CONTEÚDO ANDA Investigação expõe a crueldade de grupo de caçadores responsável pela morte de dezenas de animais

Um urso cai de uma árvore e inúmeros homens correm até o local. Cães são explorados para atacá-los violentamente. “Você pegou isso em vídeo?”, pergunta alguém

Mais de uma dúzia de cenas como esta, gravadas em celulares, são evidências em uma investigação sobre uma rede de caçadores no Sudoeste de Washington (EUA).

Cão ao lado de urso morto

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Washington (WDFW) acredita que os vídeos, que foram feitos pelos sujeitos investigados, mostram dezenas de mortes de animais selvagens. Desde Agosto, o promotor do condado de Skamania apresentou 191 acusações criminais contra oito pessoas.

Neste caso, 80 eram relacionadas à caça. O número de acusações é o equivalente ao que os investigadores da WDFW recebem em um ano típico, segundo os dados da agência. As autoridades dizem que nunca viram um caso tão grande e perturbador.”É [um caso] revelador sobre o que está acontecendo nessas florestas”, disse o oficial Denis Budai.

O uso de cães em caças recreativas é ilegal, assim como deixar os cadáveres para apodrecer. Neste caso, ursos e linces foram inicialmente encurralados antes de serem baleados e abandonados.

Evidências coletadas pela polícia mostram que grande parte da caça foi realizada durante o dia na Gifford Pinchot National Forest in Southwest Washington, no Sudoeste de Washington. Os oficiais nunca receberam uma denúncia sobre os criminosos que provavelmente utilizaram vigias e rádios para evitar a detecção.

O que motivou esses suspeitos a matar os animais será debatido no tribunal. Não foi pela carne ou pelas peles, que muitas vezes foram deixadas no local. Os oficiais questionam se a cultura de selfies e das mídias sociais os incentivou. Se isso não ocorreu, o impulso de compartilhar as cenas dos crimes certamente ajudou a desvendá-los.

Durante quase nove meses, os investigadores coletaram centenas de mensagens de texto, vídeos, fotos e postagens nas mídias sociais para construir o caso.

Caçadores posam com animais mortos

Um suspeito, William J. Haynes, supostamente mandou uma mensagem para a mãe com uma selfie de si mesmo coberto pelo sangue de um urso. Outro, Joseph Dills, que se declarou culpado de acusações de caça em 2008, publicou fotos no Facebook que o mostravam posando ao lado de duas cabeças de cervo mortos no Oregon e levados para Washington.

Em outra foto, Dills e Haynes estavam na frente de uma caminhonete com cães explorados para a caça e dois linces mortos no capô. Os membros do grupo também compartilhavam vídeos de cães mastigando ursos em mensagens privadas do Facebook. Eles planejavam as caças por meio de mensagens de texto.

Coordenadas de GPS e as fotos e vídeos encontrados nos telefones revelaram dezenas de locais de caça que devem ter evidências físicas para corroborar as acusações, segundo a polícia. As mensagens de texto também expuseram uma rede mais ampla de caçadores. Os telefones de quatro novos suspeitos mostraram mais de 50 casos de caça, de acordo com os registros.

Os oficiais comparecerem a cerca de 20 locais de matança na Gifford Pinchot National Forest. A caça é uma prática bárbara e antiga. Atualmente, caçadores matam por “uma variedade de razões”, diz Steve Eliason, professor de sociologia da Montana State University.

Cães explorados por caçadores

Trata-se de uma oportunidade para cometer um crime. “Um grande cervo corre e um caçador não consegue resistir”, ressaltou Eliason.

Alguns fazem isso em nome do lucro. Bahrenburg disse que uma vesícula de urso pode valer centenas no mercado negro.

Neste caso, as mensagens de texto descrevem o planejamento e não há provas de que quaisquer partes dos animais foram vendidas, de acordo com investigadores da WDFW.

Segundo o The Seattle Times, em muitas ocasiões, os caçadores deixaram animais inteiros para apodrecer e nem sempre buscavam a carne ou um “troféu” físico. Na era digital, porém, os troféus não são sempre físicos. Para esses suspeitos, as fotos e vídeos bárbaros podem ter sido o prêmio final.

Fonte: ANDA

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Risco de extinção Trump retira proteção legal a espécies ameaçadas nos EUA

Quer dizer; os cientistas e activistas, trabalham incansavelmente para conseguirem a protecção de espécies ameaçadas, um pouco por todo mundo. E o Trump faz isto! Enfim. Este sujeito é louco, insensível, e completamente irresponsável!


