Elefantes órfãos tem vida social prejudicada por caçadores

Na última década, a população observada sofreu com a crescente caça pelo marfim e secas severas, o que deixou muitos elefantes sem mães e avós.

elefantes órfãos não conseguem interagir com indivíduos dominantes
Elefantes órfãos tem mais dificuldades em interações sociais

Pesquisadores da Universidade do Colorado analisaram os padrões de interação social de elefantes fêmeas jovens e descobriram que animais órfãos desenvolvem menos parcerias com indivíduos maduros e dominantes, como mães e tias. O estudo foi feito na Reserva Nacional de Samburu e Buffalo Springs, no Kenya.

Na última década, a população observada sofreu com a crescente caça pelo marfim e secas severas, o que deixou muitos elefantes sem mães e avós.

Segundo ressalta o Science Daily, elefantes vivem em uma estrutura social complexa, como a de humanos. Neste contexto, a preocupação dos pesquisadores é a de que os impactos da caça, que assassina indivíduos adultos, interferem diretamente no crescimento dos jovens. Os elefantes deixados órfãos não são capazes de superar os laços rompidos pelo assassinato de suas mães, pelo menos não nos primeiros anos após a perda.

Estudos anteriores nesta população específica de elefantes e em outras, mostraram que os animais estreitam outros laços já existentes após uma ruptura assim. Entretanto, ainda permanecem em posição de desvantagem social, como explica a pesquisadora Shifra Goldenberg, que trabalha diretamente com a Save the Elephants – ONG atuante no país.

Animais extremamente expressivos, os elefantes desenvolvem muitas interações amigáveis entre si, incluindo cumprimentos e esfregar seus corpos uns nos outros. Através das análises desses comportamentos é possível perceber em que grau os indivíduos estão socialmente integrados.

Foi concluído que os órfãos não passam o tempo necessário com os adultos dominantes, colocando em risco a sua capacidade de absorver conhecimento e ter acesso preferencial a alimento. Diminuindo, portanto, suas chances de sobrevivência.

Fonte: ANDA

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CONTEÚDO ANDA Mães e bebês elefantes são massacrados para a produção de joias

Um elefante deitado em uma floresta desmatada e com parte da pele arrancada é um dos 20 animais mortos que foram encontrados em apenas um dia.  Muitos deles eram mães e bebês e todos foram assassinados por dardos envenenados

Os elefantes não foram exterminados por suas presas de marfim, mas por suas peles, arrancadas enquanto os corpos ainda estão aquecidos. O restante dos cadáveres são deixados para apodrecer.

Corpo de elefante

Recentemente, Michael Grove, secretário do Meio Ambiente do Reino Unido, anunciou planos para proibir a venda de marfim do país em uma tentativa de salvar os animais em todo o mundo. Porém, um número recorde de elefantes asiáticos enfrenta uma nova caça epidêmica de suas peles que são transformadas em joias.

Monica Wrobel, presidente de proteção da Elephant Family, declarou: “A manada foi rastreada, morta e cada pedaço de pele foi levado”. A pele é usada para a produção de miçangas vermelhas, que são vendidas como braceletes e colares que custam até £75.

A demanda pelas joias ilegais já é tão alta na China que os traficantes têm exigido que os caçadores forneçam mais peles de elefantes. Em 2016, guardas-florestais encontraram mais de 60 animais retalhados por suas peles em Myanmar, que é agora o epicentro dessa extrema crueldade.

Este ano tem sido pior. Investigadores localizaram 66 trombas em apenas uma operação. Duas manadas foram mortas e mais seis elefantes esfolados foram descobertos em apenas seis semanas.

Oficiais encontram os restos de um elefante morto

Se a demanda continuar crescendo nesse ritmo, os animais ameaçados podem ser caçados até serem extintos em apenas dois anos.

Christy Williams, diretora da WWF de Myanmmar, disse: “Esta é a última chance para os elefantes de Myanmmar. A caça e o esfolamento estão em níveis sem precedentes. Se isso continuar, pode provocar a extinção dos elefantes selvagens daqui”.

