OS ANIMAIS NÃO HUMANOS NÃO VOTAM, POR ISSO OS POLÍTICOS OS DESPREZAM TANTO…

GEORG.png

Os DEFENSORES DOS ANIMAIS NÃO HUMANOS são uma ilha rodeada de idiotas por todos os lados.

E o pior, é que esses IDIOTAS podem e mandam (não com o meu aval, obviamente) e fazem o que bem entendem.

E como já me disse um agente da Polícia Judiciária (reformado) meu amigo: «Eles (os que podem e mandam) não têm capacidade para resolver o problema dos animais humanos, como haverão de a ter para resolver o problema dos animais não humanos?»

Estes não votam, não gritam, não atacam (porque estão confinados a cercas de arame farpado ou a currais); não saem às ruas; não invadem as escadarias da assembleia da república; são considerados “coisas” sem qualquer importância, por isso, esmagam-nos a eles e a nós, que temos tanta consciência e alma como esses infelizes seres não humanos, que de idiotas nada têm, porque a idiotice é uma particularidade exclusivamente humana.

Mas o facto de NÃO SER IDIOTA não traz vantagem, num mundo onde SER IDIOTA faz parte da normalidade decretada pela “lei” do animal humano irracional, estabelecido no poder.

«O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo» dizia Émile Zola, um aclamado escritor francês, «considerado o criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além de uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J’accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima».

O destino dos grandes Homens é traçado nas estrelas, e ficam a brilhar no mundo, eternamente.

O destino dos outros, dos medíocres, dos que podem e mandam mas nada fazem de útil em prol de uma humanidade mais justa para com todos os seres vivos, é forjado nos buracos negros, e evaporam-se no mundo, como fumo de uma fogueira demolidora que ditosamente se extingue.

E destes últimos, ficará apenas o epitáfio dos fracos:
«Passaram pelo mundo como implacáveis exterminadores, não deixando pedra sobre pedra para glória futura».

 

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

 

Anúncios

DESABAFO DE UMA ABOLICIONISTA

Esta publicação tem dois anos.

Em dois anos, o meu pobre país NÃO EVOLUIU ABSOLUTAMENTE NADA.

Este desabafo poderia ter sido escrito HOJE.

Ainda assim, VENCEREMOS! Mais dia, menos dia, VENCEREMOS!

VENCEREMOS.jpg

Sei que o meu País atravessa um momento difícil, onde o caos se instalou a todos os níveis.

Sei que somos desgovernados por corruptos.

Sei que somos roubados descaradamente.

Sei que somos vilipendiados nos nossos mais básicos direitos.

Sei que os “políticos” que temos são cegos e surdos aos apelos que fazemos.

Sei que entre o povo que se faz de vítima, estão os principais cúmplices e culpados da situação caótica que o nosso País vive.

Sei que os governantes não gostam de um povo que pensa, por isso promove a incultura.

Sei que o nosso País precisa de uma Revolução séria, que derrube esses corruptos.

Sei que uma minoria inculta manipula descaradamente a maioria parlamentar que despudoradamente se deixa manipular.

Sei que essa maioria parlamentar não merece consideração, porque não se dá ao respeito.

Sei que a política praticada em Portugal, desde Lisboa aos municípios (com raríssimas excepções) é suja, é podre, é antiquada, é madrasta, é coisa para deitar ao lixo.

Sei que da política e dos políticos fiquei farta, fartíssima, depois de tantos anos a lidar com eles, e conhecer-lhes as manhas e artimanhas.

Por isso, um dia decidi emprestar a minha voz aos que não têm voz, e entrei numa “guerra” de muitas batalhas, e nela, desde então, continuo firmemente de pé, com as palavras em riste (a minha arma) apontadas para os inimigos dos que decidi defender, apesar das ameaças de morte, apesar das dificuldades, apesar dos obstáculos, apesar do processo judicial que me foi interposto…

Sei que a tourada está oficiosamente abolida.

Está acabada. A cair de podre. De velha. Ultrapassada. Desactualizada.

Mas falta enterrá-la debaixo de uma lei oficial.

E para tal, os Touros e os Cavalos precisam de todas as vozes.

Não haverá muito mais para dizer.

Mas há algo que ainda é necessário fazer: derrubar as mentes velhas, encerrar as escolas de toureio, desmoralizar os aficionados, marginalizar os sádicos, boicotar os apoiantes, desfazer o nó entre os governantes e os tauricidas, enfim, fechar o cerco a esta minoria sanguinária que anda por aí, em bicos de pés, a tentar segurar um cadáver.

É preciso um pouco mais de empenho.

Travamos a batalha final.

É urgente que todas as vozes abolicionistas se ergam para esmagar os últimos “olés” que ainda se ouvem por aí…

VENCEREMOS, AMIGO TOURO. VENCEREMOS!

Isabel A. Ferreira

Fonte: Arco de Almedina

***

Isabel, faço minhas as suas palavras.
Portugal não evolui nada. Enquanto aqui ao lado, a nossa vizinha Espanha, está a evoluir. É uma vergonha!

Mário Amorim