SE OS AFICIONADOS DA TORTURA, DA BARBÁRIE…

Se os aficionados da tortura, da barbárie, fossem pessoas com alguma seriedade, já teriam vindo a publico; estão a ver, temos aqui provas científicas, cientificamente provadas, do que dizemos sobre o touro. Mas não. Sempre que têm uma oportunidade para o fazer, os Psicopatas Tauromáquicos, do alto da sua máfia, convidam para mais uma vez, ser fonte de alegações, não provadas cientificamente, o mesmo Psicopata de sempre, que não fala pelo bem-estar do touro, e sim pelo bem-estar da sua conta bancária. E isto acontece, com a conivência da Ordem dos Veterinários, que nada faz para o impedir, pois este Psicopata, é veterinário.

E esta realidade, deixa ficar mal o país, pelos quatro cantos do mundo.
Pois, com esta realidade, Portugal fica visto lá fora, como um país não civilizado.

Que tristeza; em pleno século 21, ainda existir em Portugal, tão vil e hedionda prática.
E que tristeza, a Assembleia da Republica, no PS; PSD; CDS/PP, e PCP, continuar a permitir, que tão abjecta prática, persista em existir, num país que se quer moderno e civilizado.

Da minha parte, o touro, e o cavalo, podem continuar a contar comigo, para os defender intransigentemente.

Tudo o que digo é por eles, pelo bem-estar, pela felicidade deles. E não irei deixar de lutar por isso.

Portugal, não vive em muitos séculos passados.
Portugal vive no século 21. E tem de acompanhar a modernidade, a civilização.

BASTA DE CRUELDADE EM PORTUGAL, JÁ!
ABOLIÇÃO DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL, JÁ!

Mário Amorim

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CÃES E GATOS DEIXAM DE SER COISAS…

E OS OUTROS ANIMAIS?

A Lei que foi aprovada só abrange Gatos e Cães (que não pertençam a circos ou sejam utilizados em lutas, ou os das aldeias que, apesar da lei, continuam a viver acorrentados, bem debaixo das barbas das autoridades).

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FOTO Paulo Pimenta

Fonte: https://www.publico.pt/2016/12/21/sociedade/noticia/animais-deixam-de-ser-coisas-mas-lei-dos-maus-tratos-vai-continuar-com-buracos-1755686

Fico feliz por estes meus queridos amigos. Mas temos de continuar a lutar por todos os outros nossos outros amigos de quatro patas.

É que para os políticos portugueses, todos os animais são iguais, mas uns continuam a ser mais animais do que outros. E esses outros nem sequer estatuto de animais têm, em Portugal.

Esta lei, apesar de ser um passinho em frente, não resolve o problema grave dos maus tratos a que estão sujeitos TODOS os outros animais portugueses.

A Assembleia da República está dividida, aliás, como em tudo o que diz respeito à Evolução e outras matérias do interesse nacional.

Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD acusou o PAN (autor do projecto), o PS e o BE de terem apresentado propostas radicais. E o que são propostas radicais para este deputado?

Este deputado entendeu que as alterações que estes três partidos pretendiam introduzir no Código Penal transformavam cada criador num potencial criminoso
(como se já não o fossem) e acrescentou: «Se uma vaca magoasse uma pata durante o transporte, o dono podia ter de responder por isso em tribunal» (pois podia e devia, porque o modo como os animais são transportados em Portugal, é um autêntico atentado ao bem-estar deles. Eles são transportados como sacos de cimento, amontoados, sem que tenham sequer lugar para ficarem de pé); «São soluções citadinas que nada têm a ver com o modo de vida do país rural» (o modo de vida do país rural é bárbaro, tratam os animais como se fossem pedras, não tendo em conta a VIDA que eles são, uma vida tão vida como a de qualquer um que se diz “humano”, não tendo em conta a sensibilidade e a racionalidade (esta racionalidade está provada) dos animais não humanos);
«As associações do sector pecuário ficaram “aterradas” com estas intenções» (e era para ficarem aterradas, porque sabem perfeitamente o modo cruel como tratam os animais de quinta, e mereciam ser penalizados).

OS DEFENSORES DOS MAUS-TRATOS A ANIMAIS

No mundo já civilizado, mas que ainda não evoluiu o suficiente para deixar de ser carnívoro, os animais são tratados mais humanamente, do que em Portugal, que ainda deve milhões de Euros à Evolução.

O Partido Comunista (será de esquerda?) aliou-se aos partidos da direita, defensores dos maus tratos aos animais que eles não consideram animais (animais para eles são apenas os Cães e os Gatos) para chumbar os projectos que catapultariam Portugal para um nível evolutivo mais elevado.

António Filipe, deputado comunista, chegou mesmo a dizer que qualquer dia as penas dos crimes contra animais ainda se tornavam superiores às dos crimes contra as pessoas.

Penas superiores não direi, mas cito Leonardo da Vinci, o maior génio dos séculos XV/XVI, que futurou esta coisa espantosa: «Chegará o dia em que todos os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade.»

Este dia já esteve mais longe.

Em pleno século XXI d. C., já existem milhares de Seres Humanos que conhecem o íntimo dos animais, e lutam pela sua libertação.

Mas em Portugal, ainda com tantas mentes tacanhas a proliferar por aí, a evolução far-se-á mais lentamente.

O PAN fala em lobbies.

E é óbvia a existência de lobbies.

