Crianças islandesas dedicam-se a salvar papagaios do mar

A população de papagaios do mar está em declínio deste o ano 2000. Por outro lado, 40% de todos os papagaios do mar Atlânticos vivem na Islândia, onde as crias por vezes acabam por abandonar os ninhos e dirigir-se acidentalmente para as cidades. Aliás, esta parece ser a maior causa de morte na espécie, para além dos problemas relacionados com as mudanças climáticas e o degelo.

Segundo a CBS, o instinto das crias dizer-lhes para seguir o brilho da Lua. Todavia, muitas vezes os animais confundem a luz dos faróis com a Lua e acabam por morrer. É aqui que entra em ação a patrulha dos papagaios do mar, um conjunto de crianças que sai à cidade em missões de salvamento. As crianças recolhem os animais perdidos e entregam-nos ao aquário local, onde são, depois, marcados e preparados para serem soltos novamente no seu habitat natural. Só este ano, foram salvos cinco mil pássaros, o que são ótimas notícias para a conservação da espécie.

Fonte: Greensavers

Espécie protegida internacionalmente Baleia-azul é morta em temporada de caça na Islândia

O mamífero é o maior animal que já existiu na Terra e não era caçado há 40 anos.

A empresa baleeira Hvalur Hf é acusada de matar a primeira baleia-azul em 40 anos. No dia 7 de julho, a ONG focada na conservação de seres marinhos, Sea Shepherd, publicou fotos do animal morto na Islândia, país que recentemente reabriu a temporada de caça a esses mamíferos majestosos.

A empresa baleeira Hvalur Hf é acusada de matar a primeira baleia-azul em 40 anos. A ONG Sea Shepherd publicou fotos do animal morto na Islândia.

As baleias azuis são os maiores animais existentes na Terra e são protegidas internacionalmente, dessa forma, sua caça é ilegal. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), os animais não eram caçados desde 1978.

O diretor da Hvalur Hf, Kristján Loftsson, afirmou à CNN que sua empresa não capturavam baleias azuis desde que o animal tornou-se uma espécie protegida. “Nós apenas as vemos no oceano. Quando você se aproxima de uma baleia-azul, é tão diferente que você a deixa em paz”, disse Loftsson.

No entanto, a Sea Shepherd, afirmou nesta quarta-feira (11) que a empresa de Loftsson foi, de fato, a responsável pela morte da baleia na cidade de Hvalfjordur, no oeste da Islândia. Voluntários que monitoravam o local fotografaram a tripulação de um dos navios da empresa examinando a enorme carcaça.

Loftsson afirmou que o animal em questão era uma baleia-comum ou uma espécie híbrida, não protegida pela lei islandesa, e que a diferença entre as espécies é “fácil de ver”.

Porém especialistas em conservação discordam da afirmação. O pesquisador e professor de biologia na Universidade do Havaí, Adam A. Pack, disse que as fotos parecem mostrar uma baleia-azul. Ele pontuou as semelhanças entre as barbatanas dorsais e peitorais, além do tamanho do animal.

Pack também notou a falta de um lábio branco, característico das baleias-comuns, e a mancha na lateral da baleia, um identificador que funciona como impressões digitais, como evidências adicionais de que o animal em questão era provavelmente uma baleia-azul.

Autoridades islandesas realizarão testes genéticos para determinar a real espécie da baleia, porém poderá levar meses até que fiquem prontos.

Em uma declaração, o governo disse que “a questão está sendo levada a sério pelo governo, e as autoridades estão investigando a questão”.  Também afirmou que a informação inicial “sugere que o animal capturado provavelmente não fosse uma baleia-azul, mas sim um híbrido de uma baleia comum e uma baleia-azul”.

Chegando a 30 metros de comprimento e pesando até 200 toneladas, as baleias-azuis têm sido protegidas mundialmente pela Comissão Baleeira Internacional (IWC) desde a década de 1960, quando a espécie foi extremamente explorada.

Segundo a ONG World Wildlife Fund (WWF), as baleias azuis foram quase exterminadas pelas frotas baleeiras antes da criação de regulamentos. Aproximadamente 360.000 baleias azuis foram mortas no século 20 somente nas águas antárticas antes que a IWC efetivamente proibisse a pesca comercial em 1986.

A Islândia continua regularmente a caçar nos seus próprios termos, apesar de ser membro da IWC. A caça às baleias azuis, no entanto, é ilegal.

“É importante notar que as baleias azuis são protegidas pela lei islandesa, com a captura proibida”, disse Stefán Ásmundsson, comissário da Islândia à IWC, em um comunicado. “A Islândia sempre enfatizou a necessidade de conservação cuidadosa dos recursos marinhos e foi um dos primeiros países do mundo a adotar uma abordagem contrária à caça de baleias”.

A Islândia vende quase toda a sua carne de baleia para o Japão, um dos poucos países que rejeitam o acordo internacional para proteger as baleias. Porém, caso seja comprovado que o animal é uma baleia-azul, então a carne não poderá ser comercializada.

As regulamentações podem ter evitado a extinção das baleias-azuis, porém elas ainda estão longe da recuperação, com uma população mundial estimada de 10.000 a 25.000 animais. Antes do início da caça comercial no século 20, a população de baleias azuis era estimada em 200 mil.

Nota da Redação: Além de continuarem caçando e assassinando animais marinhos livres, empresas baleeiras como a Hvalur Hf, também matam animais protegidos internacionalmente. Isso configura uma atividade criminosa e aponta para a urgência do banimento desse comércio sanguinário de uma vez por todas. 

Fonte: ANDA