CONTEÚDO ANDA Milhares de produtos de marfim são vendidos semanalmente em sites japoneses

Milhares de joias, selos, pergaminhos e outros itens feitos de marfim de elefante continuam sendo comercializados online semanalmente no Japão, revelou um novo relatório da TRAFFIC, a rede de monitoramento do comércio de animais selvagens

Em apenas quatro semanas, entre Maio e Junho de 2017, cerca de 10 mil itens de marfim foram vendidos no Yahoo Auction, uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, informaram os pesquisadores.

Elefantes, vítimas do comércio de marfim

Os produtos de marfim incluíam joias, hankos (selos de impressão utilizados para a assinatura de documentos, contratos e outros papéis), pergaminhos, colheres de chá, instrumentos musicais, entre outros. Aproximadamente 22 presas de elefantes lapidadas e esculpidas também foram anunciadas e vendidas durante o período da investigação.

As transações de quatro semanas somaram mais de US $ 407 mil, diz o relatório. Centenas de produtos de marfim também foram anunciados em outros sites populares de comércio eletrônico como o Mercari, o Rakuten-Ichiba, o Rakuma e o Yahoo Shopping. Uma média de 143 novas publicidades de produtos de marfim foi inserida semanalmente no Mercari.

“Embora as vendas online de marfim sejam legalizadas no Japão, a grande escala do comércio merece escrutínio para prevenir atividades ilícitas”, escrevem os autores.

Na década de 1980, o Japão era o maior importador de marfim do mundo. Mesmo após o comércio global de presas de elefante ser proibido pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) em 1989, o Japão recebeu permissão para  importar legalmente inúmeras toneladas de marfim duas vezes: uma em 1999 e depois em 2008.

Porém, dados recentes da Environmental Investigation Agency, uma organização sem fins lucrativos sediada em Washington, DC (EUA), revelaram que as brechas e as frágeis legislações  impediram o Japão de manter o marfim ilegal fora do comércio doméstico e legalizado.

“Essas áreas nebulosas no comércio japonês de marfim devem ser tratadas adequadamente para eliminar possíveis brechas para fluxos ilegais de marfim”, escreveu a TRAFFIC.

Em Junho de 2017, o governo japonês atualizou sua Lei para a Proteção das Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (LCES). As autoridades aumentaram as penalidades pela infração da lei e ordenaram que os comerciantes registrassem todas as presas de elefantes em sua posse, de acordo com o relatório.

Os regulamentos atualizados e a monitoração aprimorada por parte das empresas de comércio eletrônico podem ter causado alguma melhoria nesse cenário. Em 2017, em torno de 88% dos vendedores do Yahoo Auction e 85% dos comerciantes do  Rakuten-Ichiba revelaram os números obrigatórios. Segundo o Mongabay, em um estudo anterior realizado pela TRAFFIC em 2014, apenas 11% dos vendedores do Yahoo  Auction e 22% do Rakuten-Ichiba informaram os dados.

Produtos de marfim à venda em sites

Porém, a falta de regulamentação para os produtos de marfim, além de presas inteiras, faz com que seja difícil identificar e prevenir a ilegalidade. No Mercari, por exemplo, alguns anúncios de joias disseram explicitamente que os produtos vieram da Ásia e da África, o que torna as vendas proibidas segundo os termos da CITES.

De acordo com os autores, a venda doméstica dos produtos no Japão permanece legalizada sob a LCES porque a legislação do país permite que os produtos de marfim – com exceção de presas inteiras – sejam negociados sem exigência de comprovante de legalidade.

Essas lacunas tornam quase impossível confirmar a origem dos produtos, dizem os pesquisadores. Os vendedores, as empresas não identificadas e as pessoas que comercializam as presas em leilões e nos sites do mercado CtoC também permanecem fora do radar regulador.

Em Julho deste ano, Rakuten-Ichiba – anteriormente descrito como o maior varejista online de marfim do mundo – anunciou que iria proibir a venda de marfim em seu site. Os vendedores receberam um período de carência de um mês para a retirada dos produtos que já estavam à venda.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Investigação revela o sofrimento de elefantes explorados pelo turismo

Duas vezes mais elefantes trabalham na indústria de turismo da Tailândia, do que no restante da Ásia, sendo que a grande maioria é mantida em condições severamente inadequadas, revelou uma nova investigação

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Os maiores mamíferos terrestres do mundo atraem turistas nos dois continentes. Embora os elefantes africanos sejam mais facilmente encontrados em vastas reservas naturais, seus primos asiáticos têm menos sorte.

