Foldex: os gatos de orelhas dobradas são muito astutos e brincalhões

O gato Foldex surgiu recentemente, em 1992, no Canadá, fruto do acasalamento entre animais de raça Scottish Fold e Exotic Shorthair.

A combinação do material genético resultou num gato caracterizado pela aparência robusta,  boa musculatura e pelo tamanho mediano. Por outro lado, é popular pelas suas orelhas dobradas e de pequenas dimensões.

Esta raça apresenta uma cabeça redonda, com um tamanho médio. As suas bochechas são recheadas e o nariz é curto. Os olhos do gato Foldex assemelham-se a círculos perfeitos e vivazes, que podem apresentar diversas cores.

Este tipo de gato, geralmente tem pelagem abundante, curta e suave. Contudo também é possível encontrar alguns exemplares com pelo longo ou intermédio. A cor deste pode variar, não existindo nenhum padrão definido.

Como já foi referido, as orelhas são um elemento caracterizador desta raça. Estas apresentam-se recolhidas e têm um tamanho pequeno. Os bebés Foldex nascem com as orelhas erguidas e o seu aspecto só mudará, quando as crias atingirem um mês de vida.

Os gatos desta raça têm um caracter peculiar. Por um lado, são muito curiosos, mais ainda do que outros tipos de gatos. Contudo, através das suas acções, revelam muita inteligência, astucia e até amabilidade. Neste sentido são considerados animais sociáveis, brincalhões e com fortes ligações afectivas com o seu dono.

Não é aconselhado o cruzamento entre gatos puros de raça Foldex, devido à grande probabilidade de ocorrer malformações.

Fonte: Greensavers

Heracleum mantegazzianum, a terrível planta que pode provocar ferimentos graves

Esta planta, com cinco metros de altura, larga furocumarinas, um produto químico tóxico que modifica a estrutura das células da pele e a torna mais sensíveis aos raios ultravioletas. Em 24 horas, e num prazo máximo de 48 horas, a pele desenvolve queimaduras e irritações que podem provocar cicatrizes permanentes e bolhas. E se esse composto químico chegar aos olhos, pode levar à cegueira.

Numa reportagem emitida pelo canal BBC, Oskars Mezhniyeks, dono de uma fazenda na Letónia trava uma batalha constante contra a planta. “Se eu não a matar aqui, ela vai tomar conta da minha plantação”, explica. “Elas têm um valor nutricional consideravelmente alto e, por isso, foram cultivadas como potencial alimento para o gado. Mas devido aos efeitos que causaram nos humanos foi abandonada rapidamente, só que continuaram a espalhar-se, já que uma só planta pode produzir muitas sementes”, acrescenta Pior Rzymski, investigador da Universidade de Poznan, na Polónia.

A planta é natural da Ásia, muito comum na Rússia e Geórgia, mas veio para os jardins europeus por causa das flores brancas que exibe. É comum encontrá-la também junto aos rios ou estradas no norte da Europa. Em Portugal não há registos da existência da planta. Há forma de limitar os efeitos caso a seiva encoste na pele. “Deve lavar a pele com sabão e água fria e evitar a exposição ao Sol”, aconselha Rzymski.

Fonte: Green Savers

Mariposa atlas: a maior borboleta do mundo

As borboletas podem ser consideradas uma praga ou admiradas pela beleza das suas cores. Existem milhares de espécies, com tamanhos variados, mas sempre em proporções pequenas. Contudo, existe uma excepção: a mariposa atlas, considerada a maior borboleta do mundo.

Encontradas nas florestas tropicais e subtropicais do sudeste asiático, sul da China, arquipélago malaio e ainda na Tailândia e Indonésia, estas mariposas atingem o tamanho de um pássaro. As fêmeas, que são maiores que os machos, conseguem atingir uma envergadura de asa de 30,5 centímetros e uma área corporal de 157,5 centímetros quadrados.

Outro facto curioso sobre estas mariposas gigante é que não possuem boca. Desde que emergem do casulo vivem da gordura acumulada durante as fases anteriores da sua vida, até que procriam, põem ovos e acabam por morrer.

