Destaques Golfinhos encurralados por caçadores se unem antes de serem mortos no Japão

Perseguidos e levados até uma enseada de onde não têm como escapar, os golfinhos se aproximam uns dos outros até se tocarem, como forma de se confortarem perante o destino iminente

Foto: The Dolphin Project

Um vídeo feito pela ONG americana de protecção aos cetáceos, The Dolphin Project, em Taiji, no Japão, mostra um grupo de golfinhos (espécie também conhecida como baleias-piloto ou golfinhos-piloto) muito próximos uns dos outros, reunidos, assustados e encurralados em uma enseada por caçadores japoneses.

As imagens comoventes mostram a família se aglomerando como forma de se proteger pouco antes de ser cruelmente morta.

A filmagem, descrita pela ONG, como uma das cenas mais difíceis de assistir já presenciada por eles, se desenrolou nas águas da enseada. Na quarta-feira última (11) o grupo de golfinhos foi cruelmente perseguido por horas e depois conduzido por barcos de caça até águas rasas. Exausta e traumatizada, a família veio à tona para espiar ao redor e recuperar o fôlego.

Após as redes terem sido jogadas, seu destino foi selado, e eles nadavam em um círculo apertado, sempre se tocando. A matriarca do grupo também podia ser vista nadando ao redor dos demais, sempre se esfregando contra os demais membros de sua família. Sem comida ou abrigo, os caçadores deixaram a família sozinha da noite para o dia.

Os golfinhos foram levados pelos barcos de caça para uma enseada (um beco sem saída no mar) perto de Taiji, no Japão, enquanto esperavam seu destino cruel.

No dia seguinte, logo após o nascer do sol, os caçadores chegaram à enseada para começar o dia de trabalho. Os golfinhos ainda estavam nadando juntas, tentando entender o que estava acontecendo. Os barcos começaram a separar a família, a fim de iniciar a selecção dos animais em cativeiro.

Os golfinhos estavam desesperados para fugir dos caçadores, mas também para ficarem juntos. Os observadores da ONG contam que o som da luta dos cetáceos no mar ecoou na direcção deles, que estavam na colina assistindo às tentativas desesperadas dos animais que lutavam pela liberdade e pela vida. Alguns golfinhos desta família foram levados para passar o resto da vida em cativeiro. Eles provavelmente nunca mais conhecerão a liberdade do oceano aberto e agora terão que implorar e ganhar suas refeições, fazendo truques anti-naturais para uma plateia.

Observadores dizem que oito dos animais foram capturados para serem levados para cativeiros, enquanto o restante foi morto.

Foto: The Dolphin Project

Relatos da ONG contam que último grupo de golfinhos ficou esperando na margem da enseada até que um barco veio para levá-los embora. Enquanto os cetáceos estavam presos e esperando, os caçadores começaram a matá-los. Aqueles que tinham sido capturados ficaram ali mesmo presos, assistindo e ouvindo enquanto sua família era morta bem ao lado deles.

“Foi comovente testemunhar isso e saber como essa família estava emocionalmente ligada”, diz o The Dolphin Project em um post no Facebook.

Foto: The Dolphin Project

Os animais cativos que foram levados para as baias marítimas no porto também tiveram que assistir a família morta sendo arrastada por eles no caminho para o porto. Os barcos eram carregados com mais cadáveres antes de seguir em direção ao porto. Outros golfinhos e baleias que estão em cativeiro nas baias do porto ouvem e observam massacres semelhantes todos os dias.

“Eu imagino que eles possam reviver esse trauma e nunca esquecer o que aconteceu com eles”, escreve a ONG.

O processo de morte dos animais foi longo, sangrento e barulhento. Os golfinhos se debatiam muito contra a água enquanto estavam morrendo. A ONG transmitiu ao vivo todo o horror do massacre. A entidade conta que os caçadores mataram essa família em fases, provavelmente por causa de seu tamanho.

Foto: The Dolphin Project

“Eles pareciam matar três a quatro indivíduos de cada vez; portanto, aqueles que esperavam sua vez na morte precisavam nadar em águas ensanguentadas e testemunhar sua família morrendo lentamente. A matriarca foi morta sozinha, ela foi levada para o açougue. Pudemos ver o corpo dela flutuando na superfície enquanto o barco se preparava para levá-la embora”.

