EUA Projecto de lei de protecção às baleias-franca será votado no congresso americano

Severamente ameaçadas de extinção, restam menos de 400 baleias franca no mundo, as maiores ameaças à sua sobrevivência são as redes de pesca e as colisões com embarcações

Foto: Divulgação/WAN

não-governamentais, líderes do sector e estados, na intenção de implementar os esforços de conservação tão necessários à protecção das baleias-franca do Atlântico Norte.

Baleias da espécie franca do Atlântico Norte atravessa as águas de 14 estados na costa do Atlântico. Infelizmente, é também uma das grandes baleias mais ameaçadas de extinção do mundo. Apenas 420 baleias-franca permanecem na Terra, desse total, menos de 100 são fêmeas reprodutivamente activas. Infelizmente, pelo menos 20 baleias francas do Atlântico Norte morreram em 2017 e 2018.

“Não temos um minuto a perder: as baleias franca do Atlântico Norte podem se extinguir durante a nossa vida ainda. A pesquisa é urgentemente necessária para entender e diminuir as ameaças que a espécie enfrenta ao longo de sua rota migratória na costa leste”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

As maiores ameaças à sobrevivência das baleias-franca são a presença de equipamentos de pesca e as colisões com navios. As baleias-franca são extremamente vulneráveis a ficarem presas nas linhas de bóias verticais utilizadas nas redes-armadilhas de captura de lagostas e caranguejos. O emaranhamento pode levar a afogamento, mobilidade reduzida e, em alguns casos, uma morte longa e dolorosa por inanição.

As baleias franca também colidem com navios, causando mortes ou ferimentos graves, como traumatismos, contusões, cortes por hélices e ossos quebrados.

“Reduzir a probabilidade de choques com embarcações e embaraçamento em redes de pesca é essencial para garantir um futuro para as baleias-franca do Atlântico Norte”, disse Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute em um comunicado.

Os deputados Moulton e Rutherford foram os responsáveis pela apresentação do projecto de lei SAVE – Right Whales que agora aguarda votação. Ao fornecer oportunidades de financiamento para esforços inovadores e colaborativos, em proteger as baleias-franca de suas maiores ameaças – enredamentos em equipamentos de pesca e colisões com embarcações – essa legislação ajudará a salvar uma das espécies mais emblemáticas e preciosas do planeta.

Fonte: ANDA


Nota: Corrigi para português correcto!

MERCADO EXPLORATÓRIO Comércio de partes de girafas nos EUA tem acelerado extinção da espécie

Estima-se que, na última década, os EUA importaram 40 mil partes de girafas – o que representa a morte de cerca de quatro mil animais

Uma recente investigação liderada pelas organizações pelos direitos animais Humane Society (HS) e Humane Society International (HSI) analisou o comércio de partes de girafas nos EUA – que é legal no país.

O intuito era conseguir números que comprovassem o impacto deste mercado na quantidade cada vez mais reduzida de girafas na natureza. A espécie se encontra ameaçada de extinção e, atualmente, em menor número que elefantes africanos.

Foram 51 revendedores dos EUA averiguados – 21 lojas físicas que foram visitadas na Flórida, Carolina do Norte, Oklahoma, Texas, Maryland, Tennessee, Nova York e Califórnia, além da exposição Dallas Safari Club, onde varejistas vendiam peças de girafas. As outras que passaram por análises foram lojas on-line.

Apesar de parecer um mercado ilegal, a verdade é que tudo isso é feito de acordo com as leis atuais do país: a importação e venda de partes de girafas não são proibidas. A crescente demanda por partes de animais “exóticas” tem operações de caça-troféus que trabalham com varejistas para manter o estoque abastecido por colecionadores ávidos e espalhafatosos.

Estima-se que, na última década, os EUA importaram 40 mil partes de girafas – o que representa a morte de cerca de quatro mil animais. Os EUA estão de fato desempenhando um papel significativo no declínio das grandes espécies. E a girafa está certamente sofrendo, com a população reduzindo em 40% nos últimos 30 anos.

Em 2016, a União Internacional para a Conservação da Natureza elevou o status das girafas para “vulneráveis” em sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, com duas das nove subespécies classificadas como “ameaçadas”. “A compra de peças de girafa coloca toda a espécie em risco. A girafa está sendo extinta em silêncio. Com a população selvagem em pouco menos de 100 mil, há agora menos de um terço do número de girafas na África do que elefantes”, disse Kitty Block, presidente em exercício e CEO da HSUS e presidente da HSI, em entrevista ao portal One Green Planet.

