OS JOVENS TROCAM TOURADAS POR FESTIVAIS DE MÚSICA

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Origem da foto tirada em Agosto de 2015, no Crato:

Crato: vila alentejana transforma-se num festival de verão

No Crato (vila alentejana situada a 22 km de Portalegre, um viveiro de selvajaria tauromáquica) vivem durante o ano cerca de 1600 pessoas. Mas, durante o Festival de Música de Verão, o número aumenta e a vila recebe mais de 15 mil festivaleiros, por dia.

(Entenda-se por “festivaleiros” jovens mentalmente saudáveis).

Isto é bastante elucidativo das preferências da juventude portuguesa.

No Crato também há touradas, mas estas ficam-se pelos carrascos que lá vão torturar seres vivos, pelos ganadeiros que enchem os bolsos à custa dos dinheiros públicos, e pelas famílias deles.

O lobby tauromáquico, coitado, anda aflitinho, tão aflitinho, que está a fazer um esforço sobre-humano para tentar IMPINGIR o culto da barbárie não só a jovens e crianças, como a cidadãos que, estando totalmente DESINFORMADOS sobre o que é “isto” da tauromaquia, inclusive achando que “isto” faz parte da cultura portuguesa e acreditando que os Touros são feitos de pau e sumo de tomate, fazem figuras tristes, ao aceitarem, sem o mínimo sentido critico, o que lhes impingem.

Mas os jovens querem lá saber de ir a arenas ver torturar Touros!

O que eles querem é música. Festivais de música, onde podem dançar, cantar e dar aso à alegria saudável, própria da juventude.

Às arenas vão os que são OBRIGADOS a ir, e alguns irão à força de ameaças e pancadaria.

É por estas e por outras que as arenas estão cada vez mais às moscas (e mesmo estas evitam ir sujar as suas belas patinhas nesses antros conspurcados), e os festivais de música contam com milhares de jovens.

Os governantes devem SABER INTERPRETAR estes números.

Devem principalmente dar oportunidade às CRIANÇAS (as maiores vítimas da bestialidade dos adultos) de aprenderem a ser compassivas, para que no futuro possam ser cidadãos úteis á sociedade, e não uns INÚTEIS e PARASITAS como são os seus progenitores e TODOS os responsáveis pela (des) educação delas, incluindo, obviamente, os governantes.

É PRECISO DAR FUTURO AO FUTURO, URGENTEMENTE…

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

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