CONTEÚDO ANDA Ministério da Defesa do Reino Unido testa armas biológicas em macacos

A tortura de macacos em Porton Down – uma  instalação fechada para o desenvolvimento de tecnologias de defesa do Reino Unido – em experimentos mais do que duplicou em um ano

O Ministério da Defesa do país admitiu ter envenenado dezenas de macacos com armas biológicas e baleado porcos em uma série de experimentos mórbidos. Ao todo, 27 porcos foram baleados e tiveram 30% de seu sangue drenado – para simular ferimentos que poderiam socorrer no campo de batalha.

Os cientistas do laboratório militar do governo em Wiltshire mataram 116 macacos em experimentos em 2016 em comparação com 45 em 2015. Os testes incluíram o envenenamento de alguns dos animais com agentes biológicos mortais, revelou o Metro.

Devido às semelhanças entre macacos e seres humanos, os exploradores alegam que os animais são “críticos” para testar e erradicar doenças como a tuberculose e o Ebola.

Os macacos marmoset são as espécies escolhidas para os testes cruéis e descritos por ativistas pelos direitos dos animais como animais inteligentes, sociais e cooperativos. A PETA já condenou as práticas bárbaras de Porton Down em seu site.

“Estudos de doenças naturais em seres humanos, testes sofisticados que utilizam células e tecidos humanos e técnicas avançadas de modelagem de computador são menos dispendiosos, mais efetivos e muito mais humanos. Não existe desculpa para continuar fazendo com que os animais sofram em experiências cruéis e arcaicas”, disse a organização.

De acordo com o Forces Network, os testes em animais em Porton Down já despertaram indignação devido ao tratamento dos seres vivos abusados.

O Laboratório de Ciência e Tecnologia da Defesa (DTSL) argumentou que começou a diminuir o número de animais utilizados e a adotar procedimentos de refinação e métodos alternativos e livres de crueldade.

Embora o número de macacos mortos tenha aumentado, o número total de animais utilizados em testes diminuiu. Em 2015, 3.237 animais foram assassinados enquanto 2745 foram mortos em 2016. Isso ocorreu devido a um declínio na exploração de camundongos.

O DTSL divulga dados anuais que distinguem os animais envolvidos, assim como a finalidade dos experimentos. No relatório de 2016, eles declaram testes em animais como porcos, ovelhas, cavalos, cães, camundongos e gatos.

Fonte: ANDA

Anúncios