“Instamos o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA a listar a girafa como ameaçada pelo Ato de Espécies Ameaçadas para ajudar a combater esse comércio e reduzir o declínio populacional antes que seja tarde demais”, Block enfatiza.

Classificar girafas como ameaçadas pode ser a única chance de salvar a espécie porque baniria a importação e venda de suas partes. Embora infelizmente o mercado negro ainda possa existir mesmo com a proibição, ter a lei em vigor assustaria pelo menos alguns varejistas. Além disso, também poderia ajudar a processar aqueles que lucram do comércio.

Fonte: ANDA

 

EXPLORAÇÃO ANIMAL Corridas de cavalo matam cerca de 130 mil cavalos sadios por ano só nos EUA

A única forma dos animais garantirem vidas relativamente mais longas é vencendo as competições

O contraste entre o luxo e glamour observados nas arquibancadas dos famigerados circuitos de derby de Kentucky (EUA) e a realidade vivida pelos cavalos que participam da competição fica ainda mais nítido quando dados estatísticos são trazidos à luz.

Todo ano, 130 mil cavalos são transportados em caminhões superlotados para matadouros no México ou no Canadá. As viagens duram cerca de 24 horas e, nesse período, eles sequer recebem água ou comida. Passam por todo esse sacrifício para, chegando lá, serem brutalmente executados.

Cavalos de corrida costumam ter suas vidas encurtadas. São treinados desde o nascimento e começam a competir ao atingir entre dois ou três anos de idade – geralmente dois. Nesse período, os ossos dos animais ainda estão em processo de formação e, por isso, as chances do esforço levar a lesões mais graves aumenta significativamente.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, 92,3% desses animais levados aos matadouros estão saudáveis e poderiam viver o resto de suas vidas normalmente, em outro lugar. São levados à execução pura e simplesmente por não serem considerados bons o suficiente no que fazem, ou por sofrerem lesões que os impeçam de correr (mesmo que sejam ferimentos facilmente tratáveis).

Enquanto as disputas são um mero entretenimento para o público, que entra em êxtase ao apostar em um cavalo vencedor, e uma questão de lucro para os “donos” dos cavalos, do ponto de vista dos animais, ganhar as partidas é a única maneira de garantir mais algum tempo de vida. Anos? Meses? Tudo irá depender de sua performance nos próximos campeonatos.

Público muito bem vestido e animado para acompanhar a competição

A principal razão para que esses animais tenham o terrível fim que foi apresentado é a procriação excessiva. Nascem 20.000 cavalos por ano. Por mais que a adoção de cavalos tenha se popularizado, ela ainda não é uma opção tão realista assim, já que cuidar de um cavalo é algo muito mais complexo do que criar um cachorro ou gato, por exemplo.

Além disso, no mundo ocidental não é socialmente aceita a carne de cavalo como uma alternativa para alimentação, mas países como a China são um ótimo mercado consumidor do produto. Para os matadouros, portanto, é um negócio muito rentável assassinar essa quantidade exorbitante de cavalos ao ano.

Enquanto os animais sofrem, a indústria das corridas – que envolve os criadores, treinadores, tutores e também os matadouros – continua a prosperar.

Para Katherine “Kate” Denton, treinadora de cavalos nos circuitos da cidade de Camden, na Carolina do Norte (EUA) – que é sede de grandes campeonatos, como a Copa da Carolina – a solução mais viável para o problema seria executar os animais nos Estados Unidos. De acordo com ela, existem locais que possuem práticas relativamente humanitárias que já são usadas em vacas e outros animais.


Justify, um dos cavalos mais bem avaliados nos circuitos atuais

Impossível imaginar que um assassinato esteja livre de sofrimento, e a Human Society insiste que a biologia dos cavalos, com uma técnica de reflexo de “corra-ou-lute”, torna essa possibilidade ainda mais inviável. Infelizmente, essa é a menos pior das possibilidades.

Em um cenário em que uma “morte humanizada” é a opção mais razoável entre as existentes, é preciso repensar toda a estrutura por trás dele. Qual a relevância dessas competições, a não ser a pura tradição e o entretenimento de pessoas ricas apostando seus dinheiros às custas do sofrimento animal? É realmente necessário que esses cavalos sejam procriados em grande escala, e submetidos a maus-tratos desde o nascimento até a morte? Os circuitos de derby, assim como circos e aquários, não são negócios sustentáveis e nem deveriam ser legais.

