À procura de petróleo. Trump abre área protegida no Árctico para perfurar

A Liga para a protecção da vida selvagem no Alasca garantiu que a notícia não é surpresa para ninguém mas que “a administração escolheu a alternativa mais agressiva de leasing, sem fingir que é para protecção ou restrição”.

A administração de Donald Trump está a finalizar planos que permitem que perfuração de petróleo e gás numa porção protegida há várias décadas no Refúgio de Vida Selvagem no Árctico, avança o jornal britânico ‘The Guardian’, esta sexta-feira.

A publicação avança que o departamento de gestão do território vai oferecer arrendamentos numa zona de planície costeira com 6.475 metros quadrados. Sabe-se que esta zona que o departamento está disposta a arrendar tem habitação de ursos polares ou as renas Porcupine Caribou vão para perder o seu pelo invernoso.

Teme-se que a decisão de Trump possa colocar o reino animal em perigo ou colocar as populações indígenas em risco de dependência, uma vez que as perfurações podem afectar a caça e pesca de subsistência que estas populações precisam para sobreviver.

A Liga para a protecção da vida selvagem no Alasca garantiu que a notícia não é surpresa para ninguém mas que “a administração escolheu a alternativa mais agressiva de leasing, sem fingir que é para protecção ou restrição”.

A área ambiental sensível do Árctico do Alasca tinha sido proibida de perfurar até uma alteração do Congresso norte-americano, numa lei tributária que data de 2017, que à qual a liga de protecção da vida selvagem chamou de “simulação de votação”.

A agência de gestão de território estima que o petróleo extraído e queimado da área do Árctico possa colocar o equivalente a entre 700 mil e cinco milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono na atmosfera a cada ano. Este valor é o equivalente a um milhão de carros a mais na estrada, por ano.

Estima-se que, desde 2017, a indústria de perfuração petrolífera detém um produto interno bruto mundial entre 75 biliões e 87,5 biliões de dólares (68 biliões e 79 biliões de euros).

Diversos cientistas globais concluíram que as acções humanas, com especial foco na queima de combustíveis fósseis, são o principal factor do aumento de um grau Celsius observados desde o início da industrialização.

Fonte: Jornal Económico

Antiga Praça de Touros de Cascais vai receber habitação de luxo

A Teixeira Duarte está a promover um projeto no último terreno de dimensão disponível no centro de Cascais, na antiga Praça de Touros. Frederico Valsassina é o arquiteto e a Porta da Frente Christie’s comercializa.

O projeto há muito tempo aguardado, o que iria localizar-se na antiga Praça de Touros de Cascais é agora revelado. O ONE Living será um empreendimento residencial de luxo que tem a assinatura do arquiteto Frederico Valsassina e promovido pela Teixeira Duarte.

A Porta da Frente Christie’s é a empresa de mediação responsável pela comercialização e Rafael Ascenso, diretor geral da mediadora  de imobiliário de luxo, reconhece que o One Living apresenta um conceito residencial único e raro. “Cada unidade do ONE Living é uma experiência: as Penthouses oferecem múltiplas zonas exclusivas para viver e conviver; as Sky Villas proporcionam a grandeza de uma moradia com a segurança de um apartamento; para quem privilegia um estilo de vida cosmopolita, terá as Urban Residences e finalmente estarão também disponíveis as Garden Villas, onde é explorado o privilégio de viver nos jardins privados de cada unidade”, refere. O responsável adianta ainda que o promotor e arquiteto exploram um conceito muito interessante: as moradias verticais: todo conforto e espaço de uma moradia aliada à segurança e comodidade de um apartamento.

A Teixeria Duarte refere igualmente que o ONE Living distingue-se pelas características únicas dos apartamentos, entre as quais áreas amplas, varandas generosas, salas com duplo pé-direito e jardins interiores. “Neste projeto todos os pormenores foram cuidadosamente pensados para uma vivência única e para transmitir aos seus residentes a sensação de viver numa moradia unifamiliar. Por outro lado, o ONE Living distingue-se pelo estilo de vida que proporciona, com mais de 10.000 m2 de zonas de lazer, convívio, rodeadas de espaços verdes. O ONE Living é o reflexo da forma da Teixeira Duarte desenvolver produtos imobiliários: tudo é pensado ao detalhe”, esclarece.

Rafael Ascenso, explica que este projeto nos terrenos da antiga Praça de Touros, é um local de eleição. Admite que a região da Gandarinha sempre foi das mais procuradas. “A sua centralidade e ao mesmo tempo a proximidade ao mar, ciclovia e a todas as infraestuturas desta região sempre atraíram portugueses e estrangeiros. É um projeto que se preocupou essencialmente com o bem-estar das famílias que vão habitar”, avança.

