Parlamento Tendência interna do CDS quer partido a defender touradas

Corrente de opinião quer pressionar Cristas antes da votação sobre o fim das corridas no Parlamento.

Há quem goste de ver touradas e se retraia por causa do sofrimento dos animais. O pensamento até já foi admitido publicamente pela líder do CDS, Assunção Cristas, e é para contrariar essa atitude que a Tendência Esperança em Movimento (TEM), corrente interna do partido, organiza no dia 28 uma conferência sobre o tema. Objectivo: pressionar o CDS a assumir uma posição clara a favor das corridas de touros, a uma semana de uma votação no Parlamento para acabar com as touradas ou com o seu financiamento público.

Crítica de algumas posições assumidas por Assunção Cristas, a TEM elogia o empenho da líder do CDS contra a eutanásia. E era essa a posição clara que a TEM, a única corrente oficializada no CDS, gostaria de ver assumida pelo partido sobre as corridas de touros.

A poucos dias da votação dos projectos do PAN e do BE – marcada para dia 6 de Julho – , a TEM promove uma conferência, na sede do partido, para tentar “desfazer mitos” sobre o espectáculo tauromáquico. Só foram convidadas figuras pró-touradas. “É aberta a todos. Não queremos que todos pensem como nós. Queremos que as pessoas fiquem esclarecidas, que decidam em consciência e assente na realidade”, afirmou ao PÚBLICO o porta-voz da tendência Abel Matos Santos. O democrata-cristão acrescenta um outro argumento: “Do outro lado os argumentos são falaciosos e manipuladores da verdade”.

Entre os convidados está Elísio Summavielle, ex-secretário de Estado socialista e actual presidente do Centro Cultural de Belém, que participa como aficionado. Já estão confirmados Hélder Milheiro, representante da Prótoiro, os cavaleiros Victor Mendes e Paulo Caetano, o veterinário e criador de touro bravo Joaquim Grave e o forcado José Fernando Potier.

Abel Matos Santos defende as touradas em Portugal como um legado histórico que o CDS tem de preservar e põe em causa a ideia do sofrimento do animal. “Quem for à conferência vai perceber que o bem-estar do animal é garantido na tourada. O touro e o cavalo realizam-se no espectáculo tauromáquico”, afirmou.

Em Março deste ano, Assunção Cristas disse ao Expresso ver as touradas “como um bailado” mas admitiu que, “se pensar muito muito, muito” no sofrimento do animal, terá pena. Mas há outros dirigentes que são aficionados e que defendem as corridas de touros.

As touradas associadas ao partido já foram uma tradição nos aniversários do CDS, mas deixaram de se realizar nos anos 90. Foi a Juventude Popular que quis retomar a tradição, em 2016, e organizou uma corrida de touros, embora tivesse o apoio “apagado” da direcção de Assunção Cristas, como na altura se queixaram os “jotas”.

O CDS vai ter de assumir uma posição no dia 6 quando forem votados os projectos de lei já entregues. A iniciativa do PAN determina a “abolição das corridas de touros em Portugal”, depois de 25 páginas de argumentação. O texto começa com um apontamento histórico, alegando que “a realização de touradas nunca foi consensual na sociedade portuguesa” e que, “ao longo dos últimos séculos, verificaram-se vários períodos em que praticamente deixaram de existir em Portugal”. No projecto, o PAN defende ainda que há um “declínio da indústria tauromáquica” e que é um sector inviável economicamente, referindo-se ainda ao impacto nas crianças e jovens, bem como ao sofrimento dos animais.

No caso do BE, os projectos de lei apresentados na Assembleia da República visam acabar com quaisquer apoios públicos às corridas de touros, não só em termos de financiamento, como também institucionais por parte da Presidência da República, Governo e autarquias. Os bloquistas defendem ainda que a transmissão televisiva das corridas só seja permitida entre as 22h30 e as 6h.

Fonte: Publico

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Animais O último rinoceronte-branco-do-norte macho está doente e já não vai salvar a espécie

Há um ano, Sudan foi notícia por recorrer ao Tinder para tentar procriar e salvar a espécie. Agora, e sem deixar descendentes, o último rinoceronte-branco-do-norte macho do mundo enfrenta graves problemas de saúde.