Há apenas 20 anos, as florestas do país eram consideradas um refúgio seguro para os elefantes asiáticos, mas o aumento da caça dizimou 10 mil animais. As tentativas de protegê-los podem ser minadas pelo agravamento da crise humanitária no país.

Os especialistas receiam que existem menos de 1400 elefantes selvagens na região. A proibição do comércio de marfim no Reino Unido pode ajudar os elefantes, porém os especialistas apontam que a demanda pelas peles pode fazer com que desapareçam de Myanmar até 2019. As mães e bebês eram imunes à caça de marfim, mas agora são alvos, o que impede a reprodução das espécies.

Como os caçadores utilizam dardos envenenados para não danificar as peles, os animais enfrentam uma morte agonizante. “Pode levar até três dias para um elefante morrer. Eles suportam uma dor terrível. Como alguém que já viu muitas mortes de elefantes, estou chocada com a brutalidade desses caçadores”, disse Williams.

No passado, a medicina chinesa utilizava pele de elefante para aliviar dores estomacais e como ingrediente de uma pasta usada para dores causadas pela artrite e para doenças de pele. Até agora, os médicos usavam as peles de animais encontrados por aldeões ou que eram mortos para a alimentação.

Elefantes em momento de cumplicidade

Isso mudou em 2014, quando miçangas feitas com elefantes começaram a ser vendidas em mercados, tanto em Myanmar como na China. Segundo o Mirror, a ocorrência coincidiu com o aumento dramático do número de cadáveres retalhados que tiveram as peles arrancadas.

Em 2016, a Elephant Family descobriu que a maior parte da pele é traficada por Mong La, uma cidade de fronteira sobre a qual o governo de Myanmar não possui nenhum controle. O local era notavelmente um ponto para o tráfico da vida selvagem e também para a prostituição infantil.

Com sua população de 1,4 bilhões de pessoas, a obsessão chinesa pode exterminar os elefantes de todo o mundo em apenas algumas décadas. Se a demanda crescer, os paquidermes africanos podem ser os próximos. O Vietnã e a Tailândia são locais usados pelos traficantes para transportar produtos derivados de animais.

O ex-policial John diz: “Temos que nos concentrar na demanda pela pele de elefante. Se falharmos, as consequências serão catastróficas”.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA A relação sombria entre o comércio de marfim e o cativeiro de elefantes em zoos

Os elefantes são muito populares em todo o mundo. Infelizmente, isso não impede que eles sejam abusados e mortos por humanos

Grupo de elefantes

Durante décadas, os elefantes enfrentaram a iminente ameaça de extinção, já que suas presas são arrancadas brutalmente de seus rostos para atender a demanda global por marfim.

Este comércio está repleto de corrupção em todos os níveis e os lucros geralmente financiam grupos terroristas perigosos.

A crise do marfim tem estado sob os holofotes recentemente, conforme um número crescente de municípios dos EUA é responsabilizado por sua participação nesse comércio. Embora muitas pessoas acreditem que ele  ocorre apenas em países distantes, onde os elefantes moram, isso não poderia estar mais longe da realidade.

Estima-se que cerca de um elefante seja morto a cada 15 minutos por suas presas, totalizando a perda diária de 100 elefantes. Considerando o ritmo lento de reprodução dos animais, muitos cientistas acreditam que eles podem ser extintos da natureza nos próximos 20 anos.

A população mundial de elefantes foi seriamente prejudicada durante o século 20 como resultado direto do comércio mundial de marfim. Em um esforço para proteger a população de animais, uma proibição internacional do marfim foi estabelecida em 1989.

Porém, de acordo com esta legislação, qualquer marfim que já estava em circulação antes da proibição ainda poderia ser importado e exportado. Com essa brecha, marfins mais recentes conseguiram entrar em circulação e os traficantes passaram a falsificar documentos e produtos de marfim para fazê-los parecer antigos.

Quando um elefante é assassinado por seu marfim, isso afeta também toda a sua família. Os bebês são privados do amor de suas mães enquanto os elefantes mais velhos perdem seus filhos, irmãs ou irmãos. O vínculo entre as mães e os bebês elefantes é semelhante ao das mães e crianças humanas.

