Esta é a realidade que os defensores da tauromaquia querem esconder!

Touro e Cavalo

Tirando o embolamento dos chifres do touro, nunca foi realizado em Portugal, um documentário, que mostrasse, sem esconder nada e sem censura alguma, de imagem e de som, todo o sofrimento, físico e psicológico do touro e do cavalo, não somente durante, mas também antes e depois de uma corrida de touros.

E é assim, porque os defensores da tauromaquia, têm absoluto pavor de ver toda essa realidade cruel e barbara, ser mostrada sem censura nenhuma, num documentário.

É que eles receiam que a existência de um documentário que mostrasse todo o horror que acontece para com o touro e para com o cavalo, não apenas durante, mas também antes e depois de uma corrida de touros, provocasse o crescimento gigantesco de anti-touradas, mesmo entre quem defende a tauromaquia, enormemente horrorizados com o que tinha sido mostrado, (e que era propositadamente escondido) que levasse à rápida abolição da tauromaquia, em Portugal.

A realidade, é que o touro e o cavalo, sofrem horrorosamente, física e psicologicamente, antes, durante e depois de uma corrida de touros.

Para começar vejam este vídeo:

Reparem que um dos dois homem em cima, dá, com um aguilhão um choque eléctrico no touro.

O horror que o touro passa, começa no transporte para a praça de touros.
O transporte do touro para a praça de touros, provoca no touro um enorme stresse. A tal ponto que o touro perde 10% do seu peso.

Chegado à praça de touros, o touro é confinado num local exíguo, escuro, e sem comer e nem beber, durante dois dias. E durante esses dois dias, é-lhe cravado o primeiro arpão. Arpão esse que ele leva cravado no corpo e que lhe começa a destruir os tecidos e a lhe provocar a primeira hemorragia interna, assim que ele correr do curro para a arena da praça. E como viram no vídeo, o touro é retirado desse local exíguo, com a ajuda de um aguilhão que dá ao touro um choque eléctrico.

Depois, sem anestesia, cortam as pontas do chifres do touro. Esse corte é feito numa zona muito sensível, com nervos, e que é extremamente doloroso para o touro. O corte da ponta dos chifres do touro, acontece para diminuir a visão periférica do touro, e também para que o touro, invista com menor violência.

Nos curros, antes de entrar na arena, o touro, é agredido com pauladas para propositadamente o enervar. É agredido com choque eléctrico nos testículos para que ao entrar na arena, o touro pareça feroz.

Com tudo isto; o touro entra na arena, altamente diminuído, física e psicologicamente.

O touro, ao entrar na arena, parece feroz. Mas na realidade, ele foi anteriormente vítima de uma brutal violência, física e psicológica, para, propositadamente o desgastar, física e psicologicamente para facilitar a sua lide, na arena da praça. Ele, quando entra na arena, o que quer é fugir de lá. Por isso, a primeira coisa que ele faz, é correr em circulo, procurando um local por onde possa escapar. Ele foi previamente enervado, tal como descrevo neste texto, para parecer feroz, ao entrar na arena. Mas na verdade, ele encontra-se altamente diminuído, física e psicologicamente. E o quer é ver-se livre do vil maltrato que está a ser vítima, escapando da praça.

Depois, na arena, o touro leva com mais farpas, que lhe destroem os tecidos e que lhe provocam hemorragias internas.

Assim que a corrida acaba, o touro, é novamente conduzido aos curros, mais morto do que vivo, e num atroz sofrimento. E nos curros, colocam sal onde as farpas foram cravadas, provocando ainda mais sofrimento no touro, para lhe retirarem as farpas do corpo.

Já o cavalo, na arena da praça, sofre de stresse, pois, também ele, está onde não quer estar.
Os cavaleiros tauromáquicos, introduzem na boca do cavalo, um freio serrilhado, que se chama freio de castigo, para que que o cavalo reaja em facções de segundo, ás ordens do cavaleiro. Mas o freio de castigo, que como disse, é serrilhado, vai-lhe provocar feridas, no céu da boca.

É toda esta realidade que os defensores da tauromaquia, não querem que seja conhecida, com um documentário, e sem censura alguma, de imagem e de som, pois tal facto pode provocar á tauromaquia, um enorme dano, levando à sua abolição muito mais rapidamente!

Mário Amorim

Anúncios