Abriu a caça aos golfinhos no Japão

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Este domingo, partiram para o mar os primeiros barcos de pesca de golfinhos. Uma prática que acontece todos os anos por esta altura e que provoca críticas de ambientalistas de todo o mundo

Na cidade costeira de Taiji, no sul do Japão, a caça de animais marinhos como golfinhos e baleias é uma actividade tradicional. E este domingo, 1, começou a época de caça aos golfinhos.

No primeiro dia, as doze embarcações que iniciaram a actividade regressaram a terra com o barco vazio. Hoje, segunda-feira, no entanto, já há registo de cinco golfinhos apanhados. As quotas para a época de caça, que dura pelo menos seis meses, permitem que mais de 1 700 animais sejam mortos ou capturados. Alguns são vendidos a aquários.

Não são apenas os números que deixam os ambientalistas indignados, mas também a forma como é feita a caça dos golfinhos. Os animais são dirigidos para dentro de uma baía, onde depois são cercados por uma rede e mortos com facas. Ambientalistas dizem que este é um ato cruel, até porque os golfinhos podem levar 30 minutos para morrer por asfixia ou afogamento, que é o que muitas vezes acontece.

Os pescadores de golfinhos, bem como alguns habitantes locais, acreditam que a prática deve ser aceite, uma vez que a comunidade sobrevive há vários anos da pesca e da comercialização destes mamíferos marinhos.

A procura por carne de golfinho e de baleia tem vindo a diminuir nos últimos anos. Mas os animais apanhados com vida e vendidos a parques aquáticos fazem também parte do negócio e revelam-se até mais rentáveis para os pescadores.

Em 2009, a discussão sobre actividade dos pescadores de Taiji ganhou uma dimensão global graças ao documentário The Cove. O filme relatava a forma como os golfinhos são caçados, massacrados e explorados nos parques aquáticos e chegou a ganhar um Óscar de melhor documentário no ano seguinte.

No inicio de Julho, a pesca de baleias no Japão foi notícia devido às alterações na legislação que abriram mais espaço à captura destes animais.

Fonte: VISÃO

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Caça a golfinhos no Japão pode se tornar ilegal

O Japão vem sendo duramente criticado por ativistas e simpatizantes da causa, principalmente após o documentário “The Cove”, de 2009. As práticas bárbaras de caça e captura de golfinhos continuaram sem limites, particularmente em Taiji.

Na captura, os animais são perseguidos, atordoados e encurralados em uma enseada para que não possam escapar. Enquanto milhares deles são brutalmente mortos durante a caça, outros são escolhidos para serem explorados como entretenimento humano.

A Action for Dolphins afirma que o método de matar esses animais é particularmente desumano; os golfinhos sangram por vários minutos, resultando em uma morte lenta e dolorosa. Segundo o filme, 23.000 golfinhos e botos são brutalmente mortos no Japão todos os anos.

Os ativistas também observam que, como os golfinhos são tecnicamente mamíferos e não peixes, os caçadores de Taiji estão infringindo a lei, removendo-os do oceano para serem vendidos por sua carne ou para aquários.

A executiva-chefe da Action for Dolphins, Sarah Lucas, disse:  “Os golfinhos são erroneamente vistos como ‘peixes’ no Japão e, portanto, as leis domésticas que protegem os mamíferos da crueldade não foram aplicadas a elas”.  Mas os pescadores de Taiji alegam que não pretendem acabar as caçadas, observa o The Guardian. Segundo eles, a caça de golfinhos é uma parte crucial da economia da cidade. Também tem significado cultural.

Lucas sustenta que, se o desafio legal não for bem sucedido e a caça continuar, isso poderá ter consequências desastrosas para os mamíferos marinhos. As informações são do LiveKindly.

“A caça irresponsável de centenas de golfinhos e baleias contribuiu para a quase eliminação de algumas espécies em águas japonesas”, explicou ela.

Outro porta-voz da Action for Dolphins acrescentou: “Isto não é sobre lançar críticas ao Japão, mas sobre o cumprimento das leis do país. Estamos tentando despolitizar o debate”.

A indústria baleeira do Japão recentemente chegou às manchetes depois que se retirou da Comissão Baleeira Japonesa. Alguns acharam que a medida foi um passo atrás no progresso contra a indústria, no entanto, a organização de conservação dos oceanos Sea Shepherd rotulou a notícia como uma “vitória”.

