CONTEÚDO ANDA Famosa pista de corrida da Flórida anuncia fim da exploração de galgos

As corridas de cães galgos escondem uma realidade trágica. Como os cavalos explorados em corridas, os cães são descartados como objetos quando não ganham mais as competições e não geram lucro

Além disso, a indústria de corridas está repleta de corrupção, incluindo o doping de cães com cocaína.

Corrida de galgos

Reconhecendo as corridas como cruéis e desumanas, a maioria dos estados nos EUA não realiza mais a prática. Na realidade, de acordo com o Care2, seis estados norte-americanos – Iowa, Alabama, Arkansas, Texas, West Virginia e Flórida – ainda perpetuam a exploração, sendo que a Flórida possui 12 das dezenas de pistas de galgo que ainda restam no país.

Segundo o Care2, 383 galgos morreram nas pistas da Flórida nos últimos quatro anos, mas a prática ainda é permitida.

Porém, há um vislumbre de esperança para os cães, pois uma das pistas de corrida mais antigas do país, no Magic City Casino, em Miami, Flórida, anunciou que irá acabar com a crueldade.

Em seu lugar, serão realizadas competições jai-alai com humanos. Esta é a primeira vez que uma instalação para de promover corridas de animais enquanto ainda tem permissão para realizar outros tipos de jogos, segundo informado pelo One Green Planet.

Está é uma notícia incrível e pode sinalizar mais vitórias. Este tipo de “entretenimento” tem perdido o apoio das pessoas, já que a verdade por trás da indústria foi revelada, e, segundo notícias, o público das corridas de galgos na Flórida caiu 50% entre 2006 e 2014.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Galgos explorados em corridas são assassinados com a conivência de veterinários

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Seis cães jovens e saudáveis foram mortos por um explorador de galgos em Nova Gales do Sul (NSW), na Austrália.
Segundo registros internos, os assassinatos ocorrem apenas três semanas depois de o abusador obter os animais forçados a participar de corridas.

Infelizmente, este caso não é uma exceção. A ocorrência de situações semelhantes tem pressionado o NSW Greens a estabelecer penalidades mais rígidas contra veterinários e exploradores que matam galgos saudáveis.

Em 2016, a Câmara Alta de NSW votou a favor da divulgação de milhares de páginas de documentos detidos pela Greyhound Racing NSW (Corrida de Galgos de Nova Gales do Sul), o órgão responsável por governar e regulamentar a indústria.

De acordo com o The Guardian, o primeiro conjunto de documentos foi entregue no final do ano passado e um segundo volume deve ser divulgado ainda este mês, apesar das tentativas da Greyhound Racing de evitar a divulgação.

Os documentos iniciais revelaram uma série de situações em que os instrutores tentaram matar os cães.

Um deles é o do ex-treinador que matou seis animais saudáveis no nordeste do Estado. O homem cometeu o crime mesmo após receber uma oferta dos tutores anteriores para levar os cães de volta, de acordo com registros.

A equipe de inteligência do Estado foi contatada pela esposa do tutor original, que ficou “profundamente angustiada” pelas ações do ex-treinador. “A inteligência foi contatada pela tutora em 23 de junho de 2016, que estava profundamente angustiada pelo fato de que os galgos saudáveis e jovens haviam sido mortos”, registram os documentos.

Porém, os registros revelam que o casal deu os cães para o amigo que “queria entrar na indústria [de corridas]”.

A Greyhound Racing não tomou nenhuma ação contra o homem porque ele não era mais um instrutor registado e não o denunciou a outras autoridades. Um inquérito especial sobre corridas de galgos em Nova Gales do Sul descobriu que até 68 mil cães foram mortos “desnecessariamente” nos últimos 12 anos.

Relatórios mostraram que os cães são frequentemente assassinados imediatamente após as corridas no Estado.

Neste ano, 21 galgos foram mortos em pistas de corrida até o momento. Um número muito maior de cães foi ferido durante a corrida, mas não imediatamente morto. Seus destinos depois que deixaram a pista permanecem desconhecidos.

Mehreen Faruqi , da NSW Greens MLC, acredita que galgos são mortos por lesões menores, performance considerada inadequada ou porque os exploradores não querem mais arcar com os custos de manter os animais. “Todo o seu modelo de negócio depende da elevada criação de galgos e da morte de cães que não são suficientemente rápidos ou não são mais rentáveis”, disse Faruqi.

Os documentos internos revelaram outro caso no ano passado, no qual um procurador foi forçado a intervir para impedir um veterinário de matar um galgo que tinha uma perna inchada.

O treinador do cão aproximou-se do veterinário depois de uma corrida dizendo que seu cão havia quebrado o jarrete e precisava ser morto.

“Na época [o treinador] parecia bastante irritado com a minha recusa de permitir que o galgo fosse assassinado na pista. Acho perturbador que, se eu não estivesse ali, um galgo teria sido morto desnecessariamente”, escreveu o procurador em seu relatório para a Greyhound Racing NSW.

O cão foi tratado e depois foi forçado a voltar a correr.Esta terrível indústria se prepara para uma série de reformas após uma dramática reviravolta sobre a proibição de corridas de galgos no ano passado.

Uma das principais recomendações é a criação de uma nova comissão de integridade para supervisionar a indústria e a introdução de penas mais severas para o combate do uso de iscas vivas. Também foram recomendados controles mais rígidos sobre as mortes dos animais.

Faruqi quer penas específicas para os veterinários que permitem que cães saudáveis sejam mortos ou para quem tenta intimidar ou assediar os veterinários a matá-los.

“Precisamos quebrar essa cultura de crueldade e garantir que os veterinários, que sob as recomendações propostas são o único caminho para a eliminação de cães indesejados, não matem cães saudáveis ou sejam pressionados a fazê-lo pelos participantes da indústria”, diz.

Em 2016, foram introduzidas medidas para forçar os exploradores a buscar o consentimento por escrito da Greyhound Racing antes de assassinar galgos saudáveis.

Os documentos também sugerem que a Greyhound Racing manteve uma “lista de vigilância” de veterinários com altas taxas de mortes, mas a organização negou a existência desse registro.

Fonte: ANDA