AVANÇO Mais uma cidade chinesa proíbe o consumo de cães e gatos

A maior expectativa dos activistas é que o país declare oficialmente a proibição do consumo de cães e gatos e dê fim ao famigerado Festival de Yulin

A cidade de Zhuhai anunciou ontem (14) a proibição da morte e consumo de cães e gatos e se torna a segunda localidade chinesa a adoptar a medida. A decisão foi tomada após a repercussão positiva gerada por novas directrizes alimentares no país que excluem cães e gatos da lista de animais indicados para consumo humano.

Além da proibição do consumo de animais de animais domésticos, a cidade também proibirá a venda e consumo de espécies selvagens. Quem infringir a nova lei pagará uma multa de 20 vezes o valor da carne comercializada. Ativistas e ONGs em defesa dos direitos animais comemoram o anúncio.

Wendy Higgins, porta-voz da Humane Society International, acredita que o país está finalmente caminhando para o reconhecimento dos direitos animais. “Notícias emocionantes para todos na China e ao redor do mundo que fazem campanha há tanto tempo para acabar com esse comércio brutal”, disse em entrevista ao MailOnline.

E completa: “Logo após a proibição de Shenzhen e a declaração histórica do governo de classificar cães como animais domésticos, esperamos que este seja o começo de um efeito dominó da legislação progressiva na China, com outras cidades seguindo o exemplo”, afirmou a activista.

Higgins acredita também que proibições regionais comprovam que o consumo de cães e gatos não é uma realidade em todo o país. “A maioria das pessoas na China não come cães e gatos. Então, agora parece que, na ausência de uma proibição nacional, as cidades estão tomando o assunto por conta própria e reflectindo o humor do povo”, conclui.

No final de Fevereiro, legisladores da cidade de Shenzhen elaboraram uma proposta para proibir o consumo de carne de cachorro, cobra, sapo e tartaruga. A medida tem como objectivo melhorar a segurança alimentar e “dar um passo para a construção de uma sociedade mais civilizada e moderna”.

A maior expectativa dos activistas é que o país declare oficialmente a proibição do consumo de cães e gatos e dê fim ao famigerado Festival de Yulin, onde mais de 10 milhões de cães e gatos são brutalmente espancados, esfolados e fervidos ainda vivos.

Fonte: ANDA