Elefantes órfãos tem vida social prejudicada por caçadores

Na última década, a população observada sofreu com a crescente caça pelo marfim e secas severas, o que deixou muitos elefantes sem mães e avós.

elefantes órfãos não conseguem interagir com indivíduos dominantes
Elefantes órfãos tem mais dificuldades em interações sociais

Pesquisadores da Universidade do Colorado analisaram os padrões de interação social de elefantes fêmeas jovens e descobriram que animais órfãos desenvolvem menos parcerias com indivíduos maduros e dominantes, como mães e tias. O estudo foi feito na Reserva Nacional de Samburu e Buffalo Springs, no Kenya.

Na última década, a população observada sofreu com a crescente caça pelo marfim e secas severas, o que deixou muitos elefantes sem mães e avós.

Segundo ressalta o Science Daily, elefantes vivem em uma estrutura social complexa, como a de humanos. Neste contexto, a preocupação dos pesquisadores é a de que os impactos da caça, que assassina indivíduos adultos, interferem diretamente no crescimento dos jovens. Os elefantes deixados órfãos não são capazes de superar os laços rompidos pelo assassinato de suas mães, pelo menos não nos primeiros anos após a perda.

Estudos anteriores nesta população específica de elefantes e em outras, mostraram que os animais estreitam outros laços já existentes após uma ruptura assim. Entretanto, ainda permanecem em posição de desvantagem social, como explica a pesquisadora Shifra Goldenberg, que trabalha diretamente com a Save the Elephants – ONG atuante no país.

Animais extremamente expressivos, os elefantes desenvolvem muitas interações amigáveis entre si, incluindo cumprimentos e esfregar seus corpos uns nos outros. Através das análises desses comportamentos é possível perceber em que grau os indivíduos estão socialmente integrados.

Foi concluído que os órfãos não passam o tempo necessário com os adultos dominantes, colocando em risco a sua capacidade de absorver conhecimento e ter acesso preferencial a alimento. Diminuindo, portanto, suas chances de sobrevivência.

Fonte: ANDA

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