As mariposas atlas devem o seu nome aos padrões mapeados nas suas asas, que se assemelham a um atlas, mas também devido ao seu grande tamanho. Na Ásia o nome nativo é relativo à cabeça em forma de cobra.

Fonte: Green Savers

Brasil liderou a perda de florestas tropicais no mundo em 2021

amazónia

Os dados da GFW, plataforma de monitorização de florestas em todo o planeta, indicam que foram destruídas no Brasil 1,5 milhões de hectares de florestas tropicais primárias no ano passado, o que representa 40% de toda a perda de florestas no planeta em 2021.

O Brasil lidera o triste ‘ranking’, bem à frente do segundo país, a República Democrática do Congo (RDCongo), que perdeu 500 mil hectares de floresta tropical em 2021.

Todos os anos, a GFW apresenta uma avaliação independente do estado das florestas do mundo. Os dados são produzidos a partir de análises geoespaciais desenvolvidas pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos da América, e monitorizam a cobertura florestal no mundo todo, incêndios florestais e perda de florestas primárias nos trópicos.

Segundo um comunicado divulgado pela organização, os resultados deste ano apresentam uma novidade: o registo das perdas de florestas causadas ou não por fogo.

“No caso do Brasil, nem mesmo a redução dos focos na Amazónia e Pantanal em 2021 alterou essa tendência. As perdas não relacionadas ao fogo – que no Brasil são mais frequentemente associadas à expansão agrícola – aumentaram 9% entre 2020 e 2021”, destacou a GFW.

O Brasil detém cerca de um terço das florestas tropicais primárias remanescentes do mundo e tem mantido taxas de perda de florestas acima de 1 milhão de hectares desde 2016, segundo os mesmos dados.

“A perda de floresta primária no Brasil é especialmente preocupante, pois novas evidências revelam que a floresta amazónica está perdendo resiliência, estando mais perto de um ponto de inflexão do que se pensava anteriormente”, avaliou Fabíola Zerbini, diretora de Florestas, Agricultura e Uso do Solo da GFW Brasil, no comunicado.

Ao todo, a GFW identificou a perda de 3,75 milhões de hectares de florestas tropicais primárias no mundo em 2021.

Além do Brasil, o levantamento chama a atenção para a perda de florestas em países como Bolívia e RDCongo, que registaram aumento em relação a 2020.

Os dados mostram que a Indonésia registou redução das taxas de perda florestal pelo quinto ano consecutivo, indicando que políticas públicas do Governo local e compromissos do setor privado no país estão surtindo efeito.

Apesar de se concentrar nos trópicos, que é onde ocorre 96% do derrube permanente de florestas no mundo, a GFW também analisou florestas boreais e temperadas, identificando um aumento de 29% na perda florestal por fogo, especialmente na Sibéria – nessa região, as florestas estão ameaçadas pelas alterações climáticas.

Fonte: Green Savers

Novo estudo aponta que a poluição química já ultrapassou o limite seguro

Uma equipa de cientistas avaliou o impacto no sistema terrestre da poluição química e chegou à conclusão de que já se ultrapassou o limite seguro planetário para a humanidade. Segundo os mesmos, a produção de produtos químicos já teve um aumento 50 vezes superior desde 1950, e prevê-se que até 2050 este número triplique. Em causa está a produção e libertação incessável de poluentes no meio ambiente, que para os especialistas, excede qualquer hipótese de avaliar os riscos a nível regional e global, mas também de os controlar.

estudo Centro de Resiliência de Estocolmo, da Universidade de Estocolmo, revela que existem 350 mil diferentes produtos químicos a ser fabricados no mercado, entre eles plásticos, antibióticos, e pesticidas. Os limites identificados que mantém o Planeta Terra estável passam pela camada de ozono, biodiversidade, emissões de gases com efeito de estufa (GEE), acidificação dos oceanos, entre outros, mas no que refere ao limite para este tipo de poluição e de outras novas entidades, o grupo não conseguiu quantificar.

Os produtos químicos afetam a saúde do planeta de diversas maneiras, e a sua produção e dispersão por todo o mundo continuam a aumentar. De acordo com o Centro, atualmente, a quantidade total dos plásticos supera em dobro a quantidade de todos os mamíferos vivos – e 80% dos plásticos já produzidos estão espalhados pelo meio ambiente.

