DIREITOS ANIMAIS Activistas lutam na justiça para libertar elefanta cativa há mais de 40 anos

Capturada ainda um bebé na selva, tudo que Happy conheceu da vida foi o cativeiro, após a morte de seu companheiro, a elefanta vive há treze anos sozinha e apresenta sinais de depressão e apatia
Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro 

Advogados que actuam pelos direitos animais em Nova York, nos Estados Unidos, estão pedindo no tribunal por personalidade jurídica para sua cliente, Happy, uma elefanta. Segunda-feira (21), ele argumentaram perante o juiz que ela está muito infeliz vivendo cativa no zoológico do Bronx.

Seu advogado principal, Steven Wise, presidente do Nonhuman Rights Project (Projecto de Direitos Não-Humanos), um grupo sem fins lucrativos, acredita que a elefanta de 48 anos é um ser autónomo que foi detido ilegalmente em cativeiro – devido à sua personalidade – e deve ser libertado imediatamente.

Como resultado, Wise está argumentando que a personalidade jurídica é uma “capacidade de direitos” e está pleiteando um habeas corpus – ou o direito de contestar o confinamento de um indivíduo no tribunal.

Foto: Corbis/Via Getty Images
O Nonhuman Rights Project espera que, através do caso de Happy, possa ocorrer um avanço legal que elevará o status dos elefantes, que o grupo chama de seres complexos e extraordinários, e assim como seres humanos, deveriam ter o direito fundamental à liberdade.
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Esta não é a primeira vez que o grupo busca conseguir personalidade jurídica para o animal, tendo falhado em várias ocasiões diferentes nos últimos anos.

Tentativas semelhantes incluíram argumentar que os cães também podem ser “pessoas jurídicas”, além de dois chimpanzés.

Neste último caso, um tribunal de apelações de Nova York decidiu em 2017 que Kiko e Tommy, dois chimpanzés de 30 anos mantidos em cativeiro no estado, não poderiam ser considerados pessoas para invocar o habeas corpus.

Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro 

O juiz decidiu que, embora os chimpanzés compartilhem características fundamentais com os humanos, seria quase impossível responsabilizar qualquer macaco por sua personalidade, prendendo e processando-o por um crime, por exemplo.
Outro golpe para a campanha ocorreu em um caso em Connecticut, em agosto, onde, assim como o caso de Happy, um juiz decidiu que três elefantes – Beulah, Minnie e Karen – não poderiam ser considerados pessoas.

Mas indiferente às sucessivas falhas, Wise agora está lutando em nome de Happy, determinado a ver a elefanta se mudar para um santuário depois de passar quase toda a sua vida fechada em um recinto de um hectare no zoológico do Bronx. Happy foi capturada junto com outros seis filhotes – Sleepy, Grumpy, Sneezy, Doc, Dopey e Bashful – na Tailândia na década de 1970, todos eles trazidos posteriormente para os EUA.

Happy e Grumpy viveram juntos até 2002, quando foram realocados para um outro cativeiro com outros dois elefantes, Maxine e Patty. No entanto, o novo arranjo habitacional provou ser um erro fatal, já que Grumpy foi morto por Maxine e Patty em um ataque.

Happy nunca foi capaz de conviver com a dupla a partir de então, com uma recente tentativa de reconciliação falhando terrivelmente.

Advogado de Happy Steven Wise | Foto: AP
Advogado de Happy Steven Wise 

Nos últimos 13 anos, ela vive sozinha, separada dos outros elefantes por uma barreira.

Wise está argumentando que o arranjo é prejudicial porque os elefantes são criaturas sociais e Happy deve ser transferida para um santuário muito maior na Califórnia, que tem outros elefantes com quem ela pode conviver.

“Isso não seria como uma prisão maior?”, disse Alison Tuitt, juíza da Suprema Corte do Bronx, acrescentando que Happy mora no recinto há décadas e nunca parou de comer, o que seria um sinal de depressão.

“É um pouco como dizer que a Terra é uma prisão”, respondeu Wise, continuando: “Para enfiar um elefante em 1 hectare de terra, é como viver na cela de uma prisão”.

Wise disse que em um santuário os animais são livres para escolher amigos e viver a vida como um ser autónomo.

