CONTEÚDO ANDA Fotógrafa expõe realidade cruel por trás do cativeiro de belugas

Reprodução/Jo-Anne MacArthur

As baleias beluga são criaturas incríveis, tipicamente encontradas no Ártico e nas regiões sub-árcticas do nosso planeta, que geralmente vivem juntas em pequenos grupos.

Elas desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos seus ecossistemas nativos, alimentando-se das mais comuns espécies marinhas no ecossistema, impedindo-as de se tornarem abundantes, diz o One Green Planet.

Infelizmente, a vida das belugas está sob ameaça já que a poluição sonora submarina, provocada por atividades humanas – como o movimento de navios e testes sonares – prejudica seriamente a capacidade desses animais de se comunicarem, viajarem, caçarem e se reproduzirem.

As belugas são listadas como quase ameaçadas na Lista Vermelha da IUCN, mas uma subespécie específica chamada de Cook Inlet é classificada como “criticamente em perigo”, com uma chance de 50% de ser extinta dentro dos próximos 10 anos.

Como se isso não bastasse, estes belos animais são muitas vezes capturados para serem mantidos em cativeiro, obrigados a viver em tanques extremamente pequenos e executar truques para entreter o público.

A experiência de serem arrancados de seus habitats gera grandes impactos sobre a saúde e o bem-estar das belugas.

Em 2015, uma baleia beluga branca do Ártico chamada Nanuq faleceu no SeaWorld, em Orlando, depois que foi submetido a um tratamento para cuidar de uma lesão no maxilar.

Infelizmente, essas lesões, assim como doenças e infecções são frequentes entre os animais em cativeiro ao contrário do que ocorre nos animais que vivem livres em seus habitats.

Jo-Anne MacArthur é uma fotógrafa renomada cujo trabalho pioneiro “We Animals” lança luz sobre a inteligência emocional de animais não-humanos muitas vezes invisível.

Recentemente, ela compartilhou uma fotografia que destaca o destino de belugas cativas. Esta fotografia – tirada no Aquário de Vancouver em 2009 – mostra que o cativeiro nunca pode ser comparado com o estado selvagem.

O Aquário de Vancouver é conhecido por utilizar os seus alegados “resgates” de certos animais para justificar a criação de outros animais – como as belugas – em cativeiro.

Todas as baleias e golfinhos na instalação – se “resgatados” ou não – são obrigados a seguir um rigoroso cronograma de shows diários, e há poucos sinais de que o aquário visa reabilitá-los ou libertá-los de volta na natureza.

Gary Charbonneau declara que o aquário “ considera a conservação, pesquisa e educação como suas missões principais e que, na última década, embora os lucros tenham aumentado, cerca de 50% da receita foi utilizada para essas três áreas”.

“A conservação é usada como um artifício para enganar o público e permitir que o Aquário de Vancouver continue com este circo aquático “, critica ele.

Ao compartilhar esta fotografia, MacArthur visa educar as pessoas sobre a realidade brutal por trás do cativeiro de belugas. Para conhecer mais o trabalho de MacArthur, visite seu site ou página do Facebook.

Fonte: ANDA

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