De acordo com a Sea Shepherd, retirando-se da comissão, o Japão essencialmente se declarou como uma “nação baleeira pirata” ilegal, facilitando a luta contra os caçadores ilegais japoneses.

A crueldade japonesa                           

Outra triste notícia também foi divulgada pela ANDA em setembro de 2018: golfinhos estavam sendo brutalmente explorados para preparação das Olimpíadas de 2020, no Japão.

Os foram forçados a fazer truques para uma multidão, como um “evento de teste pré-olímpico”.

De acordo David Phillips, diretor executivo do Projeto Internacional de Mamíferos Marinhos  liderado pelo Earth Island Institute, o evento “é um lembrete crucial de como o governo japonês e o Comitê Olímpico Japonês estão explorando golfinhos e baleias, em desafio do resto do mundo”.

“Esses golfinhos passam fome fome para fazer os truques. Eles são mantidos em confinamento desumano em pequenos tanques de concreto altamente clorados. E, pior, eles foram capturados da maneira mais desumana possível, arrancados da natureza e de suas famílias e são assassinados sem piedade”, acrescentou.

Fonte: ANDA

Mar de sangue Japão se prepara para retomar a caça de baleias em 1° de julho

Os baleeiros japoneses já discutem planos para retomar a caça comercial ao longo da costa nordeste em 1º de julho, pela primeira vez em três décadas.

No final do ano passado, o Japão chocou o mundo ao anunciar que estava deixando a Comissão Internacional das Baleias (IWC) para poder retomar a caça comercial de baleias. A saída formal acontecerá no dia 30 de junho de 2019.


O Japão voltará a caçar no dia 1° de junho de 2019.

Agora, os baleeiros japoneses já discutem planos para retomar a caça comercial ao longo da costa nordeste em 1º de julho, pela primeira vez em três décadas.

A Agência de Pesca disse que os baleeiros em seis cidades da costa do Pacífico, incluindo Taiji, conhecida por caçadas a golfinhos, devem trazer cinco navios para formar uma frota conjunta como Japão a partir de 1º de julho, um dia após o Japão se retirar formalmente da IWC. As informações são Daily Mail.

Taiji está liderando o esforço como uma cidade tradicional de caça e contribuirá com um navio para a frota que irá capturar as baleias minke. Locais exatos e planos das caçadas serão decididos com base nos resultados das operações de pesquisa planejadas até o final de junho, disse Shigeki Takaya, funcionário da Agência de Pesca encarregado da caça às baleias.

 

De acordo com a emissora nacional do Japão, a NHK, as terríveis caçadas começarão em Hachinohe, no norte do Japão, ou Kushiro, um dos principais centros baleeiros mais ao norte, na ilha de Hokkaido.

Cada navio seguirá para o sul até Chiba, perto de Tóquio, fazendo diversas paradas ao longo da costa antes de voltar a Kushiro para mais caçadas no final do ano, disse a NHK.

O Japão não caçara na Antártida, onde conduziu o que chamou de caça de “pesquisa” desde que a IWC impôs a moratória nos anos 80. O Japão chegou a capturar até 1.200 baleias na Antártida, mas esse número foi reduzido à medida que os protestos internacionais aumentavam e o consumo de carne de baleia caiu no país.


Baleia é descarregada no porto de Kushiro após uma caça com propósitos científicos

O Japão caça baleias há séculos, mas sua expedição à Antártida começou depois que a ocupação americana do pós-guerra, em 1946, a aprovou para obter proteína da carne de baleia como alternativa mais barata para outras carnes.

Hoje, lamentavelmente, legisladores conservadores, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe, promovem as baleias não apenas como uma iguaria, mas como uma herança cultural do Japão.

Autoridades de pesca dizem que o Japão consome anualmente cerca de 5.000 toneladas de carne de baleia da pesquisa, principalmente por japoneses mais velhos que buscam uma refeição nostálgica. Críticos dizem que duvidam que a caça comercial seja uma indústria sustentável, porque os japoneses mais jovens não veem estes animais como alimentos.

Fonte: ANDA

Japão sai da Comissão Baleeira Mundial e vai retomar pesca comercial de baleias

O Japão anunciou a saída da Comissão Baleeira Internacional (CBI), formalizando uma ameaça feita em setembro, com o objetivo de “retomar a pesca comercial em julho próximo”.