Os observadores responsáveis pelas imagens contam que ver seu corpo flutuando na água foi uma das imagens mais comoventes que eles presenciaram. Apenas 24 horas antes, ela estava guiando sua família através do oceano, enquanto o grupo cuidava dos filhotes e uns dos outros.

Foto: The Dolphin Project

“No final, parecia que os membros do grupo que foram mortos por último também para de lutar e resistir. Os sons de suas batidas não eram tão altos quanto os membros da família mortos antes deles e isso nos fez pensar se eles tinham acabado de ceder ao seu destino. Eles haviam visto toda a família e sua líder corajosa e bela morta diante de seus olhos e os membros da família que não foram mortos foram levados à força para nunca mais serem vistos”, dizia o texto da ONG em seu site.

Os eventos que acontecem em Taiji são massacres de crueldade indescritível contra a vida de seres indefesos, inteligentes e capazes de sentir, amar e sofrer.

Foto: The Dolphin Project

As caças realizadas em Taiji são legalizadas no Japão, os golfinhos e baleias são perseguidos e mortos por pescadores que recebem uma permissão (licença) do governo japonês.

Postes de metal, que criam uma parede de som, confundem os animais e os direccionam para a enseada (cove), onde são presas fáceis.

Quase 16 mil golfinhos e baleias são mortos em todo o Japão durante as caçadas, que ocorrem de Setembro a Fevereiro.

Foto: The Dolphin Project

Fonte: ANDA

Abriu a caça aos golfinhos no Japão

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Este domingo, partiram para o mar os primeiros barcos de pesca de golfinhos. Uma prática que acontece todos os anos por esta altura e que provoca críticas de ambientalistas de todo o mundo

Na cidade costeira de Taiji, no sul do Japão, a caça de animais marinhos como golfinhos e baleias é uma actividade tradicional. E este domingo, 1, começou a época de caça aos golfinhos.

No primeiro dia, as doze embarcações que iniciaram a actividade regressaram a terra com o barco vazio. Hoje, segunda-feira, no entanto, já há registo de cinco golfinhos apanhados. As quotas para a época de caça, que dura pelo menos seis meses, permitem que mais de 1 700 animais sejam mortos ou capturados. Alguns são vendidos a aquários.

Não são apenas os números que deixam os ambientalistas indignados, mas também a forma como é feita a caça dos golfinhos. Os animais são dirigidos para dentro de uma baía, onde depois são cercados por uma rede e mortos com facas. Ambientalistas dizem que este é um ato cruel, até porque os golfinhos podem levar 30 minutos para morrer por asfixia ou afogamento, que é o que muitas vezes acontece.

Os pescadores de golfinhos, bem como alguns habitantes locais, acreditam que a prática deve ser aceite, uma vez que a comunidade sobrevive há vários anos da pesca e da comercialização destes mamíferos marinhos.

A procura por carne de golfinho e de baleia tem vindo a diminuir nos últimos anos. Mas os animais apanhados com vida e vendidos a parques aquáticos fazem também parte do negócio e revelam-se até mais rentáveis para os pescadores.

Em 2009, a discussão sobre actividade dos pescadores de Taiji ganhou uma dimensão global graças ao documentário The Cove. O filme relatava a forma como os golfinhos são caçados, massacrados e explorados nos parques aquáticos e chegou a ganhar um Óscar de melhor documentário no ano seguinte.

No inicio de Julho, a pesca de baleias no Japão foi notícia devido às alterações na legislação que abriram mais espaço à captura destes animais.

Fonte: VISÃO

EMOCIONANTE Vídeo flagra grupo de mais de 100 golfinhos nadando junto a barco

Um grupo imenso de golfinhos foi filmado nadando em conjunto ao longo da costa da Califórnia no domingo, emocionando os espectadores que tiveram a sorte de testemunhar a rara visão, com suas acrobacias e mergulhos.

Chuck Patterson e seus amigos pegaram o barco para sair para uma sessão de hydrofoil surf quando os golfinhos apareceram nas águas perto de Laguna Beach. O grupo começou a seguir o barco e cercou a embarcação. Os golfinhos nadaram ao lado do barco e saltavam para fora da água enquanto corriam ao lado do barco.

