Leões estão em riscos de extinção e vão ser protegidos na legislação dos EUA

Leões africanos e indianos estão em risco de extinção e vão ser protegidos sob as leis dos EUA, enquanto espécies ameaçadas, afirmaram hoje dirigentes norte-americanos, meses depois de a morte de um leão ter suscitado forte polémica.

Leões estão em riscos de extinção e vão ser protegidos na legislação dos EUA

Algumas espécies destes emblemáticos grandes gatos da África Ocidental e da Índia são agora consideradas ameaçadas porque estão em “declínio dramático”, especificou agência governamental dos EUA para a Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês).

A decisão, que sucede à morte do leão Cecil, no Zimbabué, por um dentista norte-americano no início deste ano, vai abrir caminho a uma regulação mais estrita da importação e exportação de carcaças de leão.

“Hoje, estamos a contar a história do lado do leão”, disse o diretor da FWS, Dan Ashe.

A proteção acrescida estende-se a subespécies do leão, designado como Panthera leo leo, que totaliza 1.400 indivíduos, dos quais cerca de 900 na África Central e 500 na Índia.

Outro tipo, conhecido como Panthera leo melanochaita, está considerado “ameaçado”, com uma população estimada entre os 17 mil e os 19 mil indivíduos, situada no sul e leste africano, adiantou.

A decisão não interdita a caça, mas “eleva significativamente as condições” para os que pretendem candidatar para uma licença de caça ao leão, afirmou Ashe a jornalistas.

A população de leões declinou 43% nas últimas duas décadas, em resultado de perda de habitat, dificuldades de encontrar presas e intensificação de conflitos resultantes da expansão da população humana.

“O leão é uma das espécies mais amadas do planeta e uma componente insubstituível da nossa herança comum”, salientou Ashe.

A população de leões no início do século 20 está estimada em meio milhão. Este número baixou para cerca de 200 mil no meio do século e declinou ainda mais, para cerca de 10% deste número, nos dias de hoje, muito devido à expansão da população humana na África subsariana, quantificou Ashe.

Fonte: 24.sapo.pt

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