Os elefantes vivem naturalmente em grupos matriarcais, liderados por uma fêmea mais antiga que geralmente é substituída por sua filha mais velha depois que ela morre. As fêmeas se ajudam com o cuidado e a educação dos jovens enquanto os machos adultos ficam em grupos separados. Os laços profundos e amorosos entre essas famílias duram a vida inteira, mas quando a família é destroçada por caçadores, eles se perdem para sempre.

Para impedir o comércio do marfim, o primeiro passo é parar de comprar produtos de animais selvagens. Todo item de marfim foi criado a partir de um elefante que foi morto. Mas o que mais os amantes de animais podem fazer? Muitos zoológicos se vangloriam dos seus esforços de proteção e afirmam que ajudam a combater esse comércio, mas isso não é verdade.

O papel dos zoológicos

Elefantes na natureza

Muitos zoos alegam que seus programas de reprodução em cativeiro ajudam a preservar espécies e que a exposição de animais é uma forma de proteção. Porém, na realidade, eles compram os animais, sequestrando-os da natureza e mantendo-os confinados para obterem lucros.

Quando os elefantes adultos são assassinados por suas presas, muitos bebês órfãos são vendidos para terem uma vida em cativeiro. Por exemplo, em 2015, um grupo de filhotes foi exportado do Zimbábue, meses depois de terem sido capturados da natureza para serem vendidos para zoos na China. Mais recentemente, em Maio deste ano, a Namíbia vendeu cinco filhotes para um zoo em Dubai por um valor não divulgado, segundo o One Green Planet.

Os zoos podem argumentar que manter os animais em cativeiro funciona para proteger a espécie, mas, de acordo com a organização Born Free USA, isso não ocorre. O principal risco para os elefantes é a caça na natureza. Mesmo com a pequena população de elefantes, nada justifica sua captura.

Os elefantes na natureza são ameaçados por caçadores, mas aqueles que vivem aprisionados enfrentam um grande sofrimento. Estatísticas mostram que as taxas de mortalidade dos animais aumentam significativamente em zoos.

Os indivíduos selvagens podem viver em média até 75 anos e a expectativa de vida típica entre os animais confinados varia de apenas 20 a 30 anos.

“Há pouco debate sobre como a caça de elefantes é uma prática brutal. Isso, no entanto, não justifica a colocação ou a criação de elefantes em zoos. Pelo contrário, as estatísticas apontam que as taxas de mortalidade de elefantes aumentam significativamente em zoos, além dos riscos conhecidos nos de doenças físicas, problemas psicológicos e até doenças. Além disso, não há evidências para mostrar que a denominada proteção nos zoos terá impactados sobre o declínio dos elefantes devido à caça”, disse Prashant Khetan, da Born Free.

Os zoológicos apresentam uma réplica triste de um ambiente “natural” e animais que foram separados de suas famílias para serem exibidos como entretenimento. As condições do cativeiro e os pisos rígidos provocam artrite e problemas nos pés e nas articulações.

O sofrimento psicológico causado pela ausência de exercício e companheirismo faz com que os elefantes em cativeiro tenham comportamentos anormais e repetitivos. Alguns zoos ainda realizam adestramentos cruéis, como ameaçar os animais com bullhooks, uma ferramenta dolorosa. Esta prática resultou em mais de 135 feridos humanos e 18 óbitos humanos desde 1990.

Os zoos perpetuam a ideia de que os elefantes são nossos, mas nenhum animal deveria ser explorado por seres humanos. Os zoos não possuem valor educacional para as crianças.

Os elefantes mantidos em cativeiro estão com excesso de peso e 40% são considerados obesos e exibem regularmente sinais claros de zoochosis mental, como movimentos repetitivos e automutilação. Além disso, eles sucumbem frequentemente a doenças que muitas vezes não são encontradas na natureza, incluindo tuberculose, artrite, infertilidade, entre muitas outras.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Milhares de produtos de marfim são vendidos semanalmente em sites japoneses

Milhares de joias, selos, pergaminhos e outros itens feitos de marfim de elefante continuam sendo comercializados online semanalmente no Japão, revelou um novo relatório da TRAFFIC, a rede de monitoramento do comércio de animais selvagens

Em apenas quatro semanas, entre Maio e Junho de 2017, cerca de 10 mil itens de marfim foram vendidos no Yahoo Auction, uma das maiores plataformas de comércio eletrônico do país, informaram os pesquisadores.

