A culpa morre solteira! Dentista que matou leão Cecil não vai ser processado

“Os papéis estavam em ordem”, explicam as autoridades do Zimbabué para justificar que o norte-americano que se transformou, em julho, no homem mais odiado da Internet, não tenha de nfrentar a justiça

Dentista que matou leão Cecil não vai ser processado

Walter Palmer, dentista do Minnesota, admitiu ter matado o leão-celebridade de um parque nacional no Zimbabué, mas sempre insistiu que agiu dentro da legalidade.

“Confiei nos meus guias profissionais locais para garantir uma caçada legal”, afirmou, em comunicado, no final de julho, quando se soube ter sido o norte-americano o responsável pela morte de Cecil.

Apesar da forte condenação internacional, que incluiu várias ameças a Walter Palmer, forçando-o a encerrar a clínica, a justiça do Zimbabué concorda que não pode ser acusado, uma vez que “todos os papéis estavam em ordem” conforme anunciou agora a ministra do Ambiente, Oppah Muchinguri, que tinha, inicialmente, pedido a extradição do dentista.

Já o julgamento do guia contratado por Palmer deverá prosseguir esta semana.

Fonte: Visão
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MONSTRO vai ser julgado! Justiça Organizador da caça ao leão Cecil é julgado por tráfico de animais

Caçador Theo Bronkhorst deixa a corte em Hwange, em foto de agosto (Foto: AFP PHOTO / ZINYANGE AUNTONY) Caçador Theo Bronkhorst deixa a corte em Hwange, em foto de agosto

O caçador profissional do Zimbábue que organizou o safári que matou o famoso leão Cecil compareceu nessa terça-feira (22) mais uma vez ante a justiça em um caso de tráfico de antílope, em Beitbridge, no sul do Zimbábue.

Theo Bronkhorst, 52 anos, foi preso na semana passada por seu envolvimento na exportação de 29 antílopes-negros, da espécie “Hippotragus niger“, um antílope raro e ameaçado da África Austral.

Quarta-feira passada, as acusações contra ele haviam sido suspensas, mas novas acusações levaram à sua prisão na terça-feira, após a rejeição do seu pedido de fiança.

Acredita-se que ele ajudou três sul-africanos presos por tentar exportar os antílopes para o seu país, por um valor total de 340 mil euros.

Theo Bronkhorst, caçador profissional do Zimbabué, tornou-se famoso desde de ser acusado de organizar a caça ao leão Cecil perto do Parque Nacional de Hwange, por seu rico cliente americano Walter Palmer, que matou o animal com um arco em 1º de julho.

O americano havia pago 55 mil dólares por uma licença de caça.

A morte de Cecil, que portava um colar GPS uma vez que era monitorado como parte de uma pesquisa científica, causou comoção em todo o mundo.

Bronkhorst, cujo julgamento pela morte de Cecil está agendado para 28 de setembro no tribunal de Hwange, está em liberdade provisória por este caso após pagar fiança de 1.000 dólares.

Fonte: ANDA

O MONSTRO Walter Palmer deu a sua primeira entrevista! A PRIMEIRA ENTREVISTA DO CAÇADOR DO LEÃO CECIL

O dentista Walter Palmer, responsável pela morte do leão Cecil, numa área fora do Parque Nacional de Hwange, deu a sua primeira entrevista desde que, no início de Agosto, a opinião pública mundial noticiou o assunto.

À Associated Press (AP) e Minneapolis Star Tribune, Palmer garantiu ter agido legalmente e que ficou espantado ao descobrir que tinha caçado um dos mais amados e conhecidos animais do Zimbabué.

“Se eu soubesse que este leão tinha um nome e era importante para um país e para um estudo claro que não o teria feito”, explicou. “Ninguém, no nosso grupo de caça, sabia o nome do leão, antes ou depois do sucedido”.

O caçador admitiu ter atingido Cecil com um arco-e-flecha e que, ainda que o animal não tenha morrido imediatamente, ele não terá demorado 48 horas a sucumbir, como dizem os conservacionistas.

