NÃO É PRECISO SER JURISTA PARA ANALISAR A INSENSATA SENTENÇA QUE BENEFICIOU O MONTADOR ACUSADO DE ABALROAR MANIFESTANTES ANTITOURADAS

Basta ser-se lúcido.

Eis uma análise perfeita a esta injustiça (mais uma) que envergonha os Poderes Judicial e Policial

(Origem da foto: http://www.tugaleaks.com/marcelo-mendes.html)

Carlos Ricardo, deixou um comentário ao post JUSTIÇA À PORTUGUESA: MONTADOR ACUSADO DE ABALROAR MANIFESTANTES ANTITOURADA NÃO VAI A JULGAMENTO às 02:44, 2014-06-20.

 

Comentário:

«Na altura deste incidente, enviei um e-mail á “Animal” (04 Setº 2012) e que abaixo transcrevo e que gostava que analisassem. Chamo também a atenção para uma entrevista que o Tauricida M. Mendes deu na TV (neste momento não me lembro em que canal, mas que o disse, disse) e que transcrevo no ponto 7.

Não sei se esta declaração do M. M. (Marcelo Mendes) na entrevista foi tida em conta pelo juiz ou apenas aceitou a 2ª versão de que não conseguiu dominar o cavalo (extraordinariamente desmontada por Vasco Reis).

Desconheço o teor das queixas feitas pela “Animal” e outras pessoas, mas espero que conste o que alertei na altura (a seguir):

“Visionado o vídeo com atenção, verifiquei que a acção da polícia foi MUITO NEGATIVA e não foi acautelado nem cumprido por esta, a missão de que estava incumbida (manutenção da ordem pública). Se não vejamos:

1. A posição dos elementos policiais numa situação destas, SÓ podia ser, colocarem-se entre os manifestantes (MANIF.) e os taurinos; Caso tenham recebido ordens diferentes, é absolutamente contra uma estratégia PREVENTIVA.

2. Ora, se estivessem nos seus correctos postos, a polícia estaria virada para os manif, ou para os taurinos (estar metade virada para os manif. e a outra metade para os taurinos, não me parece que fosse o caso, mas também vou analisar essa possibilidade)

3. SE ESTIVESSEM VIRADOS PARA OS MANIF. não veriam a 1ª investida do M. M., mas CERTAMENTE VERIAM os manif. atirar pedras ao cavalo (como estupidamente acusa o M. M. na entrevista na TV). E, se tal vissem, ninguém me convence que não actuariam de imediato, quiçá, batendo ou pelo menos prendendo quem atirou pedras!!! Se viram (impossível, porque isso não aconteceu) e nada fizeram, então não acautelaram a ordem pública nem cumpriram eficazmente a missão para que foram destacados. E a prova da sua ineficácia, desleixo e NÃO PROTECÇÃO DOS CIDADÃOS PACÍFICOS foi que permitiram uma 2ª investida. E, tratando-se de uma tentativa de agressão, utilizando uma arma (o cavalo) superior á dos “adversários” (a lei proíbe isso) O M. M. DEVERIA TER SIDO IMEDIATAMENTE DETIDO, POR FLAGRANTE DELITO.

4. SE ESTIVESSEM VIRADOS PARA OS TAURINOS, poderiam não ver “as pedras” mas VERIAM CERTAMENTE A INVESTIDA DO M. M. ! E, neste caso, também não actuaram como profissionais de prevenção e defesa da integridade física dos cidadãos. E que a polícia não venha dizer que foi tudo muito rápido e que não foram a tempo de impedir que o M. M. investisse. Se NÃO FORAM A TEMPO É PORQUE ESTAVAM MAL POSICIONADOS e então terá que se culpar QUEM LHES DEU ORDENS!!

5. SE ESTIVESSEM METADE VIRADOS PARA UNS E METADE VIRADOS PARA OUTROS, então, com mais forte razão, verificavam os actos de ambas as partes!!

6. O tempo que a polícia levou a actuar e quando o fez DESEMBAINHOU OS BASTÕES e FOI DIREITA AOS MANIF. e SÓ DEPOIS FORAM “FALAR” com o bandido, MOSTRA BEM COM QUE ORDENS FORAM ALI COLOCADOS!!

7. Sobre as acusações do M. M. na TV, quando diz que o cavalo se assustou com as pedras e recuou para cima dos Manif., isso é simplesmente anedótico… Dizer que, na 2ª investida, foi para capturar um manif. que o ofendeu, isto é tentar fazer justiça pelas próprias mãos pondo em risco a vida das outras pessoas !! Ter em atenção que o M. M. diz que perseguiu o manif. para o entregar á polícia “QUE NA ALTURA NÃO ESTAVA ALI” !!!! Então onde estava?”

Se perante todos estes factos o juiz decidiu como decidiu, só pode ser má fé ou incompetência desse juiz.!!!»

***

Dispenso acrescentar alguma coisa a esta análise.

Está aqui tudo.

Um excelente trabalho de jurista, sem o ser, Carlos Ricardo.

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/nao-e-preciso-ser-jurista-para-analisar-435947

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