GARRAIADA DOS PRÓTOIROS, NA FIGUEIRA DA FOZ, FOI UM FIASCO

Mais um, para somar a todos os outros!

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Foi assim, ontem, na Figueira da Foz: um bando de alcoolizados a massacrar um indefeso bezerro assustado… para bancadas vazias…

Fonte ad Foto: Ana Cláudia

Os falsos “estudantes” de Coimbra, quiseram mostrar que a Democracia em Portugal não existe, e lá foram para a Figueira da Foz torturar bezerros, com o aval da autarquia figueirense.

Esta garraiada não constou no programa da Queima das Fitas, tão-só na queima da dignidade estudantil, daqueles que deviam aceitar, democraticamente, o resultado do Referendo, com 70.7% dos estudantes a dizerem NÃO a esta prática medievalesca, e não aceitaram.

Eles bem querem passar a ideia de que são milhares. Mas coitados, quando estão toldados pelo álcool vêem tudo a quadruplicar.

Pobres bezerros, massacrados para uma multidão de assentos vazios.

Tenha vergonha, Senhor presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, por ser conivente com a ditadura e com tortura de bezerros indefesos, para uns poucos trogloditas, a cair de bêbados, exibirem a sua invirilidade, porque só os impotentes se arrastam nesta lama, e descarregarem sobre os indefesos animais as suas frustrações.

Um HOMEM inteiro, evoluído e civilizado, não precisa disto.

Isabel A. Ferreira

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A democracia em Coimbra é sobrevalorizada

Vale muito a pena ser lido, este texto de Diogo Faro, sobre a vergonha ditatorial que se passou em Coimbra!


A Queima das Fitas de Coimbra tem várias tradições muito bonitas. Encher a cara de álcool até vomitar o fígado é uma delas, bem como esfregar a genitália em genitália alheia (tudo consentido, calma) sob a protecção das capas negras que os estudantes teimam em achar que os tornam invisíveis só porque estão ligeiramente tapados. São, sem qualquer dúvida, tradições muito bonitas. Mas não tanto como a garraiada, evidentemente.

Numa arena tauromáquica, bem conservada desde provavelmente a altura em que havia tigres dentes-de-sabre e se espancava com uma moca as mulheres que deixavam queimar o guisado de mamute, é lançado um vitelo ou um boi mais para o pequeno, depois de ser devidamente espicaçado e assustado. Depois, toda a tradicional actividade envolve uma data de estudantes, devidamente equipados à estudantes, a correr à frente do boizinho, a correr atrás, dezenas ao mesmo tempo, a picá-lo, a assustá-lo, a tentar agarrá-lo, uma paródia enorme! Aquilo é que é rir a bom rir, não há pai para aqueles galhofeiros!

Mais galhofa que isso, só o conceito de democracia do Conselho de Veteranos da Academia de Coimbra. Ora, a propósito da continuidade da tradicional e bonita garraiada no programa da Queima das Fitas, foi realizado um referendo no qual participaram 5.638 estudantes e 70,7% votaram contra a continuidade desta actividade por acharem, provavelmente, que é estúpido andar a massacrar um boi para ter uma pequenita descarga de adrenalina. Não sou grande coisa a matemática, mas assim por alto parece-me que 3.986 estudantes votaram contra.

Após o referendo, o Conselho de Veteranos, constituído por 27 membros decidiu que a garraiada se mantinha, até porque 70,7% também é mais ou menos o que o Putin teve agora nas eleições e se o mundo fosse um lugar decente teria aparecido alguém que não o deixava continuar no poder. Consigo entender a perspectiva. A democracia é sobrevalorizada e, felizmente, o Conselho de Veteranos achou por bem respeitar tanto a vontade da maioria como qualquer pessoa que sabe aquilo de que o povo realmente precisa, tal como Salazar, Estaline ou Hitler.

Aliás, o 25 de Abril devia ter sido assim. O Marcelo Caetano dizia “Portugueses, votem aí e digam se querem que eu continue à frente deste regime ditatorial”. 70,7% dos portugueses votavam “Não”, e o Marcelo dizia “gostei da vossa opinião, é gira, agora voltem aos vossos postos de trabalho que isto fica tudo como está e eu tenho aqui papelada para tratar que este país não anda para a frente sozinho”.

Assim é que é a democracia em Coimbra, pelo menos para o Conselho de Veteranos, um conselho que sabe melhor o que os estudantes querem do que os próprios 70,7% de estudantes que votaram contra a garraiada, porque são estúpidos.

