MAU GOSTO Espetáculo de maus-tratos atrai turistas no Japão

Os três cães passam boa parte do dia com as cabeças enfiadas nos buracos na parede, único acesso à rua que possuem

Os cães, que são da raça Shiba Inu, ficam com as cabeças enfiadas nos buracos na parede, o único contato que tem com a rua | Foto: Instagram
Os cães ficam com as cabeças enfiadas nos buracos na parede, claramente um sinal de maus-tratos, e atraem turistas para vê-los

A mais recente atração turística do Japão não é nenhuma construção que quebra paradigmas arquitetônicos ou uma maravilha única da natureza como o Monte Fuji, inacreditavelmente as pessoas tem se locomovido de outros lugares, e feito filas quilométricas, apenas para assistir um espetáculo de mau gosto e maus-tratos explícito.

O dono de uma residência em Shimabara, na ilha de Kyushu, cercou sua casa de muros altos de concreto e furou três buracos individuais em forma de quadrado em um dos muros, o que dá para a rua. Três cachorros da raça Shiba Inú, que provavelmente são explorados por ele como “cães de guarda”, enfiam suas cabeças pelos buracos, tornando o espetáculo grotesco e triste, em um show para as pessoas que passam na rua.

Provavelmente esse é o mesmo tipo de público que aplaude acrobacias de golfinhos em shows de zoológicos. Da mesma forma que os golfinhos só fazem acrobacias porque estão famintos e precisam se alimentar, os cães só enfiam as cabeças pelos buracos, pois são prisioneiros e não tem outra forma ver o ambiente externo que não seja esta.

São como criminosos em uma cadeia, onde uma única fresta mínima permite que sintam o ar da rua, fora do ambiente onde vivem.

A doença incipiente de nossa sociedade se mostra claramente nesta da ânsia por espetáculo, uma sociedade do absurdo, faminta pelo que entretenha a qualquer custo, ainda que seja o sofrimento de vidas indefesas.

Incrivelmente, até pessoas de outros países viajam até a ilha para ver os cães com as cabeças nos buracos, como é o caso do blogueiro Miguel Yeh, de 34 anos, que veio de Taiwan (China), só para fazer um vídeo dos cães. Pessoas ávidas por fotografias com suas câmeras e celulares a postos, se aglomeram em volta da casa, na esperança de “captar o momento”. E não é só pessoalmente que o espetáculo de mau gosto têm atraído atenção, um Twitter com a foto dos cães foi retuitado mais de 105.000 vezes.

Pessoas formam filas quilométricas ao redor da casa para ver os cães | Foto: Instagram
Pessoas formam filas quilométricas ao redor da casa para ver os cães

Num paradoxo que salta aos olhos, há ainda uma placa sobre os buracos em que os animais enfiam suas cabeças que diz: “não alimente os cães ou eles terão diarreia”, a preocupação com a saúde intestinal dos cães, contrasta com os maus-tratos a que os próprios tutores os submetem, criando para eles uma situação de marionetes num teatro de humor negro.

Os donos da residência informaram ao blogueiro de Taiwan que eles “criaram os buracos para que os cães pudessem ter um pouco de diversão”. Infelizmente quem mais esta se divertindo não são os cães, mas sim o público que consegue encontrar motivos para rir, à custa de seu sofrimento.

Fonte: ANDA

 

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Baleeiros japoneses matam 333 cetáceos na Antártida

Baleeiros japoneses voltaram este sábado ao porto depois de capturar 333 cetáceos na Antártida, sem o sinal de protestos de organizações contrárias à caça, anunciaram as autoridades.

Baleeiros japoneses matam 333 cetáceos na Antártida

Uma frota de cinco embarcações iniciou em novembro a campanha no âmbito da polémica “caça científica” de baleias do Japão.

Três baleeiros, incluindo o principal da frota, o “Nisshin Maru”, chegaram este sábado ao porto de Shimonoseki, oeste do Japão.

No total, as cinco embarcações capturaram 333 baleias Minke, como estava previsto. Ao contrário de outros anos, nesta ocasião não foram interrompidos por organizações de defesa dos animais como a Sea Shepherd.

