Mais uma boa notícia, vinda de Espanha! Madrid: circos com animais estão proibidos a partir de agora

Foi aprovada hoje pelo governo municipal de Madrid, uma medida que proíbe o uso de animais em circos, quer estes tenham lugar em espaços públicos ou privados.

Manuela Carmena, presidente da Câmara de Madrid, e o partido PSOE defenderam a necessidade de mudanças, sendo urgente a defesa dos animais habitualmente usados em circos, caso dos elefantes e dos tigres, para “não serem vítimas de maus-tratos e não serem submetidos a esforços ou actos cruéis que provoquem sofrimento, ansiedade ou stress”.

“Nos circos, os animais geralmente vivem em condições de cativeiro, alojados em jaulas e contentores, sendo muitas vezes transportados por longas distâncias em reboques de camião que não satisfazem as necessidades físicas mais básicas”, pode ler-se na proposta apresentada pela coligação Ahora Madrid. A medida contou com o apoio PSOE e do partido Ciudadanos, e com o voto contra do PP.

A coligação congratulou-se com a aprovação da medida, lembrando que muitos dos animais usados em circos “são submetidos a processos de aprendizagem em que são obrigados, por vezes de modo violento, a terem comportamentos que são completamente antinaturais para a sua espécie.”

Em Espanha há neste momento 220 municípios que proíbem o uso de animais em espectáculos de circo. Por cá, continua em vigor uma lei de 2009 que impede os circos de comprarem novos animais e a reprodução dos espécimes já existentes nas companhias de circo.

Fonte: Greensavers

***

“Em Espanha há neste momento 220 municípios que proíbem o uso de animais em espectáculos de circo. Por cá, continua em vigor uma lei de 2009 que impede os circos de comprarem novos animais e a reprodução dos espécimes já existentes nas companhias de circo.”

A lei em vigor por cá, é manifestamente insuficiente.
É preciso que todos os partidos com acento parlamentar percebam, que os circos com animais, em Portugal, têm de ser abolidos!

Mário Amorim

Anúncios

Degelo no Ártico está a acelerar

No início de Setembro, com o Verão quase a terminar, é quando os efeitos do degelo, que se inicia todos os anos em Março, atingem o seu máximo. Segundo a NASA, este ano o Ártico reduziu a sua superfície gelada para 4, 14 milhões de km2, o segundo valor mais baixo desde que se realiza esta monitorização.

Desde que se começou a medir anualmente o degelo do Ártico, em 1979, só houve um ano em que a superfície gelada desta região diminuiu ainda mais. O recorde registou-se em 2012, quando a extensão de gelo do oceano ficou reduzida a 3,39 milhões de km2. De acordo com a NASA, durante os primeiros dez dias de Setembro, o Ártico perdeu 34.100 Km2 diários de gelo, um ritmo muito superior aos 21 mil km2, referentes à média registada entre 1981 e 2010.

Os altos níveis de degelo deste ano deixaram os especialistas que monitorizam o fenómeno do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e Gelo, da Universidade do Colorado, nos EUA, e da NASA surpreendidos, já que durante este Verão as condições atmosféricas sobre o Pólo Norte, com céu muito nublado e temperaturas baixas, pareciam não favorecer a descongelação das superfícies geladas do oceano. Uma explicação para esta aparente contradição poderá ser, segundo os especialistas da Universidade do Colorado, os ciclones que cruzaram esta região, cujos ventos fortes terão arrastado correntes quentes do oceano mais para norte.

Segundo o movimento ambientalista Greenpeace, por uma razão ou por outra “enfrentamos a possibilidade real de que o gelo de Verão do Ártico desapareça ao longo das próximas décadas e tal será não só catastrófico para a biodiversidade marinha, como para os próprios seres humanos”.

Recorde-se que as extensas superfícies de gelo, sobretudo do oceano Ártico, refletem a luz solar e têm um papel fundamental na regulação da temperatura do planeta.

Fonte: Greensavers

🐶 Cães compreendem entoação e vocabulário humano, diz estudo

Ao ouvir os humanos falar, os cães conseguem não só compreender a entoação utilizada, como também percebem as palavras usadas. O estudo publicado ontem na revista Science afirma que, à semelhança das pessoas, os cães usam o hemisfério esquerdo do cérebro para processar palavras, e a parte direita para descodificar a entoação.

“O cérebro humano, para além de analisar separadamente o que dizemos e como dizemos, relaciona os dois tipos de informação para chegar a um resultado unificado. A nossa descoberta sugere que os cães também conseguem fazer isso, utilizando mecanismo cerebrais bastante semelhantes”, afirmou o autor do estudo, Attila Andics, da Universidade Eötvös Loránd, em Budapeste, Hungria.

Segundo Andics, quando em ambiente rico em palavras, como aquele em que vivem os cães em nossas casas, a representação das palavras acontece no cérebro destes animais, mesmo que depois não sejam capazes de falar.

