«A TAUROMAQUIA É UMA ESPÉCIE DE “DESPORTO” DOS “SENHORES FEUDAIS” DOS BURGOS QUE EXPLORAM A POBREZA DE ESPÍRITO DA PLEBE…»

… com a ajudinha dos outros senhores feudais, sentados no hemiciclo da Assembleia de uma República que, no que respeita à tauromaquia, tem um pé fincado na Monarquia.

Destaco este comentário, que recebi do Filipe Garcia, que faz uma análise lúcida e realista do que se passa neste submundinho da tauromaquia.

Aprendam com quem tem todos os neurónios a funcionar, senhores deputados do PS, do PSD, do PCP e do CDS/PP!

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A Praça de Touros do Norte, a que se refere o Filipe Garcia é a da Póvoa de Varzim, que está a cair de podre, e vai ser demolida, apesar do estrebuchar dos da prótoiro, que mandam no quintal deles, mas não, no quintal dos poveiros que já evoluíram.

Filipe Garcia comentou o comentário ANTÓNIO PEÇAS, O EX-FORCADO DE ESTREMOZ QUE INCITOU À VIOLÊNCIA CONTRA OS ANTI-TOURADAS, DIZ QUE «A AMI É UMA CAMBADA DE BANDALHOS» às 08:16, 24/06/2019 :

Estimada Isabel Nunca a expressão “Há bons médicos e há maus médicos” fez tanto sentido”… O exercício da medicina requer, desde logo, uma componente empática que é absolutamente essencial á boa e nobre prática da medicina, isto é, para ser bom médico, não basta ter os conhecimentos “técnicos” e de análise para definir diagnósticos correctos e respectivas terapêuticas, vai muito para além disso… É necessário a capacidade de perceber o sofrimento do outro, de ser solidário, de ser empático, isto é, de “entrar” no nosso interlocutor e perceber as suas angustias e anseios, ora, pelo que li até aqui, parece por demais evidente que este cavalheiro Peças, não tem essa capacidade. As touradas são uma prática aberrante, que nada têm que ver com “cultura”, mas que subsistem meramente por razões de natureza económica e financeira, atento a importância que assumem na economia regional (nas localidades onde se pratica), que é ainda subdesenvolvida. Este é o factor central que importa combater. Enquanto os governos sucessivos não apostarem verdadeiramente no interior, dotando de infra-estruturas que permitam instalar e fixar pessoas, desenvolver o tecido empresarial criando empregos e apostar na formação não apenas académica (está bom de ver porquê) mas também cívica e humana, este degradante e hediondo espectáculo irá manter-se. Mais, isto é uma espécie de “desporto” dos “senhores feudais” lá do burgo, que exploram a pobreza de espirito da plebe, numa espécie de feira de vaidades, de pseudo-afirmação, de poder, de protagonismo bacoco, para manter o “culto do Endeusamento” perante a plebe. Depois chamam-lhe “cultura”…um autêntico embuste. Recentemente, houve uma Câmara Municipal no Norte que resolveu a questão, de forma radical mas certamente eficaz. Perante a persistência destes energúmenos das touradas, tomou a corajosa decisão de “arrasar” a praça de touros, ou seja, vão demolir. Acabou-se o recreio! Cumprimentos para si.

Fonte: Arco de Almedina

 

***

Obrigada, pelo seu lúcido testemunho, Filipe Garcia. Receba o meu apreço.

Isabel A. Ferreira

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PRIMEIRO FOI VIANA DO CASTELO E AGORA É A VEZ DA PÓVOA! MAS ELES, QUE LÍNGUA PERCEBEM, A FINAL??

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Viana do Castelo, declarou-se ANTI-TOURADA EM 2009, e eles insistiram e insistiram para a realização de touradas lá.
E agora é a vez da Póvoa de Varzim.
Em 2018 a Póvoa e muito bem, declarou-se ANTI-TOURADA.
E agora, o filme visto com Viana vai ser visto para a Póvoa.
Mas afinal, que língua é que eles percebem??
– A tourada, acabou, na Póvoa, tal como tinha acabado em Viana!
As duas cidades são ANTI-TOURADA.
E não estou a escrever em Mandarim. Estou a escrever em Português!

VIANA DO CASTELO
PÓVOA DE VARZIM
SÃO DUAS CIDADES ANTI-TOURADA!