Uma indústria de multimilionária aumentou nas últimas décadas, alimentada por turistas que fazem passeios nas costas dos animais ou que patrocinam a crueldade de shows de circo.

Durante dois anos, ativistas da World Animal Protection visataram 220 locais que exploram elefantes em toda a Ásia, no que descrevem como a pesquisa mais abrangente até o momento de um setor com crescimento rápido e lucrativo.

Os dados mostraram que o bem-estar dos animais está sempre em segundo lugar porque os exploradores querem lucrar o mais rapidamente possível.

Três quartos dos elefantes mantidos em cativeiro na Ásia vivem condições que foram classificadas como pobres ou inaceitáveis.

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A Tailândia se destacou como o epicentro global desta terrível indústria. Dos 2.923 elefantes que a organização documentou serem explorados pelo turismo na Ásia, 2.198 estão no país.

A segunda maior indústria é a da Índia, com aproximadamente 617 elefantes, seguida pelo Sri Lanka com 166, Nepal com 147, Laos com 59 e pelo Camboja com 36.

Todos os locais visitados, que os pesquisadores disseram representar 90% da indústria, foram classificados em uma escala de 1 a 10 no que se refere às condições.

Nessa escala, 77% obtiveram nota de um a cinco – o que os pesquisadores classificaram como pobres ou inaceitáveis.

“Quando não realizavam passeios ou performances, os elefantes eram tipicamente acorrentados dia e noite, na maioria das vezes com correntes com menos de três metros de comprimento. Também eram alimentados com dietas precárias, recebiam cuidados veterinários limitados e eram regularmente mantidos em pisos de concreto em lugares estressantes. Os turistas podem impulsionar a mudança”, afirmou o documento.

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As piores condições de vida dos elefantes estão na Índia, que teve uma pontuação média de 4.4, seguida da Tailândia com 4.6, Nepal com 4.8, Sri Lanka com 4.9 e o Laos com 5. O Camboja teve uma média de 6,5, mas os pesquisadores observaram que havia 36 elefantes na região.

Jan Schmidt-Burbach, especialista do World Animal Protection, com sede na Tailândia, destaca que os turistas possuem o poder de acabar com o cativeiro dos animais, que deveriam viver na natureza.

“Como regra geral, se você pode andar, abraçar ou tirar uma selfie com um animal selvagem é cruel e você simplesmente não deve fazer isso”, ressaltou à AFP.

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Os ativistas acrescentaram que o aumento de 30% na população de elefantes abusados pelo turismo na Tailândia desde 2010 baseou-se principalmente em locais com más classificações.

A indústria de entretenimento de elefantes do país deflagrou na década de 1990, após as autoridades proibirem o uso de elefantes na exploração madeireira e a procura por outras formas de lucrar com o abuso dos animais.

A maioria daquela geração de elefantes já desapareceu, mas o número de animais envolvidos no comércio continua aumentando. O país tem mais indivíduos da espécie confinados do que na natureza.

O World Animal Protection está particularmente preocupado com os circos da Tailândia, onde os elefantes são forçados a andar em triciclos, em cordas-bambas e até a jogar basquete.

“O treinamento necessário para que os elefantes façam esses truques é particularmente cruel e estressante”, concluíram os ativistas.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Caça de elefantes ameaçados financia ação de grupos terroristas

Debaixo de um intenso calor e com uma visibilidade de menos de alguns metros, as tropas do Exército britânico têm atravessado a floresta do Gabão, localizado na África, em uma de suas missões mais dolorosas até hoje

A caça é a nova fronteira na guerra contra o terrorismo, que tem dizimado elefantes ameaçados de extinção.

Elefante na natureza

No Gabão, grupos extremistas têm assassinado raros elefantes em uma corrida do ouro para financiar suas atividades ilícitas em toda a África. Os caçadores vendem uma libra de marfim por £ 65 no mercado negro asiático por meio de vários portos em Dar es Salaam e Mombasa.

