Pensamento de um touro

Imagem 17º

Sou um touro, sou pacífico. Como erva.
Quero que me deixem viver em paz e sossego, no campo. Quero que me deixem viver e morrer no campo, na companhia dos meus familiares e amigos.
Mas infelizmente, não é isso que acontece.
Arrancam-me do campo. E como não tenho voz, não posso dizer; deixem-me aqui ficar. Tenho esse direito!
Arrancam-me do campo, para me levarem para uma praça de touros, onde serei barbaramente torturado, física e psicologicamente, para deleite de pessoas, que em momento algum, pensam na tortura, na crueldade de que sou vítima. E me pergunto; será que essas pessoas têm coração? – Acho que não. Quem tem coração, não aceita a tortura, a crueldade, de que sou vítima. Quem tem coração, luta por mim, e não contra mim!
Irão espetar em mim, umas farpas que me irão fazer sofrer inenarravelmente. Irei sangrar. Irá chegar um momento, que depois de tanto ter sofrido, ainda terei de enfrentar um grupo de pessoas cobardes, que me enfrentaram mais morto do que vivo.

Sou obrigado a passar por tudo o que passo, numa praça de touros. Enquanto que aqueles que me irão enfrentar, iram-me enfrentar porque querem. Ninguém obriga , aqueles que me enfrentam a me enfrentar.
Depois, se acontecer eu lesionar ou matar uma das pessoas que me enfrentam, não terei culpa. Tenho todo o direito a defender-me!

Deixo uma pergunta; será que as pessoas que se deleitam com a crueldade de que sou vitima, numa praça de touros, gostariam de passar pelo que passo? – Duvido que gostassem de estar no meu lugar.

Para terminar peço aquelas pessoas que lutam pelo meu bem-estar, pela minha felicidade, que continuem a lutar por mim, até à abolição da crueldade de que sou vítima!

Pensamento do touro, Pacífico.

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