Sustentabilidade Empresa cria pele artificial feita a base de garrafas de plástico reciclável

Tecido oferecerá alternativa a peles artificiais derivadas do petróleo, que são prejudiciais ao meio ambiente

A indústria da pele é cruel e responsável por tirar a vida de mais de 50 milhões de animais todos os anos das formas mais covardes possíveis. Chinchilas, raposas e outros animais explorados para a produção de pele passam dias em gaiolas minúsculas, sofrem de negligência, fome e falta de cuidados veterinários até serem condenados à morte.

Mulher usando casaco de pele artificial, feito a partir de garrafas plásticas

Em uma época onde a informação está prontamente disponível, os consumidores conscientes estão cada vez mais longe do comércio de peles, embora a indústria de peles esteja desesperadamente tentando reconquistá-los apostando no argumento de que o uso de pele seria “eco-friendly” (amigável ao meio ambiente).

O que está muito longe de ser a verdade. Além de explorar animais silvestres, eles utilizam produtos químicos como o crômio e o formaldeído, que são altamente tóxicos, para que as peles não apodreçam.

Mas, enquanto peles artificiais, que são feitas a partir de materiais derivados do petróleo, podem ser uma escolha questionável se você se considera um amigo do planeta, há um novo desenvolvimento pra peles artificiais que são de fato sustentáveis.

A fabricante Ecopel está desenvolvendo peles artificiais feitas a partir de garrafas plásticas recicladas. Através de um sistema de coleta internalizado em fábricas da empresa na Ásia, a empresa agora pode dar uma nova vida para essas garrafas de plástico, em vez de serem despejadas em aterros ou oceanos.

A fibra regenerada, desenvolvida a partir do processo, é introduzida em um novo ciclo de produção em economia circular, onde ele se tornará um casaco de pele artificial totalmente ecológico.

O material ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento e a Ecopel ainda está trabalhando para aumentar a gama de texturas e cores que estarão em oferta.

“Como a pele é uma fibra mais complexa para criar, a técnica é bastante desafiadora”, disse o gerente de comunicação da Ecopel, Arnaud Brunois. “Mas acreditamos que este novo material será uma nova adição muito emocionante para a indústria da moda, em linha com o que as novas gerações querem.”

Fonte: ANDA

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