FALTA DE ALIMENTO Baleias-francas perdem 10% de sua população e correm risco de extinção

Os cientistas têm alertado que a pesca, a nível mundial, está a criar sérios problemas, ás espécies que se alimentam de peixe. E por causa disso, têm pedido uma redução drástica da pesca, em todo o mundo, para dar tempo de recuperação ás espécies que se alimentam, de peixe.
Esta notícia não me surpreende. Pois ela está de acordo com o que os cientistas têm afirmado. 
E só o egoísmo humano, não percebe isto!

Mário Amorim


A baleia-franca-do-atlântico-norte é um dos mamíferos mais raros do mundo e só em 2020 perdeu 10% de sua população, que agora é de 336 animais, segundo o Consórcio Nacional da Baleia Franca do Atlântico Norte (North Atlantic Right Whale Consortium). Em 2019, a população dessa espécie era de 366 animais, sendo observado pela agência que o número de 2020 representa o mais baixo para espécies ameaçadas de extinção, em quase 20 anos.

Essa diminuição, segundo as autoridades, é resultado de reproduções deficientes e também da alta mortalidade desses animais durante a última década. Esses animais são vulneráveis a colisões de navios, e também é comum que fiquem presas em equipamentos de pesca. As baleias-francas eram muito presentes nas águas da Nova Inglaterra, mas foram dizimadas durante o período dos anos de 1700 a 1800, era da caça comercial às baleias por conta de sua alta concentração de óleo.

Baleias sofreram devido a alta caça da espécie.

Em 1972 o governo dos Estados Unidos passou a proteger a espécie, que já estava listada como um animal ameaçado de extinção. Mesmo assim, as baleias-francas não se recuperaram totalmente. Em um comunicado, o presidente do consórcio North Atlantic Whale, Scott Kraus, disse que as pessoas envolvidas no trabalho com a baleia-franca acreditam que elas podem se recuperar, desde que parem de matar a espécie, e permitam que elas aloquem energia para encontrar comida, um parceiro, e habitats sem obstáculos mortais.

A espécie ameaçada é uma baleia de barbatana e uma das três espécies de baleia-franca que pertencem ao grupo Eubalaena. De acordo com o DailyMail, elas se alimentam e acasalam na Nova Inglaterra e também no Canadá, viajando quilômetros durante o outono em direção a áreas de procriação localizadas na Geórgia e na Flórida, antes de retornarem para o norte na primavera.

Esses animais podem pesar até 70 toneladas e comer 2.500 kg por dia. Elas se alimentam principalmente de fitoplâncton, que foi afetado por conta do aquecimento global, fazendo a temperatura das águas do Golfo de Maine, aumentarem. Dez das setenta fêmeas em idade reprodutiva foram mortas ano passado, aumentando a chance de extinção nos próximos 20 anos. A gestação das baleias-francas dura mais de um ano, e seus filhotes dependem da alimentação da mãe por até 12 meses depois de seu nascimento.

O consórcio de baleias foi criado durante a década de 80 por instituições científicas, incluindo o Aquário da Nova Inglaterra. Hoje, o consórcio inclui dezenas de membros da academia, governo, indústria e outras áreas. Desde sua criação o monitoramento das baleias é feito, observando declínios e aumentos. Em 1990 a população da baleia-franca era de 270 sobreviventes, enquanto em 2011 o número cresceu e chegou a 481 mas desde essa época tem diminuído.

Espécie enfrenta declínio e necessita de proteção.O braço do governo federal dos Estados Unidos, o The National Oceanic and Atmospheric Administration, regulamenta e monitora as questões oceânicas, e diz que a estimativa feita pelo consórcio ainda é preliminar e não foi revisada. No entanto, o órgão compartilha da preocupação do consórcio. A porta-voz Allison Ferreira diz que a baleia-franca- -do-Atlântico-norte é uma das espécies mais ameaçadas do planeta e que a última estimativa mostra que a trajetória de queda e diminuição desta espécie continua.As baleias têm sido foco de conservação por gerações. Recentemente, os esforços para salvar esses animais resultaram na restrição à pesca de lagosta nos Estados Unidos, o que também trouxe resistência da comunidade pesqueira por conta das novas regras. Essas restrições entraram em vigor este ano, e foram elaboradas com o intuito de reduzir o número de cabos que ligam as boias a armadilhas para lagostas e caranguejos.O único problema é que estas regras também resultaram em muitas ações judiciais. Um juiz federal determinou que os pescadores podem continuar a pesca em uma área da costa do Maine que estava marcada com restrição, até que uma nova decisão seja tomada.Fonte: ANDA