Elefantes, vítimas do comércio de marfim

Os produtos de marfim incluíam joias, hankos (selos de impressão utilizados para a assinatura de documentos, contratos e outros papéis), pergaminhos, colheres de chá, instrumentos musicais, entre outros. Aproximadamente 22 presas de elefantes lapidadas e esculpidas também foram anunciadas e vendidas durante o período da investigação.

As transações de quatro semanas somaram mais de US $ 407 mil, diz o relatório. Centenas de produtos de marfim também foram anunciados em outros sites populares de comércio eletrônico como o Mercari, o Rakuten-Ichiba, o Rakuma e o Yahoo Shopping. Uma média de 143 novas publicidades de produtos de marfim foi inserida semanalmente no Mercari.

“Embora as vendas online de marfim sejam legalizadas no Japão, a grande escala do comércio merece escrutínio para prevenir atividades ilícitas”, escrevem os autores.

Na década de 1980, o Japão era o maior importador de marfim do mundo. Mesmo após o comércio global de presas de elefante ser proibido pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (CITES) em 1989, o Japão recebeu permissão para  importar legalmente inúmeras toneladas de marfim duas vezes: uma em 1999 e depois em 2008.

Porém, dados recentes da Environmental Investigation Agency, uma organização sem fins lucrativos sediada em Washington, DC (EUA), revelaram que as brechas e as frágeis legislações  impediram o Japão de manter o marfim ilegal fora do comércio doméstico e legalizado.

“Essas áreas nebulosas no comércio japonês de marfim devem ser tratadas adequadamente para eliminar possíveis brechas para fluxos ilegais de marfim”, escreveu a TRAFFIC.

Em Junho de 2017, o governo japonês atualizou sua Lei para a Proteção das Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Selvagens (LCES). As autoridades aumentaram as penalidades pela infração da lei e ordenaram que os comerciantes registrassem todas as presas de elefantes em sua posse, de acordo com o relatório.

Os regulamentos atualizados e a monitoração aprimorada por parte das empresas de comércio eletrônico podem ter causado alguma melhoria nesse cenário. Em 2017, em torno de 88% dos vendedores do Yahoo Auction e 85% dos comerciantes do  Rakuten-Ichiba revelaram os números obrigatórios. Segundo o Mongabay, em um estudo anterior realizado pela TRAFFIC em 2014, apenas 11% dos vendedores do Yahoo  Auction e 22% do Rakuten-Ichiba informaram os dados.

Produtos de marfim à venda em sites

Porém, a falta de regulamentação para os produtos de marfim, além de presas inteiras, faz com que seja difícil identificar e prevenir a ilegalidade. No Mercari, por exemplo, alguns anúncios de joias disseram explicitamente que os produtos vieram da Ásia e da África, o que torna as vendas proibidas segundo os termos da CITES.

De acordo com os autores, a venda doméstica dos produtos no Japão permanece legalizada sob a LCES porque a legislação do país permite que os produtos de marfim – com exceção de presas inteiras – sejam negociados sem exigência de comprovante de legalidade.

Essas lacunas tornam quase impossível confirmar a origem dos produtos, dizem os pesquisadores. Os vendedores, as empresas não identificadas e as pessoas que comercializam as presas em leilões e nos sites do mercado CtoC também permanecem fora do radar regulador.

Em Julho deste ano, Rakuten-Ichiba – anteriormente descrito como o maior varejista online de marfim do mundo – anunciou que iria proibir a venda de marfim em seu site. Os vendedores receberam um período de carência de um mês para a retirada dos produtos que já estavam à venda.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Investigação revela o sofrimento de elefantes explorados pelo turismo

Duas vezes mais elefantes trabalham na indústria de turismo da Tailândia, do que no restante da Ásia, sendo que a grande maioria é mantida em condições severamente inadequadas, revelou uma nova investigação

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Os maiores mamíferos terrestres do mundo atraem turistas nos dois continentes. Embora os elefantes africanos sejam mais facilmente encontrados em vastas reservas naturais, seus primos asiáticos têm menos sorte.

