CONTEÚDO ANDA EUA incentiva a caça de ursos ameaçados de extinção

A caça de “troféus” tem chamado a atenção recentemente e o mundo tem apoiado os esforços para a proteção de elefantes e leões, especialmente desde a controvérsia envolvendo Donald Trump e suas opiniões sobre o problema

Porém, elefantes e leões não são os únicos animais ameaçados pela prática: os ursos pardos também enfrentam a ameaça, particularmente em Wyoming, nos Estados Unidos.

Uma petição no Care2 explica que a região planeja permitir que as pessoas rastreiem e caçem os ursos por uma quantia de US$ 6 mil. Estima-se que existam apenas cerca de 700 ursos pardos na área maior de Yellowstone, por isso este plano é ainda mais grave para os esforços de conservação.

Em 1975, a Lei de Espécies Ameaçadas incluiu os restantes 150 ursos pardos restantes que viviam em 48 estados norte-americanos, reportou o One Green Planet.

Graças aos esforços de proteção, a população dos animais aumentou gradualmente, mas os efeitos das mudanças climáticas prejudicaram significativamente suas fontes de alimentos e o isolamento genético e a perda de habitat também impactaram as populações. Autorizar a caça desses belos animais é cruel e prejudica a continuidade das espécies.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Chimpanzé torturado em laboratório vê o céu pela primeira vez

O chimpanzé Bo nunca havia estado ao ar livre antes. Ele tinha 13 anos e passou a maior parte da vida dentro de uma jaula em um laboratório de pesquisa

Em Maio de 2017, tudo mudou para Bo e 30 outros chimpanzés torturados nos laboratórios do New Iberia Research Center, na Louisiana (EUA). Eles foram transferidos para um santuário gerenciado pelo Project Chimps em Blue Ridge, na Geórgia, passarão o resto da vida.

A equipe do santuário construiu vilas especiais para os chimpanzés, mas o grande plano era oferecer-lhes acesso a um enorme habitat ao ar livre de seis hectares. Após muito trabalho, esse habitat ficou pronto neste mês.

Quando a porta da vila que Bo dividia com outros cinco chimpanzés foi aberta e expôs um largo campo com grama e árvores, Bo não sabia o que fazer. Ele hesitou e outro chimpanzé chamado Lance o empurrou e saltou para fora. Lance girou, parecendo curioso e perplexo.

“Obviamente, não sabemos o que ele está pensando, mas [com base na] percepção de suas expressões faciais e do modo ele postou, ele [Lance] definitivamente estava confuso, provavelmente se perguntando onde estavam as grades. Conseguir ver uma visão desobstruída do céu; foi a primeira vez que eles tiveram a capacidade de fazer isso”,diz Ali Crumpacker, diretora-executiva do Project Chimps, ao The Dodo.

Os outros chimpanzés machos seguiram a liderança de Lance – cada um deles se afastou, sentiu a grama debaixo dos pés pela primeira vez e olhou para as árvores.

Alguns dos machos se abraçaram enquanto exploravam o ambiente. Quanto mais tempo passavam ali, mais corajosos ficavam.

Mais cedo, no mesmo dia, a equipe também deixou nove fêmeas ao ar livre. “Elas se afastaram e retornaram, indo do desconhecido para voltar ao familiar”, disse Crumpacker.

Uma fêmea de 13 anos chamada Emma parecia determinada a ficar sozinha. Inicialmente, ela ficou dentro da vila enquanto as outras saíam. Quando retornaram, ela correu sozinha.

A equipe do santuário ainda precisa oferecer acesso ao exterior para outros chimpanzés, mas o mau tempo atrasou temporariamente os planos.

Antes de irem para o santuário, os chimpanzés provavelmente não tinham muita independência para fazer o que queriam. Embora a equipe de resgate não saiba exatamente como eram suas vidas, ou quais tipos de experimentos eles sofreram, os chimpanzés raramente conseguem expressar todos os seus comportamentos normais em um laboratório.

Em 2015, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (USFWS) declarou que todos os chimpanzés do país deveriam ser classificados como ameaçados pela Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA), o que proporcionava aos chimpanzés explorados em laboratórios a mesma proteção oferecida aos chimpanzés selvagens. Por isso, os laboratórios tiveram que parar de usá-los em pesquisa e transferi-los para santuários.