Os bebês elefantes, que possuem presas de apenas alguns centímetros de comprimento, também são assassinados.

“Estamos convencidos a partir de todas as evidências de que o dinheiro arrecadado pela caça irá financiar o terrorismo”, diz Christian Mbina, diretor técnico do Gabon Parks.

“A rede e os movimentos de Boko Haram são conhecidos em toda a África agora. Da mesma forma que os Al-Shabaab estão envolvidos na caça de marfim no Leste da África, Quênia e Tanzânia, Boko Haram faz o mesmo aqui. Os grandes grupos terroristas da África agora vivem da pirataria e da caça”, explica.

Segundo a reportagem do Mirror, as autoridades desesperadas enviaram um SOS ao Exército britânico pedindo ajuda para proteger os últimos elefantes restantes.

Em resposta, 16 soldados de infantaria, predominantemente do 2º Batalhão Os Rifles, têm atuado no Mokekou Jungle Training Camp, próximo a Lope.

Eles têm trabalhado ao lado de guardas florestais sobrecarregados e desarmados no combate às gangues armadas que matam os animais e carregam granadas propulsionadas por foguete.

A inteligência mostra que esses caçadores possuem conexões com o grupo extremista Boko Haram na Nigéria e, na última década, mataram 25 mil elefantes que viviam nas florestas em uma única região do país.

Para impedir a cala de marfim, o Exército esteve no Quênia, na Tanzânia, na República Democrática do Congo, no Ruanda e na Etiópia nos últimos cinco anos, em uma tentativa de treinar 145 policiais capazes de fornecer informações sobre os movimentos dos caçadores.

Jornalista ao lado de cadáver de elefante por caçadores

Encerrando o último estágio no Gabão neste mês, eles já treinaram 80 policiais de alto padrão. Um oficial de inteligência, que realizou várias viagens, revelou que as áreas fronteiriças são os pontos mais fracos da prática terrível. “Os animais e os caçadores não respeitam fronteiras. Caçadores manipulam isso atuando em regiões de fronteira onde é mais fácil ir para dentro e para fora. Portanto, precisamos assegurar que ocorra uma comunicação instantânea e inteligência compartilhada em todos os países”, disse.

Os assassinos não irão parar de capturar os elefantes e muitas vezes exploram filhos de pigmeus – indígenas ameaçados à beira das florestas do Gabão – como mulas.

Três crianças foram presas carregando 40 quilos de marfim nas costas no início deste ano. A situação dos elefantes africanos é crítica. No Gabão, o Exército fez várias ações, como treinamentos de oficiais, prisão de caçadores, barrar cenas de crime para reunir provas e até criou grupos no WhatsApp entre os gerentes do parque para ajudá-los a se comunicar imediatamente.

Os guardas-florestais também estão sendo treinados para usar armas AK47 para lutar, mas as autoridades da nação ainda não decidiram se eles atuarão armados em tempo integral.

Anteriormente, os guardas simplesmente tentavam pegar caçadores armados desprevenidos, corriam e arrancavam suas armas – uma luta mortal.

O guarda florestal Daniel Ebiaghe Essebe, de 30 anos, de Minkebe, enfrentou muitas vezes os criminosos. “Nós nos dividimos e em uma emboscada os pegamos. Eles tinham Kalashnikovs, armas e facas. Como você os prende? “, questiona.

Os caçadores são presos, algemados e depois todas as provas são coletadas – facas de caça, pedaços de marfim ou mapas – e os acampamentos são destruídos para não serem usados novamente. Além de balas e granadas, os guardas também devem evitar lesões ou doenças em terrenos  muito distantes de qualquer centro de tratamento.

Soldados encarregados de proteger os elefantes

Lance Roseanna Rowbotham, 24, um paramédico acrescenta: “Estamos ensinando os guardas a tratar ferimentos de bala e mordidas de cobras – há diversas víboras do Gabão e mambas pretos aqui. O seu conhecimento médico é muito restrito, por isso é uma emoção ver guardas aprenderem a salvar vidas em uma emergência. Se eles se machucam aqui, possuem poucas chances de receber tratamento externo”.