Fonte: ANDA (o artigo na ANDA tem um erro. Postei-o tal como está na ANDA)

CONTEÚDO ANDA Centenas de guaxinins são assassinados nos EUA

A cidade de Nova York (EUA) tem assassinado centenas de guaxinins e outros animais para realizar testes de raiva e descobrir que a grande maioria deles não está infectada

O Departamento de Saúde testou 662 guaxinins para a raiva entre 2014 e 2016, porém apenas 18 tinham a doença viral mortal, informaram oficiais.

Guaxinim

Apenas 23 dos 1,248 animais sacrificados e testados durante esse período estavam com raiva, o que significa menos de 2%. Os animais devem estar mortos para o teste porque o procedimento requer tecido cerebral.

A lei estadual exige que as cidades matem animais suspeitos de ter raiva, a menos que sejam cães, gatos, furões ou bois e vacas. Esses animais podem ser mantidos em observação se morderem humanos e o teste não é realizado se eles não parecem doentes após 10 dias.

A crueldade tem despertado protestos de ativistas que descrevem os protocolos de teste como desnecessários, improdutivos e imorais.

“Estes não são invasores de zumbis que vão comer seus filhos e seu cachorro. Além de antiético, isso é um desperdício de recursos e de tempo”, disse Edita Birnkrant, diretora executiva do grupo de direitos animais NYCLASS, que tentou sem sucesso convencer o prefeito Bill de Blasio a proibir as carruagens puxadas a cavalo.

Stephanie Bell, diretora sênior da PETA, declarou: “Se as autoridades querem fazer algo produtivo sobre a raiva – elas já demonstraram que não é endêmica na população selvagem de guaxinins – devem impor leis de vacinação para animais domésticos, garantir que o lixo seja descartado adequadamente e aprovar proibições contra a alimentação de animais silvestres”.

“A maneira como a cidade está lidando com isso, perseguindo esses grandes números e matando eles, você tem que dizer que há algum nível de desinformação”, destacou Birnkrant.

Em 2016, a cidade gastou quase US$ 660 mil em uma campanha publicitária para aumentar a conscientização sobre a vida selvagem, incluindo os guaxinins, reportou o New York Post.

Não existiu um caso de raiva em humanos em Nova York desde 1947, de acordo com os oficiais.

Especialistas em animais selvagens disseram que os picos de raiva entre os animais que vivem na cidade ocorrem em intervalos de poucos anos porque um surto eliminará dezenas de guaxinins. Uma vez que seus números se recuperarem, a raiva aumentará novamente.

A cidade descobriu 144 animais contaminados em 2010 e apenas 13 em 2011. As autoridades reportaram 11 animais contaminados até agora neste ano, o mesmo número de 2015 e 2016. Todos os casos de 2017 ocorreram na região do Bronx.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Leões-marinhos morrem após ingerir algas tóxicas geradas pela poluição dos oceanos

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/05/sea.jpg

Algas tóxicas têm provocado danos cerebrais fatais em leões-marinhos da Califórnia (EUA), dificultando as operações de resgate de animais oceânicos ao longo da costa do Pacífico.

A intoxicação é uma das principais ameaças para os animais que ingerem a toxina enquanto ingerem peixe e outras espécies marinhas que se alimentam de algas, alertam as organizações de resgate do sul da Califórnia. Alguns pássaros e golfinhos também foram afetados pelas algas. Os cientistas explicam que o desenvolvimento da toxina é um subproduto do aumento da poluição do oceano e das temperaturas mais altas da água. Com chuvas pesadas neste ano, mais fertilizantes e águas residuais entram nos mares.

A neurotoxina produzida pelas algas Pseudo-nitzschia pode destruir o cérebro de leões-marinhos até que eles não consigam mais usar funções básicas de sobrevivência como evitar predadores e encontrar alimento. Segundo o Huffington Post, os animais podem ter convulsões e paralisia e um dos principais sinais da demência é quando eles são vistos rolando as cabeças repetidamente.

Um porta-voz do Instituto das Marinhas e Vida Selvagem da Ilha da Mancha disse ao Ventura County Star que este é o “pior ano de sempre” para casos de intoxicação por ácido domoico.

O Resgate de Animais Marinhos informou ter encontrado, apenas no último mês, 33 leões-marinhos desorientados que sofriam dos sintomas.

Em Laguna Beach, o Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico relatou 14 mortes de leões-marinhos até agora devido à intoxicação por ácido domoico. Muitos dos animais afetados eram fêmeas grávidas principalmente porque estão se alimentando mais durante o período de gestação.

