Dolphins Released To The Sea But Can’t Leave The Zookeeper | Kritter Klub

Estou feliz com a liberdade destes belos meninos.
Muito boa sorte para eles, na oceano e não presos num tanque, a servirem de entretenimento publico.
Sejam golfinhos, ou qualquer outro ser senciente, nenhum animal não-humano é para entretenimento publico. É para estar no seu habitat natural, alegre e feliz, a viver a sua vida!

Mário Amorim


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Desde Janeiro, mais de mil golfinhos já morreram na costa francesa

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Desde o início de 2019, 1100 golfinhos mortos deram à costa em França, vítimas da pesca industrial. Os mamíferos encontravam-se visivelmente mutilados, com as barbatanas cortadas. Esta situação está a chocar os investigadores de vida marinha não só pela brutalidade das mortes, mas também por se tratar de um número recorde. “Em três meses batemos o recorde de 2018, que já tinha sido superior aos números de 2017 — e mesmo esse foi o maior em 40 anos”, disse Willy Daubin, membro do Centro Nacional de Pesquisa Científica da Universidade de La Rochelle, à Associated Press (AP).

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Segundo Daubin, 90% das mortes resultaram da captura acidental em redes industriais. Porém, os motivos do aumento são ainda desconhecidos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, deslocou-se esta sexta-feira, 29 de Março, a La Rochelle para discutir a melhor forma de reduzir o número de mortes como resultado da acção humana.

De acordo com a AP, o ministro apresentou algumas soluções, como o reforço da investigação dos dispositivos de repulsão sonora que, quando activados durante a pesca, emitem sinais desagradáveis aos golfinhos nas proximidades, obrigando-os a nadar para longe.

A Sea Shepherd, uma organização não-governamental focada na preservação de seres marinhos, considerou as medidas de Rugy “inúteis”. Lamya Essemlali, presidente da Sea Shepherd França, disse à AP que muitos dos arrastões não activam os dispositivos com medo que estes afectem também os peixes mais valiosos. Essemlali explicou também que esta não é uma solução a longo prazo para os mamíferos marinhos por causa da poluição sonora.

A presidente da Sea Shepherd França acrescentou, também, que os cientistas prevêem que as taxas actuais de pesca conduzam à extinção dos golfinhos e aponta a crise ecológica como consequência da demanda sem precedentes por pescado de baixo custo.

Fonte: Publico

Irão proibirá uso de golfinhos em cativeiro para entretenimento humano

Grande gesto por parte do Irão!
Portugal deveria olhar para o gesto do Irão, e encerrar os dois centros de crueldade para com golfinhos que tem. E não há uma organização em Portugal, que se bata pelo encerramento dos dois dolfinarium!

Mário Amorim


A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

Golfinhos são seres extremamente inteligentes e activos, mas são perseguidos,caçados e explorados em instalações aquáticas.

Treinados com provação de comida e castigos, eles são obrigados a realizar truques em minúsculos aquários.

Felizmente, o governo iraniano anunciou que vai restringir o desenvolvimento de novos ‘dolphinariums’ no país. A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

O subdirector do Departamento de Meio Ambiente , Hamid Zahrabi, disse ao Irão Front Page que o governo “não concorda com o desenvolvimento dos ‘dolphinariums’, já que os animais não devem ser explorados para fins recreativos.”

“Acreditamos que os centros recreativos podem ser construídos sem assediar animais e emitimos instruções para impedir a criação destes centros.”

Zahrabi também citou motivos religiosos para a posição do governo contra os parques, dizendo que treinar golfinhos para realizar truques “em alguns casos é haram (proibido pela lei islâmica).”

Existem actualmente quatro dolphinariums em operação no Irão. Ainda não está claro se o movimento irá restringir suas operações, no entanto, ele impedirá o desenvolvimento de novas instalações.

O Irão vem se mostrando preocupado com o bem-estar animal nos últimos anos. Em 2017, lançou um projecto de lei que “ proibiria a tortura e o assédio de animais, abuso sexual, procedimentos cirúrgicos desnecessários, testes científicos não aprovados e mutilação”, informou a Radio Free Europe .

Mortes em cativeiro

Ativismo

O Greenpeace e a PETA já se manifestaram diversas vezes contra parques como o SeaWorld.

Um  documentário também foi feito para alertar sobre os horrores por trás das ‘belas’ apresentações.

“Blackfish”, de 2013, revelou o impacto que o cativeiro tem sobre os incrivelmente sociais mamíferos marinhos. O filme ganhou força e tornou-se directamente responsável pelo declínio dos números de presença e pela consequente queda nos lucros do SeaWorld.