Corporal Gyanendra Rai, 31, é o rastreador especialista responsável por transmitir anos de experiência militar na selva. Ele revela que os caçadores usam cartuchos de armas, que são cuidadosamente usados para marcar seu progresso pela floresta ou sinalizar onde há diminuição de marfim.

O treinamento na selva também foi inestimável para as tropas britânicas. O sargento Sean Kirkham, de 32 anos, é um veterano que atuou no Afeganistão e no Iraque e diz que a selva é o terreno mais difícil.

“Como é muito úmido, é difícil para o corpo esfriar e regular a temperatura. Os cortes precisam de mais tempo para serem curados. Não existe outro lugar como esse, é por isso que é crítico que fiquemos aqui treinando soldados mais jovens. É uma boa notícia ser visto ajudando no combate à caça”, ressalta.

Conforme eles se movimentam na floresta, encontram um elefante adulto morto, sem as presas, debaixo de um calor escaldante. Ainda assim, Christian Mbina tem esperança de que o trabalho das tropas britânicas impeça a morte de muitos outros animais.

“Eles não heróis somente para mim, ou para o Gabão, mas para o mundo inteiro. Partimos para a guerra e meus guardas florestais precisam de técnicas de guerra. É o que os britânicos nos dão. Onde quer que os caçadores estejam na floresta, estamos indo rastreá-los com tolerância zero”, diz.

O capitão Dan Lee, 35, do Royal Scots Dragoon Guards, fornece apoio logístico aos guardas-florestais do país e afirma que a maior batalha para salvar os elefantes está à frente deles.

“Há um número relativamente pequeno de guardas e eles têm muito terreno para cobrir a fim de defender os elefantes. Mas estão incrivelmente motivados e aprenderam nossas lições com grande entusiasmo. Tenho toda a fé neles”, finaliza.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA China fecha todas as lojas e fábricas que comercializam produtos feitos com marfim

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Em um grande passo para seu compromisso de proibir o comércio de marfim, a China fechará 67 fábricas de esculturas e lojas de varejo em todo o país na sexta-feira (31), informou a organização WildAid.

A primeira fase de fechamentos irá impactar cerca de um terço de todas as lojas oficiais e fábricas, de acordo com documentos divulgados pela Administração Florestal do Estado da China.

No final de 2016, a China anunciou planos para acabar com todas as vendas internas de marfim até o final deste ano. O país é atualmente o maior mercado mundial de produtos feitos com marfim de elefantes. Embora o comércio internacional seja proibido, até 30 mil elefantes são mortos anualmente por suas presas.

“Esses fechamentos provam que a China está comprometida em acabar com o comércio de marfim e ajudar o elefante africano”, disse Peter Knights, CEO da WildAid.

“O preço do marfim teve queda de dois terços frente aos números anteriores, por isso, hoje é um investimento muito ruim. Esperamos mais quedas à medida que o fechamento total se aproxima no final do ano”, completou.

Um novo relatório publicado pela Save the Elephants descobriu que o preço de atacado das presas de marfim na China tinha caído para US$ 730 por quilograma, abaixo de US$ 2.100 em 2014.

De acordo com a investigação, alguns pontos de varejo já fecharam devido à diminuição no ritmo de vendas. “As campanhas de conscientização pública expuseram muitos potenciais compradores ao impacto que a compra de marfim tem sobre os elefantes africanos”, declarou a organização em um comunicado para a imprensa.

Atualmente, existem 34 fábricas oficiais de marfim, localizadas em toda a China. Doze delas estão programadas para fechar nesta semana. Além disso, 45 das 130 lojas de varejo licenciadas pelo governo para comercializar marfim encerrarão suas vendas até esta sexta-feira.

“Os efeitos positivos da proibição já estão ocorrendo. As apreensões de marfim que entraram na China caíram 80% em 2016 e 67 elefantes foram caçados no Quênia em relação a 390 três anos antes”, disse Knights.

Enquanto isso, Hong Kong e o Reino Unido ainda não aprovaram a proibição do comércio de marfim e o mercado japonês permanece aberto. A WildAid insta os legisladores a endossar o plano do governo de fechar o mercado de marfim de Hong Kong e pede ao Japão que se junte à comunidade global para acabar com este terrível comércio.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Nova crueldade: traficantes vendem peles de elefantes para “tratamentos milagrosos”

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A população de elefantes selvagens de Myanmar está em perigo. Acredita-se que ela tenha sido reduzida em 50% dos cerca de mil a dois mil indivíduos que existiam na década passada.

