:-( “Blood lions” Novo filme explora os horrores do cativeiro de leões

Foto: Care2

Os leões podem estar prestes a ter o seu momento Blackfish, graças a um novo filme que expõe o lado negro da reprodução em cativeiro e da indústria da caça na África do Sul. As informações são da Care2.

O filme Blood Lions, que teve a sua estreia no final do mês passado no Festival Internacional de Durban na África do Sul, traz à luz os diversos problemas que vêm com a crescente exploração desses grandes felinos visando ao lucro, e as mentiras que continuam a serem ditas ao público, na tentativa de se obter apoio à falsa ideia de que tudo é feito em nome da preservação.

De acordo com Ian Michler, que desempenha um importante papel no filme, a indústria vem apresentando absurda expansão. Em 1999 havia entre 800 e 1.000 leões em jaulas, mas hoje há mais de 200 instalações contendo entre 6.000 e 8.000 predadores selvagens, dos quais a maioria são leões em cativeiro.

Se as coisas continuarem como estão, a África do Sul poderá ter mais de 12.000 leões cativos até 2020.

Um número tão grande de leões poderia parecer algo positivo para uma espécie que está enfrentando ameaças de extinção na natureza, mas esses leões são reproduzidos somente para serem mortos. De acordo com o filme, no mínimo dois ou três leões reproduzidos em cativeiro sendo mortos em práticas de canned hunting (“caça enlatada”) todos os dias, enquanto outras centenas deles são mortos anualmente para o comércio de ossos de leão.

Apoiadores continuam a emitir argumentos vazios em defesa dessa indústria, afirmando que esta serve à preservação e à educação, mas o filme conta que nenhum dos leões que nascem em cativeiro jamais retornará à natureza para ajudar a reforçar as populações em declínio, e a indústria não tem nada a ver com esforços reais de preservação.

Na verdade, eles estão somente sendo usados como fonte de receita para os procriadores que vendem às pessoas a oportunidade de tocar em filhotes de leões e de interagir com leões mais velhos, enquanto provêm fluxo constante desses animais para caçadores que irão pagar milhares de dólares por uma caça garantida.

Canned hunting

A indústria da canned hunting (“caça enlatada”), em poucas palavras, procria leões para serem expostos ao contato com humanos durante o seu crescimento, para que se tornem mansos e, em seguida, sejam mortos por caçadores.

Os filhotes de leões são tratados com mamadeira por voluntários, que irão acariciá-los e mimá-los, de forma que eles se acostumem com humanos. Além dos tratadores, esses filhotes ainda são explorados para entretenimento humano – expostos à visitação pública, quando pessoas pagam para interagir com eles e tirar fotos ao seu lado, para exibição nas redes sociais. Quando chegam à adolescência, estes filhotes são introduzidos ao processo de “andar com humanos”, etapa na qual já se encontram próximos da morte. Novamente, os voluntários ou visitantes são recebidos nas fazendas para dar longos passeios com os animais, que os seguem pela mata. Acostumados com humanos, eles já têm neles uma confiança incondicional.

Na próxima etapa, os leões quase adultos são colocados em jaulas grandes, nas quais são dopados para esperar o assassinato. Os empresários da caça mantêm estas fazendas para vender aos caçadores o “prazer” de matar um leão diante dele – um leão que está lá à espera do carinho que recebera de humanos até então, e nunca um tiro. São animais que nunca viveram na natureza, e são tratados como objetos na mão de mercenários que os enganam, humilham e matam apenas para colocar na parede de suas mansões uma cabeça de leão, que chamam de “troféu”.

Mudança de mentalidade

Michler disse à National Geographic que espera que o filme aumente o diálogo contínuo sobre como nós tratamos os animais, e que passemos a usar tudo o que aprendemos sobre vida selvagem, direitos animais e ecossistemas para mudar o nosso comportamento, de modo a refletir esses conhecimentos.

Ele também tem a esperança de que o filme ajude a acabar com a “caça enlatada”. Felizmente, a força da opinião pública está começando a pressionar essa indústria. As principais companhias aéreas estão deixando de transportar troféus de caça, e a conscientização trazida com o filme está aumentando a indignação pública, sendo que já desempenhou um importante papel no recente movimento tomado pela Austrália no sentido de proibir a importação de troféus.

Na semana passada, a Associação de Caçadores Profissionais da África do Sul anunciou que a sua atual posição sobre a caça de leões “não é mais sustentável” e precisa ser revisada.

O recente assassinato do leão Cecil, com toda a brutalidade do fato, igualmente veio provocar discussões e reflexões a respeito do assunto, uma vez que foi notícia no mundo inteiro.

Segundo a reportagem, não é preciso que se tenha uma posição definida a respeito de direitos animais para se ter uma posição contrária ao ato de matar um animal domesticado preso dentro de um recinto – a própria ideia, por si só, já é naturalmente repulsiva. Espera-se que os Estados Unidos, que é lar de mais da metade dos caçadores de leões, dê um passo à frente e aumente a proteção a esses animais, antes que seja tarde demais.

Para mais informações sobre o filme e sobre os esforços para derrubar a indústria da caça enlatada,  assista ao trailer abaixo e visite o site do filme Blood Lions.

Fonte: ANDA

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Neste vídeo há uma mulher que diz o seguinte: “Sou amante de animais. Eu sou caçadora”. Pois, pois, tal como os Psicopatas tauromáquicos, que dizem que amam os touros e os cavalos, mas que no entanto os torturam, os matam, física e psicologicamente. Quem ama, não tortura. Quem ama não mata. Quem ama quer protege!

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