conteúdo anda Greenpeace defende matança de ursos polares em esquema de “caça turística”

Foto: Reprodução/Paul Watson Facebook - Inuit posa ao lado de caçador branco e urso polar morto
Inuit posa ao lado de caçador branco e urso polar morto

No início de maio, o ativista Capitão Paul Watson publicou uma denúncia contra o Greenpeace, revelando que o grupo tem apoiado a caça de ursos polares e matança de outros animais.

Agora ele está sendo acusado de ter dado falsas informações.

O Greenpeace alega que apóia a caça de 600-700 ursos por ano, exclusivamente pela tribo indígena Inuit. Porém, na realidade, metade desses animais não são mortos por membros da tribo e nem mesmo usados por eles.

Segundo Watson, mais da metade dos ursos são baleados por caçadores estrangeiros e suas partes do corpo vendidas em mercados paralelos. Uma viagem para caçar ursos pode custar entre U$40,000 e U$75,000.

Se o Greenpeace estivesse sendo honesto, admitiria que apóia a matança dos ursos, incluindo aqueles que são mortos por caçadores atendidos pelos Inuit, que cobram uma boa quantia para guiar estrangeiros até seu habitat e ajudam a emboscar os animais.

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Os fatos depõem contra a organização, já que tanto o Greenpeace quanto o World Wildlife Fund se opuseram à inclusão dos ursos polares na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Os grupos argumentam que a grande ameaça aos ursos são as mudanças climáticas, e não a caça. Em 2007, a porta-voz do Greenpeace Melanie Duchin declarou com todas as palavras: “Se a população de certas espécies consegue superar o aquecimento global e torna sua caça sustentável, não vamos nos opor.”

Frente à denúncia de Watson, o Greenpeace continua dizendo que “a caça de ursos é sustentável” e que apóiam “somente no caso dos Inuits”, mas não se pronunciam sobre os caçadores de fora e o tráfico dos corpos dos animais pelo mundo todo.

Por outro lado, a posição do Sea Shepherd, organização em defesa da vida marinha liderada por Paul, é clara: não apoiar a matança de ursos polares, independentemente de quem atira e quais os motivos. Esses animais já enfrentam o derretimento do seu habitat, a escassez de alimentos e a poluição das petrolíferas, e nada justifica que sejam cruelmente mortos baleados por rifles.

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Além disso, o povo Inuit do Ártico já está integrado à sociedade moderna, tem acesso à tecnologia e não pratica mais a caça “tradicional” há muitos anos. E obviamente, guiar caçadores milionários com armamento de última geração e obter lucros com a venda de partes do corpo dos ursos não tem justificativa “cultural”.

Enquanto isso, o Greenpeace continua se recusando a responder à pergunta sobre a verdadeira “caça turística” que está apoiando. O Capitão Paul Watson apresentou os fatos, listou uma série de entrevistas e aguarda uma resposta oficial – mas os ativistas pelos direitos animais já podem tirar suas conclusões.

Fonte: ANDA

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Conteúdo ANDA Greenpeace ignora os direitos animais e apoia a indústria de peles de foca

Sea Shepherd luta para manter bebês foca a salvo
Sea Shepherd luta para manter bebês foca a salvo

Em uma matéria para o canal MSNBC, Jon Burgwald, representante do Greenpeace no Ártico, falou que a organização apoia roupas feitas com pele de foca “eco-friendly”, supostamente “sustentáveis”.

O capitão Paul Watson, fundador do Sea Shepherd, se posicionou esta semana contra a declaração. “O Greenpeace passou dos limites ao endossar a indústria de peles de foca”, disse ele nas redes sociais.

Para os ativistas de direitos animais, uma suposta indústria de pele de foca “sustentável” é inconcebível, cruel e enganadora. “As focas estão ameaçadas pela rápida diminuição das populações de peixes e pela poluição. Nosso oceano está morrendo e o Greenpeace parece neģar esta realidade”, disse Watson.

“Como co-fundador do Greenpeace, sinto-me enojado e traído por esta nova política do Greenpeace”, ressaltou o capitão.

O ativista falou ainda da época em que fazia parte do Greenpeace e lutava contra a indústria de peles na década de 1970. “Nós arriscamos nossas vidas para salvar as focas dos caçadores.”

O Greenpeace afirmou que é contra a matança de focas por grandes empresas de caça para o lucro, mas a favor da matança por povos indígenas, que dependem da caça para o seu sustento. Na matéria da MSNBC, no entanto, é evidenciada a venda de casacos de pele de foca como um artigo de luxo, não de subsistência.

Foto: Divulgação

No vídeo, a representante do Conselho de Ministérios Nórdicos, Nauja Bianco descreve o seu colete de pele de foca com um produto “sustentável” da Groelândia. Ela afirma que a compaixão por focas é “antiquado”, coisa dos anos setenta, e que focas bebês não são mais mortas. Entretanto, como lembra o capitão Paul Watson, 90% das focas mortas tem menos de três meses de idade.

Na entrevista, Nauja chega a afirmar que é “ok” usar peles e é um produto sustentável “legítimo” e até mesmo sugere (com uma risada) que as focas se voluntariam para serem mortas. Em seguida, o repórter entrevista o representante do Greenpeace que afirma que a organização pretende promover produtos “sustentáveis” derivados de foca.

Não é a primeira vez que o Greenpeace se omite ou vai na contramão dos direitos animais. A organização não se opõe à caça de animais, além de já ter justificado a matança de golfinhos no Japão. O Greenpeace também chegou a apoiar a caça de ursos polares no Alasca. Como lembra o diretor Kip Andersen no documentário Cowspiracy, o Greenpeace também não foca nos impactos ambientais do consumo de carne. De forma geral, a organização mantém uma postura omissa ou exploratória em relação aos direitos animais.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

O atentado terrorista na França representa grande perda para os Direitos Animais

Charge: "Eu tenho um sonho", Autor: Charbonnier, Bernard (Tignous) O mundo todo recebeu com grande tristeza as duras notícias vindas da França, quando no último 7 de janeiro atiradores invadiram a sede do jornal Charlie Hebdo em Paris, deixando 12 mortos, entre eles, os cartunistas John Cabut (Cabu), Stéphane Charbonnier (Charb), Bernard (Tignous) e Georges Wolinski, 4 grandes ativistas e colaboradores da causa animal.

Poucas horas depois da tragédia, o fundador, ativista e Capitão da ONG Sea Shepherd, Paul Watson, declarou nas redes sociais: “A perda da Charlie Hebdo é também um golpe para os direitos dos animais”, destacando os importantes trabalhos dedicados ao movimento animalista.

“Ainda na terça-feira, dia do ataque, Charlie Hebdo tinha contribuído com um de seus cartoons para a organização ativista L214 que faz campanha na França pelos direitos animais. Conhecendo o povo francês, eu duvido que eles agora irão deixar Charlie Hebdo morrer. A liberdade de expressão se tornará mais forte. A liberdade nunca deve submeter-se à tirania da intolerância religiosa fanática. Além de não existir nenhuma justificativa para este ataque violento, ele terá consequências muito negativas para os muçulmanos na França e na Europa. Esses assassinos são bandidos intolerantes simplesmente ignorantes que fizeram um desserviço para os muçulmanos franceses”, completa ainda o Capitão.

Ricamente ilustrado, o jornalismo de Charlie Hebdo se diferencia das outras publicações francesas precisamente pela sua forma de satirizar e fazer humor.

Desde a sua fundação na década 1970, o editorial se define como libertário e publica crônicas e relatórios sobre política, economia e a sociedade francesa, além de reportagens estrangeiras sobre a extrema-direita, o Catolicismo, Islamismo, Judaísmo, cultura e etc. Temas que atraíram a fúria do radicalismo religioso.

O atentado que chocou o mundo logo nos primeiros dias de 2015 levou além de seus colegas, Jean Cabut, um protetor dos animais e vegetariano. Entre os seus trabalhos estavam assuntos sobre causas de justiça social, incluindo a dificil situação que vivem os animais. É importante lembrar que o Charlie Hebdo é o único jornal francês que dedica uma coluna semanal para os direitos animais, abordando questões como as touradas e foie gras.

Na sua página oficial do facebook, a ONG Francesa Code Animal prestou homenagem aos jornalistas mortos escrevendo: “Pensamentos e apoio aos nossos amigos de Charlie Hebdo, que sempre nos apoiaram em nossas campanhas contra animais em cativeiro”. Poucos minutos depois ainda em agradecimento, a ONG posta um dos desenhos oferecidos pelo jornal, produzido por Charb onde um personagem Elefante diz em francês “Não somos palhaços”, uma denúncia que convida à reflexão sobre o confinamento animal pela espécie humana.

A organização ativista francesa L214 também postou um comunicado: “Acabamos de ouvir a terrível notícia do ataque que ocorreu nas instalações da Charlie Hebdo. Pelo menos 12 pessoas morreram, incluindo artistas como Wolinski, Charb, Tignous e Cabu que tinha feito de presente um desenho ao L214 ontem. Luce Lapin, uma jornalista e ativista pelos animais, colega dos cartunistas assassinados está em choque, mas sem ferimentos. Nós não temos palavras para expressar nossa consternação e tristeza. Nada pode justificar o ódio e os atos de tal violência, Charlie Hebdo é o único jornal francês que dedica uma de suas colunas a cada semana para os direitos dos animais.”

Sobre o trabalho da equipe é possível facilmente observar o posicionamento referente à liberdade dos animais. Vivissecção, touradas, cativeiro, testes em animais e o uso de peles são alguns dos mais abordados. Sua relação com os grupos locais é uma forte evidência disto, e mostra que mais do que desenhos, representa toda sua contribuição para o movimento animalista mundial.

Após o ataque, François Hollande, presidente da França, decretou a quinta-feira “dia de luto nacional” e renovou seu pedido de união ao país.

“Nossa melhor arma é nossa união. Nada pode nos dividir, nada deve nos separar”, declarou o chefe de Estado, durante discurso curto e solene à Nação, transmitido por emissoras de televisão.

É inaceitável a violência sofrida pelo jornal francês, a liberdade de opinião não se discute. As notícias que somos obrigados a assistir na França nesta semana é um sério ataque à liberdade de expressão e nós, equipe de jornalismo da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), prestamos toda a nossa solidariedade às doze pessoas mortas e as outras 11 que ficaram feridas na sede da publicação, onde homens armados realizaram o ataque, antes de fugir.

Aos colegas jornalistas oferecemos nossos sentimentos, neste momento gostaríamos dizer a todos que sim, certamente, #EuSouCharlie, #JeSuisCharlie !

Confira abaixo alguns trabalhos realizados pelos cartunistas assassinados:

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Charge: Touradas – Autor: Stéphane (Charb)

 

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Charge: Touradas – Autor: Bernard (Tignous)

 

Fonte: ANDA