CONTEÚDO ANDA Protesto em Portugal mostra que touradas são atos de psicopatia e sadismo

Ativistas carregavam pequenos cartazes com palavras de ordem como “vamos mudar a tradição. Ponte Lima sem touradas”.

Mais de 50 pessoas protestaram contra as touradas ontem (10), em Ponte de Lima, uma vila de Portugal. A manifestação foi convocada através das redes sociais por meio de uma página intitulada “Ponte de Lima Sem Tauromaquia”. Na publicação, o movimento se coloca contrário à “tradições e costumes que, em pleno século XXI, não fazem sentido algum, como maltratar animais para divertimento do ser humano” e convoca todas as pessoas contrárias às touradas, as quais são classificadas pela organização do protesto como “um ato bárbaro, doentio, psicopata e sádico”.
O protesto foi realizado no Parque de Exposições Expolima, próximo ao local onde foi promovida uma corrida de touros integrada ao programa das Feiras Novas – evento que atrai milhares de visitantes vindos de todo o país e que é considerado o “maior congresso ao vivo da cultura em Portugal”. Algo, no mínimo, controverso, já que não é aceitável promover touradas em uma festa que exalta a cultura de um país. Uma prática cruel e desnecessária, que expõe touros a intenso sofrimento e dor, não pode ser defendida como cultura.
Ativstas classificaram as touradas como “um ato bárbaro, doentio, psicopata e sádico”
“Conseguimos juntar 57 pessoas. Consideramos que foi um sucesso. Conseguimos o que pretendíamos. Sensibilizar para a necessidade de se acabar com estes espetáculos bárbaros”, afirmou hoje à Agência de Notícias Lusa, a porta-voz do movimento cívico, Liliana Marques.
A ativista contou que a manifestação, que durou cerca de duas horas, foi pacífica. Segundo ela, “registraram-se algumas tentativas de provocação, mas a polícia ajudou para que tudo corresse sem violência”. Os ativistas carregavam pequenos cartazes com palavras de ordem como “vamos mudar a tradição. Ponte Lima sem touradas”.

À Lusa, o segundo comandante da Polícia de Segurança Pública (PSP), Raul Curva, relatou a participação de mais de 50 pessoas na manifestação e confirmou o caráter pacífico do protesto, que se iniciou aproximadamente às 19h.

As touradas voltaram ao programa das Feiras Novas em 2014, após oito anos sem que a prática cruel fosse promovida.

Fonte: ANDA

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Mais de meia centena em manifestação pacífica contra touradas em Ponte de Lima

Mais de meia centena de pessoas que contestam as touradas manifestaram-se hoje em Ponte de Lima, próximo do local onde decorreu uma corrida de touros integrada no programa das Feiras Novas.

“Conseguimos juntar 57 pessoas. Consideramos que foi um sucesso. Conseguimos o que pretendíamos. Sensibilizar para a necessidade de se acabar com estes espetáculos bárbaros”, afirmou hoje à Lusa, a porta-voz do movimento cívico, Liliana Marques.

“Da nossa parte, a ação foi pacífica. Registaram-se algumas tentativas de provocação, mas a polícia ajudou imenso para que tudo corresse sem violência. A PSP foi fantástica. Conseguiu sempre controlar a situação”, acrescentou.

O protesto decorreu durante cerca de duas horas, junto à Expolima. Os ativistas empunharam pequenos cartazes e envergaram camisolas com as palavras de ordem, como por exemplo: “Vamos mudar a tradição, Ponte Lima sem touradas”.

Contactado pela Lusa, o segundo comandante da PSP, Raul Curva adiantou que “a iniciativa contou com a participação de mais de meia centena de manifestantes”.

O responsável acrescentou que “ocorreram algumas injúrias e foi identificada uma pessoa. Foi um protesto pacífico”.

O protesto começou cerca das 17:30. Os ativistas “começaram a desmobilizar cerca das 19:00”.

A ação foi convocada através das redes sociais, numa página criada para o efeito, intitulada “Ponte de Lima Sem Tauromaquia”.

