Justiça europeia reitera recusa de cosméticos testados em animais

Os produtos cosméticos testados em animais fora da União Europeia podem ser proibidos no território da UE, indicou hoje o Tribunal de Justiça da União num parecer, reafirmando a interdição daquelas práticas.

A justiça europeia responde assim ao parecer solicitado pelo Tribunal Superior de Justiça de Inglaterra e do País de Gales confrontado com um caso particular: a Associação Europeia dos Fabricantes de Ingredientes utilizados nos produtos cosméticos (EFfCI, no acrónimo em inglês) pretendia saber se três dos seus membros podiam comercializar produtos para os quais tinham sido feitas experimentações animais fora da União.

As experimentações eram exigidas para que os produtos pudessem ser vendidos na China e no Japão e as empresas em causa queriam comercializá-los igualmente na UE.

A EFfCI argumentava que a regulamentação não era violada “se os testes em animais foram realizados para respeitar a legislação de países terceiros”, explica o tribunal num comunicado.

No entanto, “o acesso ao mercado da União é condicionado ao respeito pela interdição de recorrer à experimentação animal” e a regulamentação “procura promover métodos alternativos” para demonstrar a segurança dos produtos, recorda o tribunal.

No entanto, “o acesso ao mercado da União é condicionado ao respeito pela interdição de recorrer à experimentação animal” e a regulamentação “procura promover métodos alternativos” para demonstrar a segurança dos produtos, recorda o tribunal.

“É irrelevantes que as experimentações animais tenham sido feitas para permitir a comercialização do produto em países terceiros”, adianta.

O tribunal conclui que a comercialização “pode ser proibida se os dados resultantes dos testes são usados para provar a segurança dos produtos em causa para efeitos de colocação no mercado da União”.

A decisão a tomar cabe agora à justiça britânica.

A experimentação animal para os cosméticos está proibida na UE desde 2004 e desde março de 2009 que é igualmente interdito comercializar cosméticos com ingredientes que foram objeto de testes em animais.

Fonte: Notícias ao Minuto

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Ativista holandês agredido na arena do Campo Pequeno

Amigos do holandês, que invadiu a arena do Campo Pequeno na noite da passada quinta-feira, dizem que o ativista foi brutalmente agredido por um grupo de sete indivíduos, após ter protestado “pacificamente” contra as touradas.

Peter Janssen saltou para a arena do Campo Pequeno, em tronco nu, com mensagens escritas no corpo “Basta de tortura” e “Respect for Animals (respeito pelos animais). Um momento que pretendia ser um protesto pacífico contra a corrida de touros que ali decorria. 

No entanto, amigos de Peter Jansen escreveram um publicação no Facebook, na página “Vegan Strike Group” dando conta de que o ativista, que estava a protestar “pacificamente”, foi severamente agredido por sete indivíduos, que julgam tratar-se de membros de gangues. As agressões de que o holandês foi alvo obrigaram-no a passar a noite no hospital, de acordo com os amigos.

Na mesma publicação, lê-se que a violência com que os atacantes se dirigiram a Peter foi “assustadora”. Envolveu, segundo o relato dos amigos, pontapés, murros e até mordidas, até perder a consciência. Os amigos do holandês dizem ainda que todas as agressões foram cometidas em frente à Polícia.

O grupo refere que filmou a cena e promete usá-lo para denunciar aquilo que consideram ser um ato de “psicopatas loucos”.

Fonte: Notícias ao Minuto

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“O grupo refere que filmou a cena e promete usá-lo para denunciar aquilo que consideram ser um ato de “psicopatas loucos”.

Quem pratica a selvajaria chamada tauromaquia, é Psicopata Louco.
Quem defende a selvajaria chamada tauromaquia, é Psicopata Louco.
Por isso, os amigos do Peter Jansen estão cobertos de razão!

Mário Amorim

Acabaram os subsídios para touradas, decidiu o Parlamento Europeu

Medida foi aprovada esta quarta-feira.

Os fundos da Política Agrária Comum não podem ser “usados para apoiar a reprodução ou a criação de touros destinados às atividades de tauromaquia”.

A frase pode ler-se no texto da emenda 1437 aprovada hoje por maioria absoluta (438 votos a favor, 199 contra e 50 abstenções) e na sequência de uma proposta apresentada pelo partido Os Verdes, escreve o jornal britânico Express.

