Brigada militar defende elefantes de grupos terroristas e traficantes de marfim

A brigada é composta de guardas florestais e militares, uma parceria necessária, considerando que o território é regularmente cruzado por membros da Al Qaeda e criminosos no geral.

elefantes atravessam o deserto em busca de água e comida
Elefantes no deserto de Mali em processo migratório por água e comida

Os elefantes que vivem no deserto de Mali, na África, enfrentam tempestades de areia e temperaturas altíssimas. Para sobreviverem, buscam comida e água durante o maior processo migratório já conhecido para a sua espécie, cerca de 20 mil metros quadrados. Porém, não conseguem se proteger sozinhos de outro perigo, os caçadores.

Eles eram massacrados em números absurdos por traficantes de marfim, totalizando 163 mortos desde 2012, como relata Susan Canney ao NY Times. Susan é diretora do Mali Elephant Project e fez a previsão de que, se a caça não fosse combatida, todos os elefantes de Mali teriam sido assassinados até 2019.

Felizmente, para defender cerca de 300 elefantes restantes, Mali formou uma brigada anti-caça para patrulhar a área de Gourma, que intimida caçadores e dá assistência a comunidades isoladas ao longo da rota migratória dos elefantes.

A brigada é composta de guardas florestais e militares, uma parceria necessária, considerando que o território é regularmente cruzado por membros da Al Qaeda e criminosos no geral.

membro da brigada militar
Membro da brigada formada para proteger os elefantes de caçadores

Desde que a brigada iniciou seus serviços há nove meses atrás, nenhum elefante foi perdido para a caça. Comunidades na região tem vivido desde sempre pacificamente com elefantes e os admiram, apesar de alguma competição por terra e comida.

A caça ganhou força após a deterioração da segurança no país. Grupos terroristas armados continuam agindo, ao mesmo tempo que criminosos atacam ônibus, negociantes, agências de assistência e viajantes. Para piorar as coisas, essa parte mais ao norte de Mali sempre foi um corredor para outras redes de tráfico, como drogas e pessoas, e os traficantes de marfim se aproveitaram da situação.

Comprometimento da comunidade é crucial para o sucesso das operações contra o tráfico de marfim. Construir relações saudáveis com a população local ajuda a brigada a saber o que está acontecendo na região.

Apesar da presença de tropas militares, não há uma abordagem militarizada. “É uma operação para garantir a aplicação da lei”, diz Rory Young, instrutor-chefe da brigada. “Nós não somos mercenários”.

Mas o risco imposto à equipe é constante e algumas missões tem se tornado fatais ou resultam em homens feridos. E enquanto a brigada tem tido sucesso em prevenir o assassinato dos elefantes, há a preocupação de que os traficantes estejam apenas esperando por uma oportunidade para retomar suas operações. As redes de tráfico de marfim são extensas e complexas, indo além das fronteiras de Mali.

O sargento Djibril Sangare, um dos guardiões florestais, afirma ter aprendido a se manter calmo durante a iminência constante de perigo. Segundo ele, proteger os animais é vital para a herança do país e do mundo, e é a partir daí que ele tira forças para continuar.

Ele nunca havia visto um elefante antes de entrar para a brigada e agora os considera magníficos. “O trabalho”, diz ele, “é amor”.

Fonte: ANDA

Anúncios

CONTEÚDO ANDA Milhares de produtos de marfim são vendidos semanalmente em sites japoneses

Milhares de joias, selos, pergaminhos e outros itens feitos de marfim de elefante continuam sendo comercializados online semanalmente no Japão, revelou um novo relatório da TRAFFIC, a rede de monitoramento do comércio de animais selvagens

Em apenas quatro semanas, entre Maio e Junho de 2017, cerca de 10 mil itens de marfim foram vendidos no Yahoo Auction, uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, informaram os pesquisadores.

Elefantes, vítimas do comércio de marfim

Os produtos de marfim incluíam joias, hankos (selos de impressão utilizados para a assinatura de documentos, contratos e outros papéis), pergaminhos, colheres de chá, instrumentos musicais, entre outros. Aproximadamente 22 presas de elefantes lapidadas e esculpidas também foram anunciadas e vendidas durante o período da investigação.

As transações de quatro semanas somaram mais de US $ 407 mil, diz o relatório. Centenas de produtos de marfim também foram anunciados em outros sites populares de comércio eletrônico como o Mercari, o Rakuten-Ichiba, o Rakuma e o Yahoo Shopping. Uma média de 143 novas publicidades de produtos de marfim foi inserida semanalmente no Mercari.