A etologista Márta Gácsi, também autora do estudo, analisou os cães através de ressonância magnética funcional, medindo a actividade cerebral dos animais enquanto ouviam os donos falar, dizendo variadas palavras e com diversas entoações. Os donos tinham sindo previamente instruídos a dar elogios aos animais, ora com um tom de entusiasmo ora com um tom neutro.

As reacções demonstram que os cães activaram uma área do hemisfério direito do cérebro para diferenciar a entoação da aprovação e reprovação. Esta região é a mesma usada pelos cães para processar sons ligados à emoção, provenientes tanto da fala humana como de outros cães. Também o centro de recompensas – a área do cérebro que responde aos estímulos ligados ao prazer – era activada pelas palavras de aprovação dos donos.

“Isso mostra que, para os cães, uma boa palavra de aprovação pode funcionar como uma recompensa. Mas funciona melhor se a palavra também for dita com uma entonação de aprovação. Os cães não processam apenas o que dizemos e como dizemos, eles entendem o que estamos a dizer.”

Para os autores, o estudo é um importante dado na descoberta de como os cães interpretam o discurso humano e um primeiro passo para tornar a comunicação entre cães e humanos mais eficiente.

Fonte: Greensavers

A maravilhosa fotogenia do mundo animal

animais surpresa 5

Observar um animal selvagem no seu habitat natural tem coisa qualquer de mágico. Ver ao detalhe o seu comportamento, perceber as interacções que partilham com os pares, ver a natureza no seu estado mais puro.

O fotografo finlandês Konsta Punnka conseguiu captar na perfeição as emoções e estados de alma destes “modelos” selvagens: surpresa, curiosidade, preguiça…  As imagens que deixamos na fotogaleria são apenas um relance de soslaio ao maravilhoso trabalho deste fotografo.

No instagram e facebook do artista vai encontrar imagens deliciosas de animais selvagens, mas também de paisagens absolutamente fantásticas.

Fonte: Greensavers

Depois dizem que os animais não-humanos não têm sentimentos! Pinguim nada 8.000 quilómetros todos os anos para agradecer ao homem que lhe salvou a vida

pinguim_b

Em 2011, o reformado brasileiro João Pereira de Souza salvou um pinguim que não conseguia sair das rochas de uma praia do Rio de Janeiro. Moribundo e coberto de petróleo, o pinguim-de-Magalhães Dindim estava sem forças. Até que João Souza pegou nele, levou-o para casa durante uma semana e devolveu-o ao mar já com a saúde restabelecida e a pele limpa.

Nesse momento, o reformado brasileiro pensou ser a última vez que veria um pinguim-de-Magalhães. Mas enganou-se. Poucos meses depois, Dindim regressou à praia carioca onde João Souza costuma pescar e reconheceu imediatamente o seu salvador.

Desde então, conta o ABC, o pinguim passa oito meses do ano com Pereira e os restantes quatro a alimentar-se nas costas da Argentina e do Chile.

Cada vez que regressa à sua casa adoptiva, Dindim nada 8.000 quilómetros. Mal chega lá, João Souza alimenta-o com uma dieta especial, idealizada por ele próprio, para melhorar a resistência e força da ave. Na verdade, dificilmente o pinguim, aceitaria outra situação, uma vez que não de deixa tocar por mais ninguém a não ser o reformado brasileiro.

“Gosto dele como se fosse meu filho e acho que ele também gosta de mim”, exclamou João Pereira de Souza à televisão Globo. Como diria Fernando Pessa: e esta, hein?

Fonte: Greensavers

Um tubarão visto pela GoPro (com FOTOS)

tubarao_a

Conhecidos pelo seu instinto predador, os tubarões brancos são também fotogénicos. Que o diga a fotógrafa e conservacionista marinha Amanda Brewer que, com a ajuda de uma GoPro, conseguiu algumas imagens bem explícitas deste monstro – no bom sentido – dos mares.

Amanda – que com este projecto quer chamar a atenção para o facto de mais de 100 milhões de tubarões serem mortos todos os anos – fotografou os tubarões brancos na baía Mossel, na costa sul-africana. Nesta região, há muito que a empresa de eco-turismo White Shark Africa procura aumentar a notoriedade desta criatura, na esperança que os números ligados à sua caça decresçam rapidamente.

“A maioria dos tubarões das fotos costumam andar por esta zona e já os conhecemos”, explicou Brewer ao Daily Mail.

Segundo o grupo conservacionista Sharkservation, este número – 100 milhões – representa entre 6,4 a 7,9% da população global de tubarões, morta todos os anos para fins comerciais. A caça ilegal tem como propósito, sobretudo, a sopa de barbatana de tubarão, uma iguaria que pode custar até €140 na Ásia. O resto do tubarão é considerado resíduo.

Fonte: Greensavers