CONTEÚDO ANDA Girafas entram para lista de animais ameaçados de extinção

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Ameaçadas pela chamada “extinção silenciosa”, as girafas agora fazem parte de uma lista de animais ameaçados do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos (FWS, sigla em inglês). O pedido de inserção dos animais na lista, foi feito por especialistas que o enviaram para o governo dos Estados Unidos. O objetivo é tomar medidas preventivas para barrar a extinção. A petição foi assinada por cinco grupos ambientais e encaminhada ao FWS.

Atualmente na África Subsaariana, o número de girafas corresponde a 97.560 animais. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), em dezembro do ano passado a girafa foi reconhecida como um animal ameaçado de extinção. Em 1985 a população era de 151.700, o que mostra uma queda de 40% nos últimos trinta anos.

Os dados mostram que hoje, os elefantes que também são animais extintos, somam um número maior do que o de girafas na África. Entre as principais ameaças às girafas estão a perda de habitat, caça, atropelamentos e colisões com fios de energia, doenças – e, agora, também a morte por “caçadores de troféus”, alertam os conservacionistas.

Só os Estados Unidos, importou mais de 21.000 esculturas ósseas, 3.000 peças de pele e 3.700 troféus de caça variados de girafas nos últimos dez anos, segundo dados coletados por grupos de proteção animal. Se incluídas na lista de espécies ameaçadas, as girafas teriam uma série de medidas protetivas asseguradas, incluindo restrições a qualquer cidadão americano que deseje viajar para a África e voltar com um “troféu” do animal como lembrança.

Em 2015, imagens publicadas nas redes sociais de uma mulher apoiada no pescoço de uma girafa morta e ao lado de outros animais também mortos após caçados, chamaram a atenção para a questão da caça de animais para produção de artefatos na África.

Espécies diferentes, a mesma ameaça

No ano passado, um estudo de genética do animal revelou a existência de outras quatro espécies de girafas, e não só uma. O cruzamento entre as quatro não gera descendentes férteis, o que é visto pelos cientistas como um fator agravante para o declínio da população. A petição, no entanto, faz referência às girafas de maneira geral.

O documento foi assinado pela Fundação Internacional para o Bem-Estar Animal (IFWA, na sigla em inglês), Centro para a Diversidade Biológica, Sociedade Humanitária Internacional e sua divisão nos Estados Unidos, e o Conselho de Defesa de Recursos Naturais. Na página do IFWA, interessados podem assinar uma carta (disponível apenas em inglês), que será enviada também ao Serviço de Pesca e Vida Selvagem americano em apoio à petição.

O governo americano afirmou que irá analisar o pedido e, depois, abrirá um período para que o público em geral envie seus comentários e considerações.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Girafas são mortas por caçadores e tem seus rabos expostos como troféus

GIRAFE
O documentarista David Hamlin ainda se recorda da adrenalina que sentiu quando sobrevoava o Parque Nacional Garamba, da República Democrática do Congo, no final de junho e viu três girafas.

“Ver estas girafas do ar foi realmente emocionante”, disse Hamlin, segundo a National Geographic. Garamba é enorme e possui quase 5.180 quilômetros quadrados. Por isso, é raro se deparar com qualquer uma das 40 girafas que vivem ali.

Porém, a alegria de Hamlin ao ver e fotografar as girafas não durou muito tempo. Doze horas depois, os guardas florestais relataram ter ouvido tiros e, mais tarde, foram descobertos três corpos de girafas crivados de balas apodrecendo sob o sol.

Por isso, Hamlin decidiu documentar a repercussão desta tragédia para aumentar a conscientização sobre a caça no parque gerido pela organização sem fins lucrativos Parques Africanos juntamente com o Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, uma agência governamental.

Garamba é o segundo parque nacional mais antigo da África e tem sido duramente atingido pela caça nos últimos anos enquanto os conflitos civis aumentam na região.

Os rinocerontes do local foram assassinados, e os elefantes sofreram perdas enormes em sua população. O mesmo ocorreu no caso das girafas Kordofan, uma das nove subespécies de girafas da África.

Atualmente, há menos de duas mil girafas na África Central, de acordo com Julian Fennessy, co-diretor da Fundação de Conservação de Girafas, uma organização sediada na Namíbia.

As girafas de Kordofans que vivem em Garamba são a última população destes animais na República Democrática do Congo. “Se esta população cair pela metade, então a situação será ainda mais terrível. Cada girafa é extremamente valiosa”, disse Fennessy.

Os congoleses normalmente matam as girafas por seus rabos, considerados um símbolo de status em algumas comunidades. Os três corpos de girafas encontrados em Garamba estavam intactos e faltavam as extremidades de seus rabos.

Enquanto isso, os homens do vizinho Sudão do Sul matam girafas por sua carne para alimentar os moradores mais pobres.

De acordo com Leon Lamprecht, diretor de operações do Parques Africanos, os homens “usam o rabo da girafa como um dote ao pai da noiva quando a pedem em casamento”.

Uma das girafas mortas tinha uma coleira para ser rastreada por satélite e estava sendo monitorada pelos guardas florestais de Garamba.

Fonte: ANDA

Vida silvestre Girafas estão mais perto da extinção do que você pensa

Foto: Flickr

Nos últimos anos, mais e mais organizações e governos estão se envolvendo em gerar consciência e apoiar a conservação da vida silvestre. Um dos animais que tem chamado a atenção deles é a girafa.

A girafa é o animal terrestre mais alto e o maior animal ruminante da Terra. É encontrada em quase todas as regiões ecológicas da sub-Saara Africana e geralmente não têm nenhum predador natural.  Além de ter uma singularidade evolutiva, a girafa é um agente de mudança em habitats e paisagens, abrindo novas áreas e promovendo o crescimento de nova forragem. Também é um eficiente polinizador e dispersor de sementes, especialmente da acácia, a fornecendo com compostagem adequada. Pesquisas mostram que o declínio da girafa e outras espécies herbívoras pode levar ao declínio da espécie das acácias.

De acordo com a Fundação de Conservação de Girafas, a população diminuiu em 40% nos últimos 15 anos, com menos de 80,000 restantes. Já se encontram extintas em pelo menos 7 países africanos e é estimado que o número de girafas existentes é menos de um quinto do número de elefantes africanos, que estão classificados como “vulneráveis”.

Dois fatores são considerados as maiores razões para o atual declínio na população de girafas: a caça e a destruição do habitat. Embora a girafa seja uma espécie protegida e a caça possa resultar em prisão, há um desprezível comércio internacional de girafas. Elas são alvos fáceis e no século XIX foram caçadas como esporte. Atualmente são caçadas pela sua carne e medula óssea, que algumas populações acreditam que cure a AIDS, e seus ossos e cabeças são vendidos a altos preços na Tanzânia. A destruição do habitat traz tantos danos para a população quanto a caça. Com a população humana e a necessidade de lenha crescentes, a queima para dar espaço à pecuária resultou em desmatamento, especialmente nas populações do Oeste da África. Como resultado, subpopulações de girafas estão cada vez mais fragmentadas.

As girafas historicamente viviam livres na maior parte da sub-Saara Africana mas agora estão mais confinadas em parques nacionais, áreas de conservação ou ranchos particulares.

Fonte: ANDA