Mário Amorim

Prótoiro anuncia pedido de tourada na Póvoa de Varzim apesar de proibição pela câmara

Esperemos que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim não ceda, e não permita que voltem a acontecer na Póvoa de Varzim, espectáculos cruéis e bárbaros. Um espectáculo que visa incutir dor, e sofrimento, a seres magníficos e que merecem ser verdadeiramente amados e respeitados.
Mas se tal vier a acontecer, será o descrédito total da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e do seu presidente.
Nós, que somos contra as touradas, pedimos a Sua Excelência o Presidente da Câmara  Municipal da Póvoa de Varzim, para ser coerente com a decisão tomada e não permitir que estes espectáculos violentos e cruéis, voltem a ocorrer, na Póvoa de Varzim!

Mário Amorim


A Prótoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia manifestou hoje o seu apoio à realização de touradas na Póvoa de Varzim, apesar de a Câmara local ter proibido a realização destes eventos no concelho.

Prótoiro anuncia pedido de tourada na Póvoa de Varzim apesar de proibição pela câmara

A Prótoiro informou que uma empresa de organização de espetáculos tauromáquicos já enviou para autarquia poveira um pedido de reserva de três datas para a praça de touros municipal, esperando que o espaço seja disponibilizado para o efeito.

“A PróToiro apoia a decisão da empresa Aplaudir de realizar a temporada taurina na Póvoa de Varzim. A organização entregou à autarquia a reserva da praça para a realização de touradas no Município, desvalorizando a intenção da câmara de proibir as corridas de touros”, pode ler-se num comunicado enviado.

A vontade da Prótoiro poderá, no entanto, colidir com uma decisão tomada pela Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, em julho de 2018, onde foi aprovada, por maioria, uma proposta do executivo camarário local para a “interdição da realização, na área do município, de corridas de touros e outros espectáculos que envolvam violência animal”.

Já em março deste ano, e quando confrontando com notícias de sites especializados em tauromaquia, anunciando a realização, em 2019, de touradas na Póvoa de Varzim, Aires Pereira, presidente da autarquia local, considerou serem “uma provocação”.

“Toda a gente sabe a posição que a Câmara e a Assembleia Municipal tomaram sobre o assunto. Caso surja um pedido de licenciamento de uma corrida de touros no concelho, a decisão não pode ser outra senão rejeitar”, disse então Aires Pereira.

Fonte: SAPO24

OS TROGLODITAS ANDAM A ANUNCIAR A REALIZAÇÃO DE UMA TOURADA NA PÓVOA DE VARZIM, EM JUNHO, ALGO QUE O PRESIDENTE DA CÂMARA CONSIDERA UMA PROVOCAÇÃO

Poderá ser uma provocação ou não.

Em 2018, a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, com ratificação da Assembleia Municipal, decidiu proibir a realização de touradas e outras práticas medievalescas que envolvam violência animal na área do município.

No entanto, existem ainda, evidências de que as touradas têm um trajecto. Vejamos:

Quem vai da Avenida Mouzinho de Albuquerque e entra na Avenida dos Banhos há uma placa a indicar que a Praça de Touros da cidade fica numa determinada direcção.

Seguindo essa indicação, e lá chegados, deparamos com aquilo a que chamam “MonumentalPraça de Touros da Póvoa de Varzim, que, se na verdade, irá ser reconvertida num pavilhão multiusos, estando previsto que o projecto possa arrancar ainda este ano, conforme o prometido por Aires Pereira, presidente do município, a designação “monumental praça de touros”, já devia ter desaparecido, e ser substituída por uma faixa a indicar que brevemente ali nascerá um pavilhão multiusos, para que não haja mais dúvidas.

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Deste modo, quem está acostumado a ver touradas na Póvoa de Varzim, com estas indicações, acha que elas não acabaram, e podem ainda ser realizadas, ali, onde ainda se diz que é o tal monumental antro de tortura de Touros. Basta estalar os dedos!

Por isso, a protóiro, como é de seu hábito, garante que irá avançar com todos os meios legais contra a autarquia, contra o autarca e contra todos os que se associaram a este ataque vil à liberdade dos “espectáculos culturais no concelho”.

