A INSPECÇÃO-GERAL DAS ACTIVIDADES CULTURAIS (IGAC) AUTORIZA QUE SE ASSASSINE TOUROS À LUZ DO DIA EM MONSARAZ (VILÓRIA MEDIEVAL)

Fiquei perplexa. Como é possível?

Que retrocesso é este? Para onde caminha Portugal?

Os governantes estão a dar PASSOS para trás em direcção a um abismo profundíssimo.

Legitimar a violência, a tortura e a morte por diversão não será inconstitucional?

É bem verdade que existem leis, mas também existem contra-leis para beneficiar o lobby tauromáquico e o seu aliado lobby gay (ATENÇÃO! isto nada tem a ver com preconceito). Tem a ver simplesmente com uma aversão aos lobbies que lançam o seu lixo na sociedade. Neste caso são estes dois os mais dominantes.

Portugal está a regredir a PASSOS largos.

Mas para um povo ignorante, governantes ignorantes.

Assim é em Monsaraz, vila MEDIEVAL. Pois se nunca saiu dessa época! A vilória parou num tempo primitivo.

É a cultura da morte a dar lugar aos apelos da Vida, em pleno século XXI DEPOIS de Cristo, quando se esperava uma evolução.

Que semelhança existe entre os bárbaros do Médio Oriente e os bárbaros portugueses? O CULTO DA MORTE SANGRENTA, não interessa sobre que animal é praticado. É MORTE. É bárbaro. É cruel. É a IGNORÂNCIA NO SEU ESTADO MAIS PURO.

Uns, matam em nome de Alá, em Monsaraz mata-se em nome de Nosso Senhor Jesus dos Passos.

ÁMEN.

***

Esta é triste realidade portuguesa.

Li algures um destes dias que o bullying em Portugal está acima da média internacional.

Não admira. Pois tem de estar.

Em Portugal existem LEIS (pasmemo-nos!) e AUTORIDADES que promovem a violência, a crueldade, a morte, a imbecilidade, a estupidez e práticas macabras…

O obscurantismo está instalado no meu País, que já conheceu tempos mais iluminados.

É este exemplo que dão às crianças, aos adolescentes, aos jovens que crescem nesta podridão imoral, os quais acham (pois nem sequer lhes dão o direito de pensar) que a VIOLÊNCIA é uma coisa legítima, social, moderna… Até porque a LEI também permite que crianças ASSISTAM a toda esta violência gratuita sobre animais INDEFESOS.

Torturar e matar é bué de fixe!
Os extremistas islâmicos também pensam exactamente assim…

O presidente do município de Monsaraz, um pobre coitado, não tem culpa que autoridades acima dele sejam mais culpadas do que ele, deste medievalismo inculto e bárbaro, que EMBRUTECE a população.

IGAC? Tribunais? Estado Português? Mas o que é tudo isto?

Em Monsaraz não era autorizado matar os touros torturados em público, mas eles eram assassinados debaixo de um toldo e das barbas das autoridades que sempre se fizeram de CEGUINHAS a esta ilegalidade.

José Calixto, presidente do município de Monsaraz (que ficará no Livro Negro da Tauromaquia, juntamente com o Inspector-geral da IGAC, Luís de Melo e Brito da Silveira Botelho, como os maus da fita), “justifica” esta brutalidade com “decisões” de um tribunal… Pois… um tribunal!

Diz ele, referindo-se ao que se passou em anos anteriores, que era “um pouco abusivo” designar como ilegal o assassinato do touro em Monsaraz (vilória que faz da MORTE uma festa) argumentando que “os tribunais já tinham proferido sentença sobre o caso”, mais precisamente, os tribunais já tinham autorizado o assassinato de seres vivos, diante de um povo que já de si sofre de uma pobreza moral, social e cultural acentuadíssima, mas pior do que isso, diante das crianças de Monsaraz, a quem é transmitida a banalidade da morte, da violência, da estupidez em estado puro.

E João Calixto tem ainda o desplante de dizer esta atrocidade: «É o reconhecimento por parte da IGAC que a razão assiste ao povo de Monsaraz, destacando que esta decisão vai “afastar os adjectivos de ilegalidade da morte do touro em Monsaraz“.

Bonito! Reconhecimento! Razão… E é esta cultura da morte, é esta cultura inculta que o Estado Português, representado nesta IGAC promove.

E designam  ao acto de assassinar seres vivos indefesos para divertimento como “tradição” que se realiza desde 1877.

Como se MATAR e TRADIÇÃO coubessem no mesmo saco!

É que além de destrutivo, em tudo isto há uma dose desmedida de PURA IGNORÂNCIA.

Os promotores desta carnificina querem um regime de excepção para Monsaraz como existe para os broncos de Barrancos.

MATAR, MATAR, MATAR… é a palavra de ordem…

Será que no meu País não existe uma AUTORIDADE, uma só que seja, com um CÉREBRO A FUNCIONAR A 100%?

RECUSO-ME A ACREDITAR NUMA COISA DESTAS!

SE PARA A MORTE HÁ EXCEPÇÕES, EXIGIMOS UMA EXCEPÇÃO PARA A VIDA, EM VIANA DO CASTELO!

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-inspeccao-geral-das-actividades-466755

 

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