Esta ONG anunciou em 2017 que não preparava nenhuma operação de protesto para a temporada.

O Japão assinou a moratória sobre a caça da Comissão Baleeira Internacional, mas apoia-se numa cláusula que autoriza a caça de cetáceos com fins científicos.

O consumo de baleia tem uma longa história no Japão, onde os cetáceos são objeto de caça durante séculos. A indústria desenvolveu-se após a II Guerra Mundial para proporcionar proteína animal aos habitantes do país.

A procura dos consumidores japoneses, no entanto, diminuiu muito nos últimos anos.

Fonte: SAPO24

CONTEÚDO ANDA Milhares de golfinhos estão prestes a ser assassinados durante caça anual no Japão

Depois de alguns meses de pausa, a terrível caça de golfinhos na baía de Taiji (Japão) recomeçou neste mês

Golfinhos sangram no mar de Taiji

Milhares de golfinhos ficarão presos entre os barcos antes que a maioria deles seja assassinada. Os sobreviventes serão vendidos para aquários onde passarão o resto de suas vidas em minúsculos tanques.

Este imenso massacre é aprovado pelas autoridades japonesas e continua ocorrendo com a indiferença geral da população. O governo do país proibiu que qualquer interferência da baía vizinha, em um esforço para impedir que ativistas se aproximem e interrompam a caçada.

Novos métodos de execução são menos sanguinários, mas igualmente violentos

Os métodos usados pelos pescadores para matar os animais são particularmente brutais. Depois de reunir um grupo de golfinhos, as embarcações os forçam a ir para a baía bloqueando qualquer rota de fuga com redes para que os mamíferos fiquem completamente presos.

Eles lançam arpões de metal nas colunas vertebrais dos animais, que ficam juntos para impedir a grande perda de sangue na água.

Até 2009, os caçadores perfuravam os animais com arpões. O sangue dos golfinhos tingia as águas de vermelho. O lançamento de “The Cove”, um documentário de Ric O’Barry, ex-adestrador de golfinhos famoso pelo filme “Flipper”, despertou ultraje internacional quanto ao massacre de animais em Taiji.

Método usado na caça

Ainda que os pescadores tenham mudado seus métodos, as consequências trágicas são as mesmas. O corte da coluna vertebral nem sempre provoca uma morte instantânea e alguns golfinhos são arrastados ainda vivos para os barcos antes de serem cortados. Outros se afogam ou colidem contra as rochas, sofrendo uma morte lenta e dolorosa.

Aqueles que perpetuam essa barbaridade tentam justificar suas ações citando a “tradição ancestral”. Porém, se a caça de baleias e de golfinhos não é um fenômeno novo e tem sido documentada ao longo da história, a maneira com que eles são mortos hoje só foi inventada na década de 1970.

Cumplicidade do governo japonês

As cotas para a caça são estabelecidas anualmente e determinam o número de animais que serão assassinados. Oficialmente, a carne dos animais deve ser vendida para o consumo e destinada a diversos supermercados e restaurantes, às vezes sem que o cliente conheça a sua origem.

Essa distribuição é orquestrada pelo poderoso sindicato de pesca japonês, a Japan Fisheries Association, que é responsável pela caça em Taiji.

Porém, a realidade sobre a carne dos cetáceos no Japão não corresponde às declarações oficiais da organização. Poucos japoneses consomem a carne de baleias e golfinho, pois elas possuem altas concentrações de mercúrio, um metal perigoso para a saúde dos humanos. A Organização Mundial da Saúde publicou um relatório em 2008 que cita as populações em perigo devido à substância.

O ministro da Saúde do país está ciente dessa informação, pois recomendou que crianças, mulheres grávidas e idosos não consumam a carne de baleias e golfinhos.

O verdadeiro custo da indústria do entretenimento

O verdadeiro motivo por trás do assassinato desses animais é a lucrativa indústria de aquários e parques marinhos. Nem todos os animais são capturados e alguns são escolhidos para serem vendidos a preços exorbitantes. Um golfinho morto tem o custo de US$ 500 enquanto um animal destinado ao cativeiro em um aquário pode ser vendido por até US$ 30 mil.