O diretor da Porta da Frente Christie’s salienta que os apartamentos foram dotados de grandes áreas interiores, vãos, grandes terraços e jardins privados. Infraestruturas de apoio como piscinas, ginásio, parque para crianças e todo um conjunto de acabamentos e equipamentos de última geração. “Neste sentido, pensamos que iremos atender tanto a clientes e famílias portuguesas como a estrangeiros”, esclarece.

De facto, as reservas desde o início das vendas de forma privada há cerca de três meses, demonstram  o sucesso do empreendimento. Rafael Ascenso revela que das 84 unidades já têm mais de 50 reservas com o pagamento de um sinal e a irá a partir da próxima semana começar a assinar os contratos promessa de compra e venda. “Por este número de reservas concretizadas podemos ver o grande interesse que este extraordinário projeto despertou tanto em compradores nacionais como estrangeiros de diversas nacionalidades. Tanto para habitação própria como para investimento – colocação no mercado de arrendamento de média e longa duração”, esclarece.

Também a Teixeira Duarte reconhece que o projeto está a ser um sucesso com cerca de 75% das unidades reservadas neste momento e com a previsão de nos próximos meses se consiga a total comercialização do empreendimento. “Este desempenho retrata muito bem a qualidade do produto/investimento, uma vez que a obra ainda está por iniciar”, admite.

A escolha do arquiteto Valsassina, resulta de uma parceria que dura há já vários anos e “são inúmeros os projetos imobiliários em Portugal e no estrangeiro que a Teixeira Duarte desenvolveu em colaboração com o arquiteto Frederico. Para além do histórico de sucesso, com vários prémios recebidos, assim como a sua arquitetura original e distintiva foram factores determinantes para esta associação”.

 

A procura exige projetos de qualidade

Rafael Ascenso refere que a procura exige projetos de grande qualidade e que marquem a diferença. “Em Cascais, ao contrário de Lisboa, não existem bairros e edifícios para recuperar. São raros. Daí que se tenha de construir nos poucos lotes ainda disponíveis para um projeto desta envergadura. Penso mesmo que este é um último lote de terreno de dimensão disponível no centro de Cascais”, considera.

O responsável adianta ainda que os últimos quatro anos foram realmente extraordinários. “Todos os anos houve um aumento na procura. Inicialmente dinamizado pelo mercado estrangeiro, e mais recentemente juntaram-se os portugueses. Isto fez com que a procura tivesse sempre sido superior à oferta e por isso os preços tiveram uma evolução bastante forte”. Atualmente pensa que no mercado global, a oferta está finalmente a nivelar com a procura e por isso os preços tenderão a estabilizar. Mas há exceções. E uma delas é Cascais. “Cascais tem um território muito limitado pelo mar e pelo parque natural. E ainda não tem edifícios e bairros para reabilitar. É por isso provável que a procura seja sempre superior à oferta e nesse sentido, para localizações excecionais como a do ONE Living, os preços tenham sempre uma evolução ascendente”, conclui.

Esta procura é também sentida e aproveitada pela Teixeira Duarte que avançou novos projetos que está a promover e construir. “Dentro dos vários projetos em desenvolvimento, o próximo residencial que será lançado a público será um produto imobiliário de segmento médio-alto em Benfica, o Fábrica 1921, e que prevê a reconversão das instalações de uma antiga Fábrica de têxteis em 250 apartamentos. É um projeto residencial sofisticado, moderno e cosmopolita que devolve a Fábrica à cidade e à modernidade, respeitando a memória do lugar”, conclui.

Fonte: O Jornal Económico

Poderão as touradas acabar por decisão dos tribunais?

O jornal “Público” avança que a alteração ao Código Civil declara os animais seres sensíveis e que os juízes podem usar a argumentação de sofrimento injustificado para proibir o espectáculo tauromáquico.

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Podem os tribunais proibir em definitivo as touradas? O jornal “Público” lança a questão na edição desta quinta-feira, um ano depois de ter entrado em vigor as mudanças no Código Civil, onde se declaram os animais como seres sensíveis. Tal como acontece noutros países da Europa que já adotaram esta lei, os animais ao serem considerados um ser vivo com sensibilidade passam a ter proteção jurídica.

Uma regulamentação própria no linear entre um objeto e uma coisa. É através desta fina linha que Fernando Araújo, professor da Faculdade de Direito de Lisboa, defende a anulação automática de uma lei de 1995 que exclui as corridas de touros do quadro de maus tratos contra os animais.