A política agrária europeia não destina, especificamente, verbas para as touradas ou para a criação de touros para touradas, mas o dinheiro acaba por ser aplicado a esta prática em países como Espanha, Portugal e França.

Segundo o site espanhol The Local, estima-se que mais de 125 milhões de euros, dos subsídios agrários europeus, sejam usados, todos os anos, para criar touros com destino às touradas.

Este pedido, aprovado no Parlamento Europeu, terá ainda de ser negociado com o Conselho da União Europeia (que representa os estados-membros), no âmbito do processo de conciliação para a aprovação do orçamento de 2016.

A alteração aprovada hoje, introduzida pelos Verdes, não é a primeira votada pelo Parlamento nesse sentido, “mas é a primeira vez que este pedido é integrado no corpus” da posição orçamental da assembleia, declarou Michael Schmitt, consultor político dos Verdes no Parlamento Europeu, à Agence France-Presse (AFP).

A associação de defesa dos animais Humane Society International saudou a votação pelos deputados, que diz ser “um sinal claro para a Comissão Europeia”, sublinhando que, “mesmo que a UE não possa legislar para proibir as touradas, pode parar a concessão de subsídios aos criadores de touros”.

Por seu lado, a Fundação Brigitte Bardot, da ex-actriz francesa envolvida na luta pelos direitos dos animais, considerou-a uma “vitória histórica”.

“A decisão tomada hoje pelo Parlamento Europeu pode representar a estocada final nesta barbárie. Essa é a nossa esperança, a nossa luta”, declarou Christophe Marie, porta-voz da Fundação, num comunicado.

“Não há nenhum financiamento da UE para touradas”, esclareceu à AFP uma fonte da Comissão Europeia, recordando que, desde 2003, os subsídios recebidos pelos agricultores “deixaram de estar ligados ao que produzem e em que quantidade para ficarem sujeitos ao respeito de determinados padrões” relacionados com o ambiente ou o bem-estar animal.

A tourada está fora da alçada legislativa da Comissão, que “não tem competência para tomar medidas” na matéria, acrescentou.

Fonte: Noticias ao minuto

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Um dos comentários que considero muito pertinente, diz o seguinte: Vamos fazer sofrer um animal para não acabar com a sua extinção, mentes atrasadas pensam assim. O lince ibérico também está em vias de extinção e no entanto não sacrificam o animal. Uma coisa de cada vez, agora os touros depois as focas e as baleias.”
De facto ele tem inteira razão. É isto mesmo!
Um dos patéticos argumentos dos pró-touradas, é que a tourada é para que o touro não se extinga.
Quando se quer que um animal não-humano não se extinga, não se promove a tortura para com ele. Luta-se pela sua preservação, no seu habitat. A mente pró-tourada é uma mente doentia. E este argumento é bem revelador disso mesmo!

E já agora, deixo aqui uma pequena parte de um artigo que tinha postado aqui no meu blog:  “Las ayudas europeas que se utilizaban para mantener la tauromaquia en España eran entregadas vía subsidios a la actividad agropecuaria, y según la investigación del periódico británico The Telegraph, ascendían a más de 152 millones de euros.”

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/10/28/fantastica-vitoria-victoria-histotica-fin-de-las-subvenciones-europeas-a-la-tauromaquia/

A Associação Ajuda Animais em Amarante (AAAAMT) manifestou hoje “total reprovação” ao apoio de “várias entidades públicas” a uma corrida de touros anunciada para domingo, garantindo que o concelho “não tem cultura tauromáquica”. – Cultura tauromáquica??????? Barbárie tauromáquica. Isso sim!!!

A Associação Ajuda Animais em Amarante (AAAAMT) manifestou hoje “total reprovação” ao apoio de “várias entidades públicas” a uma corrida de touros anunciada para domingo, garantindo que o concelho “não tem cultura tauromáquica”.

“O Estado e o dinheiro público não devem financiar a exposição do sofrimento desnecessário infligido aos animais, e nenhum motivo é válido para manter a tortura prolongada, sangrenta e cruel dos mesmos”, sustenta aquela associação, em comunicado.

Em causa está a corrida de touros marcada para domingo às 17:00, na cidade de Amarante. O cartel é composto pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, Sónia Matias e António Maria Brito Paes e pelos forcados amadores de Coruche e Aposento da Chamusca.