Na publicação, o movimento cívico refere que Ponte de Lima “tem tradições e costumes que, em pleno século XXI, não fazem sentido algum, como maltratar animais para divertimento do ser humano”, apelando à participação de “todos os que são contra um ato bárbaro, doentio, psicopata e sádico” naquela concentração.

O espetáculo tauromáquico decorreu numa arena amovível instalada no recinto da Expolima, numa organização da Associação Concelhia das Feiras Novas, romaria que termina na segunda-feira.

As corridas de touros regressaram ao programa das Feiras Novas, em 2014, depois de oito anos de interregno.

Fonte: SAPO24

MANIFESTAÇÃO PACÍFICA ANTI-TOURADA EM PONTE DE LIMA

Porque Ponte de Lima não merece tão má sorte…

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Está prevista para o próximo Domingo, dia 10 de Setembro, uma manifestação pacífica, organizada por um grupo de activistas anti-tourada que pretende dizer NÃO a uma actividade que em nada dignifica Ponte de Lima.

A tourada integra-se no programa das Feiras Novas, uma iniciativa, portanto, a boicotar.

Liliana Marques, porta-voz deste movimento cívico, referiu: «Somos contra a violência. O nosso único objectivo com esta concentração pacífica, mas de protesto contra a tourada, é sensibilizar as pessoas para a necessidade de se acabar com estes espectáculos bárbaros» acrescentando que na segunda-feira foi comunicada à Câmara Municipal, PSP e GNR a realização desta iniciativa durante a edição 2017 das Feiras Novas, que decorre entre os dias 08 e 11 de Setembro.

O protesto pacífico que decorrerá entre as 16:00 e as 20:00 horas, está a ser convocado nas redes sociais, através da página “Ponte de Lima Sem Tauromaquia“, criada para este efeito, onde se diz que «Ponte de Lima tem tradições e costumes que, em pleno século XXI, não fazem sentido algum, como maltratar animais para divertimento do ser humano» apelando à participação de “todos os que são contra este acto bárbaro, doentio, psicopata e sádico” nesta manifestação pacífica.

O evento tauromáquico contestado, vai decorrer numa arena amovível, instalada no recinto da Expolima, para a qual se chamou a atenção das autoridades, porquanto raramente, nestas situações, a Lei é cumprida, o que leva à realização de actividades ilegais.

É de lamentar o regresso das touradas ao programa das Feiras Novas, depois de oito anos de interregno, o que significa que Ponte de Lima em vez de progredir, continua na senda do retrocesso.

Lamentável, senhores autarcas de Ponte de Lima.

Absolutamente lamentável.

Fonte: Arco de Almedina

Movimento antitouradas anuncia ação pacífica domingo contra tourada em Ponte de Lima

Um grupo de ativistas que contesta as touradas anunciou hoje a realização de uma concentração pacífica, no domingo, em Ponte de Lima, próximo do local onde está prevista uma corrida de touros, integrada no programa das Feiras Novas.

“Somos contra a violência. O nosso único objetivo com esta concentração pacífica, mas de protesto contra a tourada, é sensibilizar a pessoas para a necessidade de se acabarem com estes espetáculos bárbaros”, afirmou hoje à Lusa, a porta-voz do movimento cívico, Liliana Marques.

Liliana Marques adiantou que, “na segunda-feira foi comunicada à câmara, PSP e GNR”, a realização daquela iniciativa durante a edição 2017 das Feiras Novas, que decorre entre os dias 08 e 11.

O protesto “pacífico”, que decorrerá entre as 16:00 e as 20:00, está a ser convocado através das redes sociais, numa página criada para o efeito, intitulada “Ponte de Lima Sem Tauromaquia”.

Na publicação, o movimento cívico refere que Ponte de Lima “tem tradições e costumes que, em pleno século XXI, não fazem sentido algum, como maltratar animais para divertimento do ser humano”, apelando à participação de “todos os que são contra um ato bárbaro, doentio, psicopata e sádico” naquela concentração.

O espetáculo tauromáquico anunciado para domingo vai decorrer às 18:00 numa arena amovível instalada no recinto da Expolima, numa organização da Associação Concelhia das Feiras Novas.