Golfinho explorado para entretenimento

Os aquários que decidem adquirir animais da baía não são controlados pela WAZA (World Association of Zoos and Aquariums), uma organização que supervisiona zoológicos e aquários a nível internacional. Ela proibiu a compra de animais de Taiji, mas isso ainda ocorre e as organizações chinesas são as maiores contribuintes da prática.
Em 2015, a JAZA, o braço japonês da WAZA, se desvinculou dos pescadores de Taiji, proibindo a venda de cetáceos da baía para aquários no Japão. Infelizmente, isso não acabou com os assassinatos, revela o The Holidog Times.

Crescem os protestos internacionais

Porém, a revolta contra a caça começou a crescer em todo o mundo. Se o Sea Shepherd não irá para o Japão durante esta temporada, os ativistas alertam o público que os golfinhos capturados e vendidos para a indústria do entretenimento são drogados e forçados a realizar truques em troca de alimento.

O público, portanto, inconscientemente e involuntariamente, participa desse círculo vicioso, que só poderá ser quebrado quando as pessoas se recusarem a financiar a exploração animal.

Protestos como o Japão Dolphin Day são organizados anualmente no início de Setembro para denunciar a matança em Taiji. Em seu site, Ric O’Barry oferece alguns conselhos importantes sobre como acabar com a brutalidade.

A possibilidade de mudança está nas mãos do público. Enquanto as pessoas frequentarem esses parques, a baía de Taiji será tomada pelo sangue dos golfinhos e eles passarão o resto de suas vidas em tanques estreitos e sendo forçados a realizar truques para entreter o público.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Japão aprova legislação que defende a liberação da caça às baleias

O Governo do Japão aprovou novas leis que podem resultar na liberação da caça de baleias pela primeira vez, desde a promulgação global em 1985.

Apesar do Japão defender a morte de baleias somente para pesquisas científicas, grande parte da carne desses animais é vendida no comércio local. Somente em 2016, a caça às baleias, segundo o governo motivada por pesquisas, matou 333 baleias minke, sendo que dessas, 200 estavam grávidas.

Baleias sendo caçadas por navios japoneses

Contudo, agora o Parlamento do país aprovou uma legislação que pode abrir caminho para liberação da prática cruel no país. A caça para consumo desses mamíferos marinhos pode acarretar diversos problemas para a conservação global das baleias.

Uma das medidas garantidas pela legislação aceita é o financiamento de “pesquisas de caça às baleias”, garantidas no orçamento nacional japonês.

O governo da Austrália já se posicionou contra a criação dessas novas medidas, que podem permitir que o Japão proteja suas frotas de caça contra ONGs de proteção as baleias, como a Sea Shepherd.

Todavia, grupos de defesa da causa animal tem surgido no Japão em oposição às novas leis. Uma coalização de grupos de bem-estar animal, como o Greenpeace Japão e o Centro de Direitos dos Animais, emitiu uma declaração criticando a legislação que permite a caça às baleias.

“O projeto de lei foi criado apenas para continuar pesquisando a caça às baleias, não importa o custo – seja para as baleias, para a reputação internacional do Japão ou para o contribuinte japonês”, afirmou no texto. “Os nossos impostos serão revestidos em programas desperdiçados todos os anos, prejudicando nosso relacionamento com outras nações de forma amigável ​​e acabando com a nossa reputação a nível internacional”, criticou.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Altos níveis de cloro em tanque de aquário destroem saúde de golfinhos

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Para Angel, um raro golfinho albino que vive em um tanque no Museu da Baleia de Taiji, no Japão, a vida é um verdadeiro inferno.
Em 2014, a fêmea foi capturada durante a caça anual de golfinhos em Taiji, na qual pescadores levam centenas – senão milhares – de golfinhos para uma enseada, espancando-os com bastões de metal e interferindo com seu sonar.

Uma vez capturados, os golfinhos considerados mais atraentes são selecionados para serem vendidos para dolphinariums e programas de nado com golfinhos em todo o mundo. O restante é brutalmente morto por suas carnes, muitas vezes na frente de suas próprias famílias.