Fonte: ANDA

Happy em seu cativeiro | Foto: AP
Happy em seu cativeiro | Foto: AP

Durante um longo testemunho, Wise comparou a situação da elefanta à dos escravos nos EUA, que não eram considerados totalmente humanos, e apontou que partes da floresta amazônica foram protegidas por direitos humanos.

“Ela é um elefante deprimido”, disse Wise sobre Happy. “E está sendo prejudicada todos os dias”.

Uma porta-voz da Wildlife Conservation Society, que é responsável pelo zoológico do Bronx, disse que Happy não está definhando, nem isolada.

Jim Breheny, diretor do zoológico, chamou o processo de “ridículo” em depoimento ao jornal Guardian e disse que o Projeto de Direitos Não-Humanos está “explorando os elefantes do zoológico do Bronx para promover sua própria causa”.

Por enquanto, o juiz Truitt ordenou que Happy ficasse no zoológico do Bronx, os próximos argumentos serão ouvidos na audiência do dia 6 de janeiro de 2020.

Wise disse que é do interesse do elefante permanecer lá por enquanto, para que os procedimentos sobre o habeas corpus possam continuar.

Wise acrescentou que o Nonhuman Rights Project está pronto para agir com eficiência se Happy for transferida para o santuário de animais determinado pelo grupo na Califórnia ou, alternativamente, outro no Tennessee.

Destaques Gato é chutado até a morte por abusador de animais enquanto seus amigos riem e filmam a cena

Foto: City of Kansas City, Missouri

O homem que foi filmado chutando impiedosamente um gatinho em um campo de futebol, que mais tarde foi encontrado morto perto de onde caiu, não foi sequer condenado à prisão. A pena ao abusador se resumiu a uma doação para uma ONG e um período em liberdade condicional.

Johnathan Taylor, de 20 anos, se declarou culpado de crueldade contra animais na quinta-feira em Kansas City nos Estados Unidos, depois de ter negado previamente que estava na Center High School, onde o abuso aconteceu.

Taylor foi condenado a ficar em liberdade condicional (sob vigilância) por dois anos e fazer uma doação de 500 dólares para o Kansas City Pet Project (ONG de protecção animal).

Um juiz também o sentenciou a realizar 80 horas de serviço comunitário em um abrigo de animais.

Testemunhas disseram à polícia que foi Taylor quem foi flagrado no vídeo do Snapchat chutando o minúsculo gato preto enquanto o animal caminhava pela grama.

O vídeo foi divulgado por autoridades municipais em maio de 2018.

No vídeo de 24 segundos, Taylor começa a correr em direcção ao gato antes de chutá-lo pelo ar com seu par de chuteiras Under Armour.

Uma pessoa no fundo pode ser ouvida rindo de forma espalhafatosamente e gritando “GOOOOLLLL, filho da p***”.

O gato não se meche mais depois de cair no chão.

Um mês depois do vídeo, o gato foi encontrado morto no campo de futebol Center High.

Após o ataque, o porta-voz da polícia de Kansas City, John Baccala, disse ao Kansas City Star: “É simplesmente horrível o que houve”.

“Não consigo imaginar ninguém fazendo isso com um animal. É detestável assistir.”

Imagem ilustrativa | Foto: Nicholas Horne

“Fico doente só de olhar para essas imagens. Se alguém trata um animal assim, com certeza tratará um ser humano também”. Ele continuou.

A testemunha que assistiu ao vídeo disse ao WDAF que Taylor e seus amigos estavam jogando futebol quando o gato entrou em campo.

De acordo com a testemunha, Taylor disse: “Cara, tire esse gato daqui, vou chutar o gato”.

Depois, eles continuaram jogando futebol. Taylor foi acusado de abuso de animais em Setembro – o que é apenas uma ofensa de contravenção.

Ele foi condenado a não conviver com animais durante seus dois anos de período probatório (observação condicional).

Fonte: ANDA

Destaques Tigres são cutucados com varas e obrigados a saltar por argolas em feira agrícola

Foto: Karen Schiely/Beacon Journal Ohio

No vídeos os animais podem ser vistos stressados e inquietos sendo mantidos em jaulas pequenas, mas os operadores do show disseram que defendem a prática de manter os tigres em jaulas e cutucá-los com um bastão para que se movimentem.

“Fiquei chocada ao encontrar muitas jaulas contendo tigres na feira em uma cidade como a nossa. Os tigres são mantidos nessas pequenas gaiolas por HORAS antes do ‘show’ ”, disse uma mulher que mora na região em um post de quarta-feira em sua página pública no Facebook.