Rinoceronte Branco
Sudan, o último da sua espécie

Chama-se Sudan, é o último rinoceronte-branco-do-norte macho do mundo e a sua saúde já teve melhores dias: aos 45 anos, o seu estado está a deteriorar-se rapidamente e não se esperam melhorias, segundo informou nesta sexta-feira a reserva natural queniana de Ol Pejeta, onde o animal está desde 2009. Sudan tinha recuperado com sucesso, no final do ano passado, de uma infecção na pata direita agravada pela sua idade avançada. Há alguns dias, porém, sofreu uma recaída. Desta vez, indica o parque, a infecção é “muito mais profunda”.

“A infecção foi tratada mas, preocupantemente, está a demorar mais do que o normal para recuperar, apesar dos esforços da equipa de veterinários que está a cuidar dele 24 horas” por dia, lê-se num comunicado da reserva. “Estamos muito preocupados com ele. É extremamente idoso para um rinoceronte e não queremos que sofra desnecessariamente”.

Em Dezembro de 2017, um comité formado por veterinários, ecologistas e especialistas em fauna selvagem do Quénia, República Checa, Reino Unido e África do Sul reuniu-se para tentar salvar a vida do último espécime vivo de rinoceronte-branco-do-norte do sexo masculino. Além de Sudan, já só existem outras duas fémeas vivas daquela espécie, também na reserva de Ol Pejeta.

Sudan é muito velho para procriar por vias naturais, pelo que a única esperança de evitar a extinção está no recurso a técnicas de fertilização artificial, algo que nunca foi tentado com rinocerontes. Para angariar fundos para o processo, cerca de nove milhões de dólares, Sudan foi recentemente protagonista de uma campanha na rede social Tinder, a popular aplicação de encontros, onde era apresentado como o último macho da espécie.

O fim praticamente inevitável do rinoceronte-branco-do-norte é causado por anos de caça furtiva, incentivada pela incessante procura de corno de rinoceronte no mercado asiático, onde é mais caro que o ouro, devido às alegadas propriedade curativas e afrodisíacas. De resto, e mesmo à beira da extinção, Sudan e as fémeas estão sob vigilância armada durante 24 horas por dia.

Fonte: PUBLICO

Estas espécies podem desaparecer num futuro próximo

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(O artigo contem mais imagens)

São 19 as espécies que o Fundo Mundial para a Natureza (WWF, no original) destaca como correndo um risco grave de extinção. O rinoceronte-de-java, o saola (ou boi-de-Vu-Quang), a tartaruga-de-pente ou a vaquita são alguns dos animais cujo futuro se apresenta mais ameaçado. Segundo a organização ambientalista portuguesa Quercus, em “40 anos o mundo perdeu mais de metade da vida selvagem devido à destruição dos espaços naturais, ao tráfico ilícito e à caça”.

Em comunicado enviado a propósito do Dia Mundial da Vida Selvagem, que se assinala esta sexta-feira, a organização defende que “as pessoas são a causa desta grave ameaça à vida selvagem e devem ser ela a solução”, apelando ainda à criação de leis, “sanções eficazes” e incentivos económicos para combater o tráfico e a caça de animais, muitos dos quais em vias de extinção. Segundo as Nações Unidas, o tráfico de animais e a caça valem 231 mil milhões de dólares (cerca de 219 mil milhões de euros) por ano. Em 2016, foram identificadas 24.000 espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo. Em Portugal, as espécies em vias de extinção são o lobo-ibérico, o lince-ibérico, a foca-monge, a águia-imperial e o saramugo.

Fonte: Publico

Alterações climáticas: as imagens de um mundo que está a desaparecer (este artigo do publico contem 18 imagens )

https://imagens.publicocdn.com/imagens.aspx/573066?tp=KM&db=IMAGENS

A 22.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP22), que decorre até dia 18 de Novembro em Marraquexe, Marrocos, recebe duas exposições fotográficas numa só – Climate Change – In Focus. São 75 imagens captadas por crianças ou adolescentes e 25 imagens seleccionadas pela National Geographic, tudo para alertar para o mesmo problema: as alterações climáticas. “Temos líderes globais, imprensa, organizações, tudo aqui [ na conferência], mas os mais jovens não têm voz”, disse o fotógrafo Henry Dallal, curador da exposição em entrevista à CNN. “E eu lembrei-me que no mundo de hoje todas as pessoas têm uma câmara no seu telemóvel e que qualquer uma pode tirar uma fotografia, não é preciso ser profissional”.

Nesta quinta-feira, um relatório das Nações Unidas voltou a lembrar a urgência de agir rapidamente para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE), de modo a evitar “uma tragédia”. Mais um alerta com palavras duras num momento de raro consenso político no combate contra o aquecimento global e as agressões ao ambiente, mas que pede medidas concretas.

