Conteúdo anda Gêmeas portadoras de necessidades especiais são ajudadas por cachorra semelhante a elas

Foto: Dana Polito-Corry

O Natal chegou mais cedo para duas gêmeas de 10 anos de idade, ambas com necessidades especiais, quando a sua mãe levou para casa um novo membro da família – um cão da raça Pit Bull.
A cachorra, chamada Carmella, “gravitava” entre as meninas, disse a mãe Dana Polito-Corry ao ABC News, e era exatamente o que uma das garotas queria de “presente” para o Natal. As informações são do ABC News.
Tianna Johnson é deficiente visual e anda com o auxílio de uma bengala. Ela nasceu com catarata e foi diagnosticada com glaucoma quando tinha cerca de 5 anos de idade.
Sua irmã gêmea Gianna também é cega, e é portadora de autismo. Ambas as garotas passaram pela primeira cirurgia oftalmológica quando estavam com apenas três meses de idade. Tianna passou por mais sete cirurgias desde então, segundo relatou a mãe.
Polito-Corry disse que encontrou Carmella em uma visita a um pet shop próximo de sua casa. Antes de saber sobre as deficiências da cachorra, ela disse à dona da loja que havia amado aquele animal e Carmella instintivamente caminhou em sua direção.
Sandy Roberto, a proprietária da loja Must Love Dogs em Wayne, Nova Jersey, nos Estados Unidos, tinha lágrimas nos olhos quando perguntou a Politco-Corry se ela gostaria de adotar Carmella. Sandy vinha prestando lar adotivo a ela fazia quase um ano, desde quando a salvou de um abrigo letal em Newark.
Foto: Dana Polito-Corry
As limitações de Carmella incluem as pernas da frente, que são curvadas, e problemas de coluna. Um veterinário disse a Sandy que os cuidadores anteriores de Carmella mantinham-na em uma gaiola tão pequena que ela desenvolveu deformações quando cresceu.
Apesar disso, Sandy descreveu Carmella como sendo “perfeita”.
“Ela é simplesmente a melhor cachorra que já conheci”, disse ela.
Polito-Corry preparou um encontro de apresentação entre Carmella e os seus outros quatro cães antes de tomar a decisão final para surpreender as suas filhas. Quando perguntou a Tianna o que ela queria de presente de Natal, ela respondeu: “um cão especial”, antes de tomar conhecimento sobre Carmella.
“Foi uma combinação armada pelos céus”, disse Sandy.
Foto: Dana Polito-Corry
Quando Polito-Corry finalmente levou Carmella para casa, a primeira coisa que ela fez foi pular na cama.
“Foi como se ela tivesse vivido lá desde sempre”, conta a tutora. “Ela já se sentia em casa”.
Polito-Corry conta que Carmella já está operando maravilhas no controle da fobia social de Tianna, servindo como uma “quebradora de gelo” para qualquer um que pergunte por que a  cachorra caminha de modo diferente.
“Ela tem sido capaz de conversar sobre o animal e explicar o que acontecera com ela”, disse Politco-Corry a respeito de Tianna. “Isso definitivamente abriu as portas”.
Combinando com a obsessão de Gianna por animais, a mãe afirma que a decisão de levar Carmella para casa foi perfeita.
“Tianna quer que todos saibam que a ela não é “disabled” (“deficiente”). Ela quer que as pessoas a considerem “differently abled” (“com habilidades diferentes”), assim como sua cachorra”.

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

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