Este post – que foi também postado no site de discussão Reddit (rede social) – recebeu mais de 500 comentários a maioria deles condenando a feira por incluir o show com os tigres na programação de entretenimento deste ano.

No post também pode ser visto um vídeo mostrando um homem usando uma vara para cutucar um dos tigres no que parece ser a área de jaulas onde os tigres se ficam. O show de tigres inclui os animais em pé sobre pedes-tais, pulando uns sobre os outros e pulando por aros.

“Estou muito enojado com a decisão da feira de realizar este horrível show com animais exóticos (que parecem estar infelizes) sendo chicoteados e agredidos com bastões para fazer truques de circo”, disse Switalski no post, que recebeu mais de 1.300 acções e 600 comentários. “Eu não voltarei no ano que vem e espero que ninguém mais o faça”. Seu vídeo do tigre sendo cutucado também foi visto mais de 66 mil vezes.

Foto: Karen Schiely/Beacon Journal Ohio

“Fiz o post como uma tentativa de aumentar a conscientização”, disse Switalski à News 5. “Eu queria que as pessoas soubessem o que estava acontecendo dentro da feira antes de gastar seu dinheiro em um ingresso para entrar, diferente de mim. Se eu soubesse exibição de tigre, eu não teria entrado, porque eu não quero meu dinheiro indo em direcção ao apoio de tal show”.

Fonte: ANDA

ALÉM DO LIMITE Égua explorada ao extremo de suas forças desmaia e morre durante corrida

Foto: CBS News

Um cavalo cruelmente explorado além do limite de suas forças nas cruéis pistas de corrida, desmaiou e morreu pouco depois de assumir a liderança durante uma “competição” em Maryland (EUA) no fim de semana, se tornando pelo menos o 12º cavalo de corrida a morrer este ano no estado.

Follow the Petals, uma égua de 5 anos de idade, aparentemente sofreu um ataque cardíaco, de acordo com o jornal Baltimore Sun.

Autoridades aguardam a realização de uma necropsia. A morte de domingo leva o número de cavalos que morrem durante uma corrida só no estado para pelo menos 10, informou o jornal, citando a Comissão de Corridas de Cavalo, Maryland Racing Commission.

Considerado um “desporto” pelos exploradores e apostadores envolvidos no negócio, as corridas não passam de palcos de horror e sofrimento onde os animais são obrigados a correr até o limite de suas forças enquanto o público aposta dinheiro nos cavalos e os empresários lucram com o desempenho dos animais.

Foto: Maryland State Archives

Muitos morrem vítimas dessa situação horrível, só nessa competição dois outros cavalos morreram durante o treinamento. Um vídeo postado no YouTube pelo Maryland Jockey Club mostra Follow the Petals, liderando a corrida de 1,6 km no Laurel Park, enquanto os seis cavalos passam pelo trecho.

O vídeo então corta para a linha de chegada com o locutor observando que a égua Follow the Petals entrou em colapso e desmaiou. O jóquei Frankie Pennington não se feriu no incidente, disse um porta-voz da pista ao jornal Sun.

A égua venceu duas das sete corridas que correu este ano e ficou em segundo lugar em mais duas corridas, segundo o jornal. Follow the Petals havia sido obrigada a correr 35 corridas durante sua carreira rendendo cerca de 200 mil dólares ao seu explorados.

A morte de domingo ocorreu após 29 cavalos terem morrido no parque Santa Anita, na Califórnia, desde dezembro. O Grupo Stronach é dono do Laurel Park e Santa Anita.

O grupo pede – em uma infrutífera tentativa de defesa própria – que as regras de medicação em corridas de cavalo sejam reformadas. Na semana passada, Santa Anita anunciou a formação de uma equipe de revisão de cinco membros para avaliar cavalos antes das corridas finais da temporada e decidir se eles são saudáveis o suficiente para competir.

A temporada de Santa Anita termina no domingo. Em uma declaração ao jornal Sun, o grupo de defesa de direitos animais, PETA, solicitou a Maryland que seguisse o exemplo do sul da Califórnia.

“Cavalos mortos não serão mais ignorados pelo público”, disse a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.

Repeito e dignidade – Follow the Petals

Cavalos não são produtos para serem vendidos, comprados e explorados em corridas. Esses animais são seres sencientes, capazes de amar, sofrer, criar vínculos e entender o mundo ao se redor.