“Absolutamente incrível testemunhar este enorme grupo de jovens golfinhos nadando pela costa de Laguna Beach hoje”, escreveu Patterson no Facebook. “As maravilhas surpreendentes da Mãe Natureza nunca decepcionam.”

Patterson disse à Reuters que provavelmente havia mais de 100 golfinhos que nadaram junto ao barco pela costa oceânica.

“Eles pareciam super felizes, você realmente podia sentir a energia”, Patterson disse ao se referir aos golfinhos.

Embora incomuns, os observadores de baleias relataram alguns avistamentos de mega grupos de golfinhos, informou o Orange County Register.

“O sul da Califórnia tem a maior densidade de golfinhos por milhas quadradas que em qualquer outro lugar da Terra”, de acordo com o grupo de observação de golfinhos e baleias Capt. Dave’s Dolphin and Whale Watching, em Dana Point.

O site da organização diz que a área abriga quase 450 mil golfinhos comuns, com mega grupos que chegam a 10 mil golfinhos cada.

No Brasil

Imagens feitas por pesquisadores do Laboratório de Mamíferos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) na última sexta-feira (12) mostram mais de 500 golfinhos pintados do Atlântico nadando na orla da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o professor José Lailson, essa espécie de golfinho é comum no mar da cidade, mas os pesquisadores nunca tinham visto um grupo tão grande nadando junto.

Foto: Reprodução/ TV Globo

Os animais acompanharam o barco dos pesquisadores e, durante o passeio, ainda encontraram uma baleia Jubarte e brincaram com ela em alto mar.

Ainda segundo o professor, a baleia tem cerca de três anos de idade e mede 11 metros. A espécie costuma passar pelo litoral fluminense nessa época do ano rumo ao Nordeste, onde vai se reproduzir. Apenas na sexta, os pesquisadores encontraram dez baleias.

Fonte: ANDA

CRUELDADE Vídeo flagra jet skis avançando sobre golfinhos que brincavam em rio

O vídeo flagra o momento em que dois jet skis aceleram em direção a um grupo de golfinhos que estava brincando na foz do rio Tyne, na Inglaterra.

A Polícia de Northumbria está investigando diversos relatos sobre os jet skis que teriam perseguido os golfinhos perto de North Shields Fish Quay, em Newcastle, por volta das 20h da última quinta-feira (4).

Imagens mostram os golfinhos mergulhando na água antes de dois jet skis passarem em alta velocidade por um deles enquanto a testemunha que esta filmando a cena grita: “Oh, Deus!”.

Cerca de dez segundos depois, um terceiro jet ski passa pelo mesmo trecho de água onde os golfinhos estiveram.

A testemunha afirmou que os três homens pareciam se voltar intencionalmente na direcção dos golfinhos.

Ela disse: “A cena foi realmente terrível de assistir e parecia um ato deliberado pata ferir os golfinhos, era muito óbvio”.

“Eles seguiram em direcção aos golfinhos e foram directo para eles, onde o último golfinho havia apenas mergulhado segundos antes. Esses pilotos de jet skis demonstraram um comportamento cruel e calculado”.

Uma segunda mulher disse que viu o incidente enquanto observava os golfinhos com sua filha.

Ela disse: “Eu tive que parar o vídeo porque minha filhinha estava tão chateada que ela gritou: ‘eles vão bater nos bebes’, pois haviam golfinhos filhotes com os demais”

O especialista em golfinhos, Ivor Clark, que dirige a Newbiggin pelo Sea Dolphin Watch, disse que as imagens o deixaram “furioso”.

“Geralmente os golfinhos são bons em evitar embarcações, o problema com os jet skis é sua manobrabilidade, eles podem girar muito rapidamente e mesmo com sua capacidade os golfinhos nem sempre podem se movem rápido o suficiente para sair do caminho”, disse ele.

costa, há um risco imenso”.

“Os golfinhos têm excelente memória, no final das contas, comportamentos como esse são o tipo de actividade humana negativa que os afasta.

“Isso provavelmente não vai para e tende a piorar até que as autoridades peguem os criminosos e os façam pagar”.

A polícia disse que está investigando “qualquer possível actividade criminosa, incluindo infracções às leis de excesso de velocidade sendo violadas ou leis de protecção à vida selvagem” como resultado do incidente.