As fotografias foram enviadas para competição através da Your Shot, uma comunidade de fotografias online da National Geographic

Fonte: Publico

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Entendo que algumas das imagens deste artigo, são também uma resposta ás palavras do Donald Trump!

Mário Amorim

Extinção em massa: nos oceanos o tamanho importa

Os maiores animais marinhos são os que têm maior risco de desaparecerem das águas do planeta. É um padrão de extinção sem precedentes, avisam os cientistas que analisaram o passado de moluscos e vertebrados recuando até há 445 milhões de anos.

O leão-marinho-japonês (Zalophus japonicus) foi considerado extinto em 1994

Debaixo de água, os maiores animais são os que correm mais perigo de extinção, conclui um estudo publicado esta semana na revista científica Science. A ameaça, diz uma equipa de cientistas dos Estados Unidos, vem do homem, mais precisamente, da pesca. O que está a acontecer nos oceanos é muito diferente do que se passou há milhões de anos, constatam os autores do trabalho que relaciona o nível de ameaça com as características ecológicas dos animais.

“Percebemos que a ameaça de extinção nos oceanos modernos está fortemente associada com o tamanho do corpo dos animais”, refere Jonathan Payle, investigador da Universidade de Stanford, na Califórnia, no comunicado sobre o estudo que analisou 2497 espécies marinhas extintas e actuais — de fora ficaram animais com menos de cinco centímetros, difíceis de se encontrar no registo fóssil. “Isto deve-se muito provavelmente ao facto de as pessoas terem agora como alvo espécies maiores para o consumo”, acrescenta, realçando que o desaparecimento destes animais seria devastador para os ecossistemas marinhos.

O motor desta mudança inédita no padrão de extinções no oceano está nas tecnologias que nos levaram de uma pesca limitada a zonas costeiras até aos mares mais profundos, a bordo de embarcações maiores e mais preparadas para a pesca a grande escala. “Quando os humanos entram num novo ecossistema, os maiores animais são os que são mortos primeiro. Os sistemas marinhos foram poupados até agora porque os humanos estiveram restritos a áreas costeias e não tinham a tecnologia para pescar no oceano profundo numa escala industrial”, nota Noel Heim, outro dos autores do artigo.

“A baleia-azul está em perigo de extinção devido à caça da baleia, o atum-do-sul, muito usado no sushi, está em perigo crítico de extinção. O dugongo-de-steller, parente do manatim, foi levado à extinção no século XVIII por causa da caça. Vivia no Norte do oceano Pacífico”, diz ao PÚBLICO Andrew Bush, outro autor do estudo, da Universidade de Connecticut.

Os cientistas analisaram a associação entre o nível de ameaça de uma espécie e características como o tamanho, em dois grandes grupos de animais marinhos — os moluscos e os vertebrados — nos últimos 500 anos. E compararam esta informação com o registo fóssil marinho desde há 445 milhões de anos, com uma atenção maior para os últimos 66 milhões de anos. O registo fóssil mostra que no passado houve vários momentos de extinção em massa. O último terá ocorrido há 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram extintos, após a colisão de um meteoro com a Terra.

Agora, mergulhamos na anunciada “sexta extinção”. E a ameaça não vem do espaço. Investigadores de várias áreas concordam que o responsável pela limpeza de espécies — que ocorre a um ritmo assustador — é, desta vez, o homem. Mas a época em que vivemos é única, comparando com as extinções em massa que ocorreram no passado, pelo impacto que está a ter nas maiores criaturas marinhas, revela este estudo.

Nos continentes o padrão tem sido igual. “As extinções passadas, de origem humana, afectaram principalmente organismos grandes, estamos a falar da extinção da megafauna, principalmente mamíferos e aves, que ocorreu há alguns milhares de anos e que levou à extinção de 70 a 80% dos animais com mais de 35 quilos, os moas, os mamutes, os grandes rinocerontes, por exemplo”, explica ao PÚBLICO Miguel Araújo, professor na Universidade de Évora e investigador na Rede de Investigação em Biodiversidade e Biologia Evolutiva.

