CONTEÚDO ANDA Mais de 100 animais, incluindo espécies à beira da extinção, morrem em apenas 2 anos em zoo

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Espécies criticamente ameaçadas estão entre os mais de 100 animais que morreram no Dublin Zoo, na Irlanda, em apenas dois anos.

Entre 2014 e 2016, 109 animais morreram no zoológico na capital irlandesa, incluindo um número significativo de espécies extintas ou quase extintas na natureza.

Somente em 2015 o zoo perdeu 13,4% dos animais que explorava em nome do entretenimento. Entre eles estavam duas girafas Rothschild, que são uma das espécies mais raras de girafa, com apenas 1500 indivíduos na natureza.

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Outros animais que morreram durante o período foram um rinoceronte branco, três lobos cinzentos e um panda vermelho, segundo divulgado pelo Dublin Live.

Os 68 animais que morreram em 2015 incluíam sete que foram temporariamente transferidos de outros zoológicos.O South Lakes Safari Zoo, onde quase 500 animais morreram em dois anos perdeu licença após uma inspeção revelar as condições chocantes do estabelecimento.

De acordo com a reportagem do Mirror, os detalhes das mortes de animais em uma das atrações mais populares do local estão contidos nos registros de inventário obtidos sob a Lei de Liberdade de Informação.

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Os documentos apresentados pelo Dublin Zoo ao Serviço de Parques Nacionais e Vida Selvagem (NPWS), como parte de seu pedido de licença, mostram que 13,4% dos animais faleceram em 2015.

Em 2014, dois cães africanos explorados em caças estavam em Dublin como um “empréstimo” de outro zoo. A espécie está em perigo, há apenas seis mil indivíduos hoje. Ambos os cães morreram no Dublin Zoo.

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Três oryxs cimitarra-horned, uma espécie de antílope extinta na natureza há 20 anos, também morreram no zoo, assim como três pinguins de Humboldt – considerados “vulneráveis” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Há menos de 12 mil pinguins na natureza devido às mudanças climáticas e à pesca.

Outras vítimas incluem três mangabeys de ponta vermelha – uma espécie de macaco da lista verleha da IUCN e seis leões asiáticos. Uma tartaruga africana que pode viver por mais de 150 anos também não resistiu.

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“Cada zoológico varia em tamanho e espécies. Por isso, não há uma taxa padrão de mortalidade”, argumentou um porta-voz do zoo.

Os números do inventário analisado incluem mamíferos e répteis, mas excluem insetos, dos quais pode haver números grandes de morte e períodos de vida mais curtos.

Fonte: ANDA

 

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