O norte-americano criticou ainda a animosidade dirigida às pessoas ligadas a si – desde funcionários da sua clínica dentária ou familiares – e garantiu que irá em breve voltar ao trabalho. De acordo com a AP e o Minneapolis Star Tribune, a clínica dentária foi vandalizada, assim como a sua casa de férias, na Flórida.

“Tenho vários funcionários na clínica e estou preocupado com a forma como isto tem afectado as suas vidas”, revelou. “Não percebo tal nível de humanidade para pessoas que não estão envolvidas em nada”.

Segundo Joe Friedberg, advogado que está a representar Walter Palmer gratuitamente, explicou que não tem conhecimento de nenhum inquérito ou pedido de extradição por parte das autoridades – norte-americanas ou internacionais.

Recorde-se que Theo Bronkhorts, caçador profissional que ajudou Palmer, foi acusado de “falha ao tentar evitar a caça ilegal”. E Honest Ndlovu, cuja propriedade se encontra perto do Parque Nacional de Hwange e na qual Cecil morreu, está a ser investigado por ter deixado entrar o leão na sua quinta.

Quando questionado sobre um possível regresso ao Zimbabué e futuras caçadas, Palmer disse que desconhecia o futuro. “Já lá estive algumas vezes e o Zimbabué tem sido um magnífico país para caçar. Mas sempre segui as leis”.

Fonte: Greensavers

Jimmy Kimmel on the Killing of Cecil the Lion

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Quem maltrata. Quem tortura. Quem mata outros seres sensíveis por diversão, é uma pessoa completamente insensível. É uma pessoa sem piedade. Este tipo de pessoas, são Psicopatas!

Dentista que matou o leão Cecil poderá ser extraditado para o Zimbábue

Foto: Renee Jones Schneider/Minneapolis Star Tribune/TNS/Getty Images

Um abaixo-assinado destinado à Casa Branca conseguiu reunir mais de 40 mil assinaturas, num apelo pela extradição do dentista Walter Palmer, de Minnesota, segundo informações do site Huffington Post. Os signatários exigem que Palmer seja extraditado ao Zimbábue, para responder pelo assassinado do conhecido leão Cecil.

Palmer teria pago 55 mil dólares a dois homens zimbabuanos para poder assassinar o famoso leão de juba preta. “Investigações sugerem que o assassinato do leão foi ilegal, já que o proprietário do terreno não foi autorizado a fazer caças de leões em 2015. Assim, todas as pessoas envolvidas no caso devem comparecer em juízo para responder por caça ilegal,” consta de um pronunciamento das autoridades de conservação e turismo do Zimbábue.

O proprietário e um caçador profissional teriam atraído Cecil para fora do Parque Nacional Hwange, para que Palmer pudesse feri-lo com um arco e flecha, antes de perseguir o animal por mais de 40 horas até atirar nele com uma arma. Os dois indivíduos compareceram em juízo na quarta-feira e podem ser condenados a até 15 anos de prisão, segundo a rede BBC.

As autoridades zimbabuanas estariam agora atrás de Palmer. Parece ainda não ter havido um pedido oficial de extradição, mas especialistas afirmam que, se tal pedido for feito, pode ser que seja concedido.

Os Estados Unidos e o Zimbábue possuem um tratado bilateral de extradição que está em vigor desde abril de 2000 e se aplica a qualquer pessoa acusada ou condenada por alguma “violação extraditável”, que é definida como aquela “punível sob as leis de ambos os países pela pena de privação de liberdade por um período superior a um ano, ou por uma pena mais grave.”

Essa ideia de punibilidade em ambos os países se chama “dupla incriminação”. Em outras palavras, o que Palmer fez no Zimbábue seria ilegal também nos Estados Unidos, de acordo com o professor Jens David Ohlin, especialista em direito penal e internacional do curso de direito da Universidade de Cornell. Ohlin acredita que os critérios para extradição estão presentes no caso em questão.

