA de Montreal dizem respeito a cães acorrentados.

Quebec introduziu um projeto de lei no início desse ano; se aprovado, haverá a alteração de status dos animais de “propriedades móveis” para “seres sencientes”.

A SPCA espera que a lei proibindo cães acorrentados seja incluída nesta atualização, que será debatida neste outono.

Gaillard explicou que a lei não deverá abranger a maneira como as pessoas passeiam com seus cães em guias ou prendem-lhes por um curto período, mas sim a cães que passam todos os dias, e os dias inteiros, presos em correntes.

As cidades de New Brunswick e de Nova Scotia aprovaram recentemente uma lei parecida, assim como mais algumas cidades de outras províncias.

Outro ponto colocado por Gaillard é que o acorrentamento de cães tem a ver com uma questão de segurança pública – é mais provável que esses cães que ficam amarrados o tempo todo ataquem pessoas ou se envolvam em brigas com outros cachorros, por serem menos socializados e não poderem fugir de coisas que consideram como ameaças.

A proposta da SPC deverá enfrentar a oposição de alguns grupos, incluindo membros da comunidade de “cães de trenó” da província, pois estes comumente mantêm cães acorrentados ao relento.

Segundo Gaillard, os cães de trenó são privados de interação social pois são impedidos de tocar uns aos outros e raramente se vêm soltos (quando não estão presos em correntes, estão presos arrastando trenós).

Para assinar a petição e conhecer o site que a SPCA criou para divulgar a campanha, clique aqui.

Fonte: ANDA