O sargento interino da Marinha, Paul Spedding, acrescentou: “Todos têm a responsabilidade de proteger nossa vida selvagem e qualquer um que for encontrado em violação de qualquer lei será processado.

“É ilegal assediar, alimentar, perseguir e tocar mamíferos marinhos na natureza e estamos pedindo a todos frequentadores do rio que sejam vigilantes e respeitosos”.

“Se os golfinhos se aproximarem de você, seja em veículo de uso aquático, barco, caiaque ou nado, mantenha uma velocidade lenta e firme e evite se voltar para eles”.

‘Mantenha a distância e nunca fique a menos de 100 metros e se não tiver certeza da direção, pare e coloque o motor em ponto morto”.

“A interacção humana pode ter efeitos devastadores sobre a vida selvagem, por isso estamos lembrando o público de desfrutar de uma distância segura e respeitosa para que outros possam apreciá-los também”.

Fonte: ANDA

Dolphins Released To The Sea But Can’t Leave The Zookeeper | Kritter Klub

Estou feliz com a liberdade destes belos meninos.
Muito boa sorte para eles, na oceano e não presos num tanque, a servirem de entretenimento publico.
Sejam golfinhos, ou qualquer outro ser senciente, nenhum animal não-humano é para entretenimento publico. É para estar no seu habitat natural, alegre e feliz, a viver a sua vida!

Mário Amorim


Desde Janeiro, mais de mil golfinhos já morreram na costa francesa

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Desde o início de 2019, 1100 golfinhos mortos deram à costa em França, vítimas da pesca industrial. Os mamíferos encontravam-se visivelmente mutilados, com as barbatanas cortadas. Esta situação está a chocar os investigadores de vida marinha não só pela brutalidade das mortes, mas também por se tratar de um número recorde. “Em três meses batemos o recorde de 2018, que já tinha sido superior aos números de 2017 — e mesmo esse foi o maior em 40 anos”, disse Willy Daubin, membro do Centro Nacional de Pesquisa Científica da Universidade de La Rochelle, à Associated Press (AP).

A pesca industrial intensiva é a principal causa das mortes em massa destes mamíferos marinhos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, já reagiu.

Segundo Daubin, 90% das mortes resultaram da captura acidental em redes industriais. Porém, os motivos do aumento são ainda desconhecidos. O ministro francês da Transição Ecológica, François de Rugy, deslocou-se esta sexta-feira, 29 de Março, a La Rochelle para discutir a melhor forma de reduzir o número de mortes como resultado da acção humana.

De acordo com a AP, o ministro apresentou algumas soluções, como o reforço da investigação dos dispositivos de repulsão sonora que, quando activados durante a pesca, emitem sinais desagradáveis aos golfinhos nas proximidades, obrigando-os a nadar para longe.

A Sea Shepherd, uma organização não-governamental focada na preservação de seres marinhos, considerou as medidas de Rugy “inúteis”. Lamya Essemlali, presidente da Sea Shepherd França, disse à AP que muitos dos arrastões não activam os dispositivos com medo que estes afectem também os peixes mais valiosos. Essemlali explicou também que esta não é uma solução a longo prazo para os mamíferos marinhos por causa da poluição sonora.

A presidente da Sea Shepherd França acrescentou, também, que os cientistas prevêem que as taxas actuais de pesca conduzam à extinção dos golfinhos e aponta a crise ecológica como consequência da demanda sem precedentes por pescado de baixo custo.

Fonte: Publico

Irão proibirá uso de golfinhos em cativeiro para entretenimento humano

Grande gesto por parte do Irão!
Portugal deveria olhar para o gesto do Irão, e encerrar os dois centros de crueldade para com golfinhos que tem. E não há uma organização em Portugal, que se bata pelo encerramento dos dois dolfinarium!

Mário Amorim


A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

Golfinhos são seres extremamente inteligentes e activos, mas são perseguidos,caçados e explorados em instalações aquáticas.

Treinados com provação de comida e castigos, eles são obrigados a realizar truques em minúsculos aquários.

Felizmente, o governo iraniano anunciou que vai restringir o desenvolvimento de novos ‘dolphinariums’ no país. A decisão faz parte de uma tentativa para acabar com a crueldade contra estes animais.

O subdirector do Departamento de Meio Ambiente , Hamid Zahrabi, disse ao Irão Front Page que o governo “não concorda com o desenvolvimento dos ‘dolphinariums’, já que os animais não devem ser explorados para fins recreativos.”