Crédito: Tamar

O governo de Donald Trump retirou discretamente dezenas de ações pendentes para proteger espécies ameaçadas de extinção, da tartaruga-verde às plantas de Florida Everglades, algo que, segundo os conservacionistas, poderia violar a lei federal que exige que o governo atue.

As regras pendentes foram retiradas principalmente em março e abril. Mas grupos ambientalistas e outros não ficaram sabendo porque o governo só mencionou o assunto brevemente em uma publicação mais ampla da Casa Branca sobre o estado das regulamentações.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, que supervisiona a política americana para plantas e animais em perigo de extinção, retirou pelo menos 42 ações regulatórias pendentes sobre espécies ameaçadas, muitas das quais explicavam em detalhe como proteger animais ou plantas já considerados em perigo, de acordo com dados do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês) compilados pela Bloomberg.

O Centro de Diversidade Biológica, que já entrou com várias ações contra o governo em busca de maior proteção para espécies ameaçadas, só ficou sabendo que as regras tinham sido retiradas quando foi consultado pela Bloomberg, disse Noah Greenwald, que dirige as iniciativas do grupo para este assunto.

“Eles são obrigados por lei a emiti-las”, disse Greenwald. “Se eles as estão retirando do cronograma, eles estão infringindo a lei e também estão colocando espécies em perigo de extinção. Eu considero isso totalmente inaceitável.”

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem tomou a medida porque ela “reflete nosso fluxo de trabalho previsto neste momento”, segundo um comunicado enviado por e-mail do órgão do qual depende, o Departamento do Interior. O departamento está avaliando possíveis ações adicionais sobre a lista das espécies ameaçadas, de acordo com o comunicado.

“Retirar uma regra significa apenas que a agência está concentrando seus recursos em outras prioridades para os próximos 12 meses”, afirmou o comunicado.

Desregulamentação

Em comentários em julho, o diretor da OMB, Mick Mulvaney, caracterizou as mais de 400 regras retiradas pelo governo como o começo das iniciativas do presidente Trump para eliminar regulamentações, que ele vê como um fardo para os negócios, que desacelera as contratações e impõe custos econômicos para o país. Ele disse que elas faziam parte de um conjunto “que nós jogamos fora”.

As regulamentações sobre as espécies ameaçadas de extinção do Serviço de Pesca e Vida Selvagem, juntamente com outras centenas de outras centenas de outras regras, foram incluídas na chamada Agenda Unificada da OMB, a listagem de todas as ações regulatórias pendentes divulgada em julho e que é publicada duas vezes por ano. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem não emitiu um comunicado de imprensa sobre sua decisão nem notificou os grupos que tinham interesse nessas questões.

Essa notificação não é necessária se o trabalho interrompido for um regulamento pendente, disse o órgão.

Arquivar as medidas relativas a espécies ameaçadas de extinção é uma reversão dos planos da agência para este ano. Em um “plano de trabalho” publicado em seu site, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem disse que concluiria muitos dos regulamentos pendentes que cancelou.

Fonte: ANDA

Fiona, o ‘hipopótamo-estrela’ do zoo de Cincinnati. Mas será isto positivo?

Bei Bei, o panda de Washington. April, a girafa de Nova Iorque. Fiona, o hipopótamo de Cincinnati. Um atrás do outro, os zoológicos americanos transformam animais em estrelas, uma estratégia emocional bem-sucedida que pode ter consequências.

Fiona, a mais nova favorita dos internautas, nasceu prematura há sete meses e desde o mês passado é a estrela de uma série de vídeos no Facebook, onde agora tem sua própria página. Para o primeiro episódio do “Fiona show”, o zoológico de Cincinnati, que partilha o seu crescimento nas redes sociais, prometeu divulgar um vídeo de seu nascimento.

 

Desde janeiro, os Estados Unidos apaixonaram-se por este mamífero adorável e um tanto desajeitado, cujos primeiros passos foram acompanhados como uma novela, com um ritmo regular de altos e baixos.

Num vídeo publicado pelo zoológico, o animal é visto a tomar um biberão ao colo de um tratador quando pesava apenas 13 quilos, enquanto se aninhava com um enorme ‘bichinho’ de pelúcia.

 

Com o passar dos dias e com o mundo a assistir, Fiona descobriu o gosto pela brincadeira e, finalmente, mergulhou na piscina para se reconciliar com a sua mãe, que a havia rejeitado ao nascer.

