CONTEÚDO ANDA Pit bull é salva do corredor da morte e volta a viver com seus tutores

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Os pit bulls sofrem grande preconceito na sociedade, que os considera agressivos por serem vítimas de treinamentos abusivos. Devido a essa imagem desfavorável, muitos deles acabam em abrigos por anos sem serem adotados ou, pior, têm suas mortes induzidas.

A pit bull Stella, por exemplo, foi levada de sua casa no Reino Unido em 2014 sob o pretexto de que ela era perigosa por causa de sua raça e não deveria ter as mesmas liberdades que outros cães possuem, diz o One Green Planet.

Após a aprovação da Lei para Cães Perigosos em 1991, os trabalhadores de canis foram proibidos de tocar e brincar com a cadela ou permitir que Stella se exercitasse.

Por isso, durante dois anos, ela passou os dias dentro de uma gaiola apertada e até mesmo foi colocada no corredor da morte por um juiz que sentiu que o filhote “perigoso” não poderia viver em sociedade.

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O guardião de Stella, que insistiu que a cadela não tinha  apresentado quaisquer episódios de agressão sob seus cuidados, foi ao tribunal 11 vezes em um esforço para tê-la de volta. Porém, o juiz Graham Cottle, responsável pelo caso, não concordou com isso.

Felizmente, o juiz concordou em deixar que um cuidador treinado assumisse a responsabilidade por Stella durante um período de teste de seis semanas: se a cadela não aparentasse representar uma ameaça ao público, o juiz iria revogar a decisão de colocá-la no corredor da morte.

Depois de seis semanas, foi dada uma grande notícia: Stella estava se comportando maravilhosamente. Ela corria por um terreno seguro, interagia bem com outros cães e não mostrava sinais de violência, apesar da experiência traumática de ter sido presa em uma gaiola pequena.

“Nós estamos convencidos de que a cadela não representa um risco para a segurança pública”, disse o juiz Graham Cottle, que declarou que Stella poderia ficar em uma fazenda com sua nova tutora Caroline Pharaoh e sua família.

Stella é um excelente exemplo que revela que os cães não devem ser estereotipados apenas por causa de sua raça. Cada animal é diferente e sua personalidade é influenciada pelo ambiente e pela maneira como são tratados por seus tutores.

Se os cães são criados com amor e respeito, eles agirão dessa forma. Quando as pessoas perceberem isso, os estereótipos negativos associados a esta raça irão acabar.

Fonte: ANDA

 

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CONTEÚDO ANDA Livro prova que pit bulls são vítimas da ignorância humana

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Eis o cão que já representou os Estados Unidos. O terrier do Ianque emergiu em uma propaganda que objetivava promover o espírito de luta dos Estados Unidos durante a Primeira Guerra Mundial, e era um pit bull.

Porém, uma série de eventos, a maioria ocorridos na década de 1970, contribuiu para denegrir a imagem da raça que passou a ser demonizada pela mídia e ter sua morte induzida em abrigos de animais que não conseguiam encontrar novos lares para os animais, informa o Washington Post.

Um novo livro chamado “Pit Bull: A batalha sobre um ícone americano”, escrito por Bronwen Dickey, é a mais recente tentativa de restaurar a imagem dos cães, equivocada há 40 anos.

Dickey documenta a metamorfose pela qual passou a imagem do animal e questiona alguns mitos que circulam a seu respeito.

Por exemplo, um deles diz que um pit bull protegia gatinhos e, mais tarde, foi supostamente  treinado para atacar os filhotes de forma sanguinária.

Reprodução/WashingtonPost

Outro grande mito é o de que as mandíbulas dos animais são monstruosas. O Texas Monthly, uma vez descreveu-as como “capazes de aplicar uma pressão de 740 libras por polegada quadrada”.

Já o San Jose Mercury-News divulgou que as mandíbulas de pit bulls podem “exercer até 3.500 libras de pressão por polegada quadrada.

Porém, o maior mito é o de que pit bulls já nascem perigosos e por isso irão matar, mas um geneticista explica que essa alegação é “absolutamente ridícula”.

Além disso, a agressividade dos cães é influenciada pelos seus desenvolvimentos precoces e pela sua socialização com outros cães e seres humanos, como aponta Dickey.

A autora sugere que o pânico por pit bulls se instaurou em grandes cidades durante os anos 70 e 80 enquanto as pessoas ficavam cada vez mais amedrontadas com a ocorrência de crimes.

Ao mesmo tempo, a cobertura da mídia sensacionalista sobre o aumento de ringues de lutas de cachorros ajudou a denegrir os pit bulls.

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“Esses ringues surgiram em lugares pobres, e logo a cultura rap também passou a retratar o pit bull como um assassino, atraindo ainda mais atenção da mídia “, afirma a autora.

Esse cenário só começou a mudar na última década. Em 2007, o astro do futebol americano ‘Michael Vick foi preso e eventualmente condenado por criar e promover lutas de pit bulls em sua fazenda, e também ajudar a matá-los.

De repente, os pit bulls começam a parecer mais presas (de humanos) do que predadores.

Em pouco tempo, surgiram programas de televisão sobre o animal e os abrigos renovaram seus esforços para promover a adoção dos cães.Mesmo assim, segundo Dickey, os norte-americanos ainda têm uma relação irregular com pit bulls.

Fonte: ANDA