“Acreditamos que os centros recreativos podem ser construídos sem assediar animais e emitimos instruções para impedir a criação destes centros.”

Zahrabi também citou motivos religiosos para a posição do governo contra os parques, dizendo que treinar golfinhos para realizar truques “em alguns casos é haram (proibido pela lei islâmica).”

Existem actualmente quatro dolphinariums em operação no Irão. Ainda não está claro se o movimento irá restringir suas operações, no entanto, ele impedirá o desenvolvimento de novas instalações.

O Irão vem se mostrando preocupado com o bem-estar animal nos últimos anos. Em 2017, lançou um projecto de lei que “ proibiria a tortura e o assédio de animais, abuso sexual, procedimentos cirúrgicos desnecessários, testes científicos não aprovados e mutilação”, informou a Radio Free Europe .

Mortes em cativeiro

Ativismo

O Greenpeace e a PETA já se manifestaram diversas vezes contra parques como o SeaWorld.

Um  documentário também foi feito para alertar sobre os horrores por trás das ‘belas’ apresentações.

“Blackfish”, de 2013, revelou o impacto que o cativeiro tem sobre os incrivelmente sociais mamíferos marinhos. O filme ganhou força e tornou-se directamente responsável pelo declínio dos números de presença e pela consequente queda nos lucros do SeaWorld.

Fonte: ANDA

 

Nota: Corrigi todos os erros, para português correcto(sem acordo ortográfico)

Caça a golfinhos no Japão pode se tornar ilegal

O Japão vem sendo duramente criticado por ativistas e simpatizantes da causa, principalmente após o documentário “The Cove”, de 2009. As práticas bárbaras de caça e captura de golfinhos continuaram sem limites, particularmente em Taiji.

Na captura, os animais são perseguidos, atordoados e encurralados em uma enseada para que não possam escapar. Enquanto milhares deles são brutalmente mortos durante a caça, outros são escolhidos para serem explorados como entretenimento humano.

A Action for Dolphins afirma que o método de matar esses animais é particularmente desumano; os golfinhos sangram por vários minutos, resultando em uma morte lenta e dolorosa. Segundo o filme, 23.000 golfinhos e botos são brutalmente mortos no Japão todos os anos.

Os ativistas também observam que, como os golfinhos são tecnicamente mamíferos e não peixes, os caçadores de Taiji estão infringindo a lei, removendo-os do oceano para serem vendidos por sua carne ou para aquários.

A executiva-chefe da Action for Dolphins, Sarah Lucas, disse:  “Os golfinhos são erroneamente vistos como ‘peixes’ no Japão e, portanto, as leis domésticas que protegem os mamíferos da crueldade não foram aplicadas a elas”.  Mas os pescadores de Taiji alegam que não pretendem acabar as caçadas, observa o The Guardian. Segundo eles, a caça de golfinhos é uma parte crucial da economia da cidade. Também tem significado cultural.

Lucas sustenta que, se o desafio legal não for bem sucedido e a caça continuar, isso poderá ter consequências desastrosas para os mamíferos marinhos. As informações são do LiveKindly.

“A caça irresponsável de centenas de golfinhos e baleias contribuiu para a quase eliminação de algumas espécies em águas japonesas”, explicou ela.

Outro porta-voz da Action for Dolphins acrescentou: “Isto não é sobre lançar críticas ao Japão, mas sobre o cumprimento das leis do país. Estamos tentando despolitizar o debate”.

A indústria baleeira do Japão recentemente chegou às manchetes depois que se retirou da Comissão Baleeira Japonesa. Alguns acharam que a medida foi um passo atrás no progresso contra a indústria, no entanto, a organização de conservação dos oceanos Sea Shepherd rotulou a notícia como uma “vitória”.

De acordo com a Sea Shepherd, retirando-se da comissão, o Japão essencialmente se declarou como uma “nação baleeira pirata” ilegal, facilitando a luta contra os caçadores ilegais japoneses.

A crueldade japonesa                           

Outra triste notícia também foi divulgada pela ANDA em setembro de 2018: golfinhos estavam sendo brutalmente explorados para preparação das Olimpíadas de 2020, no Japão.

Os foram forçados a fazer truques para uma multidão, como um “evento de teste pré-olímpico”.