As corridas de touros regressaram ao programa das Feiras Novas, em 2014, depois de oito anos de interregno.

O espetáculo tauromáquico anunciado para domingo vai decorrer às 18:00 numa arena amovível instalada no recinto da Expolima, numa organização da Associação Concelhia das Feiras Novas. O cartel integra os cavaleiros Marcos Bastinhas, João Salgueiro Júnior e a cavaleira praticante Soraia Costa.

Contactada pela agência Lusa, a presidente Ana Maria Machado escusou-se a prestar declarações sobre o assunto.

Fonte: Sapo24

PONTE DE LIMA QUER HIPÓDROMO PARA MASSACRAR CAVALOS

Não basta a vaca das cordas para colocar o nome de Ponte de Lima no rol das localidades com um relevante atraso civilizacional?

Ao cuidado do PAN…

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Os Cavalos são seres magníficos, extremamente sensíveis, não nasceram para ser montados, e sofrem horrores quando os usam para tal

É inacreditável que ainda haja criaturas que acham (pois pensar não sabem) que os Cavalos nasceram para servir o “homem”!

O presidente da câmara de Ponte de Lima quer que o actual governo, liderado pelo PS, dê luz verde a um projecto iniciado pela anterior legislatura, que incluiu a legalização de apostas e a abertura de concursos para a construção de hipódromos pelo país.

Quando o resto do mundo se bate para acabar com as terríveis corridas de Cavalos, onde estes são sacrificados, maltratados barbaramente, por vezes até à morte, Ponte de Lima quer juntar à parvoíce da vaca das cordas a exploração de Cavalos para corridas, com apostas. Uma prática absolutamente selvática, como irei demonstrar.

Para todos aqueles que não sabem o que os cavalos SOFREM, aqui deixo um texto científico da autoria de Sônia T. Felipe ***, e se depois de o lerem continuarem a ignorar, é porque realmente têm o sadismo no seu ADN, e optam pela ignorância.

SE AMAM OS CAVALOS NÃO OS MONTEM

«Não existe montaria sem sofrimento para os Cavalos, quer o montador tenha consciência da agonia e tormento do Cavalo, seja bondoso, ou um psicopata que “ama” tanto o seu Cavalo a ponto de odiá-lo e chicoteá-lo quando não consegue fazê-lo entender o que quer.

O que importa é o que o corpo e o espírito do Cavalo sentem, quando há qualquer “disciplina”, “domar”, “quebra” e “castigo”. O Cavalo sempre sofre. A única forma de ele não sofrer é não ser montado nem encilhado. E, não sendo montado nem encilhado, não há desporto de qualquer tipo: bigas, troikas, corridas em plano raso, vaquejadas, rodeios, olimpíadas, polo, cavalhadas e tudo o que hoje existe, porque o Cavalo paga, com a sua dor e não raro com a sua vida, o gozo de quem o monta.

Quando leio e escrevo sobre a agonia dos Cavalos, concentro-me nos Cavalos. E faço-o, exactamente, porque quem os monta e lhes passa o freio (o ferro) sobre a língua nunca pensou nem entendeu nada de anatomia e fisiologia de Cavalos. Pode até ter tido muita aula prática de equitação, mas não teve luz alguma sobre o que se passa debaixo do seu traseiro, bem acomodado sobre o lombo de outro animal, tão ou mais sensível do que aquele que o monta.

Se eu escrever uma linha dizendo que há pessoas boazinhas com os Cavalos, todas, leia-se, todas as pessoas vão se concentrar nessa linha.

Mas só existe um tipo de pessoa boa para os Cavalos: a que não os monta. A que cuida deles e os deixa viver a seu modo, em paz, sem a agonia dos ferimentos invisíveis aos olhos dela e também de quem os monta.

E os Cavalos, na manhã seguinte, continuarão a ser montados, e a terem o ferro cruzando a sua língua, e a receberem chicotadas, a terem uma sela amarrada sobre o seu lombo para carregarem uma sedentária ou um sedentário, por horas a fio, sobre a sua coluna, sofrendo, no galope, cada golpe do peso de quem os monta e da sela que nunca é desenhada para respeitar a singularidade do corpo dos animais.