De acordo com o governo da região, a caça aumentou em 10 vezes. Em grande parte, os caçadores são impulsionados por uma crescente demanda por marfim, couro e partes dos corpos dos animais.

Embora todos estejamos familiarizados com o comércio de marfim, há uma nova moda: o uso de peles para “tratamentos curativos”. Isso aumentou em Kyaiktiyo Pagoda, também conhecido como Golden Rock, um local de peregrinação budista localizado em Mon State.

A poucos passos de quiosques de lembranças reside o que se tornou um dos principais pontos do comércio global que lucra US$ 20 bilhões a cada ano.

No maior mercado negro do Sudeste Asiático, a pele de elefante é vendida pelo preço de US$ 3,65 por polegada quadrada – um custo extremamente baixo para a vida desses gigantes gentis.

De acordo com o Myanmar Times, um vendedor anônimo conversou com a AFP sobre os supostos benefícios do uso de peles secas de elefantes: “A pele do elefante pode curar doenças de pele como o eczema. Você queima pedaços de pele, colocando-os em um pote de barro. Em seguida, mistura as cinzas com óleo de coco para aplicar sobre o eczema”, disse ele.

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Outro fornecedor alegou que o mesmo “tratamento ” acaba com as espinhas e remove manchas pretas. “Seu rosto ficará liso e branco depois de usá-la”, afirmou. Isso mostra que os mitos que cercam a medicina tradicional são tão fortes que levam ao desaparecimento de inúmeras espécies.

Enquanto o governo de Myanmar tenta acabar com o mercado negro em Kyaittiyo, os vendedores muitas vezes conseguem descobrir sobre as operações previamente e têm tempo para esconder as partes dos animais das autoridades.

“Estamos no meio de uma crise. Se estamos perdendo esse número, não deve demorar muitos anos até que os elefantes selvagens desapareçam”, declarou Antony Lynam, conselheiro regional da Wildlife Conservation Society.

Para ajudar a salvar os elefantes, o país anunciou recentemente novos esforços para reprimir a caça e o início de pesquisas inéditas sobre a melhor forma de resolver conflitos entre humanos e animais selvagens.

Além disso, o governo também está trabalhando para conscientizar os cidadãos, ensinando-os como podem contribuir com os esforços de preservação do habitat dos animais, segundo o One Green Planet.

De acordo com o Myanmar Times: “A ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático) criou uma rede de vigilância da vida selvagem para impedir o tráfico e a descoberta de produtos feitos com animais ameaçados de extinção têm aumentado”.

Espera-se que estes esforços, juntamente com a recente proibição da China em relação ao comércio de marfim, tenham um impacto positivo sobre as populações de elefantes.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Organização do Príncipe William pressiona Reino Unido a proibir comércio de marfim

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A secretária do Meio Ambiente do Reino Unido, Andrea Leadsom, está sob uma crescente pressão para cumprir o compromisso de proibir o comércio de marfim no país depois que a China anunciou que proibirá o mercado interno de marfim.

Organizações de conservação, incluindo uma instituição de caridade defendida pelo príncipe William, explicam que permitir que a indústria continue no Reino Unido alimenta a matança anual de milhares de rinocerontes e elefantes. Um estudo recente sugeriu que o Reino Unido é agora o terceiro maior fornecedor de itens de marfim para os EUA.

O secretário de Relações Exteriores, William Haye e um ex-secretário do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais, Owen Paterson, apoiam uma proibição total, que foi um compromisso assumido pelo Partido Conservador entre 2010 e 2015.

Mas, depois de ser pressionada por casas de leilão e antiquários, que montaram uma poderosa campanha de lobby contra uma proibição total, Leadsom não mostrou que irá endossar a medida.

De acordo com os planos anunciados em setembro, a Defra pretende proibir a venda de itens contendo marfim produzidos entre 1947 e os dias atuais. No entanto, o comércio de obras de arte e antiguidades de marfim produzidas antes de 1947 será permitido para grande consternação de instituições de proteção da vida selvagem.