Centros de resgate tentam liberar a toxina do sistema dos animais, mas às vezes seus cérebros estão significativamente prejudicados para serem salvos.

O Coastal Ocean Observing Systems do Scripps Institution of Oceanography emitiu um alerta sobre o ácido em Orange County.

A intoxicação por ácido domoico também foi um grande problema há 10 anos, quando 175 leões-marinhos foram afetados. Porém, o grande número de animais mortos em tão pouco tempo neste ano tem chocado grupos de proteção animal.

Lauren Palmer, veterinária do Centro de Cuidados de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, disse que o grupo cuidou de 15 leões-marinhos adultos durante o período de 10 dias que tinham mostrado sinais clínicos da intoxicação. “É incomum ver isso em um período de 10 dias”, afirmou ela ao Orange County Register.

Keith Matassa, diretor-executivo do Centro de Mamíferos Marinhos do Pacífico, descreveu os animais como “canários do ambiente marinho” porque eles são indicadores da saúde de um oceano.

“Sabemos que a sociedade está criano as algas prejudiciais. Estamos provocando um efeito, vendo mais delas, maiores e mais tóxicas”, disse Clarissa Anderson, chefe da operação Scripps.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Multinacional pressiona EUA a ignorar efeitos nocivos de pesticidas em 1800 espécies ameaçadas

https://i2.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/04/salon.jpg

A multinacional norte-americana de produtos químicos Dow Chemical está pressionando a administração Trump para ignorar descobertas de cientistas federais que revelam os danos de pesticidas amplamente usados a aproximadamente 1800 espécies em perigo ou ameaçadas.

Os advogados da Dow, cujo chefe executivo também lidera um grupo de produção da Casa Branca, e dois outros produtores de organofosforados enviaram cartas aos chefes de três agências do Gabinete. As empresas pediram-lhes para “deixar de lado” os resultados dos estudos governamentais, alegando que eles eram falhos.

O presidente e executivo-chefe da Dow Chemical, Andrew Liveris, é um conselheiro do presidente Donald Trump. A empresa forneceu um cheque de US$ 1 milhão para ajudar a financiar as festividades inaugurais de Trump.

Nos últimos quatro anos, cientistas do governo compilaram um registro oficial com mais de 10 mil páginas mostrando que os três pesticidas analisados – clorpirifos, diazinon e malation – representam um risco para quase todas as espécies ameaçadas de extinção que foram estudadas.

Os reguladores das três agências federais, que compartilham a responsabilidade do cumprimento da Lei das Espécies Ameaçadas de Extinção, devem publicar os resultados em breve. Isso pode estabelecer novos limites para o uso dos pesticidas altamente tóxicos.

O pedido da indústria ocorre depois que o administrador da EPA, Scott Pruitt, anunciou no mês passado que iria reverter um esforço do governo Obama para impedir o uso do pesticida chlorpyrifos da Dow em alimentos. A declaração foi feita após estudos recentes descobrirem que até mesmo minúsculos níveis de exposição poderiam dificultar o desenvolvimento de cérebros de crianças.

Em seu trabalho anterior como procurador geral de Oklahoma, Pruitt se envolveu em muitas disputas legais com os interesses de executivos e corporações que apoiaram suas campanhas estaduais. Ele apresentou mais de 12 ações judiciais que visam acabar com algumas das mesmas regulamentações de que ele agora é acusado de apoiar.

Pruitt recusou-se a responder perguntas de jornalistas. Um porta-voz da agência disse à AP que Pruitt não irá “pré-julgar” quaisquer decisões potenciais e que “estamos tentando restaurar a sanidade regulatória para o trabalho da EPA”.

“Não tivemos reuniões com a Dow sobre este assunto e estamos analisando as petições à medida que chegam, dando uma consideração cuidadosa à ciência sólida e à boa formulação de políticas”, disse J.P. Freire, administrador associado da EPA para assuntos públicos.

Considerando os estudos recentes do efeito do clorpirifos, em humanos, a Dow contratou seus próprios cientistas para produzir uma longa refutação às pesquisas do governo que mostram os riscos a espécies ameaçadas de extinção por organofosforados.

De acordo com a reportagem do Independent, a recente avaliação biológica do clorpirifos realizada pela EPA mostrou que o pesticida “pode afetar adversamente” 1778 dos 1835 animais e plantas analisados, incluindo espécies de sapos, peixes, aves e mamíferos criticamente ameaçados ou em perigo. Resultados semelhantes foram mostrados para os químicos malatião e diazinon.

