PAN avança com projeto de lei para abolir touradas em Portugal

Chegou a altura de se fazer ouvir em força a voz do touro e do cavalo.
Há muitos anos que me bato por isso.
Há muitos anos que luto para que a voz do touro e do cavalo, seja ouvida, como até hoje, nunca o foi, em Portugal.
Todos juntos, temos de dar força a este projecto lei, do PAN.
Todos juntos, temos o dever, de mandar uma inequívoca mensagem para o Parlamento.
Não pode ficar apenas pela entrega do projecto lei pelo PAN.
Temos uma oportunidade de ouro.
Podemos dar um contributo enorme, para que esse projecto lei seja efectivamente aprovado.
Chegou a altura de levarmos milhares, milhares e milhares de pessoas para as ruas em protesto contra as touradas, fazendo ouvir a voz do touro e do cavalo, de norte a sul, do interior ao litoral do continente, e ilhas.
O touro e o cavalo merecem-no.
É isto que eles querem que façamos, para fazermos ouvir as vozes deles.
Temos de dar força, ao projecto lei do PAN, para ser aprovado.
É chegada a altura de contribuirmos em união e em força, para a estocada final, na Tauromaquia em Portugal.
Façamos isto, e já!
Não percamos mais tempo!

Mário Amorim


 

O partido defende que “o direito ao entretenimento não se pode sobrepor ao da vida dos animais”, por isso, propôs um projeto de lei para terminar com as corridas de touros

O PAN anunciou um projeto de lei para abolir as corridas de touros em Portugal porque “o direito ao entretenimento não se pode sobrepor ao da vida dos animais”, sublinhando que apenas oito países têm atividade tauromáquica.

Em comunicado, o partido com um deputado único na Assembleia da República adianta que este projeto de lei dá esta terça-feira entrada no parlamento e que será agendado na conferência de líderes de quarta-feira o debate com o objetivo de abolir as corridas de touros em Portugal.

O PAN tem apresentado diferentes iniciativas legislativas com vista a proibir a RTP de transmitir touradas, impedir o financiamento público ou vedar a participação no espetáculo a menores de 18 anos, mas esta é a primeira vez que avança com um projeto de lei para abolir por completo as corridas de touros.

“Massacres públicos de touros para fins de entretenimento já foram prática em toda a Europa e foram sendo banidos paulatinamente em praticamente todos os países deste continente. Dos 193 países do Mundo apenas oito têm atividade tauromáquica”, justificam.

Para o partido, “o direito ao entretenimento não se pode sobrepor ao direito à vida e à integridade física dos animais”, mesmo quando está “disfarçado de herança cultural”.

O deputado único do PAN, André Silva, destaca que “a identidade de um povo se cria a partir do que é pertença comum e não daquilo que os divide”.

“Forçar a identidade tauromáquica à população portuguesa é ofensivo e contraproducente para uma desejada unidade nacional e evolução civilizacional”, critica.

Segundo o PAN, “no que respeita aos espetáculos tauromáquicos a realidade não corresponde à opção do legislador que os elevar à condição de cultura”, já que “dos 308 municípios do país, apenas 44 têm atividade taurina”, isto é, 14,8%.

“Em 2017 realizaram-se 181 espetáculos tauromáquicos, dos quais 26 foram na praça de Albufeira e 13 na de Lisboa, sendo que em 27 das praças de touros existentes, ou seja, mais de 50%, realizaram apenas uma ou duas corridas durante o ano”, enumeram.

Ano após ano, de acordo com os números do PAN, “as touradas atingem mínimos históricos de corridas e de público em Portugal”, tendo perdido mais de 53% do seu público desde 2010.

“A indústria da tauromaquia tem um peso cada vez mais insignificante em Portugal, não obstante todo o investimento em marketing para transformar a sua imagem associada à brutalidade e decadência e os vários apoios e subsídios públicos diretos e indiretos”, condenam.

O PAN assegura que no projeto de lei que apresenta uma “extensa análise dos espetáculos tauromáquicos do ponto de vista histórico, social e cultural com recurso a estudos científicos de organizações nacionais e internacionais sobre as implicações nocivas e transversais que a prática tem nas crianças, nos jovens e adultos, bem como nos animais envolvidos”.

Fonte: Diário de Notícias

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