CONTEÚDO ANDA Orangotango escala parede em tentativa desesperada de fuga em zoo

Reprodução/WDAF-TV

Uma orangotango chegou ao topo de uma parede que cercava uma exibição de macacos no zoológico do Kansas, no último domingo (3), em uma tentativa desesperada de escapar da exploração. A fuga ocorreu apenas alguns dias depois de um macaco ter escapado de seu recinto, na Flórida.

Durante o incidente em Kansas, o orangotango de sete anos Kalijon voltou rapidamente para o gabinete sem fazer qualquer contato com os visitantes do zoológico, relata o Daily Mail.

O zoológico ativou um Código Vermelho e os funcionários instruíram os visitantes a voltarem às áreas internas até que a situação foi resolvida, durante a tarde.

A porta-voz do zoo Julie Neemeyer disse ao jornal The Kansas City Star que não houve feridos, e a orangotango fêmea não teve que ser tranquilizada.

“Ela tem sete anos, é uma criança muito curiosa e não há absolutamente nenhuma maneira de um animal sair desse jeito”.

Os funcionários do local levaram os sete orangotangos que ficavam no recinto para outro prédio enquanto tentam garantir que os animais não tenham mais nenhuma chance de ganhar a liberdade.

De acordo com o zoológico, até que seja descoberto como Kalijon, conhecida como Kali, foi capaz de subir na parede, os orangotangos não terão permissão para ficarem ao ar livre, sofrendo ainda mais as consequências do confinamento.

Kali nasceu no zoológico em 2009, mas foi rejeitada pela mãe antes de ser alimentada com mamadeira por seres humanos, de acordo com o The Kansas City Star.

Antes da abertura da exposição de 6 milhões de dólares, alguns escaladores testaram o gabinete para garantir que os animais não pudessem escapar da área.

Nota da Redação: É revoltante ver o desespero da orangotango ser tratado como mera “travessura” pelas mídias, espetacularizando sua fuga como se ela fosse “curiosa” ao invés de evidenciar o sofrimento do confinamento e seu comportamento anti-natural e repleto de angústia. Kali é mais uma vítima das prisões chamadas zoológicos e da ignorância de um público que financia o cárcere e tortura de animais, capazes de assistir inertes enquanto um animal pede socorro e implora pela sua liberdade.

Fonte: ANDA

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