Fonte: ANDA

 

Nota: Corrigi todos os erros, para português correcto(sem acordo ortográfico)

Caça a golfinhos no Japão pode se tornar ilegal

O Japão vem sendo duramente criticado por ativistas e simpatizantes da causa, principalmente após o documentário “The Cove”, de 2009. As práticas bárbaras de caça e captura de golfinhos continuaram sem limites, particularmente em Taiji.

Na captura, os animais são perseguidos, atordoados e encurralados em uma enseada para que não possam escapar. Enquanto milhares deles são brutalmente mortos durante a caça, outros são escolhidos para serem explorados como entretenimento humano.

A Action for Dolphins afirma que o método de matar esses animais é particularmente desumano; os golfinhos sangram por vários minutos, resultando em uma morte lenta e dolorosa. Segundo o filme, 23.000 golfinhos e botos são brutalmente mortos no Japão todos os anos.

Os ativistas também observam que, como os golfinhos são tecnicamente mamíferos e não peixes, os caçadores de Taiji estão infringindo a lei, removendo-os do oceano para serem vendidos por sua carne ou para aquários.

A executiva-chefe da Action for Dolphins, Sarah Lucas, disse:  “Os golfinhos são erroneamente vistos como ‘peixes’ no Japão e, portanto, as leis domésticas que protegem os mamíferos da crueldade não foram aplicadas a elas”.  Mas os pescadores de Taiji alegam que não pretendem acabar as caçadas, observa o The Guardian. Segundo eles, a caça de golfinhos é uma parte crucial da economia da cidade. Também tem significado cultural.

Lucas sustenta que, se o desafio legal não for bem sucedido e a caça continuar, isso poderá ter consequências desastrosas para os mamíferos marinhos. As informações são do LiveKindly.

“A caça irresponsável de centenas de golfinhos e baleias contribuiu para a quase eliminação de algumas espécies em águas japonesas”, explicou ela.

Outro porta-voz da Action for Dolphins acrescentou: “Isto não é sobre lançar críticas ao Japão, mas sobre o cumprimento das leis do país. Estamos tentando despolitizar o debate”.

A indústria baleeira do Japão recentemente chegou às manchetes depois que se retirou da Comissão Baleeira Japonesa. Alguns acharam que a medida foi um passo atrás no progresso contra a indústria, no entanto, a organização de conservação dos oceanos Sea Shepherd rotulou a notícia como uma “vitória”.

De acordo com a Sea Shepherd, retirando-se da comissão, o Japão essencialmente se declarou como uma “nação baleeira pirata” ilegal, facilitando a luta contra os caçadores ilegais japoneses.

A crueldade japonesa                           

Outra triste notícia também foi divulgada pela ANDA em setembro de 2018: golfinhos estavam sendo brutalmente explorados para preparação das Olimpíadas de 2020, no Japão.

Os foram forçados a fazer truques para uma multidão, como um “evento de teste pré-olímpico”.

De acordo David Phillips, diretor executivo do Projeto Internacional de Mamíferos Marinhos  liderado pelo Earth Island Institute, o evento “é um lembrete crucial de como o governo japonês e o Comitê Olímpico Japonês estão explorando golfinhos e baleias, em desafio do resto do mundo”.

“Esses golfinhos passam fome fome para fazer os truques. Eles são mantidos em confinamento desumano em pequenos tanques de concreto altamente clorados. E, pior, eles foram capturados da maneira mais desumana possível, arrancados da natureza e de suas famílias e são assassinados sem piedade”, acrescentou.

Fonte: ANDA

Ambiente Associações dizem que obras no porto de Setúbal ameaçam golfinhos do Sado

O projecto para o porto de Setúbal prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio. Ministra diz que golfinhos terão psicólogo.


Obras querem retirar 6,5 milhões de metros cúbicos de areia

As obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao porto de Setúbal estão a gerar polémica junto de cidadãos e associações ambientalistas. Em causa está a dragagem das areias do rio Sado, a cargo da APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra) para permitir a passagem de navios de maior calado. São várias as vozes que apontam a obra como sendo “o maior atentado ambiental alguma vez cometido no rio Sado”. O projecto prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio.