O Cavalo sofrerá tudo isso às mãos de quem se classificou como pertencendo ao grupo das que “amam” Cavalos.

Quem os ama não os monta.

Escrevo para o animal. É o meu dever. Quem não coloca freio nem cabresto, não coloca sela, não usa esporas, não usa chicote, quem controla o animal apenas se comunicando com ele, sem qualquer meio repressivo e doloroso (só os Nevzorov sabem fazer isso!), não precisa de se magoar com o que escrevo.

E quem faz tudo de mal ao Cavalo, em nome do “amor” que tem por ele, deve ir para um analista. Os Cavalos não são seres masoquistas. Se estão com um sádico montado no seu lombo, é porque o sádico é um psicopata, quer tenha consciência de si, quer não. Usou freio, rédeas, esporas e chicote, é sessão de sadismo puro. Mesmo que a pessoa não veja toda a dor que causa.

Há muita gente que “ama” o seu cão de estimação. Ama tanto que o condena à prisão perpétua e à solidão. Tranca-o no apartamento sozinho a semana toda, de manhã até à noite, para ter algo vivo à sua espera quando chega exausto do trabalho ou das noitadas. Isso não é amor. É escravização. É privação. É condenação.

E quem está sentado atrás da cabeça do Cavalo não vê a dor dele. E a dor que ele sente dentro da boca é indescritível. E a dor de uma úlcera também é indescritível. E a de uma pata lesada, idem. E a dor do pulmão, pelo esforço extraordinário de puxar uma carga morta ou levá-la sobre a coluna, idem.

E exactamente por serem indescritíveis todas as dores do Cavalo é que ele obedece. Porque o seu instinto evoluiu para não gritar de dor, pois, na natureza, o Cavalo, assim como a Vaca, não recebem ajuda de ninguém quando estão feridos. Pelo contrário, se gritarem de dor os predadores os elegem como alvo.

Então, o Cavalo estrebucha, mastiga o freio nervosamente, balança a cabeça de um lado para o outro, anda para trás, recusa-se a prosseguir, tudo isso porque está a sofrer de dores terríveis e ele não tem como avisar o peso morto que carrega sobre as suas costas. O peso morto que provoca toda essa dor ao Cavalo, sem a “sentir” no seu próprio corpo, porque o que o corpo do peso morto sente mesmo é prazer em estar lá em cima, fazendo o seu passeio ou praticando o seu “desporto” preferido.

O Cavalo prossegue, não porque tenha gostado da experiência ou do peso dos gordos ou dos magros, sentados sobre a sua coluna. Não. Ele obedece porque é um animal fisiológico. A sua existência é o seu sentir. E ele sente dores horríveis com tudo o que lhe fazem para que ele faça o que não tem interesse ou motivação natural alguma para fazer.

E, quando o Cavalo obedece, é porque tem memória viva de que uma dor ainda maior virá, caso não siga em frente: um puxão firme das rédeas, que lhe produz um choque no sistema dos nervos cranianos, ou uma chibatada sobre as carnes já inflamadas pelas chibatadas do dia anterior.

E, muitas vezes, não é somente na boca que a lesão se manifesta. É nas patas que estão inflamadas. É no lombo, pelo atrito do corpo da montaria raspando com a sela as partes da carne do animal, a cada passo, a cada galope. É no estômago. É no pulmão.

Até ao ano de 2008, Alexander Nevzorov, da Nevzorov Haute École, ainda montava cinco minutos por dia, podendo chegar aos quinze, excepcionalmente. Porém, desde 2008, montar a cavalo foi definitivamente abolido das suas práticas.

E Alexander explica porquê:

«O ano de 2008 foi um ponto de viragem na história da Escola. Este foi o ano em que nós rejeitámos totalmente montar a cavalo. O Cavalo não se destina para montar, nem sequer ao menor grau. Não fisiologicamente, não anatomicamente, não psicologicamente. Eu precisei de muito tempo para chegar a esta compreensão, que se baseia não só nos meus sentimentos, mas em primeiro lugar a partir dos resultados de umas longa investigação. Entendo que seja difícil aceitar este facto. Mas a capacidade de abandonar as cavalgadas é a garantia de um verdadeiro e sublime relacionamento com o Cavalo. Hoje a equitação é um ponto de viragem na nossa história. Agora compreendemos e trazemos ao mundo uma outra beleza – a beleza de um diálogo com o Cavalo visto como um igual» – in «The Horse Crucified and Risen» («O Cavalo Crucificado e Ressuscitado»), 2011, p. 223.

