CONTEÚDO ANDA Obama restringe comércio de marfim nos EUA e caminha para proibição definitiva

Reprodução/NRDC

Em uma grande vitória para os elefantes, o presidente Barack Obama anunciou na última quinta-feira (2) a regulamentação definitiva para restringir o comércio de marfim de elefante nos Estados Unidos.

A decisão se soma a outras ações do governo, ao longo dos últimos três anos, e equivale a uma proibição quase total do comércio de marfim no país, diz o grupo ambiental NRDC.

Entre 2010 e 2012, mais de 100 mil elefantes foram mortos pelas suas presas, o que representa uma séria ameaça a essa magnífica espécie.

Os Estados Unidos eram parte do problema, pois eram uma das fontes que supriam a demanda por marfim.

Felizmente, em 2013, o governo Obama comprometeu-se a com essa questão e o anúncio constitui uma das peças finais de seus esforços para restringir o comércio de marfim nos Estados Unidos.

Os regulamentos restringem ainda mais as exportações e o comércio interestadual de marfim.

Segundo a NRDC, esses regulamentos poderiam ser mais sólidos em alguns pontos. Um deles é a permissão para que caçadores ainda importem dois “troféus” de elefantes para os Estados Unidos quando antes esse número era ilimitado.

“A NRDC não apoia qualquer caça de espécies em extinção, como elefantes”, diz o grupo em seu site.

“Porém, os regulamentos irão percorrer um longo caminho para eliminar o comércio de marfim nos Estados Unidos e nossos parceiros têm ajudado a diminui esse comércio nos três principais mercados de marfim do país: Nova York, Califórnia e Havaí”, adicionou o grupo.

O momento do anúncio não poderia ser melhor. Na próxima semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos irá se reunir com o governo chinês no “Diálogo Estratégico e Econômico entre Estados Unidos e China”, no qual o tráfico de animais selvagens será um dos principais temas.

A decisão dos Estados Unidos pode servir de exemplo para que a China sancione a proibição definitiva do comércio local de marfim, como se comprometeu a fazer em 2015.

Fonte: ANDA

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