Japão sai da Comissão Baleeira Mundial e vai retomar pesca comercial de baleias

O arquipélago asiático junta-se assim à Islândia e Noruega, únicos países que praticam a caça de baleia para fins comerciais, e abre caminho a duras críticas da comunidade internacional e das organizações defensoras dos direitos dos animais.

No entanto, o Japão compromete-se a não caçar “em águas antárticas ou no hemisfério sul”, segundo o porta-voz do Governo nipónico, Yoshihide Suga, num comunicado à imprensa.

A pesca será “limitada às águas territoriais e à zona económica exclusiva do Japão”, acrescentou.

Fonte: SAPO24

Exploração desumana Fotos expõem sofrimento de animais marinhos no Museu da Baleia de Taiji

Em Taiji, no Japão, golfinhos são vistos desnutridos, em estado de depressão e em gaiolas minúsculas no Museu da Baleia

Fotos da organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd mostraram as condições em que animais se encontram no Museu da Baleia de Taiji, localizado em Taiji, no Japão.

Como muitos outros estabelecimentos que abrigam animais marinhos em minúsculos tanques, e ainda os forçam a realizar interminavelmente truques se quiserem ser alimentados, o Taiji Whale Museum se descreve como uma “experiência educacional para toda a família”.


Golfinho desnutrido com costelas aparentes é escravizado em uma das canetas externas do museu

Além da crueldade da caça comercial de golfinhos, tradicional em Taiji, já ter sido exposta, em uma tentativa de fazer com que suas exibições de animais vivos pareçam inócuas o museu chega até a manter alguns de seus golfinhos e baleias expostos em recintos ao ar livre.


Golfinho Risso é visto deprimido enquanto nadava nos limites de seu pequeno recinto

Como os “Guardiões da Enseada” da Sea Shepherd testemunharam, os golfinhos no museu não são alimentados mais do que duas vezes por dia e somente após completar os comandos dados a eles pelos treinadores.


Um dos animais famintos implora por comida enquanto uma multidão de pessoas olha para ele

Nos últimos anos, documentários como “The Cove” e “Blackfish” ajudaram a expor o tratamento absolutamente horrível que golfinhos, baleias e outros cetáceos experimentam quando são roubados e mantidos em cativeiro em parques marinhos como o SeaWorld.


Outro golfinho do Taiji Whale Museum é visto pedindo desesperadamente para ser alimentado

Como resultado, a percepção pública de manter animais marinhos em cativeiro mudou em grande medida, e mais cidadãos do que nunca estão agora boicotando estabelecimentos que exploram os cetáceos em busca de lucro.

Entretanto, o encarceramento desses animais ainda não cessou completamente e coloca milhares de animais em sofrimento à todo minuto.

Como resposta, muitos ativistas pedem para que seja compartilhadas essas fotos e informações na seção de revisão do Museu da Baleia de Taiji no TripAdvisor. Além disso, incentivam aos leitores e seus conhecidos que nunca comprem ingresso ou deem público para estabelecimentos que escravizam animais.

Organizações como Save Japan Dolphins e Sea Shepherd estão trabalhando para acabar com a caça aos golfinhos de Taiji e financiando outros esforços para proteger os cetáceos no Japão e em todo o mundo, e estão recebendo doações.

Fonte: ANDA

VIVENDO NA SOLIDÃO Vídeo revela sofrimento de golfinho abandonado em tanque no Japão

Depois que as vendas de ingressos despencaram, o parque foi forçado a fechar, mas os animais foram deixados para trás

Depois de anos de exploração em apresentações de um parque marinho no Japão, um golfinho, chamado Honey – junto com 46 pingüins e centenas de outras espécies de peixes e répteis – foi abandonado sozinho em um tanque. Um vídeo gravado no ex-parque de Inubosaki, em Choshi, e compartilhado nas redes sociais captura a tristeza e solidão do animal, que nada desacompanhado em um pequeno espaço.

Honey foi levado ao parque em 2005. Supostamente, o proprietário do local fez um esforço para “salvá-lo” das caças anuais de Taiji. Mas desde então, o golfinho vive em condições apertadas, sem nenhuma outra companhia e com absolutamente nada para entretê-lo. Sua saúde mental e física nunca teve importância para o dono deste parque.

Tanto é que, logo após uma queda considerável nas vendas de ingressos, e o estabelecimento ter sido forçado a fechar, o futuro reservado aos animais sob seus cuidados foi o pior possível; eles foram deixados para trás, abandonados. Sem comida, sem cuidado, em condições insalubres e precárias de vida.