“Usámos registos fósseis para mostrar, de uma forma convincente e concreta, que o que está a acontecer no oceano moderno é realmente diferente do que aconteceu no passado”, afirma Noel Heim. Os investigadores concluíram que animais com uma massa corporal dez vezes maior, têm 13 vezes mais hipóteses de serem extintos. Quanto maior, pior. Os cálculos e cenários propostos pelos investigadores levam a crer que os efeitos da sexta extinção podem ultrapassar, em número de espécies e ritmo, o que aconteceu há 65 milhões de anos.

 Fonte: Publico

TOURADAS E CLIENTELAS POLÍTICAS

Não deixa de ser estranha a indiferença e o alheamento com que a esmagadora dos deputados reagiu a esta exposição nua e crua da tortura animal.”

Editorial do Público a 22 de Julho de 2016.

PAN ::: Pessoas-Animais-Natureza

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Fonte:

Refere o Diário de Notícias:

“Pateada forte na bancada social-democrata”, com o deputado “a fazer o gesto de quem espeta um par de bandarilhas e a lançar um ‘olé!'”.

A ideologia tauromáquica assusta e faz perpetuar uma actividade parasita do Estado, traduzida em numerosos e criativos procedimentos com dinheiros públicos. Vejam a lista:

– Isenção de taxas para ocupação da via pública;

– Mão de obra de funcionários camarários para trabalhos de montagem, manutenção e desmontagem de estruturas de apoio;

– Compra de publicidade;

– Empréstimo de transportes municipais, aluguer de viaturas, cedência de materiais e equipamentos municipais;

-Organização de touradas e festejos taurinos, compra e oferta de bilhetes de corridas;

– Aluguer de touros, contratação de cavaleiros e matadores, subsídios a colectividades tauromáquicas;

– Contratação de serviços de limpeza de ruas e de recintos que receberam eventos tauromáquicos;

– Oferta de almoços e jantares, prémios, condecorações e ofertas;

– Compra de livros alusivos;

– Patrocínio de escolas de toureio, financiamento de casas-museu de matadores de touros;

– Cedência de fracções de imóveis, doação de propriedades;

e

– A cereja no topo do bolo, as faraónicas obras de reabilitação e recuperação de praças de touros, templos da cultura da violência e da morte.

Até quando?

PAN – A causa de tod@s

Fonte: Arco de Almedina

Gata estrangulada com fio de pesca e pendurada num pau motiva queixa-crime

Associação de defesa dos animais de Coimbra diz que a queixa vai ser feita “contra conhecidos”.

A associação de defesa dos animais Gatos Urbanos vai apresentar uma queixa-crime “contra conhecidos, com identificação do suspeito e das testemunhas” pela morte de uma gata em Coimbra que foi encontrada estrangulada com um fio de pesca na passada quinta-feira. A gata, de nome Camila, tinha dez anos.

Na sua página no Facebook, a associação com sede em Coimbra diz que o crime foi cometido “contra um animal frágil, pacífico e indefeso” e “está a merecer a condenação geral por parte dos cidadãos”, que lhes têm feito “chegar mensagens de indignação e repulsa”.

“Quando moradores viram o macabro cenário, deram o alerta e foram tentar socorrer o animal. Ainda foram tentadas manobras de reanimação, mas inúteis, pois o animal estava já cadáver”, relata a Gatos Urbanos, recordando o sucedido

“O Grupo Gatos Urbanos prestou apoio à dona do animal vítima do cruel e cobarde acto e está a fazer as diligências necessárias para que a participação já feita à PSP — na 1.ª Esquadra de Coimbra — seja seguida das devidas investigação, acusação e condenação”, relata a Gatos Urbanos.

A associação diz ainda que não se pode permitir que a cidade de Coimbra “seja manchada” por “actos de revoltante crueldade como o de estrangular um animal e o exibir pendurado num pau”.

“Uma gata adulta, frágil e muito dócil foi estrangulada com fio de nylon com um laço de correr — tipo fio de pesca — e deixada pendurada pelo pescoço, suportada por um pau erguido (onde estava atado o fio), exibindo o seu corpo enforcado em local visível. O crime aconteceu e Coimbra, na rua da Casa Branca. Quando moradores viram o macabro cenário, deram o alerta e foram tentar socorrer o animal. Ainda foram tentadas manobras de reanimação, mas inúteis, pois o animal estava já cadáver”, relata a Gatos Urbanos, recordando o sucedido.

O grupo de defesa dos animais promete “apoiar integralmente a dona desta malograda gatinha, que teve este fim de vida tão trágico”, na “busca por justiça e condenação do indivíduo que cometeu tal crueldade gratuita e inusitada”.

Fonte: Publico