A AAAAMT adianta que “os apoios públicos e privados” concedidos aquela tourada “colidem com o trabalho solidário de parceria, e de ajuda animal que se pretende continuar a realizar em Amarante”.

“Os apoios públicos e privados que nos têm garantido e disponibilizado têm, infelizmente, sido escassos comparativamente ao trabalho árduo que os voluntários têm vindo a realizar neste último ano”, frisou.

A AAAAMT afirma “respeitar todas as opiniões”, mas adianta que “acima de tudo respeita a vida e a boa conduta com os animais”.

 

“Só assim nos tornamos num concelho mais civilizado e mais evoluído, destacando-se apenas pelas boas práticas sociais. A incivilidade jamais pode justificar arte, cultura ou tradição”, sublinhou aquela associação.

Fonte: Noticias ao Minuto

 

Comércio de marfim em Hong Kong ameaça sobrevivência dos elefantes

Um grupo de defesa dos elefantes afirmou hoje que o crescente comércio ilegal de marfim em Hong Kong – uma das cidades do mundo onde se encontra mais marfim à venda – está a empurrar estes animais para a extinção.

A venda de marfim proveniente de reservas registadas oficialmente, anteriores à proibição de 1990, é autorizada para consumo interno em Hong Kong, mas um relatório da organização “Save the Elephants” (Salvem os Elefantes) indica ter encontrado um elevado número presas de animais mortos recentemente a serem vendidas como marfim antigo.

“O comércio de marfim em Hong Kong é uma falha significativa nos esforços internacionais para acabar com o massacre de elefantes em África”, de acordo com o relatório da organização ambientalista, divulgado no Quénia e em Hong Kong.

“Em nenhuma outra cidade analisada se encontram tantas peças de marfim à venda como em Hong Kong”, afirma Esmond Martin um dos autores do relatório.

O relatório indica existirem mais de 30.800 peças – principalmente joalharia e estatuetas – à venda em 72 lojas. As compras são em 90% dos casos feitas por residentes da China, onde a procura de marfim é elevada.

Combinado com a ineficácia dos controlos na fronteira com a China, por onde passam cerca de 40 milhões de pessoas todos os anos, o comércio de Hong Kong tem um impacto relevante nos esforços para acabar com a caça furtiva de elefantes em África.

“Está a decorrer um massacre dos elefantes africanos, mas o governo de Hong Kong ignora” a situação, disse Alex Hofford do grupo “WildAid”.

 

“Ao longo de 25 anos, desde a proibição internacional, os comerciantes de marfim de Hong Kong têm aparentemente branqueado marfim de caça ilegal” através das reservas autorizadas, afirmou.

O relatório descreve Hong Kong como o terceiro maior centro mundial de contrabando de marfim, depois do Quénia e da Tanzânia.

 

Pequim tem desenvolvido esforços para contrariar este comércio, aumentando os processos de contrabandistas e apreensões de marfim nas fronteiras, mas os ativistas consideraram as medidas insuficientes.

O aumento da procura de marfim na Ásia está na origem da subida do número de elefantes mortos em África, dado que as autoridades não conseguem desmantelar as redes de contrabando, alertaram.

“A menos que o comércio de marfim em Hong Kong seja desmantelado, o território continuará a representar uma das maiores ameaças para a sobrevivência da espécie”, disse Ian Douglas-Hamilton, fundador do “Save the Elephants”.

 

Mais de 30 mil elefantes foram chacinados no ano passado para satisfazer a procura de marfim e da China e no Extremo Oriente, onde as presas valem mais de 1,80 euros por quilograma.

Na década de 1960, Hong Kong era um dos mais famosos e maiores centros de escultura de marfim do mundo. Desde 1990 que não registos de importação legal de marfim para o território, e todas as vendas são oficialmente provenientes de reservas existentes.

De acordo com os dados oficiais, 242 toneladas de marfim foram vendidas em Hong Kong entre 1990 e 2008, o que representa uma média de perto de 13 toneladas por ano.

Desde 2010, as vendas registadas diminuíram para uma tonelada por ano, apesar da procura crescente e de o número de visitantes da China ter mais que duplicado no mesmo período.

“A única maneira de resolver o problema é com uma proibição governamental da venda de marfim”, disse Hofford.

Fonte: Noticias ao Minuto