Agora Fiona tem 200 kg, um peso mais condizente com os seus sete meses de vida.

“Não planeámos transformá-la numa celebridade, simplesmente aconteceu”, disse à AFP Michelle Curley, funcionária do jardim zoológico, explicando que simplesmente tentaram mostrar “transparência” e em pouco tempo o público já se tinha “apaixonado pelo pequeno hipopótamo”.

Mais visitas ao zoo

A ideia de transformá-la quase numa estrela de “reality show” também não veio da instituição, afirmou.

“O Facebook procurou-nos com o propósito de fazer um programa sobre a Fiona na sua nova plataforma Watch”, acrescentou Curley, que diz estar “louca” pelo hipopótamo.

Ela reconhece que o “fator Fiona” vendeu e que as visitas ao zoológico foram “ótimas” este verão, sem ter que gastar nem um dólar com publicidade.

“Os zoológicos utilizam cada vez mais os animais-estrelas para atrair o público. Este ‘estrelato’ graças às redes sociais (…) é uma forma de atrair diretamente os visitantes potenciais”, considerou Ivy Collier, uma responsável do instituto Animals and Society.

Nos últimos anos nos Estados Unidos, os nascimentos de animais que vão dos pandas às águias-carecas vem sendo regularmente seguidos por centenas de milhares de internautas graças a câmaras no recinto ou ninho, que transmitem 24 horas por dia.

Collier diz-se “otimista porque, além da sensibilização, isto se traduzirá num interesse mais profundo pela proteção e o bem-estar animal”. “É terrivelmente difícil conhecer um urso polar bebé, lindo e esponjoso, e depois vê-lo a ser maltratado”, aponta.

“Para mim é como uma lavagem ecológica”, indicou Lisa Moore, socióloga e professora da Universidade de Nova Iorque, ao referir-se a uma técnica de mercado que consiste em dar uma imagem a favor do meio ambiente, geralmente superficial.

Será pior? 

“É totalmente artificial e, paradoxalmente, ‘desconecta-nos’ dos animais, visto que já não precisamos de sair de casa” para estar em contacto com eles, afirma.

Segundo a especialista em animais, esta prática pode piorar no futuro porque não vai parar nos zoológicos. Em breve, indica, “equiparemos os animais com câmaras” no seu habitat natural para estar mais perto deles.

“É preocupante de muitas formas”, diz Elizabeth Grauerholz, socióloga da Universidade da Flórida Central. Sobretudo, são “esforços para gerar rendimentos e vender produtos derivados”, lamenta.

Elizabeth Hogan, gerente da organização World Animal Protection, com sede em Nova Iorque, opina, no entanto, que nem tudo segue esta tendência. Mas lamenta que estes “vídeos de animais cativos sem contexto deem uma percepção pouco realista dos comportamentos selvagens”.

Este “entretenimento”, disse, poderia levar ao esquecimento de que “o público nunca deve interagir diretamente com os animais selvagens”.

Esta prática, no entanto, não é de hoje nem veio com a internet. Nos anos 1960 e 1970, o gorila Guy transformou-se na estrela do zoológico de Londres e da televisão inglesa.

Décadas depois do preto e branco e na era das redes sociais, Fiona tem seguidores em 70 países.

Fonte: SAPO24

CONTEÚDO ANDA Ursa tem reação emocionante ao ser liberta após 30 anos de cativeiro

Ursa é resgatada e levada a santuário após ser explorada em zoológico durante 30 anos.

A ursa Fifi foi mantida em cativeiro e explorada como entretenimento durante 30 anos em um zoológico de beira de estrada na Pensilvânia, Estados Unidos. Ela foi obrigada a realizar truques contra a sua vontade para gerar lucro aos seus exploradores. A ursa não recebeu cuidados médicos, tampouco foi alimentada adequadamente no cativeiro.

Depois de 20 anos, o zoológico fechou. Ao invés de libertarem a ursa, trancaram-na dentro de uma jaula, local no qual ela permaneceu durante os 10 anos seguintes, segundo o We Love Animals.

Veja o vídeo do resgate de Fifi:

Ativistas souberam da situação de maus-tratos em que a ursa vivia e organizaram seu resgate. Quando a PETA encontrou Fifi, ela estava desnutrida e com a saúde debilitada. A ursa estava severamente abaixo do peso e quase não se parecia com um ser vivo. Além disso, Fifi tinha artrite e nunca recebeu tratamento para a doença.