Até agora, Project Chimps conseguiu salvar e realocar 31 chimpanzés para o santuário e visa resgatar os 180 chimpanzés que ainda permanecem no laboratório New Iberia.

“Estamos fazendo planos para trazer o resto em grupos. Faremos construções constantemente pelos próximos cinco anos, buscando patrocínios e doações para apoiar essa construção. Mas se pudermos ficar no caminho certo, serão precisos cerca de cinco anos para construir recintos suficientes para trazer todos os chimpanzés aqui”, finalizou Crumpacker.

Enquanto a equipe trabalha para que isso aconteça, eles estão fazendo tudo o que podem para ajudar Bo, Lance, Emma e os outros a ficarem confortáveis em liberdade.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA São Francisco pode ser a 1ª grande cidade do mundo a proibir a venda de pele animal

A cidade de São Francisco, nos EUA, tem o potencial de fazer história. Um decreto sobre crueldade contra animais, patrocinada pela Supervisor Katy Tang da cidade, será dirigido ao Comitê de Segurança Pública e Serviços de Vizinhança para a primeira aprovação

O decreto visa proibir a venda de pele animal em toda a cidade, estabelecendo um exemplo a ser seguido por outras cidades e países.

O decreto cita os 50 milhões de animais mortos anualmente, suas existências em gaiolas imundas e rígidas, as grandes contribuições da indústria de pele para a poluição do ar e da água e a quantidade 15 vezes maior de energia necessária para produzir roupas de pele como motivos para a proibição.

Wayne Hsiung, co-fundador da Direct Action Everywhere (DxE), disse que o avanço não seria possível sem o trabalho de centenas de ativistas. Ele acrescentou que os primeiros passos não eram foram a exposição de uma fazenda de pele, mas de uma fazenda que explorava porcos, revela o Livekindly.

“Curiosamente, um dos fatos que realmente tocou o patrocinador do projeto de lei nem sequer estava relacionado a peles, mas à exposição da criação de porcos que Glenn Greenwald publicou em outubro de 2017. Após a publicação do artigo, recebi um e-mail do Supervisor Tang dizendo que queria avançar na legislação sobre direitos animais. Isso apenas mostra: todos esses problemas estão conectados”, disse.

A indústria de pele, assim como a agropecuária, trata os animais como mercadorias e eles são aprisionados por toda a vida, privados de tudo o que lhes é natural para e mortos para que alguém possa utilize um material que pode ser facilmente substituído por uma alternativa vegana.

Priya Sawhney, uma organizadora da DxE falou sobre os muitos ativistas que possibilitaram o progresso: “Não só a iniciativa #SFFurBan mostra que estamos fazendo progressos em relação aos direitos animais, mas também é ilustrativa de algo que sonhei: pessoas negras, como Wayne Hsiung e Supervisor Katy Tang, incentivando-nos a promover essa mudança”.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Estado de Nova Jersey (EUA) proíbe exploração de animais em circos

40 países, que não inclui Portugal.
É simplesmente vergonhoso!


O projeto de lei foi aprovado na câmara e no Senado com uma maioria absoluta

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O projeto de lei foi aprovado na câmara e no Senado com uma maioria absoluta.

O estado de Nova Jersey (EUA) recentemente aprovou um projeto de lei para proibir a exploração de animais selvagens em circos.

O projeto de lei foi aprovado na câmara e no Senado com uma maioria absoluta.

A legislação recebeu o nome Lei de Nosy, em homenagem a um elefante explorado por um circo que foi resgatado recentemente e levado para um santuário.

Originalmente ela proibia apenas a exploração de elefantes, mas, ao passar pelo senado, a legislação foi alterada para proteger todos os animais selvagens.

A lei é mais uma evidência de que o público está rejeitando a exploração de animais em circos cada vez mais.

Recentemente, vários dos grandes circos, como Ringling Brothers Barnum & Bailey Circus, fecharam.

Nos EUA, 31 estados já têm restrições contra esta forma de exploração.

Já no resto do mundo, há mais de 40 países que proibiram a exploração de animais desta forma – incluindo a Itália e a Escócia.

Christina Scaringe é Conselheira Geral da Animal Defenders International. (ADI).

Ela trabalhou com ativistas locais na legislação de Nova Jersey e afirmou estar muito satisfeita com o passo histórico dado pelo estado.