Eric Freyfogle também é professor de direito, na Universidade de Illinois, e especializado em leis de preservação. Freyfogle concorda com o colega de Cornell: “O tipo de conduta envolvida, um caso grave de caça ilegal, certamente é crime nos Estados Unidos.”

Foto: brentsinclair.blogspot.com

Freyfogle acrescenta que a conduta de Palmer poderia sujeitá-lo a diversas outras previsões legais federais e estaduais, dentre elas, as leis de crueldade animal e a Lei Lacey, que “torna crime federal o ato de ‘comprar em comércio interestadual ou internacional’ qualquer item de vida selvagem obtido em violação a leis estrangeiras.”

Também se afirma que Palmer pode ter violado leis norte-americanas de combate a suborno.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem se pronunciou recentemente. A agência estaria “profundamente abalada com o assassinato recente do leão Cecil. Estamos analisando a questão e vamos ajudar as autoridades do Zimbábue de todas as formas que requisitarem.”

Palmer já havia sido multado em 3 mil dólares e condenado a um ano em liberdade condicional depois de confessar ter ilegalmente matado um urso negro em 2006. O dentista de Minnesota disse em pronunciamento que “não tinha ideia que o leão era um favorito local.”

Herbert V. Larson Jr., professor de direito internacional na Universidade Tulane, acredita que Palmer poderá ser extraditado, mas não está claro se o Zimbábue dará andamento ao procedimento, que tende a ser bastante caro e demorado. Seu conselho para Palmer seria contratar o melhor advogado zimbabuano que puder, voltar para o país por conta própria para “se declarar culpado, pagar uma enorme multa e fazer uma restituição, e um pedido público de desculpas.”

No momento, acredita-se que o assassino de Cecil esteja se escondendo, pois muitos ativistas e alguns repórteres estão de plantão em frente à casa e ao consultório do dentista.

Daniel Rohlf é professor de direito e especialista em leis de conservação e proteção animal e afirma que entende a reação do público, mas espera que o acontecimento com Cecil ajude as pessoas a refletir de que maneira podem defender a vida selvagem de uma forma mais ampla. “Eu sei que as pessoas estão muito indignadas a respeito de Cecil, mas a caça ilegal e o mercado negro prejudicam muito, muito mais do que os animais selvagens da África. E os congressistas republicanos estão tentando vetar novas restrições ao comércio de marfim nos Estados Unidos,” pondera Rohlf.

Uma petição online já ultrapassou mais de 180 mil assinaturas.

Fonte: ANDA

Será que o dentista americano tinha o direito de tirar a vida ao leão Cecil?

Para artigo do Blog

ABOLIÇÃO

Uma das mais utilizadas justificações, por parte dos defensores da tauromaquia, é a liberdade. Dizem eles que têm liberdade de gostar da tauromaquia. E então, pergunto aos defensores da tauromaquia se o dentista americano tinha o direito de tirar a vida ao leão Cecil?

Assim como um caçador não tem o direito de tirar a vida de outro ser sensível. Quem barbaramente na tauromaquia, provoca dor e sofrimento a outros seres sensíveis. Quem na tauromaquia, provoca a morte de outro ser sensível, não tem esse direito!

Não existe liberdade, quando está em causa o bem-estar, a vida de outro sensível, ou de outros outros seres sensíveis!

Ninguém tem o direito de tirar a vida a outro ser sensível, para que uma cada vez mais pequena minoria se possa divertir.

Aqueles que atentam contra o bem-estar e contra a vida do touro e do cavalo na tauromaquia, não têm esse direito. E quem vai as praças de touros, para se divertir as custas da dor, do sofrimento, da bárbara tortura, física e psicológica, do touro e do cavalo, não tem esse direito!

O direito, quem o tem são o touro e o cavalo. Têm todo o direito de nascer, de viver e de morrer, livres, em paz e sossego, no campo, na natureza!

Mário Amorim