Abusados ao extremo eles morrem em silêncio vítimas da ganância e crueldade humana. Vidas preciosas e belas perdidas por interesse e ignorância.

Follow the Petals jamais vai poder ter os bebes potros que poderia, ou amamentá-los e assisti-los crescer, ela jamais vai correr livre pelas planícies e montanhas como nasceu para fazer, nunca mais vai sentir o vento na sua crina e o sol no seu pelo novamente. Durante os cinco anos em que viveu ditaram o seu destino e decidiram sua vida.

Follow the Petals esta finalmente livre.

Foto: Wallhere

Fonte: ANDA

SOLIDARIEDADE Santuário reúne crianças e animais vítimas de abusos para ajudar ambos a se curarem

Foto: safeinaustin.org

O santuário Safe in Austin (Seguros em Austin, na tradução livre) foi criado por Jamie Griner depois que o texano notou o conforto que seu filho autista de 13 anos, tinha ao redor de animais domésticos, abraçando e trocando carinho com eles.

Griner decidiu adotar outros animais que tiveram um mau começo na vida, vítimas de abuso e maus-tratos e teve a ideia de permitir que crianças que sofreram da mesma forma, viessem encontrá-los na esperança de que eles se ligassem, se ajudassem e se encontrassem.

Foto: safeinaustin.org

Seu palpite deu certo e foi um sucesso inquestionável, com o abrigo popular entre as crianças do estado todo abrigando agora 100 animais, incluindo filhotes, gatinhos, porcos, galinhas, bois e cabras.

O chefe do abrigo disse à KVUE: “Durante a semana, convidamos as crianças que também foram vítimas de algum tipo de abuso e negligência ou têm necessidades especiais para o santuário, para tocar e amar e se curar ao lado dos animais resgatados das mesmas condições de sofrimento”.

https://metro.co.uk/video/special-shelter-lets-abused-animals-help-abused-children-1935600/?ito=vjs-link

Ela acrescentou: “Não importa quando ou como, quando eles (as crianças) vêm aqui, sempre podem encontrar um animal que viveu algo semelhante ao que eles passaram, então a união acontece”.

Taylor Salazar tem três irmãos adoptivos que foram abusados antes de terem sido adoptados, e já viu em primeira mão o conforto que os animais podem trazer aos seres humanos e vice versa.

Foto: safeinaustin.org

Salazar, que agora é mãe, explicou: “Eu fui criada com três irmãos que foram adoptados de um orfanato, então eles também lidaram com abuso, negligência e abandono, vê-los interagir com os animais é realmente muito especial e emocionante”.

Safe em Austin não é um zoológico, é um santuário, um refúgio para animais resgatados de situação de sofrimento e depende de voluntários, bem como doações para mantê-lo funcionando.

Foto: safeinaustin.org

“Todas as crianças são bem-vindas. Os amigos dos colégios Brooklyn Mackenzie e Reagan Mount, mesmo as que tiveram ambas as infâncias felizes, adoraram conhecer nossos moradores peludos”, disse Griner.

Reagan concluiu: “Isso me faz sentir bem porque é como uma forma de se curar do abuso e dos maus-tratos e fazê-los se sentirem felizes”.

Fonte: ANDA

ESTADOS UNIDOS Golfinho morre após ingerir chuveiro de plástico

Um chuveiro de plástico foi encontrado no interior do estômago de um golfinho encontrado sem vida no litoral da Flórida, no Sul dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pela Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC, na sigla em inglês), que usou sua página na rede social Facebook para alertar sobre as consequências do descarte irregular de lixo.

O cadáver do golfinho foi encontrado na praia de Fort Meyers. A presença do objeto de plástico de 60 cm foi detectada durante a necrópsia. Segundo a FWC, em menos de um mês é o segundo golfinho que morre no local com plástico no interior do estômago. No fim de abril uma fêmea foi encontrada agonizando após engolir um pedaço de balão e sacolas plásticas. O animal não sobreviveu.

Em sua página no Facebook, a FWC fez um alerta sobre a importância da preservação dos ecossistemas marinhos. “Este é o segundo golfinho encalhado em apenas um mês nesta região que ingeriu plástico. É importante relembrar de olhar de perto os nossos hábitos. As suas acções podem fazer a diferença. Descarte devidamente o lixo, participe de mutirões de limpeza de praias e regiões costeiras e compartilhe informações com outras pessoas sobre como reduzir o lixo marinho”, diz a postagem.