Porquê? Porque as entranhas dos Cavalos ficam inflamados. Lydia Nevzorova é fisiologista. Ela faz exames de termografia computadorizada nos Cavalos e, pelas imagens coloridas, detecta cada área do corpo inflamada e o grau dessa inflamação. Esse exame é muito caro. Só os Cavalos com donos ricos são examinados para a detecção das áreas de inflamação. E o são apenas quando começam os fracassos nas competições, quando eles não têm mais forças psicológicas para obedecer, apesar da dor dos puxões das rédeas na sua face e boca, ou das chicotadas e esporadas. Quando, apesar de toda essa dor, ainda assim o animal não mais obedece, e se o “dono” é rico, então leva-o para fazer o exame termográfico computadorizado. E o que Lydia Nevzorova encontra é um corpo inflamado da boca às patas, quando não ao ânus (no caso de choques eléctricos).

As fotos são chocantes. Na foto de um Cavalo sem inflamação alguma, a de um não usado para montaria, a imagem do corpo todo aparece em azul, sem manchas luminosas. Os animais montados e lesados nas patas, nos tendões, na nuca, no dorso, nos flancos, aparecem com as lesões todas em cores de ondas longas, mais vivas, evidenciando as lesões invisíveis a olho nu. E esses ferimentos internos estão presentes todos os dias em que o animal é montado, e quem o monta não vê. Todos os dias. E cego pela sua obsessão à equitação, o equitador nada vê.

É um tormento ter o corpo todo inflamado. E ser usado todos os dias para dar a um “humano” prazeres que só existem à custa dessa dor. E a maldade não é minha, nem do Cavalo. E tudo isso sempre foi guardado como segredo, a sete chaves, para que ninguém pudesse abrir os olhos e ver o mal que está a fazer, quando monta um Cavalo. Não está só a montar o animal. Está, literalmente, a levá-lo para uma sessão de tortura.

Sônia Teresinha Felipe

 

(Texto adaptado para Língua Portuguesa)

*** Sônia Teresinha Felipe é doutora em Filosofia Moral e Teoria Política, pela Universidade de Konstanz, Alemanha; professora da graduação e pós-graduação em Filosofia, e do doutorado interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil); orienta dissertações e teses nas áreas de Teorias da Justiça, Ética Animal e Ética Ambiental; é pesquisadora permanente do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, Membro do Bioethics Institute, da Fundação Luso-americana para o Desenvolvimento, e é autora de «Ética e Experimentação Animal: Fundamentos Abolicionistas», Edufsc, 2007, e, «Por uma Questão de Princípios», Boiteux, 2003.

Fonte:

https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10205175596651099&id=1280753559&fref=nf

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Fonte: Arco de Almedina

RESPONDENDO AOS LIMIANOS QUE SE SENTEM OFENDIDOS COM A VERDADE

Pela enésima vez:

Precisamente pelo facto de eu ser anti-tortura de seres vivos indefesos para divertir broncos, ser cidadã portuguesa com direitos, mas também com o dever cívico de denunciar o que conspurca o bom nome do meu País, e por ser livre-pensadora, assiste-me o direito de me indignar (consignado na Constituição da República Portuguesa) pela incultura e incivilidade que grassa em Ponte de Lima, que poderia ser uma Vila, mas não é.

Não passa de uma vilória, cujo povo se diverte com práticas grosseiras e repugnantes.

Certo? Ou vão dizer-me que é mentira?

Um dos grandes defeitos de certas pessoas que aqui vêem comentar é desconhecerem a Língua Portuguesa e os Valores Humanos.