“Embora as vendas online de marfim sejam legalizadas no Japão, a grande escala do comércio merece escrutínio para prevenir atividades ilícitas”, escrevem os autores.

Na década de 1980, o Japão era o maior importador de marfim do mundo. Mesmo após o comércio global de presas de elefante ser proibido pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) em 1989, o Japão recebeu permissão para  importar legalmente inúmeras toneladas de marfim duas vezes: uma em 1999 e depois em 2008.

Porém, dados recentes da Environmental Investigation Agency, uma organização sem fins lucrativos sediada em Washington, DC (EUA), revelaram que as brechas e as frágeis legislações  impediram o Japão de manter o marfim ilegal fora do comércio doméstico e legalizado.

“Essas áreas nebulosas no comércio japonês de marfim devem ser tratadas adequadamente para eliminar possíveis brechas para fluxos ilegais de marfim”, escreveu a TRAFFIC.

Em Junho de 2017, o governo japonês atualizou sua Lei para a Proteção das Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (LCES). As autoridades aumentaram as penalidades pela infração da lei e ordenaram que os comerciantes registrassem todas as presas de elefantes em sua posse, de acordo com o relatório.

Os regulamentos atualizados e a monitoração aprimorada por parte das empresas de comércio eletrônico podem ter causado alguma melhoria nesse cenário. Em 2017, em torno de 88% dos vendedores do Yahoo Auction e 85% dos comerciantes do  Rakuten-Ichiba revelaram os números obrigatórios. Segundo o Mongabay, em um estudo anterior realizado pela TRAFFIC em 2014, apenas 11% dos vendedores do Yahoo  Auction e 22% do Rakuten-Ichiba informaram os dados.

Produtos de marfim à venda em sites

Porém, a falta de regulamentação para os produtos de marfim, além de presas inteiras, faz com que seja difícil identificar e prevenir a ilegalidade. No Mercari, por exemplo, alguns anúncios de joias disseram explicitamente que os produtos vieram da Ásia e da África, o que torna as vendas proibidas segundo os termos da CITES.

De acordo com os autores, a venda doméstica dos produtos no Japão permanece legalizada sob a LCES porque a legislação do país permite que os produtos de marfim – com exceção de presas inteiras – sejam negociados sem exigência de comprovante de legalidade.

Essas lacunas tornam quase impossível confirmar a origem dos produtos, dizem os pesquisadores. Os vendedores, as empresas não identificadas e as pessoas que comercializam as presas em leilões e nos sites do mercado CtoC também permanecem fora do radar regulador.

Em Julho deste ano, Rakuten-Ichiba – anteriormente descrito como o maior varejista online de marfim do mundo – anunciou que iria proibir a venda de marfim em seu site. Os vendedores receberam um período de carência de um mês para a retirada dos produtos que já estavam à venda.

Fonte: ANDA

Bruxelas proíbe exportação legal de marfim em bruto a partir de 01 de julho

Resultado de imagem para Marfim

***

A Comissão Europeia decidiu hoje proibir as exportações de marfim antigo em bruto pela União Europeia (UE), a partir de 01 de julho, para evitar que o comércio legal alimente o tráfico, foi anunciado em Estrasburgo.

Esta decisão ajudará a evitar que o comércio legal de marfim alimente o tráfico internacional de marfim, que tem aumentado ao longo da última década.

Segundo Bruxelas, a exportação legal de artigos antigos de marfim da UE para a Ásia aumentou, desde 2012, tendo atingido um nível em que pode fomentar o aumento global da procura de marfim e servir como cobertura para o comércio ilegal.

Para resolver este problema, a Comissão adotou hoje um documento de orientação recomendando aos Estados-membros que, a partir de 1 de julho de 2017, deixem de emitir documentos de exportação para marfim em bruto.

Na prática, isso implica pôr termo à exportação de marfim em bruto, exceto no caso de espécimes para fins científicos e educativos.

Os Estados-membros devem interpretar as regras de forma estrita, ao analisarem um pedido de autorização de comércio de outros artigos de marfim, assegurando-se da origem legal dos mesmos.

“A luta contra o tráfico internacional de marfim é uma batalha que não nos podemos dar ao luxo de perder. Ao pormos termo à exportação de defesas de marfim e de outros artigos de marfim em bruto estamos a assumir as nossas responsabilidades”, salientou, em comunicado, o comissário europeu para o Ambiente, Karmenu Vella.

