Milhares protestaram nas ruas de Madrid por uma Espanha sem touradas

susana vera Reuters

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Milhares de espanhóis estiveram ontem em protesto nas ruas de Madrid, reivindicando o fim das touradas, depois de há dias terem sido bem-sucedidos a proibir uma tourada que culminava com a morte do animal em arena.

Em plena Praça Puerta del Sol, bem no centro de Madrid, palavras de ordem como “tourear, escola de crueldade” ou “tourada, vergonha nacional” eram ditas em alto e bom som, escritas nos muitos cartazes empenhados.

Organizada pelo Partido Animalista (PACMA), a manifestação terminou com os apelos da porta-voz do partido, Silvia Barquero, para o “fim de todos os espectáculos taurinos e festividades sangrentas”.

Depois de comemorar a maior manifestação anti-touradas da história, o PACMA quer converter esta data num evento anual até conseguirem a abolição das touradas no país.

A região da Catalunha (noroeste) proibiu a tourada em 2012. Vários presidentes de câmaras e regiões adoptaram medidas para deixarem de subsidiar as touradas, ou mesmo proibi-las.

Segundo o jornal El País, em 2015 foram organizadas na Espanha 1.736 corridas e festas taurinas profissionais, 132 a menos do que em 2014. As festas populares são as mais numerosas com 16.383 eventos a acontecer no país, no ano passado.

Fonte: Greensavers

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Milhares de espanhóis protestam em Madri pelo fim da corrida de touros

Milhares de espanhóis protestam em Madri pelo fim da corrida de touros Milhares se reúnem na Puerta del Sol, em Madri, em 10 de setembro de 2016, para pedir o fim da matança de touros

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Madri, neste sábado (10), para reivindicar a “abolição da tauromaquia”, a arte de tourear, depois de terem conseguido a proibição da célebre festa do “Toro de la Vega”, que termina com a morte do animal, abatido com lanças.

Os manifestantes levavam cartazes com lemas como “tourear, escola da crueldade”, ou “corrida, vingança nacional”.

Com megafones, porta-vozes do Partido Animalista contra os Maus-Tratos a Animais (PACMA) pediam “o fim de todos os espetáculos taurinos e festivos sangrentos”.

Fundado há 13 anos, o PACMA mobiliza cada vez mais militantes e manifestantes. O partido conseguiu 284.000 votos nas eleições legislativas de junho passado.

Essa formação milita pela proibição das corridas e também denuncia a “crueldade” de certas tradições, como a de pôr bolas de fogo nos chifres dos touros em certas festas locais.

No semestre passado, a região de Castilla y León (norte) anunciou “a proibição de matar touros em público em festas taurinas populares e tradicionais”. Como consequência, proibiu-se a histórica festa do Touro de la Vega, realizada em setembro na cidade medieval de Tordesillas. Nela, o touro era tradicionalmente perseguido e ferido com lanças, antes de morrer diante da multidão.

“O touro sente, sofre, é um mamífero superior como nós. É uma vergonha nacional”, afirmou a professora Chelo Martín Pozo, de 39, recém-chegada de Sevilha, ao sul, para participar da manifestação.

“Se a corrida me representa, eu não sou espanhola”, frisou, referindo-se a um país onde o embate com o touro é elevado à categoria de arte.

Na passeata, enquanto os manifestantes denunciavam a corrida como “uma tortura”, outros gritavam “mentira”, mostrando o quão polêmico esse tema é na Espanha.

A comunidade autônoma da Catalunha proibiu as corridas em 2012, e várias prefeituras e regiões adotaram medidas para deixar de subvencionar a tauromaquia, ou até mesmo proibir sua realização.

Segundo o jornal El País, em 2015 foram organizadas na Espanha 1.736 corridas e festas taurinas profissionais, 132 a menos do que em 2014. As festas populares são as mais numerosas, porém: 16.383, ao todo, no ano passado.

Fonte: istoe.com.br