Uma indústria de multimilionária aumentou nas últimas décadas, alimentada por turistas que fazem passeios nas costas dos animais ou que patrocinam a crueldade de shows de circo.

Durante dois anos, ativistas da World Animal Protection visataram 220 locais que exploram elefantes em toda a Ásia, no que descrevem como a pesquisa mais abrangente até o momento de um setor com crescimento rápido e lucrativo.

Os dados mostraram que o bem-estar dos animais está sempre em segundo lugar porque os exploradores querem lucrar o mais rapidamente possível.

Três quartos dos elefantes mantidos em cativeiro na Ásia vivem condições que foram classificadas como pobres ou inaceitáveis.

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A Tailândia se destacou como o epicentro global desta terrível indústria. Dos 2.923 elefantes que a organização documentou serem explorados pelo turismo na Ásia, 2.198 estão no país.

A segunda maior indústria é a da Índia, com aproximadamente 617 elefantes, seguida pelo Sri Lanka com 166, Nepal com 147, Laos com 59 e pelo Camboja com 36.

Todos os locais visitados, que os pesquisadores disseram representar 90% da indústria, foram classificados em uma escala de 1 a 10 no que se refere às condições.

Nessa escala, 77% obtiveram nota de um a cinco – o que os pesquisadores classificaram como pobres ou inaceitáveis.

“Quando não realizavam passeios ou performances, os elefantes eram tipicamente acorrentados dia e noite, na maioria das vezes com correntes com menos de três metros de comprimento. Também eram alimentados com dietas precárias, recebiam cuidados veterinários limitados e eram regularmente mantidos em pisos de concreto em lugares estressantes. Os turistas podem impulsionar a mudança”, afirmou o documento.

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As piores condições de vida dos elefantes estão na Índia, que teve uma pontuação média de 4.4, seguida da Tailândia com 4.6, Nepal com 4.8, Sri Lanka com 4.9 e o Laos com 5. O Camboja teve uma média de 6,5, mas os pesquisadores observaram que havia 36 elefantes na região.

Jan Schmidt-Burbach, especialista do World Animal Protection, com sede na Tailândia, destaca que os turistas possuem o poder de acabar com o cativeiro dos animais, que deveriam viver na natureza.

“Como regra geral, se você pode andar, abraçar ou tirar uma selfie com um animal selvagem é cruel e você simplesmente não deve fazer isso”, ressaltou à AFP.

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Os ativistas acrescentaram que o aumento de 30% na população de elefantes abusados pelo turismo na Tailândia desde 2010 baseou-se principalmente em locais com más classificações.

A indústria de entretenimento de elefantes do país deflagrou na década de 1990, após as autoridades proibirem o uso de elefantes na exploração madeireira e a procura por outras formas de lucrar com o abuso dos animais.

A maioria daquela geração de elefantes já desapareceu, mas o número de animais envolvidos no comércio continua aumentando. O país tem mais indivíduos da espécie confinados do que na natureza.

O World Animal Protection está particularmente preocupado com os circos da Tailândia, onde os elefantes são forçados a andar em triciclos, em cordas-bambas e até a jogar basquete.

“O treinamento necessário para que os elefantes façam esses truques é particularmente cruel e estressante”, concluíram os ativistas.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA Caça de elefantes ameaçados financia ação de grupos terroristas

Debaixo de um intenso calor e com uma visibilidade de menos de alguns metros, as tropas do Exército britânico têm atravessado a floresta do Gabão, localizado na África, em uma de suas missões mais dolorosas até hoje

A caça é a nova fronteira na guerra contra o terrorismo, que tem dizimado elefantes ameaçados de extinção.

Elefante na natureza

No Gabão, grupos extremistas têm assassinado raros elefantes em uma corrida do ouro para financiar suas atividades ilícitas em toda a África. Os caçadores vendem uma libra de marfim por £ 65 no mercado negro asiático por meio de vários portos em Dar es Salaam e Mombasa.

Os bebês elefantes, que possuem presas de apenas alguns centímetros de comprimento, também são assassinados.