Bruxelas decidiu ainda conceder um novo apoio financeiro de 2,25 milhões de euros ao Secretariado da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

“Isso é essencial para alcançar progressos na luta contra a caça furtiva e garantir um comércio de espécies selvagens sustentável”, considerou ainda o comissário.

Fonte: DN

CONTEÚDO ANDA China fecha todas as lojas e fábricas que comercializam produtos feitos com marfim

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/03/ma-e1490884256564.png

Em um grande passo para seu compromisso de proibir o comércio de marfim, a China fechará 67 fábricas de esculturas e lojas de varejo em todo o país na sexta-feira (31), informou a organização WildAid.

A primeira fase de fechamentos irá impactar cerca de um terço de todas as lojas oficiais e fábricas, de acordo com documentos divulgados pela Administração Florestal do Estado da China.

No final de 2016, a China anunciou planos para acabar com todas as vendas internas de marfim até o final deste ano. O país é atualmente o maior mercado mundial de produtos feitos com marfim de elefantes. Embora o comércio internacional seja proibido, até 30 mil elefantes são mortos anualmente por suas presas.

“Esses fechamentos provam que a China está comprometida em acabar com o comércio de marfim e ajudar o elefante africano”, disse Peter Knights, CEO da WildAid.

“O preço do marfim teve queda de dois terços frente aos números anteriores, por isso, hoje é um investimento muito ruim. Esperamos mais quedas à medida que o fechamento total se aproxima no final do ano”, completou.

Um novo relatório publicado pela Save the Elephants descobriu que o preço de atacado das presas de marfim na China tinha caído para US$ 730 por quilograma, abaixo de US$ 2.100 em 2014.

De acordo com a investigação, alguns pontos de varejo já fecharam devido à diminuição no ritmo de vendas. “As campanhas de conscientização pública expuseram muitos potenciais compradores ao impacto que a compra de marfim tem sobre os elefantes africanos”, declarou a organização em um comunicado para a imprensa.

Atualmente, existem 34 fábricas oficiais de marfim, localizadas em toda a China. Doze delas estão programadas para fechar nesta semana. Além disso, 45 das 130 lojas de varejo licenciadas pelo governo para comercializar marfim encerrarão suas vendas até esta sexta-feira.

“Os efeitos positivos da proibição já estão ocorrendo. As apreensões de marfim que entraram na China caíram 80% em 2016 e 67 elefantes foram caçados no Quênia em relação a 390 três anos antes”, disse Knights.

Enquanto isso, Hong Kong e o Reino Unido ainda não aprovaram a proibição do comércio de marfim e o mercado japonês permanece aberto. A WildAid insta os legisladores a endossar o plano do governo de fechar o mercado de marfim de Hong Kong e pede ao Japão que se junte à comunidade global para acabar com este terrível comércio.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Organização do Príncipe William pressiona Reino Unido a proibir comércio de marfim

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/01/ma-1.jpg

A secretária do Meio Ambiente do Reino Unido, Andrea Leadsom, está sob uma crescente pressão para cumprir o compromisso de proibir o comércio de marfim no país depois que a China anunciou que proibirá o mercado interno de marfim.

Organizações de conservação, incluindo uma instituição de caridade defendida pelo príncipe William, explicam que permitir que a indústria continue no Reino Unido alimenta a matança anual de milhares de rinocerontes e elefantes. Um estudo recente sugeriu que o Reino Unido é agora o terceiro maior fornecedor de itens de marfim para os EUA.

O secretário de Relações Exteriores, William Haye e um ex-secretário do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Owen Paterson, apoiam uma proibição total, que foi um compromisso assumido pelo Partido Conservador entre 2010 e 2015.

Mas, depois de ser pressionada por casas de leilão e antiquários, que montaram uma poderosa campanha de lobby contra uma proibição total, Leadsom não mostrou que irá endossar a medida.

De acordo com os planos anunciados em setembro, a Defra pretende proibir a venda de itens contendo marfim produzidos entre 1947 e os dias atuais. No entanto, o comércio de obras de arte e antiguidades de marfim produzidas antes de 1947 será permitido para grande consternação de instituições de proteção da vida selvagem.

Em uma carta aberta ao primeiro-ministro, a Action for Elephants disse que as leis feitas para regulamentar o comércio de marfim no Reino Unido se mostraram ineficazes e inviáveis.

A organização alertou que a polícia e os tribunais não dispunham de recursos para monitorar o comércio ou processar os casos em que a legislação foi infligida e que a nova lei só complicaria as questões. Segundo a Action for Elephants, o comércio legalizado do marfim deixaria que os criminosos transportassem o marfim por meio do Reino Unido.