A empreitada, que conta com o apoio do Ministério do Mar e já foi aprovada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), coloca em risco a sobrevivência da pequena colónia de golfinhos que habita o rio, dizem. Mas os riscos não ficam só por aí: a destruição das chamadas pradarias marítimas, um “verdadeiro berçário para centenas de espécies de peixes” como refere o comunicado do Clube Arrábida, uma associação de defesa do ambiente, poderá pôr em causa o modo de vida dos pescadores artesanais do estuário do Sado. Outra possível consequência é a progressiva diminuição das praias da Arrábida, podendo contribuir para o enfraquecimento do turismo de natureza, “um pilar fundamental para o desenvolvimento da cidade”, considera a associação.

A APA aprovou a obra, apesar de elencar várias consequências negativas, por considerar que o projecto tem grandes benefícios económicos.

Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, afirma que a APSS tem tentado desmentir “os gravíssimos riscos ambientais apontados pela APA na declaração de impacto ambiental” e reitera que existem contradições e falta de fundamentação em matéria ambiental e económica. O responsável considera ainda que as declarações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ao jornal Expresso, no passado fim-de-semana, são “inqualificáveis”. A ministra afirmou que “só se está a aprofundar o canal” e que “foram implementadas todas as medidas exigidas, inclusive a contratação de um psicólogo de golfinhos”.

A Quercus e a Zero, duas associações ambientalistas, também consideram que o projecto põe em risco a sustentabilidade de um dos mais importantes estuários do país e que os impactes ambientais da obra serão muito relevantes, sobretudo ao nível da biodiversidade. Apontam igualmente os riscos que o projecto comporta para as praias da região.

Fonte: Publico

EXPLORADOS PARA ENTRETENIMENTO Fome e exaustão definem a realidade dos golfinhos em cativeiro

Esta realidade também existe em Portugal, como todos sabem.

Ontem criei esta petição; AQUI, que também é contra o aprisionamento e sofrimento destes belíssimos animais não-humanos, em Portugal. É preciso que estes antros de sofrimento, sejam encerrados, em Portugal e no resto do mundo. O lugar dos golfinhos são os oceanos, livres, e em paz!


Estamos vivendo em uma sociedade de espectadores, os golfinhos que definham em estádios por todo o mundo, são ao mesmo tempo o sintoma e o resultado nessa necessidade de consumir o espetáculo.

Qual é a realidade dos golfinhos que vivem em cativeiro e são explorados em shows como marionetes de um espetáculo cruel, realizado por eles apenas em troca de comida e com o único objetivo de distrair humanos viciados no consumo de entretenimento?

Famintos, os golfinhos se prestam aos truques que seus treinadores lhes ordenam, apenas com o objetivo de matar sua fome e sobreviver. Seus saltos, acrobacias em arcos, gracinhas e giros são motivados pela esperança da recompensa ao final do show, apresentada na forma de peixes.

Um treinador de golfinhos coloca um anel de borracha azul no bico de um deles. Um pedaço de corda une o anel a um barco de borracha azul. Uma garotinha, vestindo um colete salva-vidas laranja, senta-se nele, rindo com prazer.

Os espectadores também caem na gargalhada. Seus aplausos e gritinhos de alegria crescem até se tornarem um rugido crescente quando o golfinho corre ao redor do tanque, puxando o barco. Assim que o golfinho completa a tarefa, ele corre de volta ao seu treinador para receber sua recompensa: um peixe morto.

Esta é a circunstância perturbadora que os espectadores que aplaudem o “espetáculo” não sabem: o golfinho não puxa o barco porque acha divertido ou importante. Ele faz isso porque está com fome e ansioso para agradar seu treinador.

Ele sabe que se obedecer aos comandos de seu treinador ganhará a recompensa de comida desejada. O show é projetado deliberadamente para parecer uma interação divertida entre um golfinho e uma criança.

Para o golfinho, no entanto,  essa cena toda não tem outro significado além de ser o meio pelo qual ele consegue um peixe. Eles estão bem conscientes de que os seres humanos são sua única fonte de alimento. E essa fome é precisamente o que impulsiona os shows com golfinhos por todo o mundo.

Sem isso, e na situação impotente em que os golfinhos se encontram, criada pela privação da capacidade de buscar seu próprio alimento como na natureza, não seria possível treiná-los para cantar, dançar e pular a um simples comando. O treinador que segura o balde com os peixes tem um tremendo poder sobre os golfinhos.

O golfinário no Duisburg Zoo na Alemanha funciona desde 1965. Segundo o site Cetabase, que reúne e publica informações sobre a situação dos golfinhos em cativeiro em todo o mundo, mais de 60 golfinhos pereceram ali.

