PORTUGAL VISTO POR TAIWAN

Direi mais.

O toureiro, seja a cavalo, ou a pé, para além de ser assassino, é um monstro. É Psicopata, é Sociopata, é Mafioso. É uma pessoa, com um coração completamente vazio de empatia, de bondade e de compaixão. Ele é a verdadeira besta na arena de uma praça de touros. Uma besta-humana. É uma pessoa profundamente doente psiquiatricamente!

Mário Amorim


«Ele (o toureiro) não é um herói; ele (o toureiro) é um assassino)».

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Legendas das imagens, que também podem ser lidas em “chinês”: 1. “Tourada Portuguesa”: 2. “Ele não é um herói, ele é um assassino».

Recebi via e-mail, este trabalho sob o título «Portugal visto por Taiwan», da autoria de Eddie Lee, cidadão de Taiwan, uma pequena nação insular, a 180 km a leste da China, cuja capital é Taipé.

Neste trabalho, Eddie Lee mostra ao mundo, a História dos Portugueses, em 70 slides.

Começa com futebol e Cristiano Ronaldo. Está-se mesmo a ver, mas também inclui José Mourinho.

E a história começa com os Celtas, passa pelos Romanos, Invasões Bárbaras, Invasão Muçulmana, a Monarquia e o Império Colonial, a que Eddie chama “era dourada”, as Invasões Francesas, a Independência do Brasil, as várias revoluções republicanas, a entrada para a União Europeia, a entrega de Macau à China, a Lusofonia, o Charming Portugal, representado pelas belas paisagens portuguesas, desde o Douro ao Algarve, pintores famosos, como Malhoa, Fernando Pessoa (único escritor representado), umas beldades femininas (ao gosto de Eddie), Porto, Lisboa, Coimbra, monumentos, a crise em Portugal, incêndios, um estranho Portugal ocupado, representado por uma máscara vermelha da Anonymous, e a finalizar, a doçaria portuguesa e o vinho do Porto.

E, claro, aquilo que me levou a escrever este texto: a tourada portuguesa, algo que vergonhosamente consta neste cartaz turístico, mas pela positiva, pois é a única coisa ligada a Portugal que traz uma mensagem: e a mensagem não poderia ser melhor: ele (o toureiro) não é um herói; ele (o toureiro) é um assassino.

Boa! Muito boa!

Uma digressão por Portugal, onde a única coisa má é a “Portuguese bullfighting”, tão adorada e apoiada pelo governo português.

Não é uma vergonha? Pois é!

Em nome dos Portugueses evoluídos, agradeço a Eddie Lee esta referência e esta crítica à actividade mais bárbara e medievalesca de Portugal.

Isabel A. Ferreira

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