Em uma carta aberta ao primeiro-ministro, a Action for Elephants disse que as leis feitas para regulamentar o comércio de marfim no Reino Unido se mostraram ineficazes e inviáveis.

A organização alertou que a polícia e os tribunais não dispunham de recursos para monitorar o comércio ou processar os casos em que a legislação foi infligida e que a nova lei só complicaria as questões. Segundo a Action for Elephants, o comércio legalizado do marfim deixaria que os criminosos transportassem o marfim por meio do Reino Unido.

No entanto, o anúncio da China, maior mercado de marfim do mundo, de que planeja encerrar todo o processamento comercial e venda de marfim até o final de março e fechar seu mercado interno até o final do ano, colocou o Reino Unido sob intenso escrutínio.

Will Travers, presidente da Born Free Foundation, ressaltou que dezenas de milhares de elefantes em toda a África são mortas por caçadores. “A forte ação da China é crucial para o futuro dos elefantes”, afirmou.

Uma petição online pedindo que o governo proíba o comércio responsável pela morte de 30 mil elefantes africanos por ano está se aproximando de 90 mil assinaturas, quase o número necessário para que o parlamento realize um debate sobre o assunto, segundo o The Guardian.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Últimos elefantes torturados em cidade indiana são transferidos para centro de reabilitação

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Os últimos seis elefantes forçados a trabalhar nas ruas de Deli (Índia) – aqueles que são levados pela cidade em busca de esmolas e executam truques em casas de fazenda, casamentos e templos – finalmente serão resgatados.

O Departamento Florestal de Deli planeja transportá-los para os centros de reabilitação de elefantes aprovados em Uttar Pradesh, Uttaranchal e outros estados vizinhos.

A decisão é uma resposta a um relatório condenatório feito pelos membros da Animal Welfare Board of India (AWBI) e de cientistas veterinários que inspecionaram os paquidermes em julho deste ano.

O documento detalha a desnutrição, o excesso de trabalho e o abuso infligido aos grandes mamíferos, incluindo uma fêmea cega.
Suas presas foram arrancadas, já que o marfim é considerado valioso no mercado negro.

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Já as orelhas dos elefantes foram rasgadas devido ao uso excessivo do ankus (uma vara do ferro usada para domá-los) e as pastilhas dos pés estão finas e rachadas porque eles permaneceram muito tempo em cima de concretos e caminharam em estradas quentes.

Além disso, os recintos em que são mantidos na área de South Delhi Sangam Vihar são estreitos, sujos e anti-higiênicos, sem água potável adequada ou piscina, diz o relatório.

Os dois elefantes – Hiragaj e Gangaram – e as quatro fêmeas – Moti, Chandni, Dhonmati e Yeon – podem muitas vezes ser vistos presos sob a ponte ITO.

Intitulada “Avaliação do Bem-Estar e Cumprimento da Lei dos Elefantes Asiáticos Cativos (Elephant Maximus) em Nova Delhi”, o relatório foi apresentado recentemente.

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Os animais são explorados em Yamuna há séculos. No entanto, o cenário de mudança da cidade e a crescente pressão dos ativistas culminaram em um julgamento do Supremo Tribunal em 2015, que proibiu a continuidade dos abusos.

Shukla disse ao Mail Today: ‘Vamos enviar avisos para os responsáveis por elefantes. Se suas respostas não forem satisfatórias, iremos resgatar os animais”.

A capital nacional tinha um grande número de elefantes domesticados antes e depois da independência, principalmente para passeios reais e para serem usados pela indústria de construção e transporte de cargas pesadas, segundo o Daily Mail.

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Em 2003, havia pelo menos 22 elefantes na cidade. Acredita-se que eles foram adquiridos na feira Sonpur em Bihar, que recebe elefantes sequestrados das florestas de Assam. Embora a demanda pelos animais abusados tenha sido alta  no passado, agora reduziu consideravelmente.

“O bem-estar geral dos seis elefantes cativos inspecionados em Deli é muito ruim. Moti é completamente cega no olho direito, ela está nervosa, facilmente assustada e resiste aos comandos de seus adestradatores “, disse o ativista pelos direitos animais Gauri Maulekhi, que fazia parte do comitê de inspeção.

Fonte: ANDA