Muitos deles foram capturados na natureza. Golfinhos que uma vez nadaram nas águas da Flórida, Argentina, Colômbia, México, Chile, Venezuela e da Baía de Hudson, no Canadá, deram seu último suspiro no zoológico de Duisburg, longe de seus lares de origem.

Entre os mamíferos marinhos mortos estão os belugas, os golfinhos Commerson, os golfinhos do rio Amazonas, os golfinhos tucuxi e, é claro, os golfinhos-nariz-de-garrafa.

Hoje, sete golfinhos-nariz-de-garrafa e um único golfinho-do-rio vivem no zoológico. Enquanto o golfinho solitário passa seu tempo nadando em círculos sem fim em seu confinamento minúsculo, os golfinhos-nariz-de-garrafa estão contidos em um tanque de concreto dentro de um estádio de teto coberto.

Com seus corpos elegantes e aerodinâmicos por natureza, eles foram criados para nadar por muitos quilômetros todos os dias em um vasto mundo oceânico sem fronteiras. No zoológico de Duisburg, eles podem nadar apenas alguns metros antes que uma parede de concreto os impeça de seguir adiante.

Dois dos golfinhos foram capturados na natureza. Cinco são resultado do programa de criação de golfinhos em cativeiro do zoológico, que fornece um “suprimento contínuo” de golfinhos para serem usados ​​em shows. Esses golfinhos nunca viram o oceano e o único mundo que eles conhecerão é ambiente artificial feito de vidro, metal e concreto.

O estádio de shows com golfinhos do zoológico acomoda 1.400 pessoas e, durante a alta temporada, os golfinhos se apresentam quatro vezes ao dia. Assim que o treinador entra no palco com os baldes de peixe, os golfinhos começam a pular. Imediatamente, centenas de espectadores aplaudem, pensando que os golfinhos estão pulando porque estão prontos e dispostos a brincar. Mas eles pulam porque estão com fome. Eles sabem que o tempo do show é igual ao tempo de alimentação.

Um dos golfinhos é chamado de Ivo. Ivo foi capturado em 1981 enquanto nadava ao lado de sua mãe no Golfo do México. Caçadores de golfinhos procuravam golfinhos de qualidade para vender a uma crescente indústria de golfinhos na Europa, sua mãe também foi capturada junto com ele. Ivo e sua mãe passaram vários anos se apresentando no Zoológico de Antuérpia, na Bélgica. O estádio dos golfinhos em Antuérpia foi finalmente fechado e, em 1999, os dois golfinhos foram enviados para o zoológico de Duisburg. A mãe de Ivo morreu em 2003.

Ivo continua a se apresentar para espectadores que nunca souberam de onde ele veio, ou como ele acabou em um pequeno tanque em um zoológico alemão. Tudo o que vêem são sete golfinhos sempre sorridentes que se envolvem no que eles entendem como uma sessão inofensiva de diversão e jogos.

Durante todo o show, o treinador ostenta um sorriso fixo, e sua conversa alegre junto com os anúncios animados são calculados para tranquilizar o público pagante de que o relacionamento de um treinador com os golfinhos é baseado no respeito e compreensão mútuos.

Seu desempenho de “somos nós todos, uma grande família feliz” cria uma falsa superfície de felicidade, que os espectadores aceitam de bom grado, como honesta e real. Eles são facilmente enganados a medida que não questionam sobre o bem-estar animal ou se esforçam para enxergar por baixo da superfície do espetáculo.

Eles vieram até ali para assistir 30 minutos de diversão casual e quando o show acaba, rapidamente passam para a próxima atração ou atividade. “Para onde vamos agora, qual é o próximo passeio mamãe?”, uma criança puxa impacientemente a mão da mãe enquanto pergunta.

Os golfinhos, claro, não têm um destino “próximo”. Sua jornada termina ali: em um tanque de concreto estéril dentro de um estádio, onde os gritos ensurdecedores e os aplausos dos espectadores preenchem o ar várias vezes ao dia, dia após dia, ano após ano. Afastados de tudo que é natural e de seu propósito de vida, eles passarão o resto de seus dias entre shows e quando não estiverem fazendo isso, estarão famintos, nadando em círculos sem sentido, indo a lugar nenhum.

De acordo com os golfinários, o cativeiro dos golfinhos serve ao nobre propósito de promover uma melhor compreensão desses mamíferos, ajudando a conservá-los na natureza. Duisburg Zoo faz uma tentativa frustrada de fazer o show de golfinhos parecer educacional.