Em uma declaração, a subsidiária da Dow, que comercializa clorpirifos, disse que seus advogados pediram que a avaliaçã

o biológica da EPA fosse retirada porque sua “base científica não era confiável”.

A FMC Corp, que vende malatião, afirmou que a retirada dos estudos da EPA permitirá o período necessário para a compilação dos “melhores dados científicos disponíveis”.

https://i0.wp.com/www.anda.jor.br/wp-content/uploads/2017/04/pes-e1493395191255.gif

A fabricante do Diazinon, a Makhteshim Agan, que usa o nome Adama, não respondeu à solicitação de comentários feita pela reportagem. Defensores do meio ambiente não se surpreenderam com o fato de que as companhias tentarem evitar novas regulamentações que possam prejudicar seus lucros.

Originalmente derivado de um gás desenvolvido pelo regime nazista na Alemanha, o clorpirifos foi pulverizado em frutas cítricas, maçãs, cerejas e outras culturas durante décadas. Ele está entre os pesticidas agrícolas mais usados nos Estados Unidos, sendo que a Dow lucra aproximadamente US$ 5 milhões com suas vendas anuais.

Como resultado, vestígios do químico são regularmente encontrados em fontes de água potável. Um estudo feito em 2012 pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriu que 87% das amostras testadas com sangue do cordão umbilical de recém-nascidos continham níveis detectáveis de clorpirifos.

Em 2005, a administração Bush ordenou o fim do uso residencial de diazinon para matar animais considerados pragas, como formigas e vermes, após determinar seu risco para a saúde humana, especialmente para crianças. No entanto, o pesticida é utilizado por agricultores, que o pulverizam em frutas e legumes.

O malatião é amplamente usado para controlar mosquitos e moscas de frutas. É também um ingrediente ativo em alguns shampoos recomendados para o tratamento de piolhos em crianças.

Há anos, uma coalizão de ativistas tem lutado nos tribunais para estimular a EPA a examinar mais atentamente o risco que os pesticidas, especialmente os organofosforados, representam para espécies ameaçadas de extinção e humanos.

“As espécies ameaçadas são o canário na mina de carvão”, disse Hartl. Segundo ele, como muitas das espécies ameaçadas são aquáticas, frequentemente são as primeiras a sofrer os efeitos da contaminação química em longo prazo em rios e lagos usados como fontes de água potável por seres humanos.

A Dow, que gastou mais de US$ 13,6 milhões em lobby em 2016, possui um poder político substancial na capital do país. Não há sinais da diminuição da influência da gigante de produtos químicos.

Quando Trump assinou uma ordem executiva em fevereiro exigindo a criação de forças-tarefa em agências federais para reverter regulamentos governamentais, o executivo-chefe da multinacional estava ao lado do presidente.

“Andrew, gostaria de lhe agradecer por ter inicialmente reunido o grupo e pelo trabalho fantástico que fez”, disse Trump enquanto assinava a ordem durante uma cerimônia.

Rachelle Schikorra, diretora de assuntos públicos da Dow Chemical, disse que qualquer sugestão de que a doação de US$ 1 milhão da empresa ao comitê inaugural de Trump foi planejada para influenciar as decisões regulatórias tomadas pela nova administração está “completamente equivocada”.

Fonte: ANDA

EUA. Reserva animal abate todos os animais antes de encerrar

Um Santuário de animais norte-americano está a ser criticado por ter morto todos os seus animais antes de fechar portas.

Em causa está a decisão tomada pelo responsável Santuário Lion’s Gate – situado no Colorado – que optou por matar três leões, três tigres e cinco ursos.

O caso está a gerar polémica e até mesmo revolta, uma vez que este tipo de santuários são locais que acolhem animais selvagens que foram maltratados ou que estão em perigo de vida.

A diretoa do Lion´s Gate, Joan Laub, após dez anos a cuidar de animais garantiu que já não tem condições para os acolher, após os estragos causados pelas sucessivas inundações que ocorreram, afirmando ainda que as autoridades locais não autorizaram a mudança das instalações para outro local.

No entanto, a administração local do condado de Elbert achou estranho a decisão final de Joan, alegando que os outros santuários se ofereceram para acolher animais, ofertas essas que foram recusadas.

O diretor de uma outra reserva animal, Pat Craig, afirmou estar surpreendido com o desfecho do Lion’s Gate, uma vez que se voluntariou para receber os animais.

Fonte: SOL