É que os da protóiro, coitados, vivem na ilusão de que a selvajaria tauromáquica é um “espectáculo cultural”, e que dizer NÃO à selvajaria por ela protagonizada é um “vil ataque”. Pobres mentes!

Já estamos habituados a ouvir isto.

Porém, esta será a grande prova de fogo do autarca poveiro.

Não ouvimos o primeiro-ministro, António Costa, dizer que a realização destas práticas medievalescas passariam a estar sob a alçada das autarquias?

Poie é. A autarquia poveira disse NÃO a estas práticas boçais, por lhe parecer ser a atitude mais adequada para o tempo em que vivemos.

E quem manda na Póvoa de Varzim? É a protóiro ou é a Câmara Municipal?

A autarquia não recebeu ainda nenhum pedido de licenciamento para a prática desta selvajaria, mas se surgir, aqui fica a promessa de Aires Pereira: «A decisão não pode ser outra senão rejeitar».

Quanto à protóiro, que diz que avançará com todos os meios legais contra a autarquia, contra o autarca e contra todos os que se associaram a este ataque vil à liberdade de realizarem tortura de Touros, num conselho que se declarou livre dessa barbárie, tenho a dizer que avance com esses meios, também contra mim, que me associo a esta defesa da liberdade dos Touros de terem uma vida tranquila como é de seu direito, porque a “liberdade” da protróiro, de os atacar vilmente, para se divertirem boçalmente, acaba quando começa a liberdade dos Touros à sua vida tranquila nos campos.

É que liberdade não rima com tortura, nem com ignorância, nem com estupidez, algo em que a prática da tauromaquia está assente.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA PÓVOA DE VARZIM PRESSIONADO PELA prótoiro

Senhores Psicopatas da “Protoiro”, voces, como é vosso habito, só dizem dispares, nada mais.

Mas há algo que vocês, se não tivessem, como têm, problemas psiquiátricos graves, já teriam entendido. A violência, o sofrimento, a dor, o sangue, não é, e jamais será cultura. A tauromaquia não é e jamais será cultura.
Se a tauromaquia fosse cultura, os assassinatos; os assassinatos em serie; a violação; a violência domestica; os atentados terroristas; as guerras, seriam cultura. Vou repetir. A violência, não é, e jamais será cultura.
A literatura.
As artes plásticas.
O cinema.
A musica.
A ópera.
O teatro.
Isso sim, são manifestações de cultura.
A cultura, são todas as artes que transmitem valores ao ser-humano. Os valores da compaixão, da bondade, da humanidade, do respeito pelo bem-estar, e pela felicidade do outro, e não os valores da violência!

Mário Amorim


Esta vai ser a grande prova de fogo de Aires Pereira. Vamos ver o que vale a sua palavra.

É agora ou nunca, para provar se a Póvoa de Varzim, finalmente, está na senda da evolução.

Mas o que pretendem os protóiros?

A Póvoa de Varzim não é o quintal dos trogloditas lá de baixo.

Na Póvoa mandam os Poveiros não-trogloditas.

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Esta é a arena de tortura da Póvoa de Varzim, marca do atraso civilizacional em que esta cidade está mergulhada.

A prótoiro – federação de tauromaquia – emitiu um comunicado muito engraçado, mostrando-se disponível para ajudar o município poveiro a gerir a arena, para que se continue a torturar Touros e Cavalos na Póvoa de Varzim, cidade que se diz “Amiga dos Animais”.

Lê-se co comunicado:

«Depois de durante muito tempo o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, ter anunciado que a remodelação da Praça de Toiros da cidade ia manter todas as suas valências tauromáquicas, causou choque e surpresa entre os Poveiros e os aficionados que este fim-de-semana viesse manifestar a intenção oposta

Primeiro: esta decisão inteligente não causou choque nem surpresa aos Poveiros, que receberam esta notícia com muito regozijo; causou choque e surpresa, isso sim, aos trogloditas poveiros, que é outra coisa, felizmente poucos, e aos manda-chuvas da tauromaquia em Portugal, felizmente também uns poucos, que, desesperadamente, andam por aí a tentar manter em pé o moribundo ofício da tortura de Touros e Cavalos.

Segundo: nunca é tarde para um presidente da Câmara enveredar pelo caminho da evolução, e querer o melhor para o município.