Scaringe espera que outros governadores também se juntem à causa para acabar com o sofrimento dos animais em circos.

Uma porta-voz da PETA acrescentou: “Nenhum ser vivo existe para fazer um espetáculo ou para realizar truques para o entretenimento humano, mas todos os circos que usam animais os tratam como meros objetos, negando-lhes a liberdade e um padrão de vida adequado.”

Ela ainda acrescentou que o sofrimentos dos animais só vai acabar quando as pessoas deixarem de comprar ingressos para estas atrações.

PETA agradece o senador Lesniak e os ativistas de Nova Jersey, que provaram que, se trabalharmos juntos, podemos restaurar a liberdade que todos os animais explorados pelos circos merecem”, concluiu a porta-voz.

Fonte: ANDA

Nota: Os sublinhados são minha responsabilidade!

 

CONTEÚDO ANDA Venda de produtos com pele de animais é proibida em São Francisco (EUA)

 

A decisão segue uma orientação semelhante a da cidade de Berkeley, na Califórnia

Crédito: SFWEEKLY

A decisão segue uma orientação semelhante a da cidade de Berkeley, na Califórnia.

 

A cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, irá proibir a venda de produtos com pele de animais.

A decisão segue uma orientação semelhante a da cidade de Berkeley, na Califórnia, que foi instituída em abril deste ano.

“Muitos associam roupas de pele com a ideia de luxo, mas a realidade está longe de ser luxuosa – milhões de animais ao redor do mundo são criados de forma cruel e mortos todos os anos por suas peles”, afirmou Katy Tang, do Conselho de Supervisores da Califórnia.

Algumas lojas estarão isentas da nova lei, como brechós, a menos que vendam peles de animais ameaçados.

Se aprovada, a legislação entrará em vigor em 1º de julho de 2018, e será mais uma conquista para os direitos animais no país.

Em 2015, uma medida proibindo que animais selvagens fossem forçados a se apresentarem foi aprovada no estado.

No início deste ano, São Francisco também aprovou com sucesso uma legislação que tornava ilegal a venda de animais domésticos em lojas de toda a cidade.

Fonte: ANDA

Família de orcas é atropelada por condutores de jet skis em busca de selfies

Um grupo de orcas que estava na costa do Sul da Califórnia (EUA) se mobilizou para fugir do assédio de pessoas que insistiram em persegui-las para fotografá-las

Alisa Schulman-Janiger, pesquisadora de orcas e afiliada à American Cetacean Society em Los Angeles (EUA), observava o grupo de orcas perto de Huntington Beach, quando percebeu três pessoas em jet skis que queriam se aproximar dos animais.

Orcas são perseguidas por jet skis

Ao invés de se manterem a distância para evitar perturbá-los, conforme exigido pela legislação, Schulman-Janiger viu os indivíduos perseguirem as orcas.

“As baleias emergiam ao redor deles e eles ou as baleias poderiam ter ficado feridos. As baleias estavam viajando a cerca de nove nós, um ritmo muito rápido”, relatou Schulman-Janiger ao The Dodo.

Aparentemente, a razão do comportamento imprudente era a vontade de tirar selfies com as orcas. Em duas ocasiões, Schulman-Janiger escreveu que os condutores dos jet skis chegaram a colidir com as orcas – incluindo um dos filhotes. Preocupada com a segurança dos animais, a bióloga tentou fazer com que o grupo se distanciasse, mas não obteve sucesso.

Jet sky colide com orcas

“Nós os chamamos e conversamos (amigavelmente) com eles. Quinze minutos depois, eles fizeram isso mais uma vez”, frisou.

Parece que postar uma foto com os animais era mais importante. Este incidente preocupante terminou somente quando as orcas mergulharam profundamente, desviando sua rota em uma tentativa de escapar dos perseguidores.

“As baleias ficaram cansadas e saíram, depois de permanecerem em um caminho muito previsível durante horas”, escreveu Schulman-Janiger.

As orcas não foram vistas novamente. De acordo com a Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos, assediar orcas é ilegal e a punição estabelece multas de US$ 11 mil ou até um ano de prisão. Schulman-Janiger diz que já denunciou o incidente às autoridades e pede que as pessoas fiquem atentas caso as selfies do grupo sejam postadas online.