Éeeeeferreá! A! Éeeeeferreé! É! Xiribitátátáá! Ditaduratátátá! Hurra! Hurra!

Sugestões mais ou menos culturais que, no caso de não valerem a pena, vos permitem vir insultar-me e cobrar-me uma jola:

The Push: Documentário Netflix sobre o quão facilmente somos manipulados pela sociedade.

Até Que as Pedras Se Tornem Mais Leves Que a Água: Depois de ter lido o livro de merda de que vos falei na crónica anterior, tive que voltar ao génio Lobo Antunes para recuperar a sanidade mental.

Fonte: SAPO24

Universidades Ex-estudantes de Coimbra exigem respeito pelo referendo que ditou fim da garraiada

Dos alunos, 70,7% optaram pelo fim do evento tauromáquico mas Conselho de Veteranos votou a sua manutenção na Queima das Fitas.

 Coimbra...

Um grupo de antigos estudantes de Coimbra juntou-se para defender o “espírito democrático” da academia e exigir respeito pelo referendo que determinou o fim da garraiada. Entre os 118 subscritores do texto intitulado “Carta Aberta pela Preservação da Tradição” estão ex-dirigentes estudantis bem como ex-elementos de órgãos de gestão de diversas faculdades.

O documento foi enviado ao PÚBLICO na sequência da decisão do Conselho de Veteranos (CV) da Universidade de Coimbra, que inverteu a escolha da larga maioria dos estudantes nas urnas. 27 Membros do CV decidiram na noite de quarta-feira manter a realização do evento tauromáquico, depois de 70,7% dos estudantes ter votado a sua abolição. No referendo participaram 5638 alunos.

Na carta, os antigos estudantes apelam a que o Conselho de Veteranos respeite o referendo e “reconheça o seu resultado como vinculativo”, bem como sugerem que sejam tomadas “todas as acções legalmente aceites” para que o nome ou recursos da universidade e da Associação Académica de Coimbra, não sejam utilizados neste evento.

O repto também é lançado às autarquias de Coimbra e da Figueira da Foz (onde tem lugar a garraiada), para que “não compactuem com este ataque a uma decisão democrática” e não colaborem “com a realização deste eventual acontecimento tauromáquico”.

O referendo em que os estudantes decidiram acabar com a garraiada teve lugar a 13 de Março e foi proposto pelo Conselho Geral da Queima das Fitas, entidade responsável pela organização da festividade e na qual estão representados o Conselho de Veteranos, a direcção-geral da AAC e os representantes dos conselhos cultural e desportivo da AAC. Teve um carácter consultivo.

“A decisão dos estudantes vai-se cumprir. Ponto final“, assegurou ao PÚBLICO o presidente da direcção-geral da AAC (DG/AAC), Alexandre Amado, já depois de ter considerado a decisão dos veteranos “surreal”.

dux veteranorum, João Luís Jesus, frisa que só se pronuncia sobre o assunto depois de se reunir com a DG/AAC e com a Comissão Organizadora da Queima das Fitas, encontros que deverão acontecer ainda nesta quinta. Questionado pelo PÚBLICO sobre se a decisão do CV é reversível, o dux, que é o líder do Conselho de Veteranos, referiu que “todas as decisões do CV podem ser novamente votadas”.

Em comunicado enviado às redacções na tarde desta quinta-feira, a DG/AAC sublinha que “não admite, em circunstância alguma, qualquer desrespeito pela vontade democrática dos estudantes da Universidade de Coimbra”.

O organismo que dirige a AAC entende a posição assumida pelo CV como uma “afronta directa” à história colectiva dos estudantes da Universidade de Coimbra, mas ainda não anunciou ainda de que forma esta será revertida. A vontade dos estudantes, asseguram, será defendida “até às últimas consequências”.

O movimento Queima das Farpas, que foi criado com o objectivo de abolir a garraiada, considera que este é uma postura “autocrática sem precedentes na academia”. E acrescentam: “Com esta atitude inqualificável, o Conselho de Veteranos demonstra a sua inadequação ao papel que deve representar hoje na Academia.

A DG/AAC remete mais esclarecimentos para uma conferência de imprensa no dia 3 de Abril, onde “prestará informações relativamente às múltiplas questões de ordem financeira e programática” que esta e anteriores edições da Queima têm suscitado.

Recorde-se que recentemente a Secção de Fado da AAC disse à agência Lusa que não iria participar na Serenata Monumental da Queima das Fitas, alegando que não recebeu financiamento nos últimos dois anos. A distribuição de verbas a partir do lucro da festa académica é a principal fonte de financiamento das secções da AAC.