De acordo David Phillips, diretor executivo do Projeto Internacional de Mamíferos Marinhos  liderado pelo Earth Island Institute, o evento “é um lembrete crucial de como o governo japonês e o Comitê Olímpico Japonês estão explorando golfinhos e baleias, em desafio do resto do mundo”.

“Esses golfinhos passam fome fome para fazer os truques. Eles são mantidos em confinamento desumano em pequenos tanques de concreto altamente clorados. E, pior, eles foram capturados da maneira mais desumana possível, arrancados da natureza e de suas famílias e são assassinados sem piedade”, acrescentou.

Fonte: ANDA

Ambiente Associações dizem que obras no porto de Setúbal ameaçam golfinhos do Sado

O projecto para o porto de Setúbal prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio. Ministra diz que golfinhos terão psicólogo.


Obras querem retirar 6,5 milhões de metros cúbicos de areia

As obras de alargamento e aprofundamento do canal marítimo de acesso ao porto de Setúbal estão a gerar polémica junto de cidadãos e associações ambientalistas. Em causa está a dragagem das areias do rio Sado, a cargo da APSS (Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra) para permitir a passagem de navios de maior calado. São várias as vozes que apontam a obra como sendo “o maior atentado ambiental alguma vez cometido no rio Sado”. O projecto prevê a remoção de quase 6,5 milhões de metros cúbicos de areia do fundo do rio.

A empreitada, que conta com o apoio do Ministério do Mar e já foi aprovada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), coloca em risco a sobrevivência da pequena colónia de golfinhos que habita o rio, dizem. Mas os riscos não ficam só por aí: a destruição das chamadas pradarias marítimas, um “verdadeiro berçário para centenas de espécies de peixes” como refere o comunicado do Clube Arrábida, uma associação de defesa do ambiente, poderá pôr em causa o modo de vida dos pescadores artesanais do estuário do Sado. Outra possível consequência é a progressiva diminuição das praias da Arrábida, podendo contribuir para o enfraquecimento do turismo de natureza, “um pilar fundamental para o desenvolvimento da cidade”, considera a associação.

A APA aprovou a obra, apesar de elencar várias consequências negativas, por considerar que o projecto tem grandes benefícios económicos.

Pedro Vieira, presidente do Clube da Arrábida, afirma que a APSS tem tentado desmentir “os gravíssimos riscos ambientais apontados pela APA na declaração de impacto ambiental” e reitera que existem contradições e falta de fundamentação em matéria ambiental e económica. O responsável considera ainda que as declarações da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ao jornal Expresso, no passado fim-de-semana, são “inqualificáveis”. A ministra afirmou que “só se está a aprofundar o canal” e que “foram implementadas todas as medidas exigidas, inclusive a contratação de um psicólogo de golfinhos”.

A Quercus e a Zero, duas associações ambientalistas, também consideram que o projecto põe em risco a sustentabilidade de um dos mais importantes estuários do país e que os impactes ambientais da obra serão muito relevantes, sobretudo ao nível da biodiversidade. Apontam igualmente os riscos que o projecto comporta para as praias da região.

Fonte: Publico

EXPLORADOS PARA ENTRETENIMENTO Fome e exaustão definem a realidade dos golfinhos em cativeiro

Esta realidade também existe em Portugal, como todos sabem.

Ontem criei esta petição; AQUI, que também é contra o aprisionamento e sofrimento destes belíssimos animais não-humanos, em Portugal. É preciso que estes antros de sofrimento, sejam encerrados, em Portugal e no resto do mundo. O lugar dos golfinhos são os oceanos, livres, e em paz!


Estamos vivendo em uma sociedade de espectadores, os golfinhos que definham em estádios por todo o mundo, são ao mesmo tempo o sintoma e o resultado nessa necessidade de consumir o espetáculo.

Qual é a realidade dos golfinhos que vivem em cativeiro e são explorados em shows como marionetes de um espetáculo cruel, realizado por eles apenas em troca de comida e com o único objetivo de distrair humanos viciados no consumo de entretenimento?

Famintos, os golfinhos se prestam aos truques que seus treinadores lhes ordenam, apenas com o objetivo de matar sua fome e sobreviver. Seus saltos, acrobacias em arcos, gracinhas e giros são motivados pela esperança da recompensa ao final do show, apresentada na forma de peixes.