Em fevereiro de 2018, numa ação de formação do Centro de Estudos Judiciários, Fernando Araújo afirmou ser “evidente que deixa de ser possível haver espectáculos baseados no sofrimento de seres vivos dotados de sensibilidade. Todas as normas que se opuserem a isto estão implícitas ou explicitamente revogadas”.

Em sentido contrário está Ricardo Pina Cabral, representante da federação portuguesa de tauromaquia Protoiro que defende em declarações ao “Público” que “a lei está em vigor há um ano, durante o qual já se viveu uma época tauromáquica com centenas de espectáculos pelo país, e as associações anti-touradas não agiram.

A grande questão deste debate está centrada na alínea a) do artigo 1305 do Código Civil, onde é referida que o direito de propriedade de um animal “não abrange a possibilidade de, sem motivo legítimo, inflingir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte”.

O lado para o qual a justiça vai pender só irá ser conhecido quando as primeiras ações entrarem nos tribunais. Cristina Rodrigues, jurista do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) sublinha que as contas ao nível dos municípios onde existe tauromaquia são favoráveis à causa do partido, já que “dos 308 municípios existentes no país só 40 têm actividade tauromáquica.”

Fonte: Jornal Económico

No Jornal Publico

Grande vitória para nós, Anti-Tourada(e não antitaurinos)! Grande atitude por parte da RTP! RTP deixa de transmitir touradas

Diretor de programas da RTP afirma que a transmissão de mais espetáculos destes “está fora de questão”. Últmas transmissões acontecem no dia 11 de agosto e 12 de outubro.

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A RTP transmitiu recentemente uma corrida de touros que aumentou a sua audiência. A PróToiro considera esse aumento a confirmação do sucesso televisivo das touradas, ao passo que a Plataforma Basta (antitaurinos) duvida dos resultados, avança o Diário de Notícias. Para os antitaurinos se as “corridas” dessem audiências, então os três canais abertos não teriam reduzido ou mesmo deixado de transmitir.

Por sua vez, Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, afirmou que a transmissão de mais espetáculos destes “está fora de questão”.

A GfK/CAEM realizou estudos de audiência que mostram que a transmissão da Corrida TV Norte, no dia 17 de julho, a partir da Póvoa de Varzim, atingiu uma audiência média de 400 mil telespectadores, com picos de audiência a superarem os 600 mil. Isto significa que a subida média passou para os 13,1% na RTP, representando mais 1,7% em relação ao dia anterior e 1,6% face à sexta-feira da semana anterior.

Paulo Pessoa Carvalho, dirigente da PróToiro, considera isto como uma “prova de que o público português tem interesse em ver corridas de touros televisionadas e que não faz sentido reduzir as transmissões das touradas”, acrescentando considerar uma “atitude castradora por parte da RTP” as três transmissões agendadas para este ano e “o seu diretor de programas”, Deusdado, “parcial”.

“Lá porque não gosta de touradas, não tem de ser contra as touradas”, frisa a PróToiro, referindo que os aficionados “não estão a ser tratados de igual forma” pelo canal público. “Enquanto serviço público pago por todos, [a RTP] devia levar touradas às pessoas que não têm este espetáculo nas suas terras ou que não têm dinheiro para o pagar”, afirma José Fernando Potier, presidente da Associação Nacional de Grupos de Forcados.

Deusdado refere, em declarações ao DN, que o aumento de audiências “não é relevante para a decisão de ter ou não touradas em antena”. “Não há consenso no Parlamento ou na sociedade portuguesa sobre as touradas” refere o diretor de programas, quando questionado sobre se considera a tourada um espetáculo com cariz cultural e tradicional.

Sérgio Caetano, da Plataforma Nacional para Abolição das Touradas, Basta, referiu os dados que provam a perda de público nas praças de touros, nos últimos seis anos. Perda essa traduzida numa quebra de 680 mil espetadores, para menos de metade, relata o DN.

“Se as touradas dessem audiências as televisões iam apostar nesses programas. Mas não o fazem, porque isso não é verdade”, assegurou o responsável, que considera a transmissão de touradas pela RTP “o principal motivo de queixa” ao provedor Jorge Wemans que, por sua vez, após ter sido acusado de desrespeitar os “milhares de cidadãos” que denunciaram a transmissão em direto da Póvoa de Varzim, afirma ser preciso “obter legislação específica nesse sentido”.

Por fim, o Ministério da Cultura afirma que não se pronunciará ou intervirá, uma vez que “a responsabilidade pela seleção e pelos conteúdos dos diferentes serviços de programas da RTP pertence aos respetivos diretores”. A liberdade de programação é um instrumento decisivo do serviço público de televisão “pelo que só pode ser questionada em situações excecionais”, cita o DN.