No entanto, o anúncio da China, maior mercado de marfim do mundo, de que planeja encerrar todo o processamento comercial e venda de marfim até o final de março e fechar seu mercado interno até o final do ano, colocou o Reino Unido sob intenso escrutínio.

Will Travers, presidente da Born Free Foundation, ressaltou que dezenas de milhares de elefantes em toda a África são mortas por caçadores. “A forte ação da China é crucial para o futuro dos elefantes”, afirmou.

Uma petição online pedindo que o governo proíba o comércio responsável pela morte de 30 mil elefantes africanos por ano está se aproximando de 90 mil assinaturas, quase o número necessário para que o parlamento realize um debate sobre o assunto, segundo o The Guardian.

Fonte: ANDA

Conscientização ONU pede um basta à comercialização de marfim

16-1

Nesse domingo (2), foi aprovada uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo aos seus países-membros que parem de comercializar marfim, medida cujo objetivo é preservar a vida de elefantes.

Os participantes da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaças (CITES, na sigla em inglês), reunidos em Joanesburgo (África do Sul), consentiram com o documento, que pede ações legais e regulatórias que combatam a caça aos elefantes para o comércio de marfim. O documento, embora não tenha força de lei, é uma ferramenta que pressiona os países que ainda permitem o comércio de marfim.

Conforme denúncia feita em matéria de O Globo, a comercialização de marfim mata entre 20 mil e 30 mil elefante africanos anualmente. Essa prática acontece porque tem mercado comprador do produto, muitas vezes, ilegal. Na China e no Japão, embora haja mercados legais, ocorre, também, a comercialização ilegal, que se dá via o canal legal. Segundo Sue Lieberman, vice-presidente da ONG Wildlife Conservation Society: “Quando existem mercados legais para o marfim, são criadas oportunidades para a legalização do marfim no país”.

Nunca mais compre objetos de marfim
Quantas vezes compramos coisas inúteis? Quantas vezes compramos um produto sem pensar na forma como são produzidos? Pois devemos estar atentos à cadeia produtiva dos produtos que adquirimos, porque eles podem fazer parte de uma rede de negócios geradora de violência a seres humanos e animais.

Fique atento a produtos como colheres, brincos colares, teclado de piano, budas, pentes, pois são alguns objetos que podem parecer muito bonitos mas que são feitos de chifres de elefantes. Alguns chifres chegam a medir quase dois metros e valem milhões de dólares.

O relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza afirma que a população de elefantes da África caiu 20% entre 2006 e 2015, em decorrência, sobretudo, da caça ilegal em busca de marfim. De acordo com Sue, o tráfico de marfim está fora de controle, por isso, algo precisa ser feito urgentemente.

Embora a medida da ONU seja importante, ela regula, apenas, o mercado internacional, e não o doméstico.

Fonte: ANDA

Foram mortos 144 mil elefantes desde 2007

O número dramático foi revelado no Congresso Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza que decorre em Honolulu.

Foram mortos 144 mil elefantes desde 2007

A cada 15 minutos morre um elefante em África e, desde 2007, foram mortos 144 mil, significando isto que, entre 2007 e 2014, o número de elefantes na savana desceu 30%, de acordo com o Congresso Mundial da União Internacional para a Conservação da Natureza, a decorrer em Honolulu até ao próximo dia 10.

“A vaidade de exibir colares e pulseiras com marfim está a gerar uma procura que faz disparar o assassínio de elefantes”, denuncia, citado pelo diário “El País”, Anthony Banbury, ex-alto funcionário das Nações Unidas e agora responsável pelos projectos filantrópicos do multimilionário Paul Allen, co-fundador da Microsoft.

A caça furtiva a que se dedicam inclusive grupos terroristas como o Boko Haram, mas também a destruição do respectivo habitat natural, são algumas das causas para a morte de tantos elefantes. A actual redução atinge uma percentagem correspondente a 8% ao ano e, segundo o apuramento de dados em 18 países, restam 352.271 sobreviventes. Ao ritmo actual, refere a publicação espanhola, dentro de 15 anos não haveria elefantes na savana, enquanto os dos bosques também estão a desaparecer com uma rapidez assustadora.

O Botswana, com 130 mil elefantes de uma população estável, é o principal protector do referido animal, cujos dentes de marfim podem valer perto de 22 mil euros cada.

Fonte: Economico