“Estamos convencidos a partir de todas as evidências de que o dinheiro arrecadado pela caça irá financiar o terrorismo”, diz Christian Mbina, diretor técnico do Gabon Parks.

“A rede e os movimentos de Boko Haram são conhecidos em toda a África agora. Da mesma forma que os Al-Shabaab estão envolvidos na caça de marfim no Leste da África, Quênia e Tanzânia, Boko Haram faz o mesmo aqui. Os grandes grupos terroristas da África agora vivem da pirataria e da caça”, explica.

Segundo a reportagem do Mirror, as autoridades desesperadas enviaram um SOS ao Exército britânico pedindo ajuda para proteger os últimos elefantes restantes.

Em resposta, 16 soldados de infantaria, predominantemente do 2º Batalhão Os Rifles, têm atuado no Mokekou Jungle Training Camp, próximo a Lope.

Eles têm trabalhado ao lado de guardas florestais sobrecarregados e desarmados no combate às gangues armadas que matam os animais e carregam granadas propulsionadas por foguete.

A inteligência mostra que esses caçadores possuem conexões com o grupo extremista Boko Haram na Nigéria e, na última década, mataram 25 mil elefantes que viviam nas florestas em uma única região do país.

Para impedir a cala de marfim, o Exército esteve no Quênia, na Tanzânia, na República Democrática do Congo, no Ruanda e na Etiópia nos últimos cinco anos, em uma tentativa de treinar 145 policiais capazes de fornecer informações sobre os movimentos dos caçadores.

Jornalista ao lado de cadáver de elefante por caçadores

Encerrando o último estágio no Gabão neste mês, eles já treinaram 80 policiais de alto padrão. Um oficial de inteligência, que realizou várias viagens, revelou que as áreas fronteiriças são os pontos mais fracos da prática terrível. “Os animais e os caçadores não respeitam fronteiras. Caçadores manipulam isso atuando em regiões de fronteira onde é mais fácil ir para dentro e para fora. Portanto, precisamos assegurar que ocorra uma comunicação instantânea e inteligência compartilhada em todos os países”, disse.

Os assassinos não irão parar de capturar os elefantes e muitas vezes exploram filhos de pigmeus – indígenas ameaçados à beira das florestas do Gabão – como mulas.

Três crianças foram presas carregando 40 quilos de marfim nas costas no início deste ano. A situação dos elefantes africanos é crítica. No Gabão, o Exército fez várias ações, como treinamentos de oficiais, prisão de caçadores, barrar cenas de crime para reunir provas e até criou grupos no WhatsApp entre os gerentes do parque para ajudá-los a se comunicar imediatamente.

Os guardas-florestais também estão sendo treinados para usar armas AK47 para lutar, mas as autoridades da nação ainda não decidiram se eles atuarão armados em tempo integral.

Anteriormente, os guardas simplesmente tentavam pegar caçadores armados desprevenidos, corriam e arrancavam suas armas – uma luta mortal.

O guarda florestal Daniel Ebiaghe Essebe, de 30 anos, de Minkebe, enfrentou muitas vezes os criminosos. “Nós nos dividimos e em uma emboscada os pegamos. Eles tinham Kalashnikovs, armas e facas. Como você os prende? “, questiona.

Os caçadores são presos, algemados e depois todas as provas são coletadas – facas de caça, pedaços de marfim ou mapas – e os acampamentos são destruídos para não serem usados novamente. Além de balas e granadas, os guardas também devem evitar lesões ou doenças em terrenos  muito distantes de qualquer centro de tratamento.

Soldados encarregados de proteger os elefantes

Lance Roseanna Rowbotham, 24, um paramédico acrescenta: “Estamos ensinando os guardas a tratar ferimentos de bala e mordidas de cobras – há diversas víboras do Gabão e mambas pretos aqui. O seu conhecimento médico é muito restrito, por isso é uma emoção ver guardas aprenderem a salvar vidas em uma emergência. Se eles se machucam aqui, possuem poucas chances de receber tratamento externo”.

Corporal Gyanendra Rai, 31, é o rastreador especialista responsável por transmitir anos de experiência militar na selva. Ele revela que os caçadores usam cartuchos de armas, que são cuidadosamente usados para marcar seu progresso pela floresta ou sinalizar onde há diminuição de marfim.

