FUNDOS EUROPEUS PARA FINANCIAR A SELVAJARIA TAUROMÁQUICA É ALGO QUE DESPRESTIGIA UMA EUROPA QUE SE QUER EVOLUÍDA

No próximo dia 20 de Outubro, o Parlamento Europeu irá discutir uma proposta de interdição de todos os apoios aos criadores de touros destinados à selvajaria tauromáquica, prática completamente inadequada aos tempos modernos, grosseira, sanguinária, algo que apenas as mentes que não evoluíram aceitam sem restrições.

Touro torturado com a ajuda de Fundos Europeus.

Eis para que servem os fundos europeus: para torturar até à morte um ser senciente e indefeso, algo que envergonha a Humanidade e uma Europa que se quer civilizada; e para encher os bolsos de duas dezenas de ganadeiros cruéis e incultos.

Exmo (a) senhor (a):

A União Europeia (UE), através da Directiva 98/58/CE do Conselho, estabelece regras gerais de protecção dos animais nas explorações pecuárias, independentemente da espécie.

Estas regras aplicam-se aos animais criados com vista à produção de géneros alimentícios, lã, pele com ou sem pêlo, ou para outros fins agro-pecuários, incluindo os peixes, répteis e anfíbios.

A directiva estipula ainda que os animais não devem suportar nenhuma dor, ferida, medo ou aflição.

Ora, no caso dos Touros utilizados barbaramente, cobardemente para a prática da selvajaria tauromáquica, esta directiva não está a ser aplicada.

Pergunta-se: por quê?

V. Exas., tal como os governantes dos três tristes países europeus (Portugal, Espanha e França) que mantém esta prática violenta, primitiva e sangrenta, não incluem os Touros no Reino Animal?

Serão os Touros uma espécie vegetal? Um tipo de couve-galega?

É totalmente descabida a inclusão de Touros nos pagamentos directos da PAC.

A esmagadora maioria dos cidadãos europeus é evoluída e sensível ao destino dos animais. Numa época em que a crise económica e financeira despedaça os países que fazem parte da Europa, e é evocada a propósito de tudo e de nada, é do bom senso e da lucidez que os fundos europeus não sejam esbanjados para financiar a tortura, a violência e a morte de animais, no âmbito de práticas cruéis, a que chamam “espectáculo” e “festa brava”, rejeitadas por uma Europa evoluída.

Como cidadã e eleitora, com direito a uma qualidade de vida prevista no Artigo 66.º da Constituição da República Portuguesa (1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender) que me é negada pelas autoridades, pois o ambiente em que vivo é constantemente fustigado pela carnificina de seres vivos para divertir sádicos (o que faz doer a minha alma sensível) solicito a V. Exas, que tendo em conta que o Parlamento Europeu não existe para beneficiar economicamente minorias incultas e cruéis, vote em consciência, pela Ética, pela Moral, pela Cultura Culta, pela Evolução e pela Qualidade de Vida que têm o dever de proporcionar a todos os animais europeus: humanos e não humanos.

Esperando que esta reflexão de natureza deontológica possa servir para abrir novos horizontes, numa Europa que desejamos evoluída e integrada no século XXI depois de Cristo, envio a V. Exas. os meus melhores cumprimentos,

Isabel A. Ferreira

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/nao-esquecer-que-a-uniao-europeia-e-478044

***

Isabel, faço minhas as suas palavras!

Século 21º

16.000.000 de Euros de subsídios  ABOLIÇÃO...-Poster

images

Anúncios

A desculpa

 

“Os apoiantes da tauromaquia, incluindo empresários tauromáquicos, há muito que vivem em negação. Acalentam a esperança “ingénua” de que conseguirão convencer-nos, eternamente, de que a curva ascendente referente à quebra de público se deve à “crise” económica. Como se pode confirmar neste pequeno vídeo, excerto da Grande Reportagem Vermelho e Negro, transmitida pela operadora de televisão, SIC, em 2003, Manuel Gonçalves, empresário tauromáquico, já nessa altura, utilizou a mesma desculpa, quando entrevistado pela jornalista Cristina Boavida.

Consideramo-lo uma tentativa, desesperada, de ludibriar os contribuintes portugueses, uma vez que a partir do momento em que deixarem de receber anualmente, os cerca de 16 milhões de euros retirados do erário público, a tauromaquia não sobreviverá. Nós sabemo-lo e eles também, apesar de o negarem insistentemente. O que acaba por ser curioso, digamos assim, dado que acorrem em peso à AR sempre que é apresentada uma proposta com o intuito de pôr um termo aos financiamentos públicos à tauromaquia. Se não é verdade porque motivo se preocupam? E porque motivo, então, essas propostas são votadas no parlamento? Infelizmente, a coerência não é de todo algo que caracterize este tecido social.

Tendo em conta que nem com descontos e bilhetes oferecidos conseguem manter as praças cheias e considerando que…

…”em 2013 a culpa é da crise”…

…”em 2003 a (des)culpa era a mesma”,

talvez não seja despropositado dizer-se que na tauromaquia,
até das desculpas se faz tradição.”

***

E em 2014, a desculpa mantém-se!

E enquanto a desculpa se mantém, continuam a receber

16.000.000 de Euros de subsídios

Enquanto a desculpa se mantém, a tauromaquia em Portugal, continua a receber 16.000.000 de € de subsídios, do Estado e da União Europeia, a  través da PAC. 

E é devido a receber anualmente 16.000.000 € de subsídios, do Estado e da União Europeia, que a Tauromaquia persiste em existir em Portugal. Sem esses 16.000.000 € de subsídios, a Tauromaquia em Portugal desapareceria, pois são esses 16.000.000 de € de subsídios, do Estado, e da União Europeia, que a aguentam. O resto, é desculpa. Somente desculpa, daqueles que se governam à custa de tantos milhões de Euros de subsídios.

A razão de ainda existir a Tauromaquia em Portugal, é apenas uma; 16.000.000 de € de Subsídios do Estado e da União Europeia. O resto; é desculpa!

Mário Amorim