Em Portugal não se aprende…

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Nunca disse a ninguém na totalidade, porquê que em 2013, decidi abandonar o Facebook, e passar a lutar contra a tauromaquia, a partir de um blog.
Mas é chegada a altura de o dizer. E vou dizê-lo aqui no meu blog.

Há muitos anos que luto, para que em Portugal se faça, o que se faz nos outros países que lutam contra a tauromaquia.
Há muitos anos que luto, para que em Portugal se aprenda com o que de bom se faz contra a tauromaquia, nos restantes sete países, e se faça exactamente o mesmo que nesses países se faz.

Porem, em 2013, após tantos anos a lutar para que se mudasse o que acho que está profundamente errado, percebi, que em Portugal, não se quer aprender com o que de bom se faz contra a tauromaquia, nos restantes sete países.

Aqui ao lado, em Espanha, e com muito bons resultados, a luta contra a tauromaquia é feita, não segundo o que se acha que é errado, mas colocando sempre o que é o melhor para os animais não-humanos, em primeiro lugar. Aqui ao lado, em Espanha, já se percebeu, há muito, que o que os animais não-humanos que são cruelmente torturados e mortos, na tauromaquia, querem, é que a voz deles seja ouvida, em força, em garra, em coragem.

O exemplo que virá do Brasil.

O protesto contra os Rodeos e contra a Vaquejada, do próximo dia 27, poder-se-ia realizar no Rio de Janeiro, e em São Paulo.
Porem; os seus organizadores perceberam que a jornada de luta, não se pode ficar por uma ou duas cidades, tem de se estender a todo o Brasil. E assim vai ser.
E volto a dizer, o que anteriormente disse, aqui no meu blog; é assim que faz.

E estou convencido, que mais uma vez, em Portugal, não se vai aprender.

Cansei de anos e anos a bater sempre nas mesmas teclas, para que em Portugal, se siga as pisadas dos outros sete países.

Em Portugal, infelizmente, não se quer colocar o interesse do Touro e do Cavalo, em primeiro lugar.
Em Portugal,  não se quer colocar em primeiro lugar, o facto de que o Touro e o Cavalo querem, é que façamos ouvir a voz deles, e que a voz deles seja ouvida o mais alto e o mais forte possível.
Em Portugal, não se quer ter força, garra, coragem.

Quando em Portugal se começar a agir, verdadeiramente, em prol do touro e do cavalo, da mesma forma que se faz em muitos outros países, a luta contra a tauromaquia em Portugal será ganha.
Mas enquanto isso não for percebido, a luta contra a tauromaquia em Portugal, será uma luta perdida.

É por causa de tudo isto, que comecei a lutar contra a tauromaquia a partir de um blog, tendo abandonado o facebook, em 2013!

Mário Amorim

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Ameaçada de Extinção Águia-Imperial-Ibérica morre envenenada na região do Alentejo, em Portugal

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A Águia-imperial-ibérica apresenta o estatuto de conservação de “Criticamente em Perigo”, tem menos um indivíduo. A Liga para a Proteção da Natureza anunciou a morte de uma ave potencialmente reprodutora na região do Alentejo, em Portugal.

A Liga para a Proteção da Natureza lamenta que 2016 tenha começado “mal para a conservação da Águia-imperial-ibérica em Portugal”. Esta espécie está entre as aves de rapina mais raras do mundo, é uma das espécies mais ameaçadas da Europa e em Portugal. É classificada com o estatuto de “Criticamente em perigo”, assinala a Liga.

Um técnico do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) encontrou o corpo de uma Águia-imperial sob um pinheiro-manso onde a espécie já nidificou anteriormente, a 4 de Janeiro de 2016.

O espécime apresentava evidências compatíveis com um possível envenenamento. O Serviço de Protecção da Natureza (SEPNA) foi chamado ao local, tendo recolhido o corpo e procedido a buscas e recolha de provas. As buscas foram realizadas com o apoio de uma das equipas cinotécnicas para detenção de venenos, criadas no âmbito do Projeto LIFE Imperial, coordenado pela LPN. O corpo e as provas recolhidas foram enviados para necrópsia e análises periciais.

O animal foi encontrado durante as buscas para localizar outra Águia-imperial que está a ser monitorizada no âmbito do programa de seguimento remoto por GPS do Projeto LIFE Imperial e que esteve alguns dias sem emitir.

Foi nesta região que, no início do ano de 2015, morreu um Lince-ibérico envenenado e se verificou também a morte de um adulto e um imaturo de águia-imperial por envenenamento (2013 e 2015, respectivamente). Na região têm-se detetado muitos casos de mortalidade de várias espécies por possível envenenamento, tendo a equipa da LPN detetado quatro possíveis casos apenas em dezembro de 2015 (Milhafre-real e Águia-de-asa-redonda), e aos quais foi dado o devido seguimento, estando a ser aguardados os resultados.

Estes fatos reforçam a importância da atuação do Projeto LIFE Imperial no combate das ameaças à espécie, neste caso o uso de veneno. O Projeto LIFE Imperial e os parceiros que o integram estão empenhados na luta contra o uso de veneno através da implementação de um programa de formação, sensibilização, fiscalização e ação judicial.20,

O uso de veneno, comum na Península-Ibérica, é já considerado uma das principais causas de mortalidade não natural da Águia-imperial-ibérica em Espanha. Em Portugal, o efeito real do uso ilegal de venenos é ainda desconhecido mas os casos identificados indiciam um elevado e abrangente uso ilegal de tóxicos. A facilidade de aquisição do veneno e da sua aplicação, assim como o número de indivíduos que pode eliminar e a sua baixa seletividade, tornam este problema numa das maiores ameaças atuais à conservação de várias espécies, nomeadamente da Águia-imperial-ibérica. O uso de veneno na natureza é também uma grave ameaça à saúde pública e animais domésticos.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: ANDA