O treinamento na selva também foi inestimável para as tropas britânicas. O sargento Sean Kirkham, de 32 anos, é um veterano que atuou no Afeganistão e no Iraque e diz que a selva é o terreno mais difícil.

“Como é muito úmido, é difícil para o corpo esfriar e regular a temperatura. Os cortes precisam de mais tempo para serem curados. Não existe outro lugar como esse, é por isso que é crítico que fiquemos aqui treinando soldados mais jovens. É uma boa notícia ser visto ajudando no combate à caça”, ressalta.

Conforme eles se movimentam na floresta, encontram um elefante adulto morto, sem as presas, debaixo de um calor escaldante. Ainda assim, Christian Mbina tem esperança de que o trabalho das tropas britânicas impeça a morte de muitos outros animais.

“Eles não heróis somente para mim, ou para o Gabão, mas para o mundo inteiro. Partimos para a guerra e meus guardas florestais precisam de técnicas de guerra. É o que os britânicos nos dão. Onde quer que os caçadores estejam na floresta, estamos indo rastreá-los com tolerância zero”, diz.

O capitão Dan Lee, 35, do Royal Scots Dragoon Guards, fornece apoio logístico aos guardas-florestais do país e afirma que a maior batalha para salvar os elefantes está à frente deles.

“Há um número relativamente pequeno de guardas e eles têm muito terreno para cobrir a fim de defender os elefantes. Mas estão incrivelmente motivados e aprenderam nossas lições com grande entusiasmo. Tenho toda a fé neles”, finaliza.

Fonte: ANDA

CONTEÚDO ANDA China fecha todas as lojas e fábricas que comercializam produtos feitos com marfim

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Em um grande passo para seu compromisso de proibir o comércio de marfim, a China fechará 67 fábricas de esculturas e lojas de varejo em todo o país na sexta-feira (31), informou a organização WildAid.

A primeira fase de fechamentos irá impactar cerca de um terço de todas as lojas oficiais e fábricas, de acordo com documentos divulgados pela Administração Florestal do Estado da China.

No final de 2016, a China anunciou planos para acabar com todas as vendas internas de marfim até o final deste ano. O país é atualmente o maior mercado mundial de produtos feitos com marfim de elefantes. Embora o comércio internacional seja proibido, até 30 mil elefantes são mortos anualmente por suas presas.

“Esses fechamentos provam que a China está comprometida em acabar com o comércio de marfim e ajudar o elefante africano”, disse Peter Knights, CEO da WildAid.

“O preço do marfim teve queda de dois terços frente aos números anteriores, por isso, hoje é um investimento muito ruim. Esperamos mais quedas à medida que o fechamento total se aproxima no final do ano”, completou.

Um novo relatório publicado pela Save the Elephants descobriu que o preço de atacado das presas de marfim na China tinha caído para US$ 730 por quilograma, abaixo de US$ 2.100 em 2014.

De acordo com a investigação, alguns pontos de varejo já fecharam devido à diminuição no ritmo de vendas. “As campanhas de conscientização pública expuseram muitos potenciais compradores ao impacto que a compra de marfim tem sobre os elefantes africanos”, declarou a organização em um comunicado para a imprensa.

Atualmente, existem 34 fábricas oficiais de marfim, localizadas em toda a China. Doze delas estão programadas para fechar nesta semana. Além disso, 45 das 130 lojas de varejo licenciadas pelo governo para comercializar marfim encerrarão suas vendas até esta sexta-feira.

“Os efeitos positivos da proibição já estão ocorrendo. As apreensões de marfim que entraram na China caíram 80% em 2016 e 67 elefantes foram caçados no Quênia em relação a 390 três anos antes”, disse Knights.

Enquanto isso, Hong Kong e o Reino Unido ainda não aprovaram a proibição do comércio de marfim e o mercado japonês permanece aberto. A WildAid insta os legisladores a endossar o plano do governo de fechar o mercado de marfim de Hong Kong e pede ao Japão que se junte à comunidade global para acabar com este terrível comércio.

Fonte: ANDA