A ursa ficou emocionada e agitada ao ser liberta da jaula onde vivia, e foi levada imediatamente, pela PETA, ao The Wild Animal Sanctuary no Colorado (EUA), onde recebeu todo o tratamento necessário. Atualmente, Fifi recuperou sua saúde e vive em liberdade.

Fonte:

CONTEÚDO ANDA Galgos explorados em corridas são forçados a usar cocaína

Um adestrador de galgos foi suspenso após testes revelarem que 12 cães explorados por ele tinham cocaína em seus corpos

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De acordo com os registros, os cães, explorados no Bestbet Orange Park, testaram positivo para Benzoylecgonine (BZE) – um metabolito da cocaína.

“Este é o maior caso de drogas em galgos na história americana. É assustador”, declarou Carey Theil, diretor-executivo da GREY2K USA em Arlington, Mass., uma organização sem fins lucrativos que luta contra corridas de galgos e monitora pistas de cães em todo o país.

O First Coast News obteve registros do Departamento de Negócios e Regulação Profissional do Estado. Eles mostram que pelo menos 12 cães abusados pelo treinador Charles McClellan testaram positivo para a cocaína, de um total de 18 casos em quatro meses.

O estado exige que o vencedor de cada corrida, assim como outro cão escolhido aleatoriamente, seja testado por drogas após as corridas. Testes de urina realizados pela University of Florida College on Medicine Racing Laboratory mostraram a presença da substância. McClellan foi acusado por uma violação de drogas Classe 1 para cada teste positivo.

Carey Theil ressalta: “A pista diz ao público que os cachorros são ‘bem atendidos em nossas instalações: estamos assegurando que tudo fique bem’. Eles não podem ter 18 violações de cocaína em galgos e afirmar: ‘oh, desculpem, não é nossa responsabilidade”.

Mark Baughman, analista criminal do First Coast News, acredita que o treinador estava tentando melhorar os resultados dos cães: “Eu chamaria isso de caso de doping. É definitivamente um caso de doping. Estão tentando dar a esse cachorro uma vantagem competitiva”.

De acordo com a investigação do estado, uma cadela venceu uma corrida quando tinha cocaína em seu sistema. Flicka, ficou em primeiro lugar e testou positivo para a droga no mesmo dia. Foram descobertas evidências de cocaína em outro cão, Castle Rock, no dia seguinte. Depois, em Flicka e outros cães.

Baughman diz que a repetida presença de cocaína sugere intencionalidade. “Isso comprova que houve alguma cocaína administrada a esse animal, neste caso, o cachorro”, ressalta.

McClellan não é o único treinador citado pela presença de cocaína em cães explorados em corridas no Bestbet Orange Park. Outros cinco treinadores fizeram o mesmo entre 2010 e 2016.

De acordo com Robert Aguiar, veterinário da First Coast No More Homeless Pets, a cocaína pode ser fatal para um cachorro forçado a participar de corridas.

“Esses animais podem ter insolação após a corrida e entrar em colapso porque suas temperaturas podem atingir 40,5 graus”, diz ele.

Scott Stanley, toxicologista da UC Davis School of Veterinary Medicine, diz que, embora a cocaína seja um estimulante, não há evidências de que ela ajude um galgo a vencer uma corrida. “Não há estudos feitos por pesquisadores confiáveis”, disse ele.

O estado da Flórida pediu uma suspensão de emergência da licença de McClellan, dizendo que sua conduta é uma ameaça à segurança e ao bem-estar de qualquer animal.

McClellan relatou ter ficado sem trabalho algumas semanas antes, após o primeiro teste de drogas ter sido positivo, em janeiro.

Porém, os registros estatais mostram que sua licença não foi revogada, mas suspensa. Na realidade, uma audiência sobre sua licença está prevista para 23 de Agosto.

Quando questionado se iria notificar a Best Bet sobre os 18 testes positivos de cocaína desde janeiro, o DBPR se recusou a responder.

Apenas foi informado que Flicka está “viva e bem”. Sua última corrida registrada ocorreu no dia 1 de Junho. Existem 19 pistas de corridas de cães nos Estados Unidos, sendo que 12 estão na Flórida.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Milhares de galgos explorados em corridas são submetidos a uma vida de abusos

O galgo preto Atascocita é repetidamente explorado em corridas e não foi surpreendente vê-lo chegar em primeiro lugar durante a terceira corrida de 545 jardas em Palm Beach Kennel Club

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É inacreditável que as corridas de galgos ainda existam. Quarenta estados norte-americanos acabaram com a prática horrível ou manifestaram suas preocupações com a crueldade e a morte de cães. Ainda assim, 19 pistas de corridas de cães permanecem ativas nos EUA.

