Exploração animal Zimbábue reacende polêmica sobre exportação de elefantes à China

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Zimbábue, país da África Austral, tem nova estratégia de levantar dinheiro: vender elefantes para a China. No passado, a política de exportação de animais selvagens para a China caiu por conta dos ambientalistas, que perceberam uma alta demanda por marfim, que poderia ser tirado das presas dos elefantes. Em junho, a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES, na sigla em inglês) estabeleceu que um negócio de venda de 24 animais para a China era ilegal, mas ele aconteceu mesmo assim.

Quando os animais chegam na China, eles vão para o Chimelong Safari Park, em Guangdong. Enquanto alguns dizem que os animais são explorados em apresentações típicas de circo, a ministra do Meio Ambiente do Zimbábue, Oppah Muchinguri-Kashiri, disse que visitou o parque e que “não é tão ruim assim”.

Os países têm uma relação próxima, principalmente, depois que o país africano anunciou recentemente a adoção do yuan como sua moeda oficial – parte de um acordo em que Pequim vai cancelar US$ 40 milhões de débito. A ministra admitiu que o novo plano é, em parte, por causa do dinheiro (ambientalistas estimam que cada elefante deva custar aproximadamente US$ 50 mil, e o Zimbábue já vendeu cerca de cem a Pequim). “Nós estamos aqui na China também para olhar tecnologia anti-caça e de vigilância como aviões-robô e helicópteros, porque os caçadores estão ficando cada vez mais sofisticados”, disse a ministra.“Todas essas coisas precisam de dinheiro e nós devemos levantá-lo”. Segundo Muchinguri-Kashiri, o país também deve vender babuínos, hienas e leões à China, caso necessário.

Fonte: ANDA

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