E o comunicado prossegue:

«Importa lembrar que a Tauromaquia é um traço centenário da cultura e identidade dos Poveiros, sendo a sua praça um ex-libris da cidade e da tauromaquia no norte de Portugal. Além disso, a tauromaquia é uma das marcas distintivas e uma das mais-valias da oferta turística e cultural da cidade e da região, com impacto económico. Basta referir a famosa Corrida TV Norte, que leva o nome da cidade aos quatro cantos do mundo.»

Este parágrafo é hilariante.

Primeiro: porque a tauromaquia não é um traço centenário de coisa nenhuma, muito menos de cultura e identidade dos Poveiros. Os Poveiros não se revêem neste costume bárbaro, que catapulta a Póvoa de Varzim para tempos medievalescos, assentes numa ignorância profunda, em comparação com a vizinha Vila do Conde, onde se respira Arte e Cultura por toda a cidade, preferida pelos turistas estrangeiros, que a escolhem para fazer Turismo Cultural. Sei do que falo, porque sou eu que os levo lá.

Segundo: a arena de tortura a ser um ex-libris, é o ex-libris do atraso civilizacional em que a Póvoa de Varzim está mergulhada.

Terceiro: a tauromaquia não é uma das marcas distintivas e uma das mais-valias da oferta turística e cultural da cidade e da região, com impacto económico: muito pelo contrário. É uma marca do atraso civilizacional, e uma menos-valia da oferta turística de qualidade. Os turistas de qualidade vão para Vila do Conde. A ralé que vai à Póvoa de Varzim assistir à tortura de Touros é sempre a mesma, uns poucos e desqualificados broncos. E se lá calha um ou outro turista estrangeiro, vai ao engano uma vez, e nunca mais lá põe os pés. Sei do que estou a falar.

Quarto: a tristemente famosa corrida TV Norte leva aos quatro cantos do mundo o quanto atrasada civilizacionalmente ainda é a Póvoa de Varzim, porque o mundo civilizado REJEITA esta prática bárbara, cruel e violenta. Isto não traz prestígio nenhum à cidade, muito pelo contrário.

E o comunicado continua a debitar disparates:

«Além disso, a Tauromaquia está classificada como “parte integrante da cultura popular portuguesa” (Decreto-Lei n.o 89/2014) e o Estado, central e local, tem a obrigação constitucional de promover o acesso de todos os cidadãos à cultura (artigo 73º, nº3) e da sua salvaguarda (artigo 78º) sendo o direito à cultura um direito fundamental (artigo 17º). Impedir ou proibir manifestações culturais é uma violação da constituição

Primeiro: a tauromaquia, como costume bárbaro que é, jamais foi ou será parte integrante da cultura popular portuguesa, e só fica mal ao Estado a promoção deste “divertimento” sádico, e a tortura não sendo cultura, nem aqui, nem na cochinchina, não cabe nos artigos citados. Essa Cultura a que se refere os artigos é a Cultura Culta e a Cultura Popular Portuguesa, não é a cultura dos broncos.

E os prótoiros vão sonhando, o que, aliás, não é proibido:

«Quanto a aspectos técnicos da recuperação, não existem limitações que impeçam a utilização da praça de toiros para funções multiusos, com a manutenção da tauromaquia. Basta ver os casos da Arena de Évora, Campo Pequeno, Redondo ou Elvas, onde as praças foram recuperadas e acumulam tranquilamente a sua função tauromáquica com as mais diversas actividades desportivas e lúdicas. Aliás, seria um enorme contra-senso uma praça de toiros ser reabilitada e não ter a sua principal função disponível, a não ser que exista alguma intenção oculta. Acreditamos que com boa-fé e know-how esta situação se resolverá com grande facilidade. Para que assim seja já solicitamos uma reunião urgente com o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.»

Acontece que os casos das arenas citadas não são bons exemplos. Pertencem ao rol do atrasado civilizacional em que Portugal está mergulhado. O que se pretende é evolução e divertimentos civilizados, e não assentes no sofrimento atroz de seres vivos sencientes, para divertir os sádicos. Contra-senso é manter uma arena de tortura activa, a dar mau nome à cidade.

Pois solicitem uma reunião urgente.