Somente na Flórida,  existem 12 pistas. O estado promove as corridas mesmo quando o público e os lucros diminuem. O Palm Beach Kennel Club e seus colegas coletivamente perdem cerca de US $ 30 milhões por ano com as corrida de cães, de acordo com as demonstrações financeiras.

Segundo a reportagem do Washington Post, esta situação preocupante é o resultado de uma determinação na lei da Flórida que exige a continuidade das corridas de cães para operar suas salas de jogos altamente lucrativos.

A legislação, que procurava limitar o número de salas em todo o estado, aprovou um estatuto em 1997 que estipulou que as licenças iriam apenas para as instalações de apostas, como corridas de cães.

Como resultado, sete mil galgos são explorados em corridas que ocorrem apenas para manter as mesas de poker cheias. Atualmente, o Palm Beach Kennel Club promove 15 corridas de cães diariamente, com mais 15 adicionais durante as sextas-feiras e os sábados.

A corrida de galgos é “uma relíquia da época da Depressão que ainda existe hoje. Estamos observando cães sofrerem e morrem agora nas pistas da Flórida em corridas”, destaca Carey Theil, diretora executiva da Grey2K USA Worldwide, uma organização que luta para proteger os animais.

O montante total apostado nas corridas de cães dos EUA teve queda de US $ 3,5 bilhões em 1991 para aproximadamente US$ 500 milhões em 2014, de acordo com um relatório estatístico da Association of Racing Commissioners International.

Tendo em vista o retorno imediato de grande parte desse montante aos apostadores, além de custos indiretos, as corridas de galgos tornaram-se uma receita à prova de falhas para que as pistas perdessem dinheiro.

Os especialistas apontam vários fatores responsáveis pelo declínio da indústria, incluindo a concorrência de jogos de apostas ou entretenimento, a falta de interesse entre os jovens e a crescente conscientização sobre o bem-estar dos cães.

Os números do estado sinalizam que quase 400 cães morreram nas pistas da Flórida desde 2013. A Grey2K EUA e inúmeros outros grupos de proteção animal citam uma série de preocupações sobre o tratamento dos cães.

Os galgos são confinados em recintos estreitos por mais de 20 horas por dia; lidam com ferimentos regulares, incluindo traumatismo craniano e pernas quebradas.

Além disso, às vezes recebem drogas como esteroides anabolizantes, o que pode evitar que as fêmeas entrem no cio. Um treinador veterano da Flórida teve a licença revogada em abril, depois que cinco dos cães que explorava testaram positivo para cocaína.

Apesar da tendência nacional contra as corridas, há poucas indicações de que o fim da prática esteja próximo na Flórida. Nos últimos anos, vários projetos de lei foram introduzidos para separar, ou “desacoplar” as corridas de galgos de cassinos, mas nenhum conseguiu obter apoio suficiente, inclusive na sessão de 2017, que acaba de ser concluída.

Os esforços foram bloqueados por agendas conflitantes entre as pistas e outras entidades, assim como influências poderosas como a da Disney, que receia que qualquer mudança legislativa possa aumentar os jogos que prejudiquem negócios turísticos e convencionais. Os legisladores  também querem uma lei de jogos mais ampla que vá muito além da separação das corridas das salas de jogos.

De acordo com os especialistas, mesmo que uma lei de dissociação fosse aprovada amanhã, ela não iria acabar com as corridas de galgos na região.

Em vez disso, provavelmente forneceria a opção de encerrar a crueldade, mas existe a previsão de que pelo menos algumas continuariam, em parte, absorvendo as receitas das apostas nas pistas fechadas.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Isolamento, doenças e morte: ativistas expõem os horrores suportados por animais em zoo

Entre os meses de Março e Maio deste ano, um ativista pelos direitos animais trabalhou meio período em uma instalação chamada Summer Wind Farms Sanctuary em Brown City, Michigan, nos…

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Entre os meses de Março e Maio deste ano, um ativista pelos direitos animais trabalhou meio período em uma instalação chamada Summer Wind Farms Sanctuary em Brown City, Michigan, nos Estados Unidos.

Apesar do nome, o Summer Wind Farms não é um santuário, mas um zoológico de beira de estrada. A instalação foi citada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em mais de 200 violações de proteção animal em apenas três anos.