Fonte: Publico

GARRAIADA: O DUX VETERANORUM DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA DESCONHECE O SIGNIFICADO DE “VIOLÊNCIA”

Que vergonha!

João Luís Jesus, dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, consulte um dicionário e aprenda o significado de “violência” e sinta as vibrações da ignorância das suas declarações a tanger ao seu redor…

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(Imagem: Arquivo Global Imagens)

Isto que vemos na imagem pode não fazer sangue, mas é violência, é crueldade, é brutalidade exercida sobre um ser senciente, que se vê bruscamente retirado do seu habitat (o que só por si é já uma violência), depois é rudemente enfiado num transporte (o que é outra violência) e depois de várias horas submetido à escuridão desse transporte, sem água e sem alimentos (o que é outra violência) é finalmente e estupidamente atirado a uma arena (o que é outra violência), onde o esperam uma cambada de bêbados que, sadicamente, o torturam de todas as maneiras (o que é o máximo das violências) e ainda que não lhe espetem farpas e bandarilhas e não o sangrem, estão a violentá-lo brutalmente.

E chamam a isto “divertimento de estudantes do ensino superior”?

Disse o dux: «Acabou-se com a parte violenta da Garraiada».

Como disse, João Luís Jesus?

É dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, diz-se estudante do Ensino Superior, e fala como um ignorante, desconhecendo o significado da palavra VIOLÊNCIA?

Para sua informação, violência é brutalidade, atrocidade, crueldade, não só física como também psicológica, e tudo isso continua a existir na prática primitiva e parva da “garraiada”, que não é tradição na Queima das Fitas de Coimbra, mas tão-só um costumezinho bárbaro e primitivo, infiltrado numa festa que devia ser de estudantes do ensino SUPERIOR e não passa de uma brincadeira de muito mau gosto de rapaziada de baixo nível moral, cultural e social. E até podem dizer que são filhinhos do papá e da mamã, muito endinheirados, porque isto não muda a vossa condição de apoucados.

Ao dizerem que se retirou os (cobardes) toureiros e forcados e montadores de cavalos e os sanguinários bandarilheiros, das garraiadas de Coimbra significa apenas que poderá eventualmente não haver SANGUE. E apenas isso.

Mas sangue não é sinónimo de violência, dux veteranorum.

Você pode ser brutalmente espancado (que é o que acontece aos garraios) e não ficar a sangrar, e isso não significa que não tenha sido vítima de violência.

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Experimente colocar-se no lugar do garraio. Deixe que o agarrem pelos cabelos (uma vez que não tem rabo) e andem consigo às voltas na arena, ao som dos gritos histéricos de uma assistência sádica e sedenta de parvoíce, e depois diga-me se gostou.

O dux, achando que estava a dizer algo muito cultural, afirmou que no lugar do que chamou “novilhada popular“, será introduzida “uma actividade ligada à tauromaquia“, com prática e tradição em Espanha, em que “profissionais” vão dar um “espectáculo de acrobacias, de forma divertida, em que não há qualquer contacto directo com o animal».

Barbarismos vindos de Espanha?

Não terão os falsos estudantes do “ensino superior” nada mais civilizado para se divertirem a não ser à custa do tormento de um animal, que é atirado a uma arena, e mesmo que ninguém lhe toque, está a sofrer horrores psicologicamente, porque o seu lugar não é numa arena, mas sim num prado, a ruminar as ervas pacificamente?

Não conseguirá o dux veteranorum de Coimbra avaliar a situação anormal a que é atirado um animal não humano retirado do seu habitat natural?

Apregoam que a “garraiada”, começará com um desfile de fitados, e termina com a “vacada”, em que estudantes fazem pegas a garraios, sendo “introduzidas regras” para que não haja “tantos estudantes de volta do animal“, protegendo “ao máximo” o garraio e garantindo “o mínimo de contacto“.

Mas serão assim tão incapazes de fazer a vossa festa apenas animais humanos? Não sabem divertir-se civilizadamente, sem ser a torturar animais não humanos, ainda que digam não lhes toquem?

Não são capazes de pensar? De agir conforme a ética humana (sim porque até os animais não humanbos têm uma ética)? E andam vocês a estudar numa universidade para quê?

Ainda de acordo com o dux, «com estas alterações, cujos pormenores ainda estão “em fase de estudo”, será possível anular “a violência que era contestada”, “salvaguardar a integridade do animal” e manter, ao mesmo tempo, “a tradição tauromáquica na Queima das Fitas».