Aires Pereira, presidente do município poveiro, estará na berlinda, e terá de mostrar ao mundo o que vale a sua palavra, porque ou dá um passo em direcção ao futuro, e mostra que é um HOMEM de palavra, ou dá um passo atrás, e mostra que se rende à barbárie, por motivos obscuros.

Veremos quem ganha: a barbárie ou a Cultura Culta. A Evolução ou o atraso civilizacional. O mundo civilizado está de olhos postos na Póvoa de Varzim.  Garantidamente.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

CIRCOS SEM ANIMAIS (SELVAGENS) NA PÓVOA DE VARZIM?…

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Na primeira reunião da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, o presidente Aires Pereira afirmou que não voltará a autorizar a presença de circos com animais selvagens no concelho, seguindo uma recomendação da Assembleia Municipal, e agora aprovada por unanimidade pelo executivo.

Esperemos que não sejam apenas os selvagens, mas também os domésticos como os cães, os cavalos, os burros, os póneis, enfim, aqueles animais que não são considerados animais da selva, e que também são muito (ab)usados nos circos.

«Iremos enviar a todas as empresas circenses que até hoje tenham vindo à Póvoa esta Recomendação no sentido de lhes dizer que não será permitido que, tendo esses animais, venham cá. Para além disso, a Recomendação da Assembleia Municipal e decisão do executivo será remetida à Assembleia da República para que legisle, a ser possível, no futuro, as Câmaras Municipais, que assim o entenderem, poderem proibir a realização de circos com animais selvagens», informou Aires Pereira, nesta primeira reunião camarária de 2017.

Porém… nestas coisas de uso e abuso de animais, no nosso país, há sempre uns poréns…que entravam a viabilidade destes gestos que parecem benevolentes, mas não o são tanto assim.

Aires Pereira admite que «há sempre o risco de impugnação judicial por parte das empresas circenses. Ainda assim, a Câmara vai fazer cumprir a recomendação da Assembleia Municipal, mas, ao mesmo tempo, quer fazer ver à Assembleia da República que é preciso legislar nesta matéria».

É que nenhuma lei vigente sobre o bem-estar animal é clara. Há sempre um modo de travar as boas intenções. E aquele remetimento à Assembleia da República para que legisle no sentido de clarificar a lei, para que no futuro as câmaras municipais possam proibir circos com animais, já diz tudo: o executivo camarário poveiro não permitirá circos com animais no concelho, porém se eles vierem… a lei não está clara… Conclusão: se um circo que escraviza animais quiser circar na Póvoa de Varzim… circará… porque a Assembleia da República, a exemplo de outras iniciativas que visavam o bem-estar dos animais não humanos em Portugal não será a favor deles, porque nunca o foram, muito pelo contrário… Os deputados da Nação estão ali para servir os interesses dos lobbies e não os interesses da fauna do País. E tudo ficará na mesma, como ficaram as touradas… que também não iriam ser permitidas no concelho poveiro e foram… na hora de ser… E nessa altura, também paguei para ver, antes de deitar foguetes.

Esta recomendação, agora confirmada por unanimidade pelo executivo camarário, e apresentada pelo PS na Assembleia Municipal, onde foi aprovada com os votos favoráveis do PS, da CDU e de alguns elementos da bancada do PSD, será uma falácia?

Aires Pereira diz que a Câmara não vai autorizar a instalação de circos com animais selvagens (e espero que os não selvagens estejam também aqui incluídos) no concelho. Mas essa não autorização funcionará como no caso das touradas?

Já estamos fartos do diz-que-não-se-faz-mas-na-hora-de-fazer-faz-se, ou porque existe uma lei que permite ou porque a lei é omissa… Mas faz-se.

Não existe aquela vontade firme de dizer um rotundo NÃO à barbárie, a qualquer tipo de barbárie, por parte dos políticos.

A esta vontade de proibir circos que escravizam animais, não lançarei foguetes… tal como não os lancei na vontade de proibir touradas na Póvoa de Varzim…

Tenho de ver para crer…

Conforme diz Martin Luther King, uma coisa é certa: «É nosso dever moral, e obrigação, desobedecer a uma lei injusta», e as leis de (des)protecção animal em Portugal são muito injustas, logo, desobedecê-las é um imperativo moral.

Resta saber quem terá os frutos da horta no devido lugar, para fazer valer as vontades ou as boas intenções.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina