A REALIDADE É ESTA!

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Há muitos anos que digo isto, e vou voltar a dizer!

A realidade é que os pró-touradas, têm gente no PS, no PSD, no CDS/PP e no PCP.
O lobby tauromáquico é enorme no Parlamento.

O PAN entregou ontem no Parlamento o projecto lei para o fim das touradas em Portugal.
E com toda a certeza que o lobby tauromáquico, já está a mexer-se.
E agora pergunto: é possível, fazendo lobby, vencer o lobby tauromáquico e conseguir que o projecto lei seja aprovado?
– Não. Não é possível. A realidade é que o lobby tauromáquico é muito poderoso, no Parlamento.
O Parlamento está controlado pelo lobby tauromáquico!

Só há um lobby que o lobby tauromáquico não consegue controlar; a força do povo.
Só a força do povo consegue derrubar a força do lobby tauromáquico no Parlamento.

Então; o que há a fazer, para que o projecto lei do PAN seja aprovado?
– Ontem disse e volto a repetir, mas de forma mais clara. Só trazendo para as ruas de um pouco por todo o continente, de norte a sul, do interior ao litoral, e das ilhas, milhares, milhares e milhares de pessoas em protesto contra as corridas de touros, em apoio ao projecto lei do PAN, ele será aprovado.

Não será, com toda a certeza com uma manifestação, apenas em Lisboa, com 3, 4, ou 5 mil pessoas, contra as corridas de touros, e em apoio ao projecto lei do PAN, que irá surtir efeito, no Parlamento e o projecto lei do PAN ser aprovado.

Para que o projecto lei do PAN seja aprovado, o Parlamento tem de ver que a vontade maioritária do povo, a partir das ruas, é que as touradas sejam abolidas. E para que isso possa acontecer, o Parlamento tem de ver muitas dezenas de milhares de pessoas nas ruas, a exigir o fim das corrias de touros, em Portugal. E não é só apenas a partir de Lisboa, que tal irá suceder.
Temos de trazer para as ruas, já, o mais possível, contra as corridas de touros e de apoio ao projecto lei do PAN, o seguinte; https://www.esquerda.net/dossier/maior-manifesta%C3%A7%C3%A3o-desde-o-1%C2%BA-de-maio-de-74/26024

E agora; há uma oportunidade de ouro, para se agir desta maneira.
De outra forma, o projecto lei do PAN, não tem qualquer hipótese de ser aprovado, pois o lobby tauromáquico no Parlamento, não o irá permitir!

Mário Amorim

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BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA MALVEIRA DISPAM A FARDA, NÃO A MERECEM

👺«Que mundo é este, em que até as associações que defendo e tento respeitar, dão exemplos morais do mais baixo nível que se pode imaginar 👺 Quem tenta justificar algo na vida, falhando com todos os deveres morais, não merece a minha consideração. Lamentavelmente, com tantas maneiras de tentar angariar dinheiro para um quartel, esta associação vai pela maneira mais criminosa de o conseguir, a do maltrato e por vezes do assassínio de animais. Os pobres animais, é que têm que justificar a falta de moral e educação daqueles que se acham humanos, que de humanos nada têm. E tudo isto em pleno século XXI 😢 É triste, muito triste» (Cândido Coelho)

Faço minhas todas as palavras do Cândido Coelho

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PAN Mafra

«Os animais envolvidos nos espectáculos e eventos tauromáquicos (como corridas de touros, largadas, garraiadas, festejos ou outros eventos similares) são seres sencientes dotados de direitos, interesses e necessidades inerentes à sua condição. Uma garraiada é realizada com um bezerro (garraio). O bezerro é transportado da ganadaria em condições que lhe causam stress, conduzido com aguilhões para o cercado. Muitas vezes os seus cornos são serrados, num procedimento extremamente doloroso para o animal. No cercado o bezerro é perseguido, atormentado e violentado por pessoas que recriam uma “pega” ou “tourada”. Frequentemente os bezerros sofrem lesões. É uma prática altamente stressante para o animal, para o efeito único de diversão e entretenimento humano. Neste caso também para angariação de fundos.

Segunda a declaração universal dos direitos dos animais, da UNESCO, as exibições de animais e espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Os Bombeiros Voluntários da Malveira, soldados da PAZ precisam de melhores condições, de novas instalações. Muito merecidas. Consideramos que há outras formas de angariação de dinheiro, que não passem por esta forma de exploração e maus tratos a animais.

 O PAN não pode aceitar esta forma de violência para com os animais. Decidamos como comunidade, não contribuir para situações de violência gratuita de qualquer espécie

PAN Mafra

Fonte: Arco de Almedina

PAN apela à desobediência civil face à decisão de se manter garraiada em Coimbra

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) apelou esta quinta-feira à “desobediência civil” dos estudantes de Coimbra, após o Conselho de Veteranos ignorar o referendo que determinava o fim da garraiada na Queima das Fitas.

PAN apela à desobediência civil face à decisão de se manter garraiada em Coimbra

O Conselho de Veteranos da Universidade de Coimbra decidiu, na quarta-feira, que a garraiada vai permanecer na Queima das Fitas de Coimbra, ignorando a decisão do referendo promovido a 13 de março, onde 70,7% dos estudantes votaram pelo seu fim.

Num comunicado enviado à agência Lusa, o PAN sublinha que a decisão “reflete uma posição autoritária, conservadora e anti-democrática”, apelando à desobediência civil dos estudantes de Coimbra.

“Se os resultados dos fóruns cívicos são ignorados de forma arrogante, então estamos a perder a nobreza que lhes atribuiu legitimidade no passado (…). E é por isso que o PAN se junta aos estudantes de Coimbra num apelo subversivo contra esta decisão que não foi tão pouco comunicada com uma argumentação coerente que a justifique”, afirmou o deputado do PAN, André Silva, citado no comunicado.

Para o partido, a posição revela “um total desrespeito pelos estudantes e pela larga parcela da população portuguesa que aguarda expectante por um sinal claro de uma academia preparada para acompanhar as mudanças sociais que já estão em curso”.

A direção-geral da Associação Académica de Coimbra (AAC) já afirmou que “fará cumprir intransigentemente a decisão democrática dos estudantes e que a defenderá até às últimas consequências”.

Também hoje, o movimento estudantil Queima das Farpas, que tem lutado contra o fim da garraiada em Coimbra há vários anos, afirmou que a decisão do Conselho de Veteranos desrespeita “a vontade de milhares de estudantes expressa em referendo, numa atitude autocrática sem precedentes na academia”.

“Neste momento, urge desencadear os mecanismos que reponham a justiça e democracia, honrando a vontade da maioria estudantil”, apelou o movimento.

O líder do Conselho de Veteranos – dux veteranorum -, João Luís Jesus, referiu que estiveram presentes na votação 27 veteranos, recusando-se a dizer se a decisão da manutenção da garraiada foi aprovada por unanimidade.

O dux do Conselho de Veteranos afirmou também que tem “considerações a fazer sobre esta decisão”, mas que apenas na sexta-feira irá prestar declarações sobre a votação.

Um dos veteranos presentes na reunião, Paulo Nogueira Ramos, que votou a favor da decisão do referendo, afirmou à agência Lusa que houve 14 votos contra o referendo, 11 a favor e duas abstenções.

Inicialmente, houve uma votação com 28 veteranos, com 16 votos contra a decisão do referendo, sendo que o dux, por achar que poderia “ter havido uma falta de noção” sobre o sentido de voto, optou por uma recontagem, já depois de um dos elementos ter saído da sala, explicou.

“O dux fez a proposta para se seguir a decisão dos estudantes”, disse o veterano de Psicologia, sublinhando que, no meio da discussão, havia quem debatesse o facto de “a garraiada ser ou não justa, quando não era disso que se tratava – era se concordávamos e respeitávamos a opinião dos estudantes”.

A imagem do Conselho de Veteranos “está altamente prejudicada com esta situação toda. 14 pessoas acabaram por dizer que o peso delas importava mais que o peso de muitas mais pessoas”, lamentou.

O referendo promovido a 13 de março contou com uma participação de 5.638 estudantes.

Fonte: SAPO24

INFELIZMENTE, FOI ASSIM! ADIADA DECISÃO DE PORTUGAL ENTRAR PARA O ROL DOS PAÍSES LIVRES DE CIRCOS COM ANIMAIS NÃO-HUMANOS

A iniciativa legislativa do PAN não foi votada no passado dia 21 de Dezembro, como seria de esperar, num País evoluído. Baixou sem votação para ser trabalhada durante um período de (mais) 60 dias por todos os partidos na 12ª Comissão (de que Cultura? De que Comunicação? De que Juventude? De que Desporto?).

Só num país terceiro-mundista uma tal iniciativa legislativa BAIXA sem votação para ser (mais) trabalhada…

 

Diz André Silva:

 

«No circo, os animais passam a maior parte do seu dia encarcerados e os actos de performance na presença de espectadores causam stress severo aos animais.

Os espectáculos de circo têm um impacto contraproducente na percepção das crianças. Ao invés de conhecerem os animais de uma forma natural, são doutrinadas para a repressão da espécie humana sobre as outras.

Privar animais selvagens da liberdade é cruel. Jaulas maiores, melhor regulamentação e mais fiscalização não são solução. É manifestamente impossível aos circos assegurarem requisitos fisiológicos, mentais e sociais adequados para animais, prejudicando gravemente seu bem-estar.

Não desistiremos. Até todas as jaulas estarem vazias!»

É que não é preciso ser-se uma inteligência rara para saber que o habitat natural de qualquer animal não é uma jaula de circo.

O facto de estarmos a discutir tal matéria em pleno século XXI d. C. já é um sinal de atraso civilizacional.

Ninguém entendeu, à primeira, o que André Silva explicou com tanta clareza?

A iliteracia impera na Assembleia da República Portuguesa.

O facto de estarmos a discutir tal matéria em pleno século XXI d. C. já é um sinal de atraso civilizacional.

Ninguém entendeu, à primeira, o que André Silva explicou com tanta clareza?

A iliteracia impera na Assembleia da República Portuguesa.

Fonte: Arco de Almedina

PAN AVANÇA COM PROJECTO-LEI PARA ABOLIR O USO E ABUSO DE ANIMAIS NO CIRCO

Por todo o mundo esta gigantesca onda civilizacional já corre a passos velozes…

Em Portugal marca-se passo…

ELEFANTE652db931b03434af33c6ed02458509c9_L.jpgÉ inconcebível que se mantenha enjaulado durante toda uma vida, este magnífico animal, nascido para ser livre na savana ou nas florestas…

No próximo dia 21 de Dezembro será debatido na Assembleia da República o projecto-lei que resulta de vários meses de estudo e reuniões com várias entidades e ONGs nacionais e internacionais, visando a proibição de utilização de animais, de qualquer espécie, em circos.

Segundo comunicado do PAN, «a proposta prevê que após a aprovação da lei seja proibida a aquisição ou reprodução de animais para além dos já previstos na Portaria 1226/2009, de 12 de Outubro. Para os animais actualmente detidos pelos circos estabelecer-se-á uma moratória, por um lado, para que os circos se possam adaptar a uma realidade sem animais e, por outro, para que haja tempo para se reencaminharem os animais para reservas. Os tratadores/ treinadores dos circos que cedam gratuitamente os animais ao Estado terão direito a um apoio para efeitos de reconversão profissional. Será ainda estabelecido um regime contra-ordenacional para o incumprimento da lei e para os casos mais graves será prevista a criminalização de certas condutas.

Apesar de em diversos países já existir legislação que proíbe a utilização de animais nos circos como são os exemplos de Chipre, Malta, Grécia, Holanda, Bélgica, Áustria, Itália entre outros na Europa e no Mundo, Portugal tem agora a oportunidade de dar mais um passo para um relacionamento mais ético com os animais.

Vários circos e promotores culturais têm vindo a abdicar dos espectáculos que utilizam animais das mais diversas formas. Os Coliseus de Lisboa e do Porto já o fizeram, adoptando uma decisão ética e de consciencialização da sociedade ao deixar os números artísticos entregues, exclusivamente, a seres humanos.

Nos últimos anos tem havido uma crescente discussão sobre o uso de animais em circos. Isto reflecte-se em várias alterações legislativas sobre esta matéria sendo que, até agora, 19 países da UE adoptaram limitações ao uso de animais em circos, assentes num amplo consenso académico fundamentado por consistentes argumentos científicos. Esta discussão adquire particular relevância nos períodos festivos com um aumento da oferta de espectáculos de circo um pouco por todo o país. É importante fazermos escolhas informadas sobre o tipo de actividades que escolhemos para nos divertirmos e para entreter e educar as nossas crianças. A declaração do Intergrupo do Bem-Estar e Conservação de Animais sobre os efeitos da vida de circo em animais selvagens, de Setembro de 2015 apresenta as principais implicações para o bem-estar de animais selvagens numa vida de circo, que vão do confinamento extremo de espaço, à impossibilidade de expressão dos seus comportamentos naturais, à separação precoce da progenitora, à restrição forçada das interacções sociais, aos treinos rigorosos e comprovadamente desconfortáveis para os animais e às viagens frequentes que perturbam os seus ritmos naturais entre outros constrangimentos.

É relevante recordar que o ano passado a TripAdvisor anunciou que deixou de ser possível comprar bilhetes para atracções que envolvam animais selvagens. O maior website de viagens do mundo não vai vender mais entradas para centenas de atracções nas quais os turistas estão em contacto directo com animais selvagens ou espécies em vias de extinção que estão em cativeiro e numa iniciativa que coloca a responsabilidade social à frente do lucro e que contribui para uma sociedade civil mais participativa e organizada.

“Os animais explorados nos circos são meras sombras daqueles que se encontram na natureza. Os animais que se encontram nos circos devem ser resgatados e colocados em reservas onde possam recuperar e preservar a sua integridade. As pessoas devem ser sensibilizadas e incentivadas a escolher apenas circos onde não haja animais”, refere André Silva, deputado da Assembleia da Repúblico, pelo PAN.

***

Força PAN, pode ser que desta vez a Lucidez consiga entrar na Assembleia da República.

Porque a verdadeira Arte Circense é apanágio exclusivo do Homo Sapiens Sapiens.

Fonte:

https://pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1479-pan-agenda-projeto-lei-abolir-animais-circos.html

(ADVERTÊNCIA: Este Blog rejeita automaticamente a ortografia brasileira, preconizada pelo falso acordo ortográfico de 1990, que foi imposto ilegalmente aos Portugueses. Este Blog adopta a Língua Oficial de Portugal – a Língua Portuguesa, na sua matriz culta e europeia.)

Fonte: Arco de Almedina

«PÃO, FRUTA, ARROZ, TUDO EM PORTUGAL TEM IVA MAS AS TOURADAS ESTÃO ISENTAS»

Estas coisas têm de ser ditas aos estrangeiros que pensam que Portugal é um paraíso. Que Portugal é o Algarve, Lisboa, Porto, gastronomia e muita bebedeira.

Taxa de IVA (2).png

André Silva, deputado parlamentar do PAN não desiste de lutar pelo fim da isenção do IVA nas touradas. Lamenta que «o pão, a fruta, o arroz, as massas ou os legumes estão sujeitos ao pagamento, mas os designados ‘artistas tauromáquicos’ estão isentos».

Num artigo de opinião, publicado pela revista Sábado, André Silva lembra que pela terceira vez consecutiva o PAN propõe “uma alteração ao Orçamento do Estado para revogar a isenção do pagamento de IVA para os profissionais da tauromaquia”, e por três vezes, as forças no Poder (PS, CDU e BE actualmente; PSD e CDS à data da primeira proposta) recusaram a proposta e mantêm a isenção que beneficia as touradas, enquanto muitas outras iniciativas culturais (e não só) são obrigadas a pagar IVA.

André Silva justifica esta proposta considerando que o fim desta isenção «justifica-se não só porque se trata de uma actividade puramente comercial, mas, e sobretudo, porque esta assenta no desrespeito pela sensibilidade de seres humanos e animais, recompensando os maus tratos e aplaudindo a exibição da violência extrema».

Fonte

http://ptjornal.com/andre-silva-pao-fruta-arroz-tudo-portugal-iva-as-touradas-estao-isentas-210374

 ***

A minha amiga, Maria do Carmo Tinoco é que tem razão, quando diz que «Torturadores de animais são mais importantes que o pão o arroz, a fruta, até a água, de todos os portugueses, pelos vistos. Chamar artista a essas criaturas é um insulto para qualquer pintor, escultor, actor, cantor e por aí, fora. Nem sei quem foi a mente brilhante que se lembrou de chamar artistas àquilo…enfim… uma Web Summit num Portugal que se pretende desenvolvido, “artistas da tortura”, numa realidade de um Portugal hiper atrasado e vergonhoso…Era bom que alguém dissesse aos da Web Summit que o campo pequeno não serve só para espectáculos de música, dança e outras nobres artes, também serve para práticas medievais, sádicas e pouco dignas. O “pequeno” associado ao nome do edifício deve ter a sua razão de ser. Quando se mancha a arena com o sangue de inocentes herbívoros vê-se a pequenez, a baixeza de quem faz e de quem vai ver. Haja vergonha neste país».

Fonte: Arco de Almedina

 

«MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INQUÉRITO A “TOUROS DE FOGO” NAS FESTAS DE BENAVENTE»

«Autarquia lamenta o sucedido e diz que o animal não ficou ferido. Bloco de Esquerda e PAN exigem esclarecimentos.»

A autarquia de Benavente justifica a barbárie dizendo que o touro não ficou ferido?

Dizer isso demonstra uma ignorância crassa. Apetece-me dizer, porque isto tira-me do sério, que se ateassem fogo às HASTES (e estou a ser educada usando um vocábulo civilizado) dos autarcas que disseram esta barbaridade, eles também não ficariam feridos, muito pelo contrário, até agradeciam, porque ter as HASTES a arder é divertidíssimo!!!!

Tenham paciência, que sejam parvos, nada contra, mas não queiram fazer os outros de parvos.

E atenção! As “picarias” também se realizaram, e também são ILEGAIS.

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Foto: Facebook IRA

«O Ministério Público abriu um inquérito crime sobre os “touros de fogo“, actividade que se realizou nos dias 22 e 23 durante a Festa da Amizade, em Benavente.

Numa resposta enviada à agência Lusa, a secção de Benavente do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) – comarca de Santarém – anuncia que foi determinada a “abertura de inquérito para efeitos de investigação da eventual prática de crime relacionada com a actividade “touros de fogo“.

Na investigação, o Ministério Público é coadjuvado pela GNR.

BE e PAN exigem esclarecimentos

O Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre os “touros de fogo” nas festas de Benavente, uma prática “evidentemente ilícita e alvo de justa indignação”.

O BE quer saber, através do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, se estavam presentes forças policiais no evento, se tentaram impedir o acto ilícito e que medidas estão as entidades competentes a desenvolver para identificar os responsáveis pelo acto e para a sua responsabilização.

O PAN – Partido dos Animais e Natureza dos Animais e da Natureza já questionou a ministra da Administração Interna sobre o sucedido nas festas de Benavente.

“Apesar das várias interpelações do partido e de outras entidades aos órgãos de polícia criminal, estes alegadamente estiveram presentes no local das festividades e nada fizeram para impedir a tentativa ou consumação desta prática ilícita e atentatória do bem-estar e da integridade física do animal”, pode ler-se na página no Facebook do partido.

Um grupo de populares colocou fogo nos chifres de um touro, na madrugada do último sábado, denunciou o PAN e vários populares nas redes sociais, vendo-se imagens do animal com os chifres em chamas.

Autarquia lamenta o sucedido e diz que o touro não ficou ferido

A actividade “touros de fogo” consta do programa da Festa da Amizade, na página na Internet da autarquia, mas o presidente da Câmara disse à agência Lusa que foi retirada depois de um parecer desfavorável da Direcção-Geral de Veterinária.

Carlos Coutinho explica que a actividade havia sido colocada no programa sem conhecimento prévio do município, que apoia a festa organizada pelas comissões da Sardinha Assada e da Picaria, tendo quinta-feira sido decidido cancelá-la, depois de ser reconhecido que esta não é uma tradição do concelho e de ser recebido o parecer da Direcção-Geral de Veterinária, pedido pelos organizadores.

O autarca argumenta que o incidente ocorrido na madrugada de sábado, durante a festa que decorreu no final da semana na vila, não se enquadra no chamado “touros de fogo” que se pratica em Espanha, em que são colocados nos cornos do touro panos embebidos num líquido inflamável posto a arder enquanto o animal corre num espaço aberto, provocando queimaduras e ferimentos.

“O que aconteceu não foi ’touros de fogo’. Algumas pessoas decidiram colocar uma pequena estrutura em ferro acoplada aos cornos de um touro, onde colocaram pequenos foguetes usados nos bolos de aniversário que arderam durante 30 ou 40 segundos. Não provocou qualquer ferimento no animal, ao contrário do que sucede em Espanha”, disse Carlos Coutinho, que lamentou o sucedido.»

Fonte:

http://rr.sapo.pt/noticia/87282/ministerio_publico_abre_inquerito_a_touros_de_fogo_nas_festas_de_benavente

***

 Senhor Carlos Coutinho, mais valia ter ficado CALADO.

Justificar um crime deste modo tão básico, não lembraria nem ao mais analfabeto cidadão de Benavente.

Sabemos que estamos em ano de eleições autárquicas, mas isso não deve servir para o “vale tudo” com o objectivo de angariar votos de um povo muito dado à selvajaria tauromáquica, que permanece inculto, graças ao apoio da autarquia.

Além disso, ainda há o crime das “picarias” que se realizaram, apesar de serem uma actividade também ilícita.

Mas aqui nem sequer está em causa a ilicitude da barbárie. Está em causa acções próprias de um povo primitivo e encruado, desadequadas ao século XXI da era cristã.

Benavente está no rol das localidades mais atrasadas civilizacionalmente.

Uma autêntica vergonha!