Como um golfinho albino, Angel foi considerada valiosa pelo Museu da Baleia de Taiji,. Mas em vez de vendê-la a um dolphinarium, o museu a manteve em sua instalação que exibe cetáceos mortos e vivos, assim como instrumentos de caça de baleias. No estabelecimento, Angel passou anos vivendo em um minúsculo tanque e imundo repleto de água clorada, que compartilha com diversos outros golfinhos.

No entanto, a vida de Angel ficou ainda pior. Agora parece que ela não pode sequer abrir os olhos, provavelmente devido aos altos níveis de cloro colocados no tanque, de acordo com ativistas.

“Estou profundamente chocada. Suponho que eles adicionaram muito cloro no tanque e é prejudicial aos olhos dos golfinhos”, disse Jessie Treverton, líder de campanhas da Sea Shepherd Conservation Society Cove Guardians.

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O tanque de Angel sempre foi clorado, mas Treverton (que recentemente passou dois meses em Taiji) suspeita que o museu recentemente colocou mais cloro nos tanques em um esforço para manter o túnel de vidro – onde as pessoas podem ver os golfinhos – livre do crescimento de algas.

“É para que eles não tenham que limpar o tanque com tanta freqüência e o público possa ter uma visão clara. É terrível para o bem-estar dos golfinhos e é totalmente antinatural e muito insalubre para os pobres golfinhos”, enfatizou.

Outros voluntários do Sea Shepherd também visitaram o museu e ficaram horrorizados com o que viram e com o odor do local. “Há duas semanas, documentamos os golfinhos dentro deste tanque sujo e clorado com os olhos inchados, a pele foi corroída, eles eram incapazes de nadar sem movimentos irregulares e antinaturais”, escreveu o Sea Shepherd Cove Guardians em um post no Facebook.

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CONTEÚDO ANDA Vídeo mostra pescadores de Taiji tratando golfinhos como se fossem lixo

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Quando as pessoas frequentam parques marinhos como o SeaWorld, elas veem animais marinhos de perto  e realizando truques impressionantes. Isso parece um sonho para quem nutre um fascínio profundo por golfinhos ou baleias orcas. Porém, infelizmente, para os animais é um verdadeiro pesadelo.

A indústria do cativeiro de espécies marinhas cresceu muito nos últimos 50 anos e inúmeros animais foram sequestrados de suas casas no oceano e colocados em minúsculos tanques.

A demanda por animais vivos em parques marinhos e aquários em todo o mundo tem levado à perpetuação de cruéis passeios com golfinhos sequestrados em Taiji, no Japão. Todos os anos ocorre a terrível caça anual dos animais na região e um grupo de pescadores vai até a infame “enseada” para encurralar os golfinhos em suas redes.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Conheça o horror e os abusos sofridos pelos golfinhos confinados no Museu da Baleia de Taij

Foto: Dolphin Project

Há dois anos, enquanto documentava a atividade dos golfinhos-de-risso, notei um golfinho com uma coloração distinta. Ele era quase todo branco com áreas acinzentadas — um malhado. Por causa do cinza, o golfinho não era realmente albino, mas de qualquer forma era raro.

Eu assisti horrorizada enquanto o golfinho malhado, junto com outros de coloração normal, foram retirados da infame baía para serem despejados em um cativeiro no porto de Taiji, no Japão. Suas vidas mudaram para sempre e eles estavam destinados a viver aprisionados. O resto do pobre grupo foi morto.

Após alguns dias, fui checar o golfinho malhado e seu companheiro o máximo de vezes que consegui. Vi os treinadores jogarem lulas mortas nos cercados, e os pobres animais tinham que fazer o possível para sobreviver.

Dolphin Project

Observei-os sendo relocados para o Museu da Baleia de Taiji, escondido em um cercado atrás, onde eu não poderia enxergar muito bem. Infelizmente, tive que deixar Taiji, mas quando estava em um trem indo para o aeroporto, soube que mais um golfinho-de-risso distinto havia sido capturado. Dessa vez, um albino de verdade. Eu sabia qual seria o seu destino. Como vocês podem imaginar, eu deixei o Japão com um peso no coração.

No ano seguinte eu retornei a Taiji (2015), e fui direto para o Museu da Baleia de Taiji, para checar os golfinhos em cativeiro. Precisava ver com meus próprios olhos o que aconteceu com os golfinhos malhado e albino. Eu finalmente encontrei o malhado em um cercado junto com golfinhos nariz de garrafa. Não pude vê-lo muito bem, mas ele parecia agitado, não parava de se mover. Eu não sabia como ele estava e fiquei imaginando o porquê de ter sido separado dos outros golfinhos-de-risso.

Há alguns dias atrás, eu mais uma vez retornei a Taiji, como monitora da Dolphin Project Cove. Naturalmente eu estava ansiosa para ver como estava o malhado pelo qual eu senti uma conexão muito forte. Passei pelas piscinas na parte da frente, e na parte frontal da lagoa para ver o cercado dos golfinhos-de-risso.

Foto: Dolphin Project

Nada poderia me preparar para o que eu vi. Fiquei sem ar quando o encontrei. Aquele lindo animal estava cheio de cicatrizes de ancinho, grandes e pequenas, por quase todo o seu corpo. Algumas pareciam feridas abertas. Ele também possuía diversas lesões em volta da sua boca e aparentava ter sido espancado e estava ensanguentado.

Ele não foi apenas agredido sem dó, como também possuía uma espécie de problema de pele que fazia crescer calombos em diversas áreas do seu corpo. Enquanto eu tentava avaliar a sua situação, lágrimas caíam dos meus olhos. Entretanto, a coisa mais assombrosa foi a forma como ele olhava para mim. O pobre animal se ergueu na minha frente e olhou diretamente nos meus olhos. Não pude deixar de imaginar se ele sabia que eu estava com ele quando foi capturado e quis tão desesperadamente ajudá-lo. Seu olhar parecia um pedido de ajuda e partiu meu coração.

Foto: Dolphin Project

Eu me desculpei por não poder ajudá-lo e por tudo que minha espécie fez contra ele. Eu nunca vou entender como alguém pode achar que não há problemas em manter um golfinho em cativeiro, preso em um pequeno cercado com outros golfinhos frustrados. Não há como fugir quando um deles está sendo abusado, e não há escapatória dos ataques — um comportamento normal de um ser que está sendo preso contra a sua vontade. Como eu desejei que minha família nunca tivesse tentado migrar de Taiji, e que ele e sua família ainda estivessem nadando livremente no oceano. Enfrentei muito sofrimento aqui em Taiji, mas saber da profundidade de sua dor e se sentir impotente para ajudá-lo foi devastador.

(Vídeo do facebook, que não posso meter aqui, por não ter facebook)

Minha colega de monitoração, Alexandra Johnston, me mostrou outro animal que estava sofrendo — um golfinho nariz de garrafa, com cortes profundos em suas costas. Novamente, fiquei horrorizada. As lesões eram horríveis, e quando o golfinho se aproximou de nós no pier, implorando para que nós o déssemos algo, tive que me esforçar muito para eu não me abaixar e o confortar. Outros golfinhos nariz de garrafa apresentavam vários problemas de pele, e todos os golfinhos que documentamos passavam a maior parte do seu tempo nadando apáticos na superfície. Muitos atolavam seus rostos nas redes, o que os deixavam presos. O albino passava a maior parte do seu tempo no canto do cercado, pressionado contra a rede enquanto emitia diversos sons. Novamente, interpretei isso como um pedido de ajuda.

Antes que eu terminasse meu turno, retornei ao cercado onde estava o malhado. Seus calombos agora estavam roxos, cobertos de um tipo de remédio. Ele se ergueu perto de mim, e novamente, nos fitamos. Eu nunca vou esquecer o seu olhar e a culpa que senti por não poder ajudá-lo. Eu pedi para que ele tivesse força, e para que reagisse, para que os outros não abusassem tanto dele. Mesmo assim, enquanto eu dizia essas palavras, imaginava se a morte não seria a coisa mais humana para ele. Talvez assim, ele pudesse se juntar à sua família em um oceano livre de humanos e ser livre e selvagem por toda a eternidade.

Fonte: ANDA