Quem se sente insultado com o meu legítimo direito à indignação, e confunde insultos com as palavras adequadas que utilizo para designar práticas brutas, e os que praticam, aplaudem, promovem e consentem (sem reagir) a execrável selvajaria tauromáquica que se realiza em Ponte de Lima, o que não direi eu que, tendo o direito inviolável à minha integridade moral, consignada na Constituição, e a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado, e o dever de o defender, também consignados na Constituição, sou agredida diariamente com estas práticas brutais, que ferem a minha sensibilidade e violentam o meu bem-estar.

E para que se saiba, o Estado Português tem o dever (está na Constituição) de promover a melhoria da qualidade de vida de todos os Portugueses, mas prevarica ao abrigo de uma lei que legitima a tortura e a violência, que ferem susceptibilidades.

Eu sou Portuguesa, e não tenho qualidade de vida, porque sou agredida diariamente com a brutalidade legitimada numa lei parva, que os governantes portugueses teimam em manter, motivados por interesses duvidosos.

Ora, em Ponte de Lima existem broncos que, caso não se saiba, significa incivilizados, toscos, rudes, grosseiros, obtusos, enfim, tudo o que são os que praticam, aplaudem, promovem e consentem (sem reagir) a selvajaria tauromáquica.

Se algum limiano se inclui no rol dos broncos (há quem lhes chamem parolos, o que vem a dar ao mesmo) que existem em Ponte de Lima aos magotes, o problema não é meu.

Infelizmente não vivemos numa Democracia. Se vivêssemos numa Democracia, estes costumes bárbaros espanhóis estariam extintos há muito. Foi para abolir todas as práticas fascistas que se fez o 25 de Abril. Mas o que mudou?

Continuamos numa ditadura, disfarçada da mais repulsiva democracia.

Finalmente, como a selvajaria tauromáquica não é uma questão de opinião, mas uma questão de Ética e Civilidade, recuso-me a respeitar quem cobardemente não respeita um ser vivo indefeso.

Quem concorda ou respeita a “opinião” dos extremistas islâmicos, que também se divertem a torturar seres vivos amarrados e indefesos, e depois decapitam-nos barbaramente?

O princípio é o mesmo.

Quem confunde insulto com indignação deve muitos Euros ao Saber.

É da verdade que a selvajaria tauromáquica é uma morta-viva, em vias de extinção, porque o tempo dos ignorantes está a esgotar-se.

E a prova disso foram os fiascos que, este ano, foram mais do que muitos.

E só mais uma achega: se os limianos que se sentem ofendidos com a verdade querem fazer alguma coisa por Ponte de Lima, comecem por rejeitar o que Ponte de Lima tem de pior: os seus broncos e as práticas imbecis.

Quando eles deixarem de existir… Ponte de Lima será então uma Vila e não mais uma vilória obsoleta, que, para quem não sabe, significa antiquada, ultrapassada, fóssil, retrógrada, tal como as selvajarias que ali são praticadas.

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/respondendo-ao-limianos-que-se-sentem-469068

***

Isabel, falou muito bem. Faço minhas as suas palavras!

PONTE DE LIMA, A MAIS OBSOLETA VILA PORTUGUESA, VESTE-SE HOJE COM AS CORES NEGRAS DA IMBECILIDADE PARA APLAUDIR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA

Já não bastava a mais que estúpida e cobarde prática da Vaca das Cordas, agora repescam outra idiotice: a tourada.

É só somar.

E o presidente da Câmara Municipal, que tem visão curta, restringe à moda fascista uma manifestação anti-tourada, que está consignada na Constituição Portuguesa, ao contrário da selvajaria que, a realizar-se, não cumprirá todos os requisitos do RET, como é habitual.

Foto: Luís Rodrigues S/Vaca das Cordas

Veja-se a cobardia dos broncos limianos que  brincam aos parvos, com um bovino indefeso, embolado e atado pelos cornos sem possibilidade de fuga

E chamam a isto “evento cultural”.

Quanta ignorância! Quanta incultura! Quanta imoralidade!

Ponte de Lima, é mais uma viloriazinha classificada Abaixo de Lixo

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/ponte-de-lima-a-mais-obsoleta-vila-466995