Conteúdo anda Petição pede liberdade para elefante acorrentado há 28 anos

Foto: Tribune

Em 1985, um elefante asiático de apenas um ano chamado Kaavan foi separado de sua mãe em Sri Lanka e levado ao Zoo Islamabad no Paquistão. Aprisionado em um recinto de concreto, todas as suas quatro patas foram acorrentadas para que ele mal pudesse se mexer. E essa tem sido sua vida por 28 anos. As informações são do site One Green Planet.

Hoje, Kaavan ainda está acorrentado e é uma vista triste e solitária para os visitantes. Ele mal se mexe, somente a cabeça que sacode de um lado para o outro, um comportamento adotado por elefantes em resposta à depressão e o desespero. As correntes que o seguraram pelas últimas três décadas deixaram cicatrizes físicas e mentais. Os cortes profundos nas suas patas causadas pela corrente pesada os deixaram suscetível à gangrena fatal, e se nenhuma ação for tomada agora para ajudar a libertá-lo, ele certamente morrerá.

Na selva, elefantes podem andar até cerca de 50 km por dia. São animais extremamente emocionais e sociais que formam fortes laços com outros elefantes e passam a maior parte da vida na sua manada família. Você só irá ouvir sobre um elefante solitário quando ele vive em um zoológico, como Kaavan, por exemplo. No Zoo Islamabad, Kaavan é roubado de todas as coisas naturais a ele. Amor, conforto, amizade e liberdade – tudo foi roubado dele.

Pelos últimos 28 anos, Kaavan tem vivido em um recinto minúsculo que não conta com mais que uma extensão de grama e uma lagoa minúscula e suja. Em vez de andar 50 km por dia, Kaavan tem sorte de dar 30 passos. Ele também está sozinho desde que sua companheira Saheli morreu em 2012,  suspeita de ter falecido por gangrena e negligência, as mesmas ameaças agora encaradas por Kaavan. Saheli morreu com apenas 22 anos; a expectativa de vida de um elefante é de 90 até 110 anos.

Esse ano, uma turista chamada Samar Khan se revoltou após ver o elefante solitário no Zoo Islamabad e começou uma petição pedindo ao Zoo que liberte Kaavan para um santuário. Khan disse que o elefante mal se mexia e só mexia a cabeça de um lado para o outro. Inicialmente ela pensou que ele estivesse drogado, mas após pesquisar ela descobriu que era um indicativo do trauma psicológico que o elefante sofre.

Para ajudar a libertar Kaavan, assine a petição e compartilhe nas redes sociais para divulgar às outras pessoas.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

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