A violência tão contestada continuará a existir, enquanto o vosso divertimento assentar na tortura (ainda que psicológica) de um animal indefeso, inocente e inofensivo, que não tem voz para dizer NÃO QUERO ESTAR ALI, e que sente esse tormento tanto quanto sentiria o dux veteranorum se um bando de terroristas islâmicos o apanhassem para brincar à torturazinha psicológica.

O sentimento de medo é exactamente o mesmo. É testemunho da maior ignorância ou intenção de ludíbrio, o afirmar-se que algum animal em qualquer situação possa não sentir medo e dor, se for ameaçado ou ferido.

A ciência revela que a anatomia, a fisiologia e a neurologia do touro, do cavalo e do homem são extremamente semelhantes. O ADN destes três animais é quase coincidente.

As reacções destas espécies são análogas perante a ameaça, o susto e o ferimento.

Estes pseudo-estudantes do ensino “superior” de Coimbra serão tão incapazes de fazer este raciocínio básico?

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Lamentável que os organizadores da Queima das Fitas não tenham tido a lucidez da Queima das Farpas.
Origem da imagem:

https://www.facebook.com/Queima.das.Farpas/photos/a.1585670385007976.1073741828.1568326173409064/1715122238729456/?type=3&theater

Ponham os olhos na evolução da Academia do Porto, que em boa hora aboliu esta prática mesquinha, medíocre, que só diz da inferioridade e da vulgaridade de quem a executa.

Para terminar, farei minhas as palavras que Carlos Loures escreveu a propósito desta falta de lucidez que se chama tauromaquia:

«Não há tolerância que possa ser invocada para desculpar o gosto pelas touradas, aquilo que em bom português se designa por afición. Como, a não ser por uma tara, ou por uma perversão do carácter, pode alguém gostar de ver um animal a ser torturado? Se o aficionado professa a fé católica, está a pecar, se pensa que é boa pessoa, desiluda-se, é um monstro, se se julga culto, um intelectual, por assim dizer, não pense uma coisa dessas, porque é uma besta. Se é nobre e usa um brasão num anel, nesse caso, está certo – a nobreza diz bem com a tourada – em termos de fé, no plano da ética, no da cultura…

Não há nada para compreender. Quem se diverte com a tortura de um animal é um sádico. Quem procura esconder o sadismo sob uma capa de mística, a não ser que seja nobre, é um estúpido

Evolua, dux veteranorum do conselho de veteranos da Universidade de Coimbra, para poder ser digno de liderar uma academia civilizada.

Fonte: Arco de Almedina

ANA CLÁUDIA BORDALO, QUEIMA DAS FARPAS: «80% DOS ESTUDANTES DE COIMBRA NÃO SE REVÊEM NA GARRAIADA»

«É de estudantes com esta elevação moral, cultural e social que a Academia de Coimbra precisa. E ao que se vê, 80% dos estudantes não se revêem na barbárie, que também é a garraiada, além da tourada.

Bem-haja Ana Cláudia Bordalo, por ser um exemplo de jovem que vive a modernidade de que Portugal tanto precisa) (I.A.F.)

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09/04/2015

Há 86 anos que a Queima das Fitas de Coimbra organiza uma garraiada no Coliseu da Figueira da Foz, mas há cada vez mais vozes – dentro e fora da academia – que combatem esta “tradição bárbara em pleno século XXI”, nas palavras de Ana Cláudia Bordalo, uma das organizadoras do movimento Queima das Farpas.

Há umas semanas, a Queima das Farpas lançou uma petição para abolir a garraiada e todos os espectáculos com touros da Queima das Fitas de Coimbra, uma acção que lhe garantiu um invulgar palco mediático nacional e que colocou a organização da festa académica entre a espada e a parede. O Green Savers falou com Ana Cláudia Bordalo sobre o movimento, a petição e os espectáculos tauromáquicos, em geral.

Como surgiu a ideia para esta iniciativa e quem a desenvolveu?

A ideia de abolir a tauromaquia é antiga e transversal na sociedade portuguesa. O seu patrocínio pela Universidade – uma instituição que deve representar novos modelos de pensamento – é absolutamente anacrónico, porquanto a única razão apresentada para que se constitua como excepção à lei que protege os animais de serem maltratados é a tradição. Ora o facto de se fazer algo há muito tempo é inaceitável como justificação para se continuar a realizar uma actividade repugnante em termos éticos. A pergunta deveria ser antes: porque ainda não foi abolida esta tradição bárbara em pleno século XXI?