Infelizmente, esse comportamento tem se tornado cada vez mais comum na era das mídias sociais e a busca por uma selfie com um animal às vezes pode ser mortal.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Investigação expõe a crueldade de grupo de caçadores responsável pela morte de dezenas de animais

Um urso cai de uma árvore e inúmeros homens correm até o local. Cães são explorados para atacá-los violentamente. “Você pegou isso em vídeo?”, pergunta alguém

Mais de uma dúzia de cenas como esta, gravadas em celulares, são evidências em uma investigação sobre uma rede de caçadores no Sudoeste de Washington (EUA).

Cão ao lado de urso morto

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington (WDFW) acredita que os vídeos, que foram feitos pelos sujeitos investigados, mostram dezenas de mortes de animais selvagens. Desde Agosto, o promotor do condado de Skamania apresentou 191 acusações criminais contra oito pessoas.

Neste caso, 80 eram relacionadas à caça. O número de acusações é o equivalente ao que os investigadores da WDFW recebem em um ano típico, segundo os dados da agência. As autoridades dizem que nunca viram um caso tão grande e perturbador.”É [um caso] revelador sobre o que está acontecendo nessas florestas”, disse o oficial Denis Budai.

O uso de cães em caças recreativas é ilegal, assim como deixar os cadáveres para apodrecer. Neste caso, ursos e linces foram inicialmente encurralados antes de serem baleados e abandonados.

Evidências coletadas pela polícia mostram que grande parte da caça foi realizada durante o dia na Gifford Pinchot National Forest in Southwest Washington, no Sudoeste de Washington. Os oficiais nunca receberam uma denúncia sobre os criminosos que provavelmente utilizaram vigias e rádios para evitar a detecção.

O que motivou esses suspeitos a matar os animais será debatido no tribunal. Não foi pela carne ou pelas peles, que muitas vezes foram deixadas no local. Os oficiais questionam se a cultura de selfies e das mídias sociais os incentivou. Se isso não ocorreu, o impulso de compartilhar as cenas dos crimes certamente ajudou a desvendá-los.

Durante quase nove meses, os investigadores coletaram centenas de mensagens de texto, vídeos, fotos e postagens nas mídias sociais para construir o caso.

Caçadores posam com animais mortos

Um suspeito, William J. Haynes, supostamente mandou uma mensagem para a mãe com uma selfie de si mesmo coberto pelo sangue de um urso. Outro, Joseph Dills, que se declarou culpado de acusações de caça em 2008, publicou fotos no Facebook que o mostravam posando ao lado de duas cabeças de cervo mortos no Oregon e levados para Washington.

Em outra foto, Dills e Haynes estavam na frente de uma caminhonete com cães explorados para a caça e dois linces mortos no capô. Os membros do grupo também compartilhavam vídeos de cães mastigando ursos em mensagens privadas do Facebook. Eles planejavam as caças por meio de mensagens de texto.

Coordenadas de GPS e as fotos e vídeos encontrados nos telefones revelaram dezenas de locais de caça que devem ter evidências físicas para corroborar as acusações, segundo a polícia. As mensagens de texto também expuseram uma rede mais ampla de caçadores. Os telefones de quatro novos suspeitos mostraram mais de 50 casos de caça, de acordo com os registros.

Os oficiais comparecerem a cerca de 20 locais de matança na Gifford Pinchot National Forest. A caça é uma prática bárbara e antiga. Atualmente, caçadores matam por “uma variedade de razões”, diz Steve Eliason, professor de sociologia da Montana State University.

Cães explorados por caçadores

Trata-se de uma oportunidade para cometer um crime. “Um grande cervo corre e um caçador não consegue resistir”, ressaltou Eliason.

Alguns fazem isso em nome do lucro. Bahrenburg disse que uma vesícula de urso pode valer centenas no mercado negro.

Neste caso, as mensagens de texto descrevem o planejamento e não há provas de que quaisquer partes dos animais foram vendidas, de acordo com investigadores da WDFW.

Segundo o The Seattle Times, em muitas ocasiões, os caçadores deixaram animais inteiros para apodrecer e nem sempre buscavam a carne ou um “troféu” físico. Na era digital, porém, os troféus não são sempre físicos. Para esses suspeitos, as fotos e vídeos bárbaros podem ter sido o prêmio final.

Fonte: ANDA