André Silva, deputado do PAN, refere: «O Parlamento não está preparado para avançar mais um passo. Continua vigente uma teimosia ideológica ligada a profundos interesses e lobbies corporativos no sector da pecuária. Vivemos ainda o tempo em que os agentes económicos são quem mais ordena… As agressões e os maus tratos a animais são uma realidade unanimemente aceite no quotidiano da produção pecuária portuguesa.»

Não, o Parlamento Português não está preparado para a Evolução.

Quem manda ali são os lobbies, que lá colocam deputados escolhidos a dedo. Aliás, os partidos que defendem os maus-tratos aos animais, já estão a “trabalhar” listas para as eleições autárquicas, onde os tauricidas têm, lugar desatacado.

E também é óbvio que o meio rural ficou parado na alta Idade Média, e trata com a maior brutalidade seres sencientes e muito mais racionais e humanos do que todos eles.

Fonte: Arco de Almedina

 

A DECLARAÇÃO DE VOTO DO PCP RELATIVA À PARTICIPAÇÃO DE MENORES EM PRÁTICAS TAUROMÁQUICAS SELVÁTICAS É PURA HIPOCRISIA

Sabemos muito bem o que moveu o PCP, que tem no Alentejo – o grande covil da selvajaria tauromáquica em Portugal – a grande “fonte” do eleitorado comunista.

E foi apenas isso que o moveu, pois quanto à declaração que fez, foi pior a emenda do que o soneto.

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Foi esta perversão da inocência que esteve em causa no Dia Internacional da Criança

A declaração de voto que o PCP fez, para justificar ter votado a favor do retrocesso de Portugal em relação à protecção de menores, no que respeita às actividades violentas e cruéis inerentes à selvajaria tauromáquica, a pretexto do Dia Internacional da Criança, é pura hipocrisia.

O PCP ao votar contra os Projectos de Lei n.º 181/XIII/1.ª (PAN), n.º 217/XIII/1.ª (BE) e n.º 251/XIII/1.ª (PEV) votou a favor da violação do direito mais básico de todas as crianças: o direito à sanidade mental.

E para justificar isto, o PCP deu uma dúzia de voltas, justificando-se hipocritamente, como se tivesse realmente interessado na aludida protecção social ou educação (para a cidadania ou para violência e crueldade?) das crianças portuguesas.

E o PCP deu tantas voltinhas, mas tantas voltinhas, que acabou por não justificar coisa nenhuma.

O que todos sabemos, é que a selvajaria tauromáquica é uma prática que nasceu entre a realeza espanhola, e que foi implantada em Portugal pelos reis filipinos, que só andaram por cá a destruir o que os nossos reis construíram, e depois de terem sido corridos, o costume bárbaro permaneceu, porque bárbaros são todos os que não evoluem.

E os governantes que se seguiram não tiveram vontade nenhuma de evoluir… incluindo os governantes do ano de 2016.

Todos os profissionais da saúde são unânimes em considerar a prática da selvajaria tauromáquica um prejuízo para a saúde mental e para o desenvolvimento psíquico do menor, mas também do adulto. Ambos ficam embrutecidos.

Todos sabemos que a selvajaria tauromáquica NÃO É um espectáculo de natureza artística, muito menos cultural, mas tão-só é uma actividade de natureza VIOLENTA e MUIIIIITO CRUEL. E que isso não são valores humanos, e muito menos transmissíveis a crianças.

Todos sabemos que na selvajaria tauromáquica a actividade quer seja profissional ou amadora é condenável á luz da Racionalidade e da Ética e de todo e qualquer Bom Senso.

O facto de a crueldade e a violência implícitas na tortura de seres sencientes, como os Touros que, na realidade, são bovinos, estarem legisladas, não faz disto uma prática louvável, aceitável, aplaudível. O que faz é Portugal ser um país com um atraso civilizacional que envergonha até o mais empedernido pedregulho.

Todos sabemos o que se passa nos antros de “ensino” de toureio, onde crianças de tenra idade são atiçadas à violência e à crueldade, tornando-se pequenos monstrinhos insensíveis à dor e ao sofrimento de outros animais sencientes e também crianças como elas.

O PCP escudou-se num estranho pressuposto, e porque é estranho, gostaríamos de perguntar-lhe quais são os «espectáculos de natureza distinta com índices de perigosidade iguais ou superiores aos da selvajaria tauromáquica, em que reconhecida e habitualmente participam menores de idade», e se isto existe, porque é que o PCP ainda não apresentou propostas para defender as crianças portuguesas dessas tão “perigosas” actividades.

Porque uma coisa é “fingir” que somos cruéis (por exemplo, quando participamos num filme); outra coisa é praticar a crueldade real sobre um ser vivo.

É lamentável que um partido que se diz de “esquerda” esteja a defender uma política de direita, monárquica, de ganadeiros latifundiários, que enriqueceram e vivem à tripa forra, à custa de dinheiros públicos, e de gente marialva e inculta.

É lamentável que os governantes portugueses ainda estejam a discutir o indiscutível: uma prática que diz da grande miséria moral, social, cultural e civilizacional em que Portugal AINDA está mergulhado, e da qual já devia ter se libertado há muito. O que se passou no Dia Internacional da Criança, do ano de 2016, fez Portugal recuar milhares de anos.

Envergonho-me dos deputados da (minha) Nação, que permitiram tal retrocesso.

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

Ler a declaração de voto completa, neste link:

http://www.pcp.pt/relativa-participacao-de-menores-de-idade-em-espectaculos-tauromaquicos-pretexto-do-dia