“Alguns destes poluentes podem ser encontrados globalmente, do Ártico à Antártida, e podem ser extremamente persistentes”, refere a autora Bethanie Carney Almroth, da Universidade de Gotemburgo. “Precisamos de implementar um limite fixo na produção e libertação de produtos químicos.”

Para a investigadora Sarah Cornell, a economia circular é também um conceito necessário de aplicar. “Mudar para uma economia circular é realmente importante. Isto significa mudar materiais e produtos para que possam ser reutilizados e não desperdiçados, desenvolver produtos químicos e produtos para reciclagem, e melhorar a triagem de produtos químicos para a sua segurança e sustentabilidade ao longo de todo o caminho de impacto no sistema da Terra”.

Fonte: Green Savers

Portugal está na rota do “Crime Mais Assustador para a Europa”, alerta Zero

Em julgo, o relatório “O Crime Mais Assustador para a Europa – O Comércio Ilegal de Gases Hidrofluorcarbonetos Refrigerantes” da Agência de Investigação Ambiental (EIA) denunciou a entrada de hidrofluorcarbonetos (HFCs) ilegais na União Europeia (UE), através da Roménia, provenientes da Ucrânia e da Turquia.

Embora proibidos pela UE, a comercialização era feita através de refrigerantes em garrafas descartáveis. “As investigações conduzidas na Roménia confirmaram o papel do país como um importante ponto de entrada na UE para HFCs fora das quotas, mas também como um país de trânsito de HFCs destinados a mercados maiores, como Alemanha, Espanha, Bélgica, Itália, França e Inglaterra”, explica a EIA no documento.

Apesar de existir dificuldade em precisar a dimensão do comércio ilegal de HFC, a Agência acredita que esteja presente entre 20% a 30% do comércio legal. Os dados revelam que em 2019, as importações de HFC para a UE foram 9,1 milhões de toneladas equivalentes de dióxido de carbono (MtCO2e) superiores às registadas desde 2017 – uma quantia sete vezes superior à quota permitida (100,3 MtCO2e).

Como aponta a Zero – Associação Sistema Terrestre Sustentável, embora a Roménia fosse o país de porta de entrada, muitos outros foram apanhados na rota deste contrabando, nomeadamente Portugal. “Portugal foi já identificado como um dos destinos dos gases HFC ilegais, importados ilegalmente da China, e contrabandeados através da fronteira espanhola. Uma das apreensões levadas a cabo pelas autoridades nacionais responsáveis pela inspecção e fiscalização desta matéria, identificou a tentativa de colocação no mercado nacional de cerca de 10 toneladas de gases fluorados, que corresponderão a cerca de 24 mil toneladas equivalentes de CO2 (CO2e), incorrendo os infractores em contra-ordenação sancionável com coima na ordem dos 40.000 euros”, explica a associação.

Francisco Ferreira, Presidente da Zero, sublinha que “é fundamental as autoridades portuguesas, nas suas diferentes competências, darem uma maior atenção ao tráfico de gases fluorados em Portugal que põe em causa o atingir de objectivos climáticos dado o seu elevadíssimo potencial de aquecimento global; além disso, é necessário um esforço das autoridades para também garantirem o adequado encaminhamento destes gases em equipamentos que atinjam o fim de vida”.

Fonte: Green Savers

Qual é o verdadeiro impacto da poluição do ar na Europa?

A poluição do ar é um perigo silencioso à qual estamos expostos no nosso dia a dia, especialmente nas grandes cidades. Em 2016, morreram na Europa cerca de 470 mil pessoas devido à má qualidade do ar, aponta um novo estudo.

artigo do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), afirma que cumprir os limites de emissões de partículas inaláveis (PM 2.5) e dióxido de azoto (NO2) impostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pode ajudar a prevenir 52 mil mortes por ano; Um total de 51.213 mortes prematuras por PM 2.5 e 900 mortes prematuras por NO2.

Como indicam, a OMS recomenda que os limites sejam de 10μg/m3 de PM 2.5 e 40ug/m3 de NO2. Com base nestes níveis, a equipa analisou a temática no ano de 2015 em 1000 cidades europeias.

