Vida silvestre Girafas estão mais perto da extinção do que você pensa

Foto: Flickr

Nos últimos anos, mais e mais organizações e governos estão se envolvendo em gerar consciência e apoiar a conservação da vida silvestre. Um dos animais que tem chamado a atenção deles é a girafa.

A girafa é o animal terrestre mais alto e o maior animal ruminante da Terra. É encontrada em quase todas as regiões ecológicas da sub-Saara Africana e geralmente não têm nenhum predador natural.  Além de ter uma singularidade evolutiva, a girafa é um agente de mudança em habitats e paisagens, abrindo novas áreas e promovendo o crescimento de nova forragem. Também é um eficiente polinizador e dispersor de sementes, especialmente da acácia, a fornecendo com compostagem adequada. Pesquisas mostram que o declínio da girafa e outras espécies herbívoras pode levar ao declínio da espécie das acácias.

De acordo com a Fundação de Conservação de Girafas, a população diminuiu em 40% nos últimos 15 anos, com menos de 80,000 restantes. Já se encontram extintas em pelo menos 7 países africanos e é estimado que o número de girafas existentes é menos de um quinto do número de elefantes africanos, que estão classificados como “vulneráveis”.

Dois fatores são considerados as maiores razões para o atual declínio na população de girafas: a caça e a destruição do habitat. Embora a girafa seja uma espécie protegida e a caça possa resultar em prisão, há um desprezível comércio internacional de girafas. Elas são alvos fáceis e no século XIX foram caçadas como esporte. Atualmente são caçadas pela sua carne e medula óssea, que algumas populações acreditam que cure a AIDS, e seus ossos e cabeças são vendidos a altos preços na Tanzânia. A destruição do habitat traz tantos danos para a população quanto a caça. Com a população humana e a necessidade de lenha crescentes, a queima para dar espaço à pecuária resultou em desmatamento, especialmente nas populações do Oeste da África. Como resultado, subpopulações de girafas estão cada vez mais fragmentadas.

As girafas historicamente viviam livres na maior parte da sub-Saara Africana mas agora estão mais confinadas em parques nacionais, áreas de conservação ou ranchos particulares.

Fonte: ANDA

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