Um treinador de golfinhos coloca um anel de borracha azul no bico de um deles. Um pedaço de corda une o anel a um barco de borracha azul. Uma garotinha, vestindo um colete salva-vidas laranja, senta-se nele, rindo com prazer.

Os espectadores também caem na gargalhada. Seus aplausos e gritinhos de alegria crescem até se tornarem um rugido crescente quando o golfinho corre ao redor do tanque, puxando o barco. Assim que o golfinho completa a tarefa, ele corre de volta ao seu treinador para receber sua recompensa: um peixe morto.

Esta é a circunstância perturbadora que os espectadores que aplaudem o “espetáculo” não sabem: o golfinho não puxa o barco porque acha divertido ou importante. Ele faz isso porque está com fome e ansioso para agradar seu treinador.

Ele sabe que se obedecer aos comandos de seu treinador ganhará a recompensa de comida desejada. O show é projetado deliberadamente para parecer uma interação divertida entre um golfinho e uma criança.

Para o golfinho, no entanto,  essa cena toda não tem outro significado além de ser o meio pelo qual ele consegue um peixe. Eles estão bem conscientes de que os seres humanos são sua única fonte de alimento. E essa fome é precisamente o que impulsiona os shows com golfinhos por todo o mundo.

Sem isso, e na situação impotente em que os golfinhos se encontram, criada pela privação da capacidade de buscar seu próprio alimento como na natureza, não seria possível treiná-los para cantar, dançar e pular a um simples comando. O treinador que segura o balde com os peixes tem um tremendo poder sobre os golfinhos.

O golfinário no Duisburg Zoo na Alemanha funciona desde 1965. Segundo o site Cetabase, que reúne e publica informações sobre a situação dos golfinhos em cativeiro em todo o mundo, mais de 60 golfinhos pereceram ali.

Muitos deles foram capturados na natureza. Golfinhos que uma vez nadaram nas águas da Flórida, Argentina, Colômbia, México, Chile, Venezuela e da Baía de Hudson, no Canadá, deram seu último suspiro no zoológico de Duisburg, longe de seus lares de origem.

Entre os mamíferos marinhos mortos estão os belugas, os golfinhos Commerson, os golfinhos do rio Amazonas, os golfinhos tucuxi e, é claro, os golfinhos-nariz-de-garrafa.

Hoje, sete golfinhos-nariz-de-garrafa e um único golfinho-do-rio vivem no zoológico. Enquanto o golfinho solitário passa seu tempo nadando em círculos sem fim em seu confinamento minúsculo, os golfinhos-nariz-de-garrafa estão contidos em um tanque de concreto dentro de um estádio de teto coberto.

Com seus corpos elegantes e aerodinâmicos por natureza, eles foram criados para nadar por muitos quilômetros todos os dias em um vasto mundo oceânico sem fronteiras. No zoológico de Duisburg, eles podem nadar apenas alguns metros antes que uma parede de concreto os impeça de seguir adiante.

Dois dos golfinhos foram capturados na natureza. Cinco são resultado do programa de criação de golfinhos em cativeiro do zoológico, que fornece um “suprimento contínuo” de golfinhos para serem usados ​​em shows. Esses golfinhos nunca viram o oceano e o único mundo que eles conhecerão é ambiente artificial feito de vidro, metal e concreto.

O estádio de shows com golfinhos do zoológico acomoda 1.400 pessoas e, durante a alta temporada, os golfinhos se apresentam quatro vezes ao dia. Assim que o treinador entra no palco com os baldes de peixe, os golfinhos começam a pular. Imediatamente, centenas de espectadores aplaudem, pensando que os golfinhos estão pulando porque estão prontos e dispostos a brincar. Mas eles pulam porque estão com fome. Eles sabem que o tempo do show é igual ao tempo de alimentação.

Um dos golfinhos é chamado de Ivo. Ivo foi capturado em 1981 enquanto nadava ao lado de sua mãe no Golfo do México. Caçadores de golfinhos procuravam golfinhos de qualidade para vender a uma crescente indústria de golfinhos na Europa, sua mãe também foi capturada junto com ele. Ivo e sua mãe passaram vários anos se apresentando no Zoológico de Antuérpia, na Bélgica. O estádio dos golfinhos em Antuérpia foi finalmente fechado e, em 1999, os dois golfinhos foram enviados para o zoológico de Duisburg. A mãe de Ivo morreu em 2003.