As últimas duas transmissões dos espetáculos irão acontecer no dia 11 de agosto, pelas 22 horas, e no dia 12 de outubro.

Fonte: Jornal Económico

Comentário:

Não gosto de touradas,mas,caso os senhores que gostam tanto dos touros fizessem as touradas no meio do campo ou da lezíria e sem drogar,castrar,e injectar o animal com potentes calmantes,eu até gostava de ver os valentões das dúzias a tourear e a fazer pegas.

Ora nem mais. É isto mesmo!

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Nós, que somos contra as touradas, somos anti-tourada; repito, anti-tourada, e não antitaurinos.
A PRÓTOIRO, e todos os restantes defensores da tauromaquia, são ANTITAURINOS. Eles sim, são os antitaurinos e não nós, que somos contra as touradas!

Mário Amorim

Simplesmente vergonhoso para o PCP e para os Verdes. Fica-lhes tão mal!!! Animais deixam de ser “coisas”. Lei entra amanhã em vigor

O partido de André Silva propõe também seis alterações ao Regime Jurídico da Caça.

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O novo estatuto jurídico dos animais, que os reconhece como seres vivos dotados de sensibilidade e os autonomiza face a pessoas e coisas, entra em vigor a 1 de maio. A legislação que altera o Código Civil, segundo o qual os animais eram “coisas”, resultou de projetos de lei do PS, PAN, PSD e BE, que foram aprovados por unanimidade na Assembleia da República no passado dia 22 de dezembro.

Há novas obrigações para os proprietários e, se encontrar um animal na rua, perdido ou ferido, tem obrigações para com ele também. Os animais de estimação passam agora a ser “seres sencientes”. A Lei n.º 8/2017 faz referência aos deveres dos proprietários. Quem não os respeitar pode pagar multas pesadas ou ir preso.

O proprietário de um animal deve assegurar o seu bem-estar, nomeadamente garantir o acesso a água e alimentação de acordo com as necessidades de cada raça e garantir o acesso a cuidados médico-veterinários. Quem não o fizer pode sofrer sanções, nomeadamente pena de prisão até um ano ou multa até 120 dias. O mesmo acontece se infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus-tratos que resultem em sofrimento injustificado, abandono ou morte. Também agora já é possível deduzir 15% do IVA das faturas com despesas veterinárias.

O estatuto jurídico dos animais define ainda uma pena de prisão até três anos ou com pena de multa para quem roube um animal alheio e para quem ilegitimamente se aproprie de um animal que “lhe tenha sido entregue por título não translativo da propriedade”.

“Nós não temos tratado os animais como coisas, nós temo-los qualificado como coisas para os podermos tratar mal, mas isso mudou hoje, e esta mudança vai também permitir que a aplicação da lei de maus tratos a animais de companhia tenha outra robustez. Se já tivesse acontecido esta alteração, por exemplo, o Simba, o mediático Leão da Rodésia abatido a tiro, não poderia ter sido julgado como um dano”, explicou André Silva.

Alterações ao regime jurídico da caça

Este mês, o PAN também definiu o primeiro de três agendamentos potestativos, debatendo seis iniciativas legislativas que pretendem alterar o Regime Jurídico da Caça. Três Projetos de Lei e três Projetos de Resolução dão corpo a um conjunto alargado de alterações que visam salvaguardar a preservação da biodiversidade, garantir a saúde pública e reforçar a proteção animal, que têm sido postas em causa por várias práticas associadas à atividade cinegética.

A primeira proposta de alteração visa sancionar na lei a utilização de venenos no âmbito da atividade da caça. A segunda pretende o reforço de medidas de saúde pública ao combater a proliferação de enfermidades presentes em várias espécies de caça e passíveis de transmissão aos seres humanos. Três outras alterações surgem no âmbito da proteção das espécies cinegéticas. Por último, e numa iniciativa conjunta trabalhada desde há vários meses com o Bloco de Esquerda, o PAN pretende proibir a utilização de matilhas de cães como meio de caça, estabelecendo que apenas as matilhas já existentes e devidamente legalizadas podem continuar a participar nesta atividade.

“O legislador considerou censurável a promoção de luta entre animais, designadamente entre cães, por concluir que a mesma é degradante para o ser humano e pode potenciar o carácter agressivo de determinados animais. Então, tratando-se da luta entre um cão e um javali já é menos censurável? E se forem trinta ou quarenta cães contra um javali? Não cremos”, acrescentou o deputado André Silva.

Fonte: Jornal Económico

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PCP E VERDES, simplesmente uma vergonha!!!