O inspetor afirmou repetidamente que o proprietário possui uma atitude indiferente em relação ao bem-estar animal, que tem promovido uma “cultura de indiferença” no local e que sua crueldade coloca todos os animais em perigo.

Tigres sofrem com ausência de cuidados veterinários adequados

Uma tigresa de dois anos chamada Daisy passou quase toda a sua vida no Summer Wind Farms. De acordo com relatórios de inspeção do USDA, ela foi repetidamente privada de abrigo adequado e cuidados veterinários.

Em setembro de 2016, ela começou a sofrer de uma condição que a fazia tropeçar e cair. Segundo os funcionários, ela também tinha problemas de visão e convulsões.

Quando Daisy tinha apenas seis meses, os inspetores do USDA a encontraram em um porão, em uma pequena jaula que a impedia de fazer exercícios suficientes para ter ossos, articulações e músculos saudáveis. Seus pelos eram opacos, o que os inspetores acreditam ser resultado da má alimentação ou de parasitas.

Três meses depois, descobriu-se que ela havia sido transferida para um canil que tinha um cheiro tão forte de urina de cachorro que os olhos dos profissionais do USDA ficaram encharcados. Os cães que viviam ali latiam incessantemente, causando desconforto na tigresa.

Quatro meses depois, os inspetores notaram que seus pés estavam instáveis. Durante as seis semanas seguintes, sua condição se deteriorou. Ela perdeu peso, seus pelos ficaram mais opacos e ela quase caiu várias vezes. A deterioração contínua poderia lhe causar mais sofrimento e possivelmente a morte.

Os funcionários atribuíam a causa de seus sintomas a várias condições, desde cinomose e infecção de ouvido a endogamia ou danos cerebrais. Alguns afirmaram que o problema começou pouco depois de ela ter sofrido um abscesso após por morder um osso que se quebrou e cujo fragmento acabou em seu cérebro.

Os proprietários do zoo reconheceram que não tinham recursos para o diagnóstico e o tratamento de que Daisy precisa.

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Apesar das repetidas ofertas da PETA para ajudar a transferir os animais para santuários respeitáveis, o Wind Summer considerou enviá-la a outra instalação ruim no que se refere aos cuidados de animais: o Exotic Feline Rescue Center (EFRC) em Indiana, para onde já havia enviado três tigres.

O EFRC foi acusado pelo USDA por violações tão flagrantes de bem-estar animal que teve a licença suspensa no início deste ano. O zoo também pensou em mover Daisy para um compartimento maior com um lago, acreditando que isso ajudaria suas debilitadas pernas traseiras.

De acordo com um veterinário da PETA, fazer isso poderia colocá-la em risco de afogamento.

“Existirá um sério risco de afogamento se ela for movida para uma área com um lago. Esta tigresa parece ter ataxia (perda de coordenação) e ataxia não é igual à fraqueza. Se a tigresa também pode ter problemas de fraqueza, a ataxia é a questão mais preocupante porque significa que ela não tem controle completo de sua coordenação. Ela certamente poderia se afogar e corre um risco ainda maior se tiver uma convulsão. Durante uma convulsão, ela pode rolar ou cair na água e os animais ficam inconscientes”, disse o profissional.

Os representantes do USDA visitaram recentemente o zoo e o acusaram mais uma vez por falhar em fornecer os cuidados veterinários de que Daisy precisa.

O sofrimento prolongado de Mohan 

Um tigre idoso chamado Mohan sofre do que os exploradores alegam ser artrite e tem dificuldades para caminhar.

Os proprietários do zoo não conseguiram aliviar o sofrimento de Mohan. Um deles afirmou: “Não há muito o que você possa fazer sobre a artrite” e que as medicações para a artrite podem ou não funcionar.

Embora acreditassem que Mohan tinha artrite, eles afirmaram recentemente que o tigre realmente estava sofrendo com uma torção nos ligamentos – uma condição tratável da qual ele aparentemente sofreu desnecessariamente devido à negligência crônica do Summer Wind’s.

Apenas dois anos antes, o USDA alertou duas vezes o zoo em apenas dois dias por não fornecer suficiente roupa de cama a Mohan, mesmo que as temperaturas estivessem negativas.

A instalação também foi advertida por não ter sequer notado que Mohan tinha um ferimento na lateral do corpo, que os inspetores disseram que poderia ficar infectado e provocar muita dor sem tratamento veterinário.

Fonte: ANDA