Ivo continua a se apresentar para espectadores que nunca souberam de onde ele veio, ou como ele acabou em um pequeno tanque em um zoológico alemão. Tudo o que vêem são sete golfinhos sempre sorridentes que se envolvem no que eles entendem como uma sessão inofensiva de diversão e jogos.

Durante todo o show, o treinador ostenta um sorriso fixo, e sua conversa alegre junto com os anúncios animados são calculados para tranquilizar o público pagante de que o relacionamento de um treinador com os golfinhos é baseado no respeito e compreensão mútuos.

Seu desempenho de “somos nós todos, uma grande família feliz” cria uma falsa superfície de felicidade, que os espectadores aceitam de bom grado, como honesta e real. Eles são facilmente enganados a medida que não questionam sobre o bem-estar animal ou se esforçam para enxergar por baixo da superfície do espetáculo.

Eles vieram até ali para assistir 30 minutos de diversão casual e quando o show acaba, rapidamente passam para a próxima atração ou atividade. “Para onde vamos agora, qual é o próximo passeio mamãe?”, uma criança puxa impacientemente a mão da mãe enquanto pergunta.

Os golfinhos, claro, não têm um destino “próximo”. Sua jornada termina ali: em um tanque de concreto estéril dentro de um estádio, onde os gritos ensurdecedores e os aplausos dos espectadores preenchem o ar várias vezes ao dia, dia após dia, ano após ano. Afastados de tudo que é natural e de seu propósito de vida, eles passarão o resto de seus dias entre shows e quando não estiverem fazendo isso, estarão famintos, nadando em círculos sem sentido, indo a lugar nenhum.

De acordo com os golfinários, o cativeiro dos golfinhos serve ao nobre propósito de promover uma melhor compreensão desses mamíferos, ajudando a conservá-los na natureza. Duisburg Zoo faz uma tentativa frustrada de fazer o show de golfinhos parecer educacional.

Alguns cartazes sobre a poluição dos oceanos podem ser vistos na parede, e em algum momento durante o show, um golfinho é ordenado a encalhar a si mesmo na plataforma de concreto. O treinador, em seguida, aponta para o público onde fica localizado o seu orifício de respiração.

Destruir a qualidade da vida de um golfinho, encarcerando-o em um tanque de concreto para dizer às pessoas onde está localizado seu orifício de respiração, é um absurdo. E o mais longe que este absurdo chega, é permitir que o zoológico de Duisburg diga: “Olha, o que estamos fazendo é educacional!”. Mas o espetáculo de golfinhos em cativeiro não ensina aos espectadores sobre a verdadeira natureza dos golfinhos. O que ele ensina é que os seres humanos podem fazer o que bem entender desses outros seres, mesmo que isso signifique transformar belos e inteligentes ases dos oceanos em palhaços de circo mendigando comida em nome do entretenimento. Estamos vivendo em uma sociedade de espectadores, os golfinhos que definham em estádios por todo o mundo, são ao mesmo tempo o sintoma e o resultado nessa necessidade de consumir o espetáculo. Centenas de golfinhos já morreram nesses estádios e centenas de outros foram capturados para substituí-los.

Isso nos leva de volta a história de Ivo uma última vez. É doloroso pensar que ele já esteve vagando pelo oceano, selvagem e livre. Ele esteve cercado por membros de sua comunidade e com sua mãe ao seu lado. Neste exato momento, Ivo poderia estar explorando, navegando e socializando com os membros do seu grupo. Ivo não fará mais nenhuma dessas atividades.

Encarcerado no zoológico de Duisburg, onde é usado em shows repetitivos, ele nunca mais experimentará a emoção de surfar as ondas do oceano, sentir o movimento das correntes, nadar pelo tempo que seu coração desejar ou caçar presas vivas.

Cercado por paredes estéreis, Ivo passará o resto de sua vida pulando a um comando, lançando bolas de plástico no ar e puxando um barco de borracha ao redor do tanque dentro de um estádio sombrio e de teto coberto. E isso, de acordo com a indústria do golfinho em cativeiro, ensina ao público o respeito pela natureza.

Fonte: ANDA