Infelizmente, casos como os de Fort Meyers estão sendo registrados em todo o mundo. Recentemente, uma baleia cachalote de aproximadamente sete anos foi encontrada morta no litoral da Itália. Um exame de necrópsia identificou que a presença de vários quilos de plástico. Segundo especialista, o material se acumulou e formou um bloco que obstruiu o estômago do animal causando sua morte.

Fonte: ANDA

CRUELDADE Câmeras flagram cão sendo jogado sobre muro de quase dois metros de altura em abrigo

Foto: Dave Rudge News

Imagens perturbadoras mostram o momento em que dois homens jogam um cachorro assustado por cima de uma parede de quase dois metros de altura, antes de entrar em um carro apressadamente e fugir.

Uma câmera de segurança instalada no abrigo de animais flagrou os dois homens arrastando o que parece ser um cão ainda jovem da raça boxer, até póximo as grades de metal do lado de fora do Seguin Animal Services no Texas, EUA.

O cachorro pode ser visto no vídeo resistindo e com medo de pular sozinho, antes que seus tutores o empurrem para o outro lado e o abandonem no meio da noite.

Uma caçada aos criminosos está em andamento para encontrar os homens mostrados nas imagens, ambos são vistos fugindo da cena em um SUV de cor clara indo para o norte por volta das 11 da noite de 25 de Abril.

Acredita-se que o proprietário possa ter jogado o cão na tentativa de evitar o pagamento de uma taxa de administração compulsória por deixar o animal no abrigo durante o horário de funcionamento.

O vídeo compartilhado milhares de vezes nas mídias sociais mostra que os dois homens ciente da irresponsabilidade que estavam prestes a cometer, inicialmente verificam a área do lado de fora do abrigo em busca de testemunhas.

Um fica ao lado do carro mantendo vigia, enquanto o outro inspeciona a parte de trás do prédio. Vendo que não vinha ninguém, eles abrem o porta-malas do veículo e um dos homens – retratado no vídeo usando um chapéu – agarra o cachorro e o leva até o muro.

Enquanto o cachorro resiste, o segundo homem se aproxima para ajudar a empurrá-lo sobre o topo das grades. O pobre animal é visto então tentando desesperadamente manter o equilíbrio enquanto os homens o empurram repetidamente, antes que ele tombe no chão do outro lado do muro, parecendo cair primeiro de cabeça.

Felizmente o animal pode ser visto imediatamente de pé sobre suas patas novamente e correndo em direcção à cerca, mas o cão agora se encontra preso, enquanto os homens rapidamente se afastam.

Os espectadores que assistiram ao vídeo nas mídias sociais ficaram horrorizados com a filmagem e disseram que foi muita sorte o cão não ter sido ferido pela queda violenta.

Um deles escreveu: “Sinto muito, mas se você vai ser covarde a ponto de abrir mão de seu companheiro canino, o mínimo a fazer é esperar até que o abrigo esteja aberto”.

“Não se trata apenas de dinheiro, é sobre o processo de tratar animais com dignidade”.

“Esse pobre filhote parecia assustado e magoado por ter sido empurrado por cima do muro. Que cena triste e repugnante.”

Outro disse: “Se eles realmente tivessem alguma consideração pelo cão, teriam esperado que o abrigo abrisse no dia seguinte ou, no mínimo, teriam tido mais cuidado com o animal. São monstros”.

“Esse cachorro poderia ter quebrado o quadril, a perna ou o pescoço”, concluiu outro.

Algumas pessoas disseram que pelo menos o cão logo teria novos donos amorosos que cuidariam melhor dele do que os dois irresponsáveis que o maltrataram.

O Departamento de Polícia de Seguin emitiu um comunicado pedindo que quem tivesse informações sobre esses homens, entrasse em contato com a delegacia do distrito imediatamente.

Os infractores estão sendo procurados e responderão à acusações de maus-tratos e crueldade contra animais.

Animais não são produtos para serem descartados dessa forma irresponsável e cruel. Ao trazer um companheiro para casa estamos assumindo responsabilidade com seu bem-estar e futuro, trata-se de um vida, um ser inteligente e sensível que merece todo o respeito e amor a que tem direito.

Fonte: ANDA 

Nota: O artigo da Anda tem inúmeros erros, que corrigi!