Conteúdo anda Escultura “macabra” de elefante morto ressalta problema da caça crescente

Foto: G.J van Rooij

A caça aos animais selvagens está atingindo níveis críticos em diversas partes do mundo, e muitas agências governamentais e de preservação estão se utilizando  de métodos não convencionais, sejam eles drones com grande capacidade de armazenamento de dados, robôs simulando animais para capturar caçadores em ação ou webcams instaladas diretamente em um cobiçado chifre de rinoceronte.

Segundo a repórter Kimberley Mok, “tempos desesperados pedem medidas desesperadas, mas muito também pode ser feito para elevar a conscientização no ambiente doméstico”. Com o objetivo de deixar uma dura lição para as pessoas levarem de volta para suas casas, o artista holandês Kevin van Braak criou esta escultura realística e comovente de um elefante morto, com buracos abertos nos locais onde as suas presas outrora cresceram. As informações são do Tree Hugger.

Foto: G.J van Rooij

Foto: G.J van Rooij

A escultura dilacerante de Van Braak, “Elephant/Oliphant”, como muitas das fotos horríveis que vemos dos resultados da caça, oferece um tapa na cara – uma percepção violenta da abominação da raça humana, confrontando o espectador com toda a sua força.

Foto: G.J van Rooij

Feita de madeira recuperada tomada de navios antigos, o material passa a adquirir um tom acinzentado conforme o tempo, fazendo a peça parecer ainda mais assustadoramente real. Para esculpir a obra, Van Braak usou uma série de fotos de casos verdadeiros como referência, além de ter feito diversos modelos tridimensionais durante o processo criativo. Parece ter sido uma difícil tarefa.

O artista também trabalhou com entalhadores de Bali, que são famosos no mundo todo por sua habilidade no ofício.

Foto: G.J van Rooij

Mas há algo nessa escultura que diz mais do que uma quantidade de fotos combinadas. Colocada em uma área florestal na qual visitantes podem tocá-la diretamente, o corpo do elefante não sofreu derramamento de sangue, porém é monumental e intimista. Esse trabalho em tamanho real deve fazer com que muitas pessoas possam sentir o profundo desespero e a dor que tantas criaturas desse planeta sentem nesse exato momento.

Pode parecer paradoxal, mas vários pensadores ambientalistas acreditam ser crucial sentirmos essa angústia coletiva para que a transformemos em algo mais  empoderador. Esse impactante “trabalho do desespero” nos move para além da apreensão intelectual da nossa crise planetária e nos atinge diretamente nas vísceras – e no coração, onde a transformação real começa. A repórter Kimberley Mok cita, parafraseando algo já dito antes por autor desconhecido, que “não podemos salvar aquilo com o qual não sentimos empatia”, e a arte é uma ferramenta para se preencher esta lacuna.

“Elephant/Oliphant” foi exibida como parte do festival internacional de esculturas  Lustwarande. Van Braak disse ao Tree Hugger que a peça será eventualmente reinstalada em outro local, e os detalhes serão divulgados à imprensa em breve. Visite o site de Kevin van Braak para mais informações e ainda, se desejar, faça uma doação para as organizações Elephant Crisis Fund e Save The Elephants.

Foto: G.J van Rooij

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

Fonte: ANDA

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