A tradição da garraiada existe, na Queima das Fitas de Coimbra, desde 1929. Na vossa opinião, que hipótese terá a vossa iniciativa de ser levada em conta pelas organizações responsáveis pela queima?

Que quem ganha a sua vida a maltratar animais para fins de entretenimento, se empenhe em assegurar a sua actividade, é compreensível. O que não podemos compreender é que os estudantes do ensino superior se recusem a questionar a legitimidade das actividades que promovem. Entendemos que é difícil exercermos pensamento crítico sobre práticas consideradas comuns na sociedade em que vivemos, mas não é impossível. Acreditamos que, trazendo este debate à comunidade estudantil, a abolição é inevitável.

Ponderam pedir aos estudantes para boicotar o evento ou preparar alguma acção específica para o dia da garraiada?

De acordo com uma sondagem levada a cabo, 80% dos estudantes da Universidade de Coimbra não se revê na garraiada, ou seja, de todas as actividades que fazem parte do programa da Queima das Fitas, a garraiada é, de longe, que reúne menos vontades. Pensamos que é só uma questão desses 80%* fazerem valer as suas razões e deixarem de ser a “maioria silenciosa”.

Acredita que se o tema for discutido a nível nacional – e com o apoio de entidades pró-animal nacionais – ele poderá mais facilmente chegar aos organizadores da Queima das Fitas?
Achamos que é tempo de iniciar o debate a todos os níveis. No entanto, o ensino superior é um mundo autónomo e deve servir de charneira, definir o espírito dos tempos, e não o contrário.

Muitas destas iniciativas, para serem bem-sucedidas, têm de ter consistência temporal. Se não conseguirem acabar com a garraiada este ano, voltarão “à carga” nos próximos?

O nosso movimento só acabará com a abolição de espectáculos de massacre de animais no contexto das festas académicas.

O que poderia substituir a garraiada no mapa de eventos da Queima das Fitas?

Não nos compete a nós apresentar alternativas, pois o objectivo é acabar com o que consideramos inaceitável. No entanto, estaremos abertos a contribuir para a criação de um qualquer outro evento, se todos entendermos que beneficiará a nossa festa.

Coimbra já tinha estado nas notícias, por razões menos abonatórias, devido ao envio de carrinhos de supermercado para o Mondego, depois do desfile da Latada. Por que razão a mais reputada universidade portuguesa continua com tradições tão insustentáveis?

A irreverência estudantil deve manifestar-se de formas menos lesivas.

Qual o seu passado enquanto estudante, idade e a sua ligação a associações ou entidades pró-animais?

Sou estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tenho 25 anos. A minha única ligação é ao Grupo Ecológico, secção cultural da Associação Académica de Coimbra, do qual sou sócia e através do qual tento fazer algum trabalho de sensibilização na área dos direitos dos animais.

Que outras pessoas fazem parte deste movimento?

Este movimento engloba pessoas de toda a comunidade, não apenas do meio académico/estudantil, é um movimento de vontades de diferentes pessoas que não se revêem neste tipo de práticas completamente desenquadradas daquele que é hoje o nosso conhecimento em relação aos animais.

*(Dados da pesquisa Culturas Juvenis e Participação Cívica: diferença, indiferença e novos desafios democráticos, coordenada por Elísio Estanque e Rui Bebiano e realizada no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra entre 2003 e 2006. Projecto financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia/ Ministério da Ciência e do Ensino Superior, no POCTI/SOC/45489/2002)

Fonte: http://greensavers.sapo.pt/2015/04/09/ana-claudia-bordalo-queima-das-farpas-80-dos-estudantes-de-coimbra-nao-se-reveem-na-garraiada/

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/ana-claudia-bordalo-queima-das-farpas-526415

Queima das Fitas do Porto manterá a Garraiada por 13 contra 12

Numa votação na FAP, por 13 contra 12 votos foi decidido manter a Garraiada como parte do programa da Queima das Fitas do Porto…

Por favor assinem e divulguem esta Petição:

https://blogcontraatauromaquia.wordpress.com/2015/03/28/peticao-pelo-fim-das-garraiadas-academicas-na-universidade-do-porto/

ou directamente na pagina da Petição:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N34953

 

Fim da Garraiada na Queima da UP

Foi decidido na assembleia geral da FAP que a garraiada fará parte do programa da Queima das Fitas 2015, por 13 contra 12 votos. Tendo em conta que o que os estudantes pretendem da queima são momentos de diversão e não de exploração animal, exigimos a exclusão deste “evento” do programa da Queima das Fitas 2015.
 ASSINAR Petição