As cidades com maior mortalidade derivada da poluição de PM 2.5 eram do Norte de Itália, no Vale do Pó, do Sul da Polónia e da República Checa. Relativamente à mortalidade por NO2, distinguem seis cidades com um grande nível de emissões, nomeadamente Madrid, Antuérpia, Turim, Paris, Milão e Barcelona.

As cidades que se destacaram pela positiva, com menos mortalidade devido a este risco, foram Tromsø (Noruega), Umeå (Suécia), Oulu (Finlândia) e Reykjavik (Islândia).

Os especialistas chegaram também à conclusão de que 84% da população mundial foi exposta a concentrações de acima dos valores limite de PM 2.5, e 9% a concentrações de NO2.

© 2020 Sasha Khomenko, Marta Cirach, Evelise Pereira-Barboza, Natalie Mueller, Jose Barrera-Gómez, David Rojas-Rueda, Kees de Hoogh, Gerard Hoek, Mark Nieuwenhuijsen. Published by Elsevier Ltd.

Fonte: Greensavers

Ano de 2020 empatou com o ano mais quente registado, revela a NASA

A Terra continua a aquecer a cada ano que passa. O ano de 2016 foi registado como o ano mais quente, e agora 2020 foi equiparado com a mesma classificação.

Segundo o Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA, a temperatura média global já aumentou 1,02ºC acima da média de 1951-1980.

“Se um ano é recorde ou não, não é realmente o importante – o importante são as tendências a longo prazo. Com essas tendências, e conforme o impacto humano no clima aumenta, temos de estar à espera que os recordes continuem a ser alcançados”, alerta o Diretor do GISS, Gavin Schmidt.

A principal razão para o aquecimento global é a ação humana, que através da sua atividade emite uma grande quantidade de gases de efeito de estufa para a atmosfera, como o dióxido de carbono. As consequências deste fenómeno são variadas, e acabam por desencadear cada uma delas muitas outras posteriormente.

A NASA destaca ainda ocorrências que marcaram o ano de 2020, e que representam consequências diretas do aquecimento do Planeta, nomeadamente, o degelo no Ártico e os incêndios florestais na Austrália e nos Estados Unidos.

Fonte: Greensavers

A Flor-do-Beijo é tão delicada que está em risco de desaparecer para sempre

A natureza nunca para de nos surpreender, e a Palicourea elata, ou Flor-do-Beijo é um desses exemplos.

Não há que enganar, quando se olha para esta flor a associação a dois lábios é imediata, o que nos poderá querer levar logo uma para casa, mas é cada vez mais difícil encontrar estas flores, elas só crescem em condições climáticas muito delicadas, e podem ser encontrados principalmente em países da América Central e do Sul, como Colômbia, Costa Rica, Equador e Panamá. Há diversos formatos e formas, mas todas elas parecem lábios prontos a beijar.

Devido ao desmatamento descontrolado dos seus habitats naturais, agora é difícil encontrar uma Flor-do-Beijo. Existem muitas imagens disponíveis por enquanto, mas em breve elas farão apenas parte da nossa memória. Contudo, existem esforços de conservação para aumentar o número das plantas, mas é bastante difícil e caro, o que se traduzirá, provavelmente, num desaparecimento da flor daqui a pouco tempo.«

Pode-se pensar que a parte vermelha que parece lábios beijáveis ​​são as flores da planta. Na verdade não. Eles estão lá apenas para atrair polinizadores, incluindo borboletas e beija-flores. Assim que as flores estiverem prontas para florescer, a parte vermelha vai desaparecer. A planta também produz frutos ovais que podem ficar azuis ou pretos quando amadurecem.

Algumas plantas consideradas ameaçadas de extinção são reproduzidas em certas condições climáticas. No entanto, para a Palicourea elata, pode ser mais do que um desafio. As condições devem ser muito específicas. O tempo tem de ser quente e húmido, sem exposição direta ao sol, caso contrário, não crescerá da maneira que deveria.