Alguns cartazes sobre a poluição dos oceanos podem ser vistos na parede, e em algum momento durante o show, um golfinho é ordenado a encalhar a si mesmo na plataforma de concreto. O treinador, em seguida, aponta para o público onde fica localizado o seu orifício de respiração.

Destruir a qualidade da vida de um golfinho, encarcerando-o em um tanque de concreto para dizer às pessoas onde está localizado seu orifício de respiração, é um absurdo. E o mais longe que este absurdo chega, é permitir que o zoológico de Duisburg diga: “Olha, o que estamos fazendo é educacional!”. Mas o espetáculo de golfinhos em cativeiro não ensina aos espectadores sobre a verdadeira natureza dos golfinhos. O que ele ensina é que os seres humanos podem fazer o que bem entender desses outros seres, mesmo que isso signifique transformar belos e inteligentes ases dos oceanos em palhaços de circo mendigando comida em nome do entretenimento. Estamos vivendo em uma sociedade de espectadores, os golfinhos que definham em estádios por todo o mundo, são ao mesmo tempo o sintoma e o resultado nessa necessidade de consumir o espetáculo. Centenas de golfinhos já morreram nesses estádios e centenas de outros foram capturados para substituí-los.

Isso nos leva de volta a história de Ivo uma última vez. É doloroso pensar que ele já esteve vagando pelo oceano, selvagem e livre. Ele esteve cercado por membros de sua comunidade e com sua mãe ao seu lado. Neste exato momento, Ivo poderia estar explorando, navegando e socializando com os membros do seu grupo. Ivo não fará mais nenhuma dessas atividades.

Encarcerado no zoológico de Duisburg, onde é usado em shows repetitivos, ele nunca mais experimentará a emoção de surfar as ondas do oceano, sentir o movimento das correntes, nadar pelo tempo que seu coração desejar ou caçar presas vivas.

Cercado por paredes estéreis, Ivo passará o resto de sua vida pulando a um comando, lançando bolas de plástico no ar e puxando um barco de borracha ao redor do tanque dentro de um estádio sombrio e de teto coberto. E isso, de acordo com a indústria do golfinho em cativeiro, ensina ao público o respeito pela natureza.

Fonte: ANDA

 

AVANÇO Cidade do México proíbe aprisionamento de golfinhos em aquários

Depois de banir shows com os animais em 2017, a capital obriga os golfinhários a realocarem em até 6 meses os golfinhos mantidos em cativeiro

Uma ótima notícia foi divulgada na semana passada. A Cidade do México proibiu oficialmente a existência de “golfinhários” (aquários para golfinhos) na capital do país.

Os passos iniciais em rumo a essa decisão foram dados em 2014, quando a capital – e logo em seguida todo o país – aboliu a exploração de animais em apresentações circenses. No ano passado, a proibição do turismo envolvendo performances artísticas e programas para nadar com golfinhos foi outra medida crucial para isso.

De acordo com a ONG PETA, a lei aprovada determina que os “golfinhários” serão obrigados a realocar todos os golfinhos que foram mantidos em cativeiro até então.

Os impactos do enclausuramento em golfinhos

Golfinhos são animais sociáveis. No mar, eles vivem em harmonia uns com os outros, em grupos sociais grandes e complexos. Precisam de amplos espaços para nadar e entrar em contato com outros golfinhos.

Manter animais selvagens em cativeiro, de uma forma geral, traz uma série de consequências, que vão desde problemas psicológicos e podem resultar até mesmo em morte.

Com animais marinhos, não é diferente. Golfinhos explorados em performances aquáticas são mantidos presos nos tanques, longe da família, sendo obrigados a executar movimentos repetitivos, que não possuem qualquer sentido para eles, e a nadar sempre em círculos, sem chegar a lugar algum.

Por essa razão, a maioria deles morre muito antes do que o esperado.


Parece até uma “selfie” entre amigos

Novo caminho sendo traçado

Além do México, outros países têm seguido no mesmo sentido: também na semana passada, Barcelona proibiu a exploração de golfinhos em aquários e exibições, e a República Dominicana aprovou uma lei que torna ilegal o comércio dos animais no país.

A ONG PETA comemora as decisões, e enxerga nelas um caminho sendo traçado nesses países, em que os animais aquáticos deixarão de ser vistos como meros ornamentos. É também uma oportunidade para que os governos ao redor do mundo percebam que o lugar deles, definitivamente, não é presos em tanques e, sim, soltos no oceano.

Fonte: ANDA