É cruel o suficiente que Honey e os outros animais tenham passado anos servindo como mera fonte de diversão para um público, provavelmente loucos por truques, mas abandoná-los à própria sorte é pura tortura para qualquer espécie. Principalmente um animal tão inteligente quanto um golfinho.

“As filmagens que revimos demonstram a necessidade de agir imediatamente para salvar o golfinho Honey de uma morte miserável. O mesmo acontece com todos os animais abandonados no aquário de parques marinhos de Inubosaki”, afirma em entrevista ao portal One Green Planet o fundador do Projeto Dolphin, Ric O’Barry.

O Projeto Dolphin é uma organização sem fins lucrativos que luta pelo bem-estar e proteção dos golfinhos. Desde que tomaram conhecimento da situação de Honey, eles têm juntado esforços para que o proprietário do Inubosaki Marine Park Aquarium liberte o animal, para que a ONG possa encontrar um lugar em um santuário – ou até mesmo prepará-la para ser devolvida ao local onde ela pertence: a natureza.

Fonte: ANDA

 

MAU GOSTO Espetáculo de maus-tratos atrai turistas no Japão

Os três cães passam boa parte do dia com as cabeças enfiadas nos buracos na parede, único acesso à rua que possuem

Os cães, que são da raça Shiba Inu, ficam com as cabeças enfiadas nos buracos na parede, o único contato que tem com a rua | Foto: Instagram
Os cães ficam com as cabeças enfiadas nos buracos na parede, claramente um sinal de maus-tratos, e atraem turistas para vê-los

A mais recente atração turística do Japão não é nenhuma construção que quebra paradigmas arquitetônicos ou uma maravilha única da natureza como o Monte Fuji, inacreditavelmente as pessoas tem se locomovido de outros lugares, e feito filas quilométricas, apenas para assistir um espetáculo de mau gosto e maus-tratos explícito.

O dono de uma residência em Shimabara, na ilha de Kyushu, cercou sua casa de muros altos de concreto e furou três buracos individuais em forma de quadrado em um dos muros, o que dá para a rua. Três cachorros da raça Shiba Inú, que provavelmente são explorados por ele como “cães de guarda”, enfiam suas cabeças pelos buracos, tornando o espetáculo grotesco e triste, em um show para as pessoas que passam na rua.

Provavelmente esse é o mesmo tipo de público que aplaude acrobacias de golfinhos em shows de zoológicos. Da mesma forma que os golfinhos só fazem acrobacias porque estão famintos e precisam se alimentar, os cães só enfiam as cabeças pelos buracos, pois são prisioneiros e não tem outra forma ver o ambiente externo que não seja esta.

São como criminosos em uma cadeia, onde uma única fresta mínima permite que sintam o ar da rua, fora do ambiente onde vivem.

A doença incipiente de nossa sociedade se mostra claramente nesta da ânsia por espetáculo, uma sociedade do absurdo, faminta pelo que entretenha a qualquer custo, ainda que seja o sofrimento de vidas indefesas.

Incrivelmente, até pessoas de outros países viajam até a ilha para ver os cães com as cabeças nos buracos, como é o caso do blogueiro Miguel Yeh, de 34 anos, que veio de Taiwan (China), só para fazer um vídeo dos cães. Pessoas ávidas por fotografias com suas câmeras e celulares a postos, se aglomeram em volta da casa, na esperança de “captar o momento”. E não é só pessoalmente que o espetáculo de mau gosto têm atraído atenção, um Twitter com a foto dos cães foi retuitado mais de 105.000 vezes.

Pessoas formam filas quilométricas ao redor da casa para ver os cães | Foto: Instagram
Pessoas formam filas quilométricas ao redor da casa para ver os cães

Num paradoxo que salta aos olhos, há ainda uma placa sobre os buracos em que os animais enfiam suas cabeças que diz: “não alimente os cães ou eles terão diarreia”, a preocupação com a saúde intestinal dos cães, contrasta com os maus-tratos a que os próprios tutores os submetem, criando para eles uma situação de marionetes num teatro de humor negro.

Os donos da residência informaram ao blogueiro de Taiwan que eles “criaram os buracos para que os cães pudessem ter um pouco de diversão”. Infelizmente quem mais esta se divertindo não são os cães, mas sim o público que consegue encontrar motivos para rir, à custa de seu sofrimento.

Fonte: ANDA