Para além de ser muito procurada para oferecer à pessoa amada, esta planta também tem aplicações na saúde, o que aumentou a procurar. As cascas e folhas são utilizadas no tratamento de erupções cutâneas, problemas de ouvido e tosse. Existem também algumas tribos no Panamá que a utilizam para tratar a dispneia.

A Palicourea elata é uma planta tão bonita com uma qualidade única. A parte triste é que pode desaparecer rapidamente. Portanto, os governos da América Central e do Sul devem intervir e encontrar uma forma de preservar esta beleza para as gerações futuras. Se o seu habitat natural continuar a ser desflorestados o fim desta planta poderá estar para breve.

Fonte: Greensavers

Presidência UE: Ambientalistas europeus pedem a Portugal ambição para cumprir metas essenciais

Dezenas de associações ambientalistas europeias pediram hoje ambição ao Governo para conseguir cumprir durante a presidência portuguesa da União Europeia metas essenciais para conter o aquecimento global.

“É para nós crucial que Portugal seja bem-sucedido ao longo dos próximos seis meses e para isso deverá ser rigoroso e ambicioso, porque a presidência tem sempre um cunho do país que a lidera e nós queremos que isso aconteça também no caso português”, disse à agência Lusa o dirigente da associação Zero Francisco Ferreira.

Há posições divergentes entre Parlamento Europeu e Conselho Europeu para unir e conseguir chegar a uma lei climática europeia que esteja de acordo com o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 graus no fim do século, salientou, citando um dos objetivos de um memorando apresentado hoje ao Governo por mais de 160 associações que integram o European Environmental Bureau, entre as quais a Zero.

Nos próximos seis meses, Portugal está também em posição de contribuir para travar “a perda dramática da biodiversidade, seja em terra, na água doce ou nos oceanos”, referiu, apontando a aplicação da estratégia europeia da biodiversidade e a preparação da Conferência das Partes da Convenção da Biodiversidade das Nações Unidas como marcos a garantir.

No memorando, em que se apresentam “10 testes verdes” para a presidência portuguesa superar, Portugal é também intimado a procurar uma reforma fiscal para “orientar a ‘mão invisível’ do mercado no sentido da neutralidade carbónica”.

Trata-se de garantir que, de forma coerente, a Europa acabe com “a subsidiação aos combustíveis fósseis” e garantir que haja “um regime de taxação de produtos importados que tenha em conta a sua pegada carbónica”, ou seja, as emissões de gases com efeito de estufa que resultaram do seu fabrico.

Para isso, reconhece, Francisco Ferreira, a tarefa difícil é “a harmonização à escala europeia do comércio, que passe a ter em conta uma componente ambiental no que respeita a onerar ou não cada um dos bens”.

Portugal tem também responsabilidades internas para cumprir, salientou, como na área dos caminhos de ferro: “As ligações entre Lisboa e Madrid ou Lisboa e Paris continuam suspensas e esta é uma das áreas em que Portugal tem que mostrar que está empenhado em reforçar a coesão e um transporte ambientalmente sustentável entre esta nossa periferia e o resto da Europa”, declarou.

Mas o que os ambientalistas do EEB – em que se incluem ainda as organizações portuguesas GEOTA, Quercus e LPN – querem que Portugal dinamize na Europa são “etapas fundamentais” para cumprir o pacto ecológico europeu apresentado pela Comissão Europeia em dezembro de 2019.

Entre elas contam-se a promoção de alimentação e agricultura sustentáveis, o objetivo de garantir “água e ar limpo para todos” combatendo a poluição, o caminhar para uma indústria “baseada na economia circular, descarbonizada e com emissões zero” e outros “dossiês complicados”, como a diretiva sobre que destino dar às baterias, a regulamentação do transporte de resíduos e a diretiva europeia sobre emissões e ou a estratégia para os produtos químicos.

Portugal vai ter “um papel importante na liderança pelo exemplo”, afirma o secretário-geral do EEB, Jeremy Wates, no memorando enviado hoje a todos os ministros do Governo e ao Presidente da República.

“As suas posições, em particular sobre energias renováveis, oceanos, transporte sustentável, economia circular, adaptação climática e o modo como